RADAR INFOMONEY TAEE11 paga R$ 523 milhões em dividendos e JCP em dezembro e mais notícias; assista ao programa desta quinta

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Perspectivas

BC acelerando alta de juros, dados fiscais e de emprego, resultados de Petrobras e Vale: o que acompanhar nesta semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

SÃO PAULO – Após uma semana conturbada, em que o Ibovespa fechou com queda de 7,28% por conta dos riscos fiscais que estão no radar, os próximos dias serão bastante agitados tanto de eventos econômicos quanto políticos, ao mesmo tempo que serão divulgados importantes resultados de blue chips.

O drible no teto de gastos anunciado pelo governo para conseguir elevar o valor do Auxílio Brasil, antigo Bolsa Família, de cerca de R$ 200 para R$ 400 fez com que os economistas elevassem as suas projeções para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, que se inicia na terça-feira (26) e se encerra na quarta-feira (27).

Desde a última sexta, há um movimento generalizado de instituições financeiras revisando suas projeções para a taxa de juros. Se antes o consenso era de que na próxima reunião do Copom haveria uma alta de 1 ponto porcentual na Selic (para 7,25% ao ano), a aposta agora é de alta de 1,25 a 1,5 ponto. Para o ano que vem, algumas instituições já estimam os juros na casa dos 10% (o Credit Suisse, por exemplo, fala em 10,5%; a XP fala em 11%), de forma a conter a inflação.

Antes, na terça-feira (26), será divulgada a inflação medida pelo IPCA-15 referente a outubro. A projeção do Itaú é de alta de 0,96% ao mês, levando a taxa acumulada em 12 meses para 10,07% (ante 10,05% em setembro). A leitura provavelmente será pressionada pelos preços administrados, notadamente, as tarifas de energia elétrica (ainda impactadas pela bandeira tarifária mais cara, de R$ 9,492 a R$ 14,20 por 100 kWh em setembro) e os preços da gasolina e GLP.

Entre os preços livres, os economistas esperam aumentos expressivos em itens industriais (principalmente no grupo transportes, com preços mais elevados para etanol e veículos usados ​​e novos), alimentação em casa (frango, verduras) e serviços (como aluguel, passagens aéreas e comida fora de casa). Também importante, as medidas de núcleo de inflação provavelmente seguirão pressionadas nesta leitura, avalia o banco.

Além disso, o IGP-M de outubro será divulgado na quinta-feira (28), com projeção de alta de 0,44% ao mês, levando a taxa anual para 21,48% (ante 24,86% em setembro). “Esperamos alguma aceleração nos preços no atacado, principalmente nos combustíveis, dados os recentes reajustes na refinaria da Petrobras para os preços da gasolina, diesel e GLP. Os preços ao consumidor provavelmente também continuarão pressionados”, avaliam os economistas.

Atenção ainda para os dados do mercado de trabalho. Na terça, serão divulgados os dados do Caged de setembro, com expectativas, segundo projeções do Itaú e do Bradesco, de criação de vagas de empregos formais em linha com os números positivos apresentados em julho e agosto, na casa dos 300 mil. Já na quarta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a Pnad Contínua com a taxa de desemprego, com projeção do Itaú de que o indicador atinja 13,4% (recuando de 13,6% para 13,4%, com ajuste sazonal). Além disso, sairão ao longo da semana as pesquisas de confiança do empresário e do consumidor da FGV de outubro.

Com relação ao fiscal, será divulgado pelo Tesouro Nacional na quarta-feira o resultado do governo central de setembro, para o qual o Itaú espera saldo zero. As contas públicas consolidadas divulgadas pelo BC, também de setembro, sairão na sexta, para as quais estima um superávit de R$ 3,0 bilhões.

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O relatório de crédito do Banco Central para setembro será divulgado na segunda-feira (25), com informações detalhadas sobre os empréstimos, taxas de inadimplência e outras informações detalhadas sobre o mercado de crédito.

PEC dos precatórios e Auxílio Brasil em destaque

Já no campo político-econômico, o Itaú ressalta que todos os olhares permanecerão voltados para as discussões a respeito da Proposta de Emenda Constitucional dos Precatórios (PEC 23/21), já que o texto agora segue para votação em Plenário na Câmara.

“É importante ressaltar que a versão da proposta aprovada na comissão especial altera as regras para o teto de gastos, abrindo espaço para mais gastos em 2022 e diminuindo a credibilidade fiscal”, aponta o banco.

Ainda na frente de gastos, os economistas destacam ver ações em torno da definição das mudanças no programa Bolsa Família, já que o já anunciado aumento de R$ 400 por mês e extensão para 17 milhões de famílias ainda precisa ser formalizado (com possíveis discussões sobre os valores dos benefícios) antes de ser implementado em novembro.

Além disso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado sobre a resposta do governo à pandemia do coronavírus pode votar seu relatório final durante a semana.

Radar corporativo movimentado

A temporada de resultados ganhará força. Pesos pesados vão divulgar seus balanços, com destaque para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), com seus balanços saindo na quinta, após o fechamento dos mercados. Confira o calendário de balanços clicando aqui. 

Merecem atenção dos investidores na segunda-feira (25), EDP (ENBR3), EcoRodovias (ECOR3) e TIM (TIMS3). Já na terça-feira (26), os destaques ficam por conta de Localiza (RENT3), Klabin (KLBN11), Banco Inter (BIDI11) e Marfrig (MRFG3).

Leia mais: Análise de balanços: o que Warren Buffett avalia nas empresas investidas?

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Quarta-feira (27), será a vez dos balanços de Gerdau (GGBR4), Lojas Renner (LREN3), Banco Santander Brasil (SANB11), WEG (WEGE3), Telefonica Brasil (VIVT3), Dexco (DXCO3), Movida (MOVI3) e Multiplan (MULT3).

Enquanto isso na quinta-feira (28), além de Vale e Petrobras, apresentam seus resultados Suzano (SUZB3), CTEEP (TRPL4), Assaí (ASAI3), Ambev (ABEV3), Alpargatas (ALPA4), Fleury (FLRY3) e Grendene (GRND3).

Por fim, na sexta-feira (29), serão conhecidos os números de Usiminas (USIM5) e Irani Papel e Embalagem (RANI3). Confira o que esperar dos resultados clicando aqui. 

PIB dos EUA e reunião do BCE são destaque no exterior 

No exterior, agenda relevante estará concentrada nos indicadores de atividade, destaca o Bradesco. Na próxima semana,
serão divulgados as versões preliminares do PIB do terceiro trimestre dos Estados Unidos na quinta, com projeção de alta de 3% na base trimestral em termos anualizados. Na sexta, atenção para os dados de gastos pessoais de setembro no país.

Também serão divulgados o PIB da zona do euro e da Alemanha referente ao terceiro trimestre na sexta-feira. Além disso, destaque para decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) na quinta.

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