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Bolsas caem forte com Covid na China e expectativa de alta do juro; petróleo e minério despencam e mais destaques do mercado hoje

Sessão é de continuidade da aversão ao risco no mercado, seguindo forte baixa do final da semana passada; confira mais destaques do mercado

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros de Nova York e bolsas da Europa recuam, enquanto os mercados asiáticos fecharam em baixa nesta segunda-feira (25), com a perspectiva de crescimento global mais fraco, taxas de juros mais altas e bloqueios de COVID-19 na China.

A segunda maior economia do mundo luta para conter seu pior surto do vírus, apesar dos duros bloqueios em sua maior cidade, Xangai. No fim de semana, Pequim  alertou que o vírus está se espalhando sem ser detectado há cerca de uma semana.

Em Wall Street, os investidores estão avaliando a probabilidade de aumento das taxas de juros, enquanto se preparam para o que será a semana mais movimentada até agora na temporada de resultados corporativos. Cerca de 160 empresas do S&P 500 devem divulgar lucros esta semana, e todos os olhos estarão voltados para relatórios de grandes empresas de tecnologia, incluindo Amazon, Apple, Alphabet, empresa controladora do Google, Meta Platforms e Microsoft.

Os investidores também estão ansiosos por uma importante medida de inflação nesta semana. O índice de gastos pessoais do consumidor deve ser divulgado sexta-feira antes do sino. Em fevereiro, o núcleo do PCE saltou 5,4%.

Cabe ressaltar que, na semana passada, o Ibovespa fechou em queda de 4,39%, somente na sexta, caiu 2,86%, a 111.077,51 pontos, o menor nível de fechamento desde 15 de março e a menor baixa diária desde 26 de novembro. Já na sexta, o dólar comercial avançou 4%, negociado a R$ 4,804 na compra e a R$ 4,805 na venda, em meio aos sinais de alta mais expressiva de juros nos EUA.

Na Europa, Emmanuel Macron  derrotou sua rival Marine Le Pen na eleição de domingo, garantindo um segundo mandato como presidente da França.

Enquanto isso, os preços do petróleo abrem a semana em queda acentuada, com com preocupações de crescimento global.

Do lado corporativo, destaque para o balanço da Vale, na próxima quarta-feira, após o fechamento do mercado. No mesmo dia, a Petrobras  vai divulgar as prévias operacionais do primeiro trimestre. Na quinta-feira, a Oi divulgará o balanço ainda referente ao quarto trimestre de 2021.

Em indicadores, saem confiança do consumidor e IPC-S semanal, com consenso Refinitiv de alta mensal de 1,51%.

Confira os destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA caem nesta manhã, à medida que investidores avaliam a probabilidade de aumento das taxas de juros. Desde quinta-feira, a aversão ao risco tem ganhado força no mercado, pós o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ter afirmado que uma alta de 50 pontos-base está na mesa para a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Além disso, na sexta, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, também disse em entrevista que “vê forte chance de alta de juros neste ano”.

Wall Street também está se preparando para uma semana cheia de resultados corporativos, incluindo relatórios de grandes empresas de tecnologia como Amazon e Apple.

O mercado ainda está de olho no Twitter, que supostamente está reexaminando a oferta de aquisição de Elon Musk depois que o investidor bilionário divulgou que obteve US$ 46,5 bilhões em financiamento, de acordo com informações do Wall Street Journal, citando fontes não identificadas.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -1,06%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -1,12%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,01%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em baixa, com as ações chinesas recuando acentuadamente, em meio a luta do governo da China para conter seu pior surto do vírus, apesar dos duros bloqueios em sua maior cidade, Xangai.

A China, a segunda maior economia do mundo, luta para erradicar seu pior surto de covid-19 em dois anos com bloqueios severos e testes em massa, mantendo sua política de “covid zero” que atingiu a economia e o moral. Xangai, a maior cidade do país, registrou suas primeiras mortes em 18 de abril, apesar de detectar milhares de casos diariamente nas últimas semanas.

