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Futuros dos EUA e bolsas da Europa sobem após queda da véspera; investimentos da China, IPCA-15 e mais destaques do mercado hoje

Contudo, temores seguem sobre as perspectivas de crescimento global, desafios de Covid na China e Rússia cortando o fornecimento de gás para Polônia

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros dos EUA e bolsas da Europa operam em alta, enquanto os mercados asiáticos fecharam mistos na manhã desta quarta-feira (27), com temores persistindo sobre as perspectivas de crescimento global, desafios de Covid na China e Rússia cortando o fornecimento de gás para a Polônia.

A Rússia cortou o fornecimento para a Polônia e a Bulgária, cumprindo a ameaça de interromper os fluxos para nações que se recusam a pagar o combustível em rublos. A medida também coincide com um aumento acentuado nas tensões entre os aliados ocidentais e a Rússia, à medida que a guerra na Ucrânia continua no terceiro mês.

A questão energética, juntamente com a decepção com os lucros de empresas como Alphabet Inc. e Texas Instruments, semeou mais dúvidas sobre as perspectivas para os mercados. Por outro lado, as ações da Microsoft subiram no after market após um resultado acima do esperado.

Na frente econômica, investidores americanos estarão atentos aos dados mais recentes sobre pedidos semanais de hipotecas, comércio internacional e vendas pendentes de imóveis.

O banco central da China disse na terça-feira que intensificará o apoio prudente da política monetária à sua economia, enquanto Pequim corre para acabar com um surto nascente de COVID-19 na capital e evitar o mesmo bloqueio debilitante em toda a cidade que envolveu Xangai por um mês.

No Brasil, destaque para a divulgação do balanço do primeiro trimestre da mineradora Vale e para a prévia operacional da Petrobras, ambas saem após o fechamento dos mercados.

Em indicadores, sai o IPCA-15 (9h), com consenso Refinitiv de alta mensal de 1,85% e alta anual de 12,16%.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam nesta manhã, buscando recuperação após forte recuo da véspera em meio a preocupações de uma desaceleração econômica, e os investidores avaliam os resultados corporativos que vieram após o fechamento dos mercados.

A Meta, controladora do Facebook, deve divulgar seus resultados nesta quarta-feira, com a Apple e a Amazon divulgando os ganhos na quinta-feira. T-Mobile, Boeing, PayPal e Ford também divulgam números trimestrais hoje (27).

Na véspera, Wall Street havia encerrado em forte queda, com o índice de tecnologia Nasdaq fechando no menor nível desde dezembro de 2020, conforme investidores se preocuparam com a desaceleração do crescimento global e um banco central norte-americano mais agressivo. O Nasdaq recuou 3,95%, queda diária mais acentuada para o Nasdaq desde setembro de 2020. O índice agora perde 22% em relação à máxima recorde de fechamento alcançada em novembro passado.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,90%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,77%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,82%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistos, com as ações da China continental se recuperando após dias de perdas.

O Shanghai Composite ganhou 2,49%, fechando em 2.958,28, enquanto o Shenzhen Component subiu 4,372%, para 10.652,90.

Os lucros industriais da China subiram 8,5% ano a ano no período de janeiro a março, mostraram dados oficiais na quarta-feira.

Ainda em destaque, o presidente chinês, Xi Jinping, pediu na terça-feira um esforço “total” para infraestrutura. Os projetos propostos variam de hidrovias e ferrovias a instalações para computação em nuvem.

Isso porque, à medida que os controles da Covid reduzem o crescimento, a China planeja impulsionar sua economia com mais investimentos. Xi falou em uma reunião do Comitê Central para Assuntos Financeiros e Econômicos, um grupo que o líder lidera.

“A reunião nos sugere que os formuladores de políticas chineses estão cada vez mais cientes dos fortes ventos contrários ao crescimento das restrições da Covid e da desaceleração contínua do setor imobiliário e, portanto, estão mais determinados a aumentar as medidas de flexibilização das políticas”, disseram analistas da equipe do Goldman Sachs.

  • Shanghai SE (China), +2,49%
  • Nikkei (Japão), -1,17%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,06%
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,10%

Europa

Os mercados europeus operam em leve alta, mas com os temores persistindo sobre as perspectivas de crescimento global.

Os investidores também estão observando de perto a interrupção do fornecimento de gás russo para a Polônia e a Bulgária. A Gazprom  disse a ambos os países que estava interrompendo o fornecimento porque eles se recusaram a pagar o gás em rublos, como Moscou exigiu recentemente

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,35%
  • DAX (Alemanha), +0,19%
  • CAC 40 (França), +0,39%
  • FTSE MIB (Itália), +0,32%

Commodities

Os preços do petróleo sobem com a Rússia cortando o fornecimento de gás para a Polônia, enquanto as esperanças de estímulo econômico chinês impulsionaram as perspectivas de demanda.

  • Petróleo WTI, +0,54%, a US$ 102,24 o barril
  • Petróleo Brent, +0,70%, a US$ 105,72 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,61%, a 826,50 iuanes, o equivalente a US$ 126,05

Bitcoin

  • Bitcoin, -3,70% a US$ 39.011,95 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Na reta final de abril, a expectativa sobre os dados de inflação continuam dando tom aos negócios. Nesse sentido, o dado mais aguardado da semana sairá nesta quarta-feira (27): a prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15), referente à primeira metade de abril.

