Destaques da bolsa

Ação da Via Varejo salta 42% em duas sessões e aéreas avançam mais de 10%; Petrobras sobe apesar de petróleo e IRB cai 5%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (28)

loja ponto frio shopping via varejo
(Wikipedia)
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SÃO PAULO – A sessão desta terça-feira (28) foi de forte ânimo para o Ibovespa em meio ao cenário mais positivo no exterior com expectativa de reabertura em alguns países com sinais de já ter passado o pico de coronavírus e com um noticiário mais favorável também no Brasil ( após Paulo Guedes fechar acordo com Davi Alcolumbre para limitar o reajuste do funcionalismo em troca de ajuda aos estados, enquanto Jair Bolsonaro teria colocado um freio no plano pró-crise anunciado pela Casa Civil).

A temporada de resultados também ganha tração, com destaque, com o Santander Brasil (SANB11, R$ 27,22, +11,47%) subindo mais de 10% após o balanço e puxando a alta de bancos como Itaú (ITUB4, R$ 23,35, +8,25%), Bradesco (BBDC3, R$ 18,07, +9,85%;BBDC4, R$ 19,97, +8,77%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 29,14, +13,43%), que também dispararam, levando em conta os dados com aumento de volume de crédito. Porém, vale ressaltar, analistas não destacaram o resultado do Santander não tão positivo como o esperado, apesar de apontarem visão positivo para o setor (veja mais sobre o resultado clicando aqui).

Já a Totvs (TOTS3, R$ 57,96, -0,60%), que abriu em forte alta após anunciar o desdobramento de ações, não conseguiu sustentar os ganhos.

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Enquanto isso, a Via Varejo (VVAR3, R$ 9,04, +19,42% ) teve uma nova sessão de forte disparada depois de subir mais de 18% na véspera com a aquisição de empresa de logística ASAPLog. Com isso, na semana, os ganhos foram de 41,69%. A dona das Casas Bahia e do Ponto Frio ainda informou que as vendas das 200 lojas abertas após o início da flexibilização do isolamento social se aproximaram do mesmo patamar registrado antes do fechamento dos pontos.

Além da Via Varejo, Banco do Brasil e Santander Brasil, outras ações subiram mais de 10%: CVC (CVCB3, R$ 14,15, +14,48%), Azul (AZUL4, R$ 16,05, +13,75%), Gol (GOLL4, R$ 12,19, +11,63%) e Smiles (SMLS3, R$ 15,70, +12,95%), que tiveram forte queda por conta da crise com o coronavírus em meio às restrições para viagens, subiram forte nesta sessão de maior ânimo para o mercado. Além delas, Cyrela (CYRE3, R$ 16,06, +12,70%), Cia. Hering (HGTX3, R$ 15,29, +11,93%) e BTG Pactual (BPAC11, R$ 44,50, +10,83%) também subiram mais de 10%.

A Petrobras (PETR3, R$ 18,02, +7,26%;PETR4, R$ 17,25, +4,86%) subiu forte em meio ao ambiente de maior ânimo interno e também após relatório de produção. Isso apesar da queda do petróleo: o WTI para junho fechou em baixa de 3,44%, a US$ 12,34 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho caiu 1,43%, a US$ 22,74 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O contrato em Nova York bateu mínimas desde pelo menos 1986, depois chegou a ser apoiado por declarações do governo dos Estados Unidos, mas não teve fôlego. Voltou a predominar a avaliação de que a demanda pela commodity é muito diminuta atualmente, diante da pandemia de coronavírus e das consequentes restrições à atividade, e também de que os estoques podem ficar repletos, sobretudo nos EUA, o que pioraria o quadro. A Moody’s divulgou projeções de contração para a economia dos países do G20 e previu que o petróleo WTI fique em média em US$ 30 o barril em 2020 e o Brent, em US$ 35.

