Destaques da Bolsa

Ações da Qualicorp saltam 7%, Cogna sobe 3% e IRB cai 5% após balanços; Vale e siderúrgicas recuam com minério

Confira os destaques da B3 na sessão desta sexta-feira (14)

SÃO PAULO – Com o noticiário corporativo bastante movimentado na reta final da temporada de resultados, alguns dos grandes destaque foram papéis que não divulgaram seus números entre a noite de quinta-feira (13) e a manhã desta sexta-feira (14).

As ações de CVC (CVCB3, R$ 24,72, +4,35%), que divulga seus números nesta sexta após o fechamento do mercado, subiram 5%. A Gol (GOLL4, R$ 25,39, +5,40%) e Azul (AZUL4, R$ 39,67, +1,74%) também tiveram ganhos expressivos, acompanhando o movimento no exterior.

Na quinta-feira, os CDC (Centros para Controle e Prevenção de Doenças, em uma tradução livre da sigla em inglês), relaxaram as diretrizes nos Estados Unidos, afirmando que, na maior parte das situações, pessoas completamente vacinadas não precisam usar máscaras, em ambientes abertos ou fechados. As ações mais expostas à recuperação da economia subiram após o anúncio, com destaque para aquelas do setor aéreo.

Atenção ainda para a Gol, que encerrou abril com aproximadamente R$ 3,6 bilhões de liquidez total e afirmou nesta sexta-feira que sua liquidez retornará para mais de R$ 4 bilhões após a contabilização em junho de recursos de sua oferta corrente de ações.

“Isso é consistente com o nível de liquidez que mantinha em 2019, antes da pandemia”, ressaltou a companhia aérea em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Incluindo valores financiáveis de depósitos e ativos não onerados, a empresa afirmou que suas fontes potenciais de liquidez totalizarão mais de R$ 7 bilhões.

A temporada de resultados também ganhou destaque, com a Qualicorp (QUAL3, R$ 26,91, +7,21%) registrando ganhos de mais de 7% após o balanço, assim como a Cogna (COGN3, R$ 3,98, +2,84%) teve alta, puxando os ativos da Yduqs (YDUQ3, R$ 31,76, +6,04%), que já tinham subido quase 10% na véspera depois do resultado.

A Petrobras (PETR3, R$ 25,64, +4,65%; PETR4, R$ 26,28, +5,16%) subiu cerca de 5% após o balanço, com lucro de R$ 1,167 bilhão no primeiro trimestre de 2021 (veja análise clicando aqui).

Já entre as maiores quedas, ficaram as ações do IRB (IRBR3, R$ 6,16, -5,08%), com baixa de mais de 5% com a visão negativa do Credit sobre o balanço. Vale (VALE3, R$ 110,56, -1,72%) e siderúrgicas como Gerdau (GGBR4, R$ 34,61, -2,86%), Usiminas (USIM5, R$ 20,30, -4,96%) e CSN (CSNA3, R$ 47,00, -1,94%) voltaram a cair após um novo dia de forte baixa do minério.

Confira os destaques:

Vale (VALE3, R$ 110,56, -1,72%)

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Os contratos futuros do minério de ferro ampliaram as perdas de forma acentuada nesta sexta-feira, com os preços do aço despencando após a importante cidade produtora, Tangshan, alertar as usinas para manterem a ordem do mercado.

O governo local disse que investigaria comportamentos ilegais e suspenderia os negócios em usinas que teriam manipulado os preços de mercado, espalhando rumores ou armazenando produtos para fazer negócios favoráveis, já que o crescimento dos preços do aço ultrapassou o aumento dos custos.

O vergalhão de aço mais negociado na Bolsa de Futuros de Xangai SRBcv1, para entrega em outubro, fechou em queda de 6%, a 5.641 iuanes (US$ 876,61) por tonelada.

As bobinas laminadas a quente SHHCcv1, usadas no setor de manufatura, caíram 6%, para 6.135 iuanes a tonelada, mas ainda registraram um ganho semanal de 2,3%. Os futuros de minério de ferro de referência na bolsa de Dalian, para entrega em setembro, caíram 7,5%, para 1.173 iuanes por tonelada. O contrato caiu 4,4% nesta semana.