  • Shanghai SE (China), -5,13%
  • Nikkei (Japão), -1,90%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -3,73%
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,76%

Europa

Os mercados europeus caem forte, com a venda nos mercados acionários globais continuando na nova semana de negociação, em meio às preocupações com a Covid-19 na China.

Os investidores na Europa também estão digerindo o resultado da eleição presidencial francesa na segunda-feira e monitorando os últimos acontecimentos na Ucrânia.

A invasão russa do país entrou em seu terceiro mês no domingo. O conflito que matou milhares e levou à pior crise de refugiados que a Europa viu desde a Segunda Guerra Mundial.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -2,25%
  • DAX (Alemanha), -1,82%
  • CAC 40 (França), -2,34%
  • FTSE MIB (Itália), -2,14%

Commodities

Os preços do petróleo caem nesta segunda-feira, com bloqueios de Covid-19 na China, prejudicando a demanda, mesmo quando a União Europeia considera uma proibição do petróleo russo que restringiria a oferta.

Os preços do minério de ferro recuam forte, após o consumo de aço na China em março ter caído 9,5%.

Em Xangai, mesmo após semanas de restrições à mobilidade, as autoridades não têm conseguido controlar o surto conforme o esperado e, no final de semana, edifícios inteiros passaram a ser cercados por grades e fitas. Em Pequim, os casos também se espalham e é crescente a preocupação com possíveis lockdowns na cidade, o que promoveu uma forte corrida por suprimentos.

  • Petróleo WTI, -4,58%, a US$ 97,39 o barril
  • Petróleo Brent, -4,61%, a US$ 101,73 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian despenca 10,73%, a 794,5 iuanes, o equivalente a US$ 121,10

Bitcoin

  • Bitcoin, -3,30% a US$ 38.431,78 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A última semana de abril chega com a agenda carregada, sobretudo no âmbito corporativo. Mas além dos muitos balanços e assembleias de acionistas previstos para os próximos dias, a expectativa sobre dados de inflação continua dando tom aos negócios. Nesse sentido, o dado mais aguardado da semana sairá na próxima quarta-feira (27): é a prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15), referente à primeira metade de abril.

A expectativa do Itaú é de uma alta de 1,86% na comparação mensal, enquanto o Bradesco projeta um avanço de 1,84%, ainda sugerindo inflação corrente em níveis elevados. A leitura será, mais uma vez, pressionada pelos preços administrados, refletindo principalmente o reajuste da Petrobras anunciado em meados de março.

Nesta segunda-feira (25) serão disponibilizados o relatório Top 5 de março (9 horas) e a Distribuição de Frequência referente ao mesmo mês (12h, horário de Brasília). O BC ainda informou que irá publicar na segunda-feira (25), às 15h, o Relatório de Poupança de março e uma prévia de abril, possivelmente até o dia 15.

Brasil

8h: IPC-S semanal, com consenso de alta mensal de 1,51%

8h: Confiança do consumidor de abril

EUA

9h30: Índice de Atividade Nacional Fed Chicago de março

11h: Índice de Atividade das Empresas Fed Dallas de abril

3. CPIs ameaçam travar Senado

Com objetivo de evitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará ilegalidades na atuação de pastores evangélicos junto ao Ministério da Educação (MEC), a base bolsonarista se articulou para colocar de pé três outras CPIs, com temas vagos e sem relação com a administração atual. Ao contrário da oposição, que está sofrendo para alcançar 27 assinaturas necessárias (conta atualmente com 25 apoios), a base governista já superou este número para todos os seus pedidos. As informações são do jornal do Valor.

O objetivo, segundo fontes ouvidas pelo Valor, é emparedar Pacheco. Ou não aceita nenhuma CPI ou terá de aceitar todas.