Vale destacar ainda que a pressão de baixa também ocorre por conta de notícias de que o US Oil Fund rolará seus contratos para junho em busca de outros, com vencimento mais adiante, por causa das condições do mercado e por questões regulatórias.

Enquanto isso, entre as maiores baixas, estão ações de empresas que apresentaram maior resiliência durante a fase mais aguda da crise do coronavírus em termos de aversão ao risco do mercado. Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 67,04, -3,50%) e Carrefour (CRFB3, R$ 19,82, -1,54%) caíram – vale destacar que o Carrefour apresentou prévia operacional referente ao primeiro trimestre. Enquanto isso, a Suzano (SUZB3, R$ 38,65, -3,62%) teve queda com a baixa do dólar após fortes altas e também com a baixa dos preços de celulose de fibra curta na China na semana.

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A maior queda do índice, por sua vez, ficou com papéis do IRB (IRBR3, R$ 9,00, -4,86%); nesta sessão, os papéis tiveram a recomendação reduzida de outperform (desempenho acima da média) para marketperform (desempenho em linha com a média) pelo BB Investimentos.

Confira os destaques:

Santander Brasil (SANB11, R$ 27,22, +11,47%)

O banco Santander Brasil informou na manhã de hoje que obteve um lucro líquido de R$ 3,77 bilhões no primeiro trimestre de 2020, em expansão de 10,5% sobre igual período de 2019. O aumento de provisões do Santander no primeiro trimestre subiu 19,2%, sobre igual período do ano passado, para R$ 3,4 bilhões.

Já o lucro gerencial, que exclui fatores extraordinários, alcançou R$ 3,853 bilhões nos primeiros 3 meses do ano, alta de 10,5% na comparação anual e de 3,4% em relação ao trimestre anterior.

O faturamento bruto do banco avançou 8,7% no primeiro trimestre para R$ 17,13 bilhões. O Santander Brasil também informou que o total de ativos sob seu controle passou de R$ 803 bilhões no primeiro trimestre de 2019 para pouco mais de R$ 1 trilhão no primeiro trimestre de 2020. Os empréstimos do banco cresceram em todos os segmentos, mas foram mais fortes para o setor corporativo, com uma expansão de 34% – frente a uma alta de 15% para o consumidor – para R$ 117,9 bilhões. A carteira de crédito avançou 21% para R$ 378,4 bilhões.

Segundo o Santander, o ROE recorrente foi de 22,3%, um crescimento de 1,2 ponto porcentual sobre o primeiro trimestre de ano passado. O banco informou que a taxa de inadimplência – atrasos acima de 90 dias – recuou 0,1 ponto porcentual no primeiro trimestre de 2020, ante igual período do ano passado, caindo de 3,1% para 3%. No segmento varejo, a taxa de inadimplência teve leve alta, de 3,9% para 4%, mas no segmento pessoa jurídica houve queda de 1,9% para 1,6% – 0,3 ponto porcentual.

O Santander Brasil fechou 27 agências em doze meses e no final de março contava com 2.259 unidades. O banco reduziu o quadro de funcionários em mais de mil empregados e no fim de março deste ano tinha 47.197 trabalhadores. “No primeiro trimestre de 2020, nós ainda conseguimos obter um forte resultado, porém já com os impactos do atual cenário”, comentou o Santander.

O banco Morgan Stanley comentou que os resultados do primeiro trimestre de 2020 do Santander Brasil vieram “sólidos”, acima das estimativas para o lucro gerencial (R$ 3,8 bilhões, ante previsão de R$ 3,3 bilhões do Morgan), e ROE (23,3%, ante estimativa de 20% do banco). Como aspectos positivos, o Morgan Stanley destaca que o Santander Brasil teve um forte aumento de empréstimos para o setor corporativo, “que buscou maior liquidez, como se esperava, por causa da epidemia do Covid-19 em março”.