Ainda em destaque, a Vale, BHP e Rio Tinto, três das maiores mineradoras do mundo, lançaram na quinta-feira uma chamada global voltada a empreendedores, fornecedoras e start-ups capazes de desenvolver soluções de eletrificação de grandes caminhões, como os usados em minas.

Petrobras (PETR3, R$ 25,64, +4,65%; PETR4, R$ 26,28, +5,16%)

Num cenário de explosão de preços de commodities e de recuperação das vendas de combustíveis no Brasil, a Petrobras fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro de R$ 1,16 bilhão.

O resultado reverte o prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre de 2020, quando a pandemia de Covid-19 derrubou a cotação do petróleo do tipo Brent, negociado na bolsa de Londres, e também o consumo de derivados no Brasil. Diante das perspectivas pessimistas com o comportamento da commodity ao longo do ano, a Petrobras fez, na época, uma série de baixas contábeis de seus ativos, prevendo que boa parte deles não valeria a pena com o barril do petróleo na casa dos US$ 30. As apostas, no entanto, não se concretizaram, e a empresa fechou o ano passado com lucro trimestral recorde de R$ 59,89 bilhões.

Neste trimestre, a empresa aproveitou a alta do petróleo no mercado internacional para reforçar sua receita, ao promover reajustes em suas refinarias toda vez que o barril ficava mais caro nas principais bolsas de negociação do mundo.

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A resiliência do agronegócio garantiu o crescimento da venda de óleo diesel, usado no transporte de produtos agrícolas. Enquanto o afrouxamento das medidas de isolamento manteve o comércio de gasolina. A Petrobras ainda conseguiu aumentar sua participação nos mercados dos dois combustíveis para 73%.

Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, houve retração de 98,1% do resultado, por conta da desvalorização do real frente ao dólar, que pesou nas despesas financeiras.

O Bradesco BBI classificou os resultados divulgados pela Petrobras como fortes. O Ebitda recorrente de R$ 47,7 bilhões está em linha com sua estimativa e com o consenso do mercado. O rendimento do fluxo livre de caixa do acionista foi de 5%. Assim, o banco avalia que há uma boa probabilidade de que a empresa entregue um fluxo livre de caixa acima de sua estimativa de US$ 12 bilhões para o ano.

O banco destaca que a empresa continua em sua trajetória para redução do endividamento, mas aponta que a Petrobras está a US$ 11 bilhões distante de atingir sua meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões, que impulsionaria uma política de dividendo mais alta. Com a expectativa sobre fluxo livre de caixa do acionista para este ano, além das vendas de ativos, o Bradesco espera que a empresa possa atingir esse patamar ainda em 2021. Mas expressa dúvida sobre se a nova gerência e o novo conselho manterão a política atual.

Apesar dos bons resultados, o banco avalia que o mercado está mais interessado em compreender como a nova gestão irá se comportar em relação à política de dividendos, precificação de combustíveis, perspectiva de venda da BR Distribuidora e um fundo de estabilização dos combustíveis junto ao governo.

O Bradesco mantém avaliação neutra e preço-alvo de R$ 32 para os papéis PETR4, que fecharam na quinta a R$ 24,99.

O Credit Suisse ressaltou que o Ebitda da Petrobras no primeiro trimestre, de US$ 8,7 bilhões, ficou 5% abaixo de sua estimativa. Mas diz que não se trata de uma surpresa, pois pode ser atribuído a vendas abaixo da expectativa, mesmo com a alta na produção de petróleo. No entanto, ressalta que as vendas abaixo do esperado indicam perda de cerca de US$ 500 milhões em Ebitda. O Credit mantém recomendação neutra e preço-alvo de US$ 10, frente aos US$ 9,22 negociados na quinta pelos papéis PBR na Bolsa de Nova York.

O banco Morgan Stanley afirma que a percepção crescente de intervenção do governo nos últimos meses elevou a preocupação de que a independência da gestão se reduza. Isso é central para uma política de combustíveis funcional, diz o banco. Assim, o banco diz que suas projeções mais otimistas e mais negativas parecem igualmente plausíveis. Mesmo se não houver um desvio material nos próximos meses, o sentimento e a volatilidade devem continuar a dominar o debate, afirma o banco.