A expectativa do Itaú é de uma alta de 1,86% na comparação mensal, enquanto o Bradesco projeta um avanço de 1,84%, ainda sugerindo inflação corrente em níveis elevados. A leitura será, mais uma vez, pressionada pelos preços administrados, refletindo principalmente o reajuste da Petrobras (PETR3;PETR4) anunciado em meados de março.

Cabe lembrar que o IPCA acelerou 1,62% em março, superando expectativas, e levantando questionamentos sobre até quando o Banco Central deve continuar subindo a taxa Selic.

Brasil

8h: IPC-Fipe semanal, com consenso Refinitiv de alta de 1,66%

9h: IPCA-15, com consenso de alta mensal de 1,85% e alta anual de 12,16%

12h: Fluxo cambial semanal

EUA

9h30: Balança comercial de março

9h30: Nível de estoques do varejo excluindo automóveis de março

9h30: Estoques no atacado mensal

11h: Vendas pendentes de moradias de março, com consenso Refinitiv de baixa mensal de 1,60%

11h30: Estoques de petróleo bruto semanal, com projeção Refinitiv de alta de 2,167 milhões de barris

3.  Decisão sobre cassação de mandato é do Congresso, diz Lira

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), reiterou nesta terça-feira (26) que cabe ao Congresso Nacional a decisão sobre cassação de mandato de parlamentares.

“O Supremo Tribunal Federal tem a competência para julgar, o presidente da República tem a competência para conceder graça ou indulto, a Câmara e o Senado têm que decidir sobre mandato parlamentar”, disse Lira, informando que este é o entendimento da assessoria jurídica da Câmara. O presidente da Câmara disse que não vai “abrir mão” dessa competência constitucional das duas Casas de cassar o mandato de deputados federais e senadores.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a ação penal contra o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) continuará mesmo após o decreto do presidente Jair Bolsonaro que concedeu o perdão ao deputado.

Moraes destacou que a defesa de Silveira ainda não anexou o indulto no processo – um procedimento essencial para que o STF decida sobre a extinção de punibilidade e também sobre os efeitos secundários da condenação, como a sua inelegibilidade.

Câmara deve priorizar MPs próximas do vencimento

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a Casa deve se debruçar nos próximos dias sobre MPs próximas de seu vencimento, caso da MP que autorizou um benefício complementar permitindo que o Auxílio Brasil chegasse a 400 reais mensais por família.

Segundo Lira, há quase 20 MPs com vencimento em junho, razão pela qual empreende o esforço de votação nesta e na próxima semana e trabalha para ajustar o calendário com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Senado aprova projeto que regula criptomoedas no Brasil

O Senado aprovou na terça o Projeto de Lei 3.825/2019, de autoria do senador Flávio Arns (Podemos-PR), que regula operações realizadas com criptoativos no Brasil.

O PL tem impacto principalmente em empresas que atuam no setor de criptoativos. Do ponto de vista do usuário, nada muda para quem apenas compra e vende criptos. Permanecem, por exemplo, as exigências de declaração de bens no Imposto de Renda, e de ganhos de capital mensalmente à Receita Federal.

Câmara aprova MP que retoma gratuidade no despacho de bagagens

A Câmara aprovou a proibição de que as companhias aéreas cobrem taxas adicionais para envio de bagagem em voos. A proibição foi incluída na medida provisória (MP) que desburocratiza regras do setor aéreo, batizada de “Voo Simples”. Os passageiros poderão enviar sem custo um volume de até 23 quilos em voos nacionais e 30 quilos em voos internacionais. Para ter validade, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado até 1º de junho e sancionado por Bolsonaro.

4. Covid

Na última terça-feira (26), o Brasil registrou 164 mortes e 21.102 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 96, recuo de 27% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 13.596, o que representa baixa de 33% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 163.663.678 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 76,18% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 177.079.590 pessoas, o que representa 82,43% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 85.362.007 pessoas, ou 39,73% da população.

5. Radar Corporativo

A mineradora Vale (VALE3) divulgará seu balanço do primeiro trimestre de 2022, após o fechamento dos mercados. Já a Petrobras publicará sua prévia trimestral de produção de óleo e gás.

Neoenergia (NEOE3)

A Neoenergia (NEOE3) lucrou de forma líquida R$ 1,2 bilhão no primeiro trimestre de 2022, número 20% maior do que os R$ 980 milhões registrados em igual período do ano passado.

Em parte, a alta do lucro líquido acompanha a alta da receita líquida da companhia de energia elétrica, que saltou 15%, chegando a R$ 9,5 bilhões.

Indústrias Romi (ROMI3)

A Indústrias Romi (ROMI3) registrou lucro líquido de R$ 30,5 milhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), o que representa um crescimento de 47% em relação ao mesmo trimestre de 2021.

Oi (OIBR3)

A Oi (OIBR3) adiou a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2021 para 4 de maio.

Este é o segundo adiamento da divulgação dos números trimestrais da companhia, prevista inicialmente para 29 março.

WEG (WEGE3)

A WEG aprovou o aumento do capital social da companhia de R$ 5,504 bilhões para R$ 6,504 bilhões, através da incorporação de parte do saldo da conta de Reserva de Lucros / Retenção de Lucros para Investimentos no valor de R$ 1 bilhão, sem aumento do número de ações.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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