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Como aspecto negativo, o banco americano destaca que o Santander Brasil teve queda de 7% nas receitas obtidas com taxas e o faturamento com os cartões de crédito se enfraqueceu, em queda de 15%. O Morgan mantém a recomendação overweigth (acima da média) para as ações SANB11 no Brasil e para o ADR do banco em Nova York.

Carrefour Brasil (CRFB3, R$ 19,82, -1,54%)

As vendas consolidadas do Grupo Carrefour Brasil atingiram R$ 15,881 bilhões no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 12,2% em comparação ao mesmo período de 2019. De acordo com fato relevante divulgado pela empresa, a estratégia de expansão nos formatos de atacado e proximidade nos últimos 12 meses foi responsável pelo crescimento adicional de 4,3%.

A receita bruta do Atacadão atingiu R$ 10,8 bilhões no primeiro trimestre, representando um crescimento total de 13,6%. O crescimento foi intensificado pelo movimento de estocagem pré-quarentena visto no varejo de alimentos.

As vendas do Carrefour Varejo sem gasolina, cresceram 9,1% incluindo o marketplace, atingindo R$ 4,5 bilhões. “Assim como o Atacadão, o Varejo também observou um aumento do tíquete médio e uma redução no número de tíquetes, reflexo da estocagem de alimentos e compras mais concentradas”, diz o documento.

O banco Bradesco BBI comentou que os resultados do primeiro trimestre do Carrefour Brasil foram positivos, mostrando o bom impacto que a epidemia do coronavírus teve para o setor supermercadistas de uma maneira geral. O BBI ressaltou o crescimento nas mesmas lojas do Atacadão, braço de atacarejo do grupo francês no país, que foi de 19% nas últimas duas semanas de março.

O BBI avalia que embora as vendas do atacado para os restaurantes tenham caído por causa da epidemia, que levou ao fechamento dos estabelecimentos, esse efeito foi compensado pelas compras dos consumidores finais. O BBI também destacou o crescimento de 8,9% nas vendas das mesmas lojas dos supermercados de vários formatos do Carrefour, que chegou em linha com as estimativas do banco e superou as do principal concorrente no Sudeste.

Outro destaque foi o crescimento de 26% na receita do Banco Carrefour, muito acima da projeção de 12% feita pelo banco. “O Carrefour Brasil claramente respondeu muito bem à chegada da epidemia do Covid-19 ao país e as fortes vendas no final de março mostram que a empresa teve um bom desempenho em um ambiente desafiador”, avalia o BBI. Mesmo assim, o banco nota que as vendas nas mesmas lojas desaceleraram no trimestre em comparação ao quarto trimestre de 2019, e por isto parecem perder ímpeto. O BBI mantém por isto a ação do concorrente Pão de Açúcar como “top pick”, reafirmando a recomendação neutra para o papel CRFB3, com preço-alvo de R$ 23,00 para 2020, uma alta de 14% sobre o fechamento de ontem na B3.

O banco Credit Suisse avaliou positivamente os resultados trimestrais do Carrefour Brasil, mas notou que parte do desempenho já havia sido precificado pelo mercado, por isto espera uma reação neutra. O banco destacou o sólido crescimento de 8,9% nas vendas mesmas lojas nos supermercados e também a expansão do Atacadão, notando que a estocagem de produtos era um efeito previsto, da parte dos consumidores, por causa do começo da epidemia no Brasil em março.

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“Vale ressaltar que esses números reforçam o bom desempenho da empresa, que vem reportando resultados positivos nos últimos dois trimestres. Mesmo antes da chegada do Covid-19 nossos analistas observaram que o Carrefour Brasil estava bem posicionado para entregar resultados consistentes durante 2020 e esses números reforçam a tendência”, avalia o CS.

Petrobras (PETR3, R$ 18,02, +7,26%;PETR4, R$ 17,25, +4,86%)

A produção da Petrobras no primeiro trimestre de 2020 foi de 2,909 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 14,6% ante os 2,538 milhões de boed em igual período do ano passado. Na comparação com o quarto trimestre de 2019, houve uma queda de 3,8%.