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O Morgan Stanley mantém recomendação equal-weight (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) e preço-alvo de US$ 8,50, frente os US$ 9,22 de fechamento na quinta pelos papéis PBR na Bolsa de Nova York.

Ainda em destaque, as vendas de diesel da Petrobras atingiram 824 mil barris por dia (bpd) em abril, alta de 59% na comparação anual, informou nesta quinta-feira a companhia, que apurou ainda um novo recorde na comercialização de diesel S-10.

Cogna (COGN3, R$ 3,98, +2,84%)

A Cogna registrou prejuízo líquido de R$ 90,975 milhões no primeiro trimestre, um salto de 132,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo grupo de educação nesta sexta-feira.

Assim como no quarto trimestre, a companhia afirmou que o resultado deve efeito de itens não recorrentes (que totalizaram R$ 130,037 milhões) em função dos gastos com a reestruturação da Kroton e impairment na Saber.

Em termos ajustados pela amortização do intangível, mais valia de estoques e impairment (todos efeitos não-caixa), a Cogna apurou lucro líquido de R$ 6,495 milhões no período, um tombo de 86,1% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

A empresa disse que o desempenho refletiu redução do resultado operacional e maior volume de despesas não-recorrentes, parcialmente compensado por menores despesas financeiras líquidas.

A receita líquida caiu 22,4%, para R$ 1,262 bilhão, refletindo nos ensinos superior e básico, entre outros, enquanto as despesas operacionais recuaram apenas 1,6%, para R$ 230,546 milhões.

Segundo o Bradesco BBI, os resultados ficaram um pouco acima do esperado pelos analistas, mas ligeiramente abaixo do consenso. Para a Kroton, apesar da queda na receita líquida, os impactos positivos da recente reestruturação geraram aumento de margem no comparativo anual.

Além disso, a companhia segue registrando fraqueza no segmento presencial, enquanto ensino à distância continua em seu ritmo acelerado de expansão. A Vasta foi o destaque negativo do trimestre, com fraco reconhecimento de receita.

“No geral, acreditamos que os impactos positivos da reestruturação devem acontecer no longo prazo, enquanto os resultados da Vasta e os números de entrada da Kroton devem começar a se recuperar com a redução das restrições à mobilidade”. Contudo, os analistas seguem com recomendação neutra para as ações e preço-alvo de R$ 5,20.

Já o Morgan aponta que os resultados do Cogna estão começando a melhorar, com a reestruturação já mostrando melhorias nas margens do ensino superior. Este segmento proporcionou maior eficiência em custos e forte gerenciamento de despesas. O ensino fundamental e médio continua enfrentando o impacto da redução da base de alunos devido à pandemia e as receitas foram pressionadas. “Em suma, os resultados da Cogna estiveram amplamente em linha com nossas estimativas para receitas e Ebitda”, avaliam os analistas do banco.

Lojas Renner (LREN3, R$ 43,75, -0,84%)

A Lojas Renner reportou um prejuízo líquido de R$ 147,7 milhões no primeiro trimestre de 2021, depois de lucrar R$ 7,1 milhões no mesmo período do ano passado.

Já o Ebitda da varejista de roupas excluindo arrendamentos somou R$ 31,8 milhões, valor 85,5% menor que o do primeiro trimestre de 2020.

A receita líquida da empresa foi de R$ 1,36 bilhão, o que representa uma queda de 12% na comparação anual.

Houve uma queda de 12,7% das vendas nas lojas por conta das maiores restrições à mobilidade, parcialmente compensada pelo salto de 173% nas vendas digitais.

Segundo a administração da Renner, o prejuízo ocorreu devido à retomada nos protocolos de distanciamento social realizados para conter a proliferação da Covid-19. “Desta forma, os clientes se mostraram novamente mais cautelosos quanto à circulação em shoppings, resultando em um fluxo inferior no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior”, afirma a companhia.

De acordo com a Renner, nos primeiros três meses deste ano operou-se com 69% da carga horária total, versus 86% no mesmo período do ano passado.