Barroso condena uso das Forças Armadas para desacreditar processo eleitoral

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse hoje que há no cenário político brasileiro intenção de usar as Forças Armadas para atacar o processo eleitoral no país. Ele voltou a defender a integridade das urnas eletrônicas e condenou tentativas de politização dos militares, ressaltando que, até o momento, as Forças Armadas têm resistido a serem objeto das “paixões políticas”.

Moraes decide valor de multas a Daniel Silveira

Após o perdão presidencial concedido ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a oito anos e nove meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes determinará nesta segunda-feira a aplicação de multa ao parlamentar pelo descumprimento das medidas cautelares que lhe foram impostas pela Corte.

Piso salarial para enfermeiros

O presidente da Câmara, Arthur Lira, firmou acordo para votar no dia 4 de maio a criação de um piso salarial nacional para os enfermeiros. Há ampla maioria entre os parlamentares para aprovar a proposta, embora ainda existam dúvidas sobre como pagar a conta. Estimativas da Câmara apontam um custo adicional de pelo menos R$ 16 bilhões para os órgãos públicos, planos de saúde e hospitais filantrópicos e privados.

Impasse na terceira via

Em mais um sinal da dificuldade dos partidos da chamada terceira via de chegarem a um entendimento na disputa presidencial, os líderes do MDB, PSDB, União Brasil e os pré-candidatos das legendas decidiram adiar um jantar que aconteceria nesta segunda-feira em São Paulo para definir as regras e o calendário do colegiado.

Uma nota divulgada pela assessoria do ex-governador João Doria, pré-candidato do PSDB, informou que o encontro foi adiado a pedido da senadora Simone Tebet (MDB-MS) e do deputado Luciano Bivar (UB-PE), ambos pré-candidatos. No comunicado, Doria disse que o momento exige “união”: “Separados seremos derrotados e isso só interessa aos extremistas”, afirmou o tucano.

Até o momento, os três pré-candidatos não chegaram a um entendimento sobre os critérios de escolha para o nome da “terceira via” para concorrer ao Palácio do Planalto.

4. Covid

No último domingo (24), o Brasil registrou 38 mortes e 3.543 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 99, recuo de 32% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 13.902, o que representa baixa de 38% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 163.326.952 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 76,57% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 177.182.940 pessoas, o que representa 83,06% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 86.186.500 pessoas, ou 40,4% da população.

5. Radar Corporativo

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras propôs pagamento de dividendos no valor total de R$ 1,340  bilhão, equivalentes a R$ 1,99153557854615 por  ação  preferencial de  classe  “A”  e  R$  1,49365168208243  por ação preferencial de classe “B”,  e a R$ 0,71578248571496 por ação ordinária, na  data  base de 31 de dezembro de 2021. O pagamento será realizado até 31 de dezembro de 2022.

Os valores, por ação, atualizados dos respectivos Dividendos vão ser oportunamente divulgados pela Companhia por ocasião de seu pagamento, sendo certo que fazem jus ao recebimento dos Dividendos os acionistas da Companhia titulares de ações preferenciais de classes “A” e “B” e de ações ordinárias, constantes da base acionária de 22 de abril de 2022, data de sua deliberação, sendo que, a partir de 25 de abril de 2022, inclusive, as ações preferenciais de classes “A” e “B” e as ações ordinárias, de emissão da Companhia serão negociadas “ex” direito a estes Dividendos.

Cyrela (CYRE3)

O Conselho de administração da Cyrela (CYRE3) aprovou o pagamento de dividendo no valor de R$ 217,1 milhões, equivalentes a R$ 0,5647788378 por ação.

IRB (IRBR3)

O IRB informou ter registrado um prejuízo líquido de R$ 50,9 milhões em fevereiro de 2022, comparado a um lucro de R$ 20,8 milhões em fevereiro de 2021.

No primeiro bimestre de 2022, contudo, o lucro líquido acumulado foi de R$ 63,2 milhões, ante um lucro líquido no mesmo período de 2021 de R$ 38,8 milhões.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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