A queda trimestral refletiu, principalmente, o desinvestimento de 50% do campo de Tartaruga Verde e da venda da participação societária que a estatal detinha na Petrobras Oil & Gas B.V., encerrando integralmente as atividades operacionais na África. O impacto dos desinvestimentos na produção do trimestre foi de, aproximadamente, 84 milhões de barris por dia.

Segundo a empresa, os efeitos negativos da recessão global provocada pela crise de saúde pública com o coronavírus não chegaram a impactar de forma substancial a performance da produção e vendas no período entre janeiro e março deste ano.

Nos três primeiros meses do ano, a produção comercial da Petrobras foi de 2,606 milhões de boed, com produção de petróleo de 2,320 milhões de barris por dia. É um avanço de 13,3% na produção comercial e de 17,7% na produção de óleo frente ao mesmo período de 2019.

O desempenho, segundo a empresa, se deve “ao ramp-up das plataformas que entraram em produção em 2018 e 2019 (P-74, P-75, P-76 e P-77 no campo de Búzios, P-67 e P-69 no campo de Lula e P-68 nos campos de Berbigão e Sururu)”.

A Petrobras destacou ainda que a plataforma P-77, no campo de Búzios, atingiu em janeiro de 2020 a capacidade de produção de 150 milhões de barris por dia em apenas 10,4 meses.

No entanto, sobre o quarto trimestre de 2019, a produção comercial da empresa caiu 4,5%, enquanto a produção de petróleo sofreu uma baixa de 3,1%. Veja mais clicando aqui. 

O banco Itaú BBA comentou que os resultados de produção da Petrobras no primeiro trimestre de 2020 vieram fortes, mesmo com a chegada da epidemia do vírus Covid-19 ao Brasil, da queda do preço do Brent no mercado internacional e do consumo da gasolina e diesel no mercado interno. O BBA ressalta que a recuperação das ações da petrolífera estatal brasileira está profundamente ligada à oscilação do preço do petróleo no mercado internacional.

“Em comparação ao quarto trimestre de 2019, houve uma pequena queda de 3,8% na produção, mas isso ocorreu porque a Petrobras vendeu o campo de Tartaruga e as operações na PetroAfrica. Essa queda foi compensada pelo aumento da produção em sete plataformas que a Petrobras colocou em operação, a partir de 2018, nos campos de Búzios, Lula e Sururu”. O BBA mantém a recomendação outperform – acima da média para as ações PETR3 e PETR4.

“A prévia operacional da Petrobras foi boa e demonstrou que a companhia está seguindo no caminho certo, mesmo diante de todo cenário global negativo para a commodity neste ano”, destaca a Levante Ideias de Investimento.

Neoenergia (NEOE3, R$ 18,52, +2,04%)

A Neoenergia publicou seus resultados do primeiro trimestre de 2020 na noite de ontem e reportou um lucro líquido de R$ 577 milhões no período, um crescimento de 17,3% sobre igual trimestre de 2019. A holding, que reúne quatro geradoras e distribuidoras de energia elétrica do interior paulista ao Rio Grande do Norte, afirmou que sua base clientes cresceu de 13,8 milhões no primeiro trimestre do ano passado para 14,1 milhões no primeiro trimestre deste ano.

A Neoenergia informou que no primeiro trimestre deste ano injetou 17.4 mil Gigawatts-hora no sistema, uma quantidade estável, em +0,1%, em comparação à energia colocada no sistema elétrico em igual período de 2019. Como resultado financeiro relevante, a holding também informou que obteve um lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,52 bilhão no primeiro trimestre deste ano, uma expansão de 14,1% sobre igual trimestre do ano passado. A receita operacional líquida do grupo caiu 2% no primeiro trimestre, para R$ 6,7 bilhões.