Por outro lado, a companhia aponta que as vendas têm apresentado crescimento consistente desde 19 de abril, quando houve reabertura quase integral do parque de lojas.

O Bradesco BBI destaca que os resultados da Renner foram ruins, como já era esperado, destacando que os lucros provenientes do vestuário ficaram abaixo das estimativas do banco e os serviços financeiros superaram as projeções.

Assim como os demais varejistas de roupas, os resultados da Renner no primeiro trimestre foram fortemente impactados pelo fechamento de lojas e restrições provocadas pela pandemia, dizem os analistas, ressaltando que as lojas operaram no seu horário normal em 69% do tempo no primeiro trimestre, ante 86% no primeiro trimestre do ano passado. A queda de 12,7% nas vendas de mesmas lojas foram um pouco mais fracas do que a estimativa do banco (-11%), mas ficaram acima da Guararapes (-16%), dona da Riachuelo, e da Marisa (-30%).

O Ebitda consolidado (vendas + serviços financeiros) caiu 86% no período para R$ 32 milhões, não muito longe da estimativa de R$ 72 milhões do BBI, mas o banco destaca que em um primeiro trimestre “normal” esperaria um Ebitda consolidado de R$ 400 milhões, então o pequeno erro versus a estimativa é um pequeno arredondamento. O prejuízo líquido de R$ 148 milhões ficou um pouco maior da estimativa de perda de R$ 121 milhões – e se compara a um lucro de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2020 um lucro de R$ 158 milhões no primeiro trimestre de 2019. “É importante ressaltar que a Renner observou que, como as restrições diminuíram desde meados de abril, as vendas se recuperaram bem, apresentando ‘crescimento robusto’ ante 2019. Isso está em em linha com o feedback de outros varejistas de vestuário”

Os analistas destacam três pontos positivos sobre o balanço: um declínio menor nas vendas em mesmas lojas do que os pares; uma contribuição mais forte do comércio eletrônico (17,5% na Renner contra 16,3% na Marisa e 13,3% na Guararapes); e o retorno com serviços financeiros, embora nesse ponto a Renner se assemelhe aos concorrentes. Do lado negativo, o BBI desraca que a pressão na margem bruta de 3,3 pontos percentuais era esperada, mas é provável que continue a se arrastar nos próximos trimestres.

“Dado o momento de recuperação no setor de varejo, achamos que o mercado não deveria prestar muita atenção às perdas de Ebitda da Renner no vestuário, por serem claramente pontuais. Mais importante, o resultado da Renner e das demais varejistas de roupas sugere que a recuperação das vendas, à medida que as restrições foram amenizadas, tem sido mais forte do que o esperado, e achamos que as vendas gerais no segundo trimestre podem acabar não ficando muito distante dos níveis de 2019”.

Assim, o BBI acredita que a desalavancagem operacional não será tão forte no segundo trimestre e um ambiente de vendas razoável reduz a necessidade de grandes movimentações para zerar as ações.

No geral, o banco disse que segue otimista com a recuperação, por isso mantém recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 50 para as ações. Ainda assim, os analistas ponderam que preferem Guararapes, cujo múltiplo de preço sobre lucro (P/E) está estimado em 19,6 vezes para 2022, contra o múltiplo de 29,5 vezes da Renner (ante um múltiplo considerado justo pelo BBI de cerca de 34 vezes).

C&A (CEAB3, R$ 12,85, +5,50%)

A C&A teve prejuízo de R$ 138,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 150% frente as perdas de R$ 55,4 milhões registradas em igual período de 2020. O Ebitda ficou negativo em R$ 37,3 milhões, ante dado positivo de R$ 78,1 milhões no mesmo período de 2020.

Já a receita líquida totalizou R$ 776,1 milhões, queda de 20,6% na base de comparação anual em meio ao impacto de fechamento de lojas e redução no horário da operação. A receita em vestuário foi de R$ 565,5 milhões, queda de 20,8%, enquanto a divisão de “fashiontronics” (eletrônicos) teve queda de 25,5%, totalizando R$ 142,9 milhões.