O endividamento da Neoenergia cresceu em R$ 1 bilhão na comparação entre o primeiro trimestre deste ano sobre igual período de 2019. A dívida líquida do grupo era de R$ 17,6 bilhões no final de março deste ano, ante R$ 16,6 bilhões em igual período de 2019. A relação dívida líquida sobre o Ebitda melhorou de 3,43 vezes (3,43x) no fim do primeiro trimestre de 2019 para 2,98 vezes (2,98x) no final de março de 2020.

O banco Credit Suisse comentou que a Neoenergia apresentou “fortes resultados” no primeiro trimestre de 2020, com o desempenho das distribuidoras compensando os resultados mais fracos nos seus parques de geração eólica. “Os custos e despesas totais caíram 11,3% no trimestre”. Segundo o banco suíço, o lucro líquido sofreu um impacto negativo do aumento dos investimentos no período – a Neoenergia investiu pesado nos parques eólicos. Mesmo assim, o banco helvético ressaltou que os resultados chegaram quase todos em linha com as projeções.

Sabesp (SBSP3, R$ 42,09, +2,73%) 

A Companhia de Saneamento de São Paulo – Sabesp, aprovou ontem a emissão de debêntures no valor de R$ 1,45 bilhão. Segundo a concessionária paulista de água e esgotos, a vigésima-quinta emissão de debêntures terá resgate em outubro de 2021.

A Sabesp informou que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), uma das três maiores do mundo, emitiu nota “brAAA” para a emissão, a mesma nota que a estatal paulista tem na agência americana.

“Na nossa visão, a Sabesp será capaz de cumprir as cláusulas contratuais nos próximos doze meses, dado que possui certa folga nesses convenants. Dessa maneira, mesmo que ocorra uma redução no Ebitda da empresa superior a 10% do projetado em nosso cenário-base, os convenants financeiros seguiriam sendo cumpridos”, afirmou a Standard & Poor’s em relatório.

Totvs (TOTS3, R$ 57,96, -0,60%)

A Totvs aprovou ontem o desdobramento das ações ordinárias da empresa, na razão de uma ação ordinária para três da mesma espécie, sem aumento de capital. Cada acionista que possuir uma ação ordinária receberá mais duas. A empresa de informática informou que com a operação o número de ações ordinárias aumentará de 192.637.727 para 577.913.181. A Totvs informou que a partir de 4 de maio as ações da companhia serão negociadas “ex” desdobramento, levando em conta a posição acionária na data-base de 30 de abril deste ano. As ações resultantes do desdobramento serão creditadas nas contas dos acionistas em 6 de maio de 2020.

“Não vemos nenhuma razão importante para essa mudança, como busca por maior liquidez, por exemplo. O único motivo que nos vem à mente é que a Totvs pode ver sua ação perto de R$ 60 com um preço único alto e quer diminui-lo também para estar alinhada, em termos de preços, com outros players do setor”, avalia o Bradesco BBI.

Via Varejo (VVAR3, R$ 9,04, +19,42% )

A Via Varejo, dona das Casas Bahia e Ponto Frio, informou que as vendas das 200 lojas abertas após o início da flexibilização do isolamento social se aproximaram do mesmo patamar registrado antes do fechamento dos pontos.

No começo da quarentena, o grupo perdeu 70% das vendas após interromper a operação das lojas, passando a operar apenas no varejo eletrônico pelo site e aplicativos.

Na véspera, a Via Varejo também anunciou ontem a compra da empresa de tecnologia logística ASAPLog, que atua como uma espécie de Uber de entregas, conectando lojas e entregadores, mas o valor pago não foi informado.

Vale destacar ainda que, em live promovida pela XP Investimentos, Roberto Fulcherberguer, presidente da Via Varejo, afirmou que, desde março, a proporção de vendas online subiu de 30% para “70% a 80%” do total da varejista.

De acordo com o CEO, só o aplicativo da Casas Bahia tem atualmente 10 milhões de usuários, alta de 60% em seis meses. Por conta da pandemia, a Via Varejo transformou 120 lojas em mini centros de distribuição para acelerar os prazos de entrega das compras feitas pela internet.

Eneva (ENEV3, R$ 36,34, -0,08%) e AES Tietê (TIET11, R$ 15,17, +3,13%)

A Eneva Energia captou R$ 90 milhões através de um financiamento feito no China Construction Bank Banco Múltiplo S.A. O financiamento foi feito através de uma cédula de Crédito Bancário, com prazo de doze meses para vencer. A Eneva pagará o CDI mais 2,5% ao ano no principal do vencimento. Segundo a Eneva, os recursos se somarão aos R$ 410 milhões que a empresa levantou em 13 de abril com uma emissão de debêntures, para reforçar o caixa no primeiro semestre.

Ainda sobre Eneva, atenção sobre novos desdobramentos sobre a oferta (temporariamente cancelada) para a união da AES Tietê. A AES informou em fato relevante que um ofício divulgado pela B3 “interferiu diretamente´´ em disputa com a Eneva ao comentar sobre direitos de voto de acionistas
preferencialistas.

Na segunda-feira, ofício assinado pela diretora de Emissores Flavia Mouta Fernandes diz que, para empresas listadas no Nível 2 da B3, detentores de ações preferenciais teriam direito a voto em assembleias sobre assuntos como incorporações e mudança de controle.

Os direitos de preferencialistas foi um dos assuntos discutidos após a Eneva apresentar uma oferta para aquisição da AES Tietê. A AES diz que o foro apropriado para discutir o assunto seria a Câmara de Arbitragem do Mercado, e que o regulamento do Nível 2 diz que apenas o diretor-presidente da B3 teria competência paraesclarecer casos omissos e situações não previstas pelas regras. De acordo com a Reuters, a Eneva deverá fazer uma nova oferta pela AES Tietê.

Embraer (EMBR3, R$ 8,17, +6,66%)

A Embraer subiu após duas quedas seguidas depois que a Boeing rescindiu o acordo para joint venture com a empresa.

O Credit Suisse reduziu a recomendação para os ADRs da Embraer de neutro para underperform (desempenho abaixo da média do mercado) e reduziu o preço-alvo de US$ 11 para US$ 4, com base na revisão de crescimento do lucro por ação de US$ 2,49 para US$ 2,32 para 2020 e de US$ 1,66 para US$ 1,40 em 2021, após a Boeing desistir da joint venture com a companhia (veja mais clicando aqui).

Em abril, os analistas haviam revisado o preço-alvo a US$14 em um cenário positivo para o negócio, e a U$ 6 para um resultado negativo. “Porém, agora, é improvável que o negócio vá para frente e a Boeing sugere que não é obrigada a pagar os US$ 75 milhões a US$100 milhões por quebra de contrato (o que vale US$ 1 por ação. A Embraer alega que a que a Boeing  “produziu dados falsos com o pretexto para não cumprir com a transação de US$ 4,2 bilhões, aponta o banco.

Suzano (SUZB3, R$ 38,65, -3,62%) e Klabin (KLBN11, R$ 17,67, -0,84%)

Os preços de celulose de fibra curta na China tiveram queda na semana (de US$ 0,90 a tonelada), para US$ 465,30 a tonelada. “Mantemos nossa visão de que os preços estejam próximos de um piso com recomposição de margens dos produtores de papel na China”, avalia a XP Investimentos.

CPFL (CPFE3, R$ 30,70, +3,47%) 

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) fará uma oferta pública de ações (OPA) da sua subsidiária CPFL Energia Renováveis S.A. O edital da OPA, segundo a CPFL matriz, será divulgado até o dia 7 de maio. A CPFL informou que o motivo para a oferta pública é que a empresa sairá do Novo Mercado da B3 e unificará suas ações ordinárias na oferta pública. A empresa de Campinas (SP) prometeu divulgar mais detalhes sobre a operação em breve.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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