As vendas no conceito “mesmas lojas” caíram 21,7% em meio ao fechamento dos estabelecimentos e maiores restrições de funcionamento. Já as vendas brutas totais (GMV) tiveram alta de 178,4%, a R$ 139,2 milhões. A receita líquida on-line foi a R$ 106,6 milhões, alta de 176,2% frente 2020.

Soma (SOMA3, R$ 13,20, +6,02%)

O Grupo Soma (SOMA3), que anunciou recentemente acordo para aquisição da Hering, lucrou R$ 14,9 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 4,3 milhões no mesmo período de 2020.

A receita líquida subiu 20% na mesma base de comparação, a R$ 356,6 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 23,4 milhões no período, 254% superior frente o primeiro trimestre de 2020.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 19,15, +0,10%)

O Magazine Luiza apresentou lucro líquido de R$ 258,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 739,7% ante o mesmo período de 2020. O número, porém, foi beneficiado por receitas e despesas não recorrentes, incluindo ganhos relacionados à reversão de provisões tributárias.

Assim, a companhia informa que seu lucro líquido ajustado (que exclui os efeitos não recorrentes) foi de R$ 81,5 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 8 milhões no primeiro trimestre de 2020.

Leia mais: Lucro líquido da Magazine Luiza salta 740% no primeiro trimestre e chega a R$ 259 milhões puxado pelo app

O Ebitda, por sua vez, foi de R$ 695,6 milhões, alta de 109%. Da mesma forma, a companhia explica que o indicador ajustado ficou em R$ 427,2, alta de 56%.

A receita líquida foi de R$ 8,252 bilhões, alta de 57,7% na comparação anual. As vendas totais da companhia avançaram 62,8%, chegando a R$ 12,5 bilhões. As vendas online da empresa cresceram 114,4% no trimestre, ante igual período de 2020.

Segundo o Morgan Stanley, o Magazine Luiza entregou mais um trimestre forte, com crescimento de vendas brutas de mercadorias (GMV) de 63% na comparação anual, 14% acima das estimativas do banco, apesar dos ventos contrários de novos fechamentos de lojas, enquanto a margem bruta se contraiu em mix de canais, a diluição das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A, na sigla em inglês) suportou o avanço do Ebitda de 56%.

Os números continuaram a mostrar a força do modelo omnichannel (integração de canais) do Magalu, com vendas em lojas físicas estagnadas, mas crescimento do comércio eletrônico acima de 100%.

O Morgan destaca que a queda de 0,5% nas vendas físicas, provocada pelas restrições da pandemia sobretudo em março, representa uma piora frente à alta de 11% no quarto trimestre de 2020 e alta de 7% no terceiro trimestre do ano passado. Já o GMV das vendas online cresceu 114% no primeiro trimestre, mas também desacelerando ligeiramente ante a alta de 121% no trimestre anterior, mas ainda bem acima do crescimento pré-Covid, de 73%, no primeiro trimestre de 2020.

No relatório, os analistas também dizem que o lucro líquido ajustado de R$ 82 milhões superou a estimativa de R$ 17 milhões do banco. E ressaltam que o GMV das vendas 1P (estoque próprio do Magalu) cresceram 122%, enquanto o mercado 3P (vendas de terceiros) cresceu 98%.

“Magalu continua avançando em sua estratégia de ecossistema, com uma combinação de iniciativas orgânicas e aquisições. Nas novas categorias, as groceries (produtos de supermercado) atingiram 40% dos itens vendidos, com a aquisição da VipCommerce complementando a variedade das vendas 1P [com estoque próprio] do Magalu, e a AiQFome, alcançou R$ 1,2 bilhão em vendas anualizadas, impulsionadas pelas aquisições da Tonolucro e Grandchef”, afirmam analistas do Morgan.

O banco também destaca que no segmento de fintech, a carteira digital MagaluPay alcançou 3 milhões de usuários, com um cartão de crédito recém-lançado integrado à carteira, e a empresa criou um veículo de securitização para oferecer crédito a vendedores do marketplace e restaurantes parceiros. Eles observam ainda que a compra da Hub Fintech (plataforma de produtos e serviços financeiros, como contas digitais e cartões pré-pagos) foi aprovada pelo Cade, o órgão antitruste brasileiro.

Na publicidade digital, ainda, o Morgan ressalta que o site de tecnologia Canaltech atingiu 25 milhões de visitantes únicos em abril, e o Magalu adquiriu recentemente o Steal The Look e o Jovem Nerd para levar adiante sua estratégia de conteúdo digital.

O Bradesco BBI também afirma que o Magalu reportou um primeiro trimestre forte, com GMV crescendo 63% para R$ 12,5 bilhões, 3% acima das estimativas do banco. Os analistas afirmam que as vendas em lojas físicas sofreram, assim como outros varejistas, devido às restrições e fechamentos, mas ainda assim apresentaram crescimento de 4%, ante uma queda de 10% na Via, por exemplo.

Segundo o banco, a rentabilidade foi uma surpresa positiva, com margem Ebitda de 5,2%, estável na comparação anual e superior à estimativa de 4,5% do BBI. O EBITDA ficou 17% acima da estimativa e o lucro líquido, de R$ 81 milhões, também superou a projeção do banco, que era R$ 66 milhões.

Assim como as outras grandes plataformas de comércio eletrônico, o primeiro trimestre foi outro trimestre forte para Magalu com o online, dizem os analistas, ressaltando que o crescimento no segmento continua elevado e o canal agora representa 70% das vendas, ante 53% no primeiro trimestre de 2020. “Dito isso, destacamos o desempenho do canal físico (+4% de crescimento) é impressionante em um ambiente tão difícil. As margens foram robustas, com o declínio da margem bruta de 2 pontos percentuais compensado por um declínio de 1,8 ponto percentual no SG&A (despesas com vendas, administrativas e gerais) como uma porcentagem de vendas (também ajudado pelo mix). Dados os altos níveis de competição no mercado, esta é uma surpresa positiva”.

O BBI ressalta ainda que as entregas em 24 horas atingiram 51% do total de vendas 1P (estoque próprio), acima dos 25% de um ano atrás, e o foco agora está em conectar um número crescente de vendedores na rede logística da companhia. Atualmente, 40% dos pedidos usam a logística do Magalu.

Por fim, os analistas acreditam que os investidores podem se concentrar em um crescimento mais lento de GMV de 3P (parceiros) versus 1P como um problema, mas ponderam que não é algo que preocupa o BBI dado que o Magalu vende uma grande variedade de categorias via 1P (moda, artigos esportivos, cosméticos e mantimentos como bem como as categorias tradicionais de eletrônicos).

Mesmo considerando que a companhia entregou mais “um resultado de alta qualidade”, os analistas continuam com uma visão mais cautelosa sobre o setor de e-commerce, diante das pressões competitivas. Por isso, mantêm a recomendação neutra para as ações, com preço-alvo inalterado de R$ 27.

IRB (IRBR3, R$ 6,16, -5,08%)

O IRB Brasil RE apurou lucro líquido contábil de R$ 50,8 milhões no primeiro trimestre de 2021, resultado 44,9% superior aos R$ 35,1 milhões verificados em igual período de 2020. Quando excluídos os efeitos não recorrentes a companhia apresentou lucro líquido recorrente de R$ 80,5 milhões, frente a perdas de R$ 75,2 milhões apuradas em março de 2020.

O Credit Suisse vê os resultados do IRB como negativos para as ações, uma vez que a lucratividade permanece baixa, mesmo ajustando para despesas únicas e o impacto negativo das operações descontinuadas. Os prêmios continuam a ser impactados pela estratégia de “re-underwriting” da empresa.

Contudo, apontam, mais importante do que isso, os resultados foram ajudados pela reversão das provisões “Incurred But Not Reported” (IBNR, uma provisão atuarial feita em bases estatísticas para se prevenir de futuros avisos de sinistros) no segmento de vida, reversão do despesas de provisionamento no segmento internacional, além do impacto positivo no valor de R$ 22,5 milhões de créditos tributários relativos a PIS / Cofins no primeiro trimestre e resultados financeiros acima níveis normalizados. “Retirados esses efeitos, o desempenho de núcleo aponta para um número muito pior”, apontam os analsitas do Credit.

Assim, Marcelo Telles e Alonso Garcia, analistas do Credit, reiteram a sua recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado) para os ativos IRBR3, com preço-alvo de R$ 7,50, valor 15,5% superior ao de fechamento da véspera.

“A ação continua negociando a um alto múltiplo de 1,85 vez o preço sobre o valor patrimonial, apesar
do Retorno sobre o Patrimônio Líquido [ROE] bem abaixo do custo de capital próprio”, apontam.

Cyrela (CYRE3, R$ 23,72, +1,72%) 

A Cyrela Brazil Realty apresentou um salto de 588% no lucro líquido, atingindo R$ 192 milhões no primeiro trimestre de 2021 em comparação com os R$ 28 milhões no mesmo período de 2020. A companhia não divulga a métrica de Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

A receita líquida totalizou R$ 1,004 bilhão, aumento de 89,6% na mesma base de comparação. A margem bruta subiu 1,8 ponto porcentual, para 34,5%.

A expansão do lucro foi puxada pelo avanço do faturamento com o maior volume de obras em andamento de unidades já comercializadas (no setor de construção a receita avança de acordo com andamento das obras), além do maior volume de vendas no período. As vendas somaram R$ 908 milhões no primeiro trimestre, alta de 32,2%.

Também houve ganho com o resultado financeiro, que gerou uma receita de R$ 11 milhões, crescimento de R$ 265% em comparação com a receita de R$ 3 milhões de um ano antes.

Cury (CURY3, R$ 10,27, +3,42%)

A Cury Construtora e Incorporadora teve lucro de R$ 50 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de  669% na comparação anual. A receita líquida subiu 49,3%, para R$ 339,3 milhões.  As vendas líquidas subiram R$ 590 milhões, a níveis recordes.

Eztec (EZTC3, R$ 32,36, +4,66%)

A Eztec viu seu lucro cair no primeiro trimestre, com a construtora e incorporadora citando atrasos devido à escalada de preços de insumos da construção e aos efeitos de medidas de isolamento social para conter a pandemia. A companhia anunciou que seu lucro líquido do período caiu 6% contra um ano antes, para R$ 72,9 milhões.

Já o Ebitda somou R$ 38,9 milhões, montante 28% menor do que um ano antes, e a margem recuou 1,8 ponto percentual, a 20%.

No relatório de resultados, a Eztec citou desgaste dos indicadores operacionais “com reflexos negativos para a receita líquida”, devido à absorção de inflação de custos aço, cimento e alumínio, entre outras commodities, além de restrições da fase vermelha da pandemia em São Paulo, que implicaram em plantões de vendas fechados por mais de um terço do trimestre.

A receita líquida da companhia somou R$ 195 milhões no trimestre, queda de 22%. A Eztec fechou março com caixa líquido de R$ 1,06 bilhão, com queima de R$ 12 milhões.

Even (EVEN3, R$ 10,27, +3,32%)

Na construção/incorporação, a Even teve lucro líquido de R$ 83,6 milhões, Ebitda de R$ 111,46 milhões e receita líquida de R$ 683,38 milhões, em crescimentos de 130%, 87,5% e 68% respectivamente na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Melnick Even (MELK3, R$ 6,00, -1,48%)

A Melnick Even teve lucro líquido de R$ 14,6 milhões, ante lucro de R$ 3 milhões reportados em igual período de 2020. A receita líquida passou de R$ 134,2 milhões para R$ 165 milhões. O Ebitda foi de R$ 22,3 milhões no trimestre, ante R$ 15,2 milhões nos primeiros três meses de 2020. A margem teve alta de 2,17 pontos percentuais, para 13,54%.

Lavvi (LAVV3, R$ 8,32, +1,71%)

Mais uma construtora e incorporadora, a Lavvi teve um lucro líquido de R$ 17,05 milhões, o que equivale a um crescimento de 89% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida da empresa totalizou R$ 90,43 milhões, em expansão de 113% na base anual de comparação.

Tecnisa (TCSA3, R$ 7,95, +7,43%)

A incorporadora Tecnisa teve prejuízo líquido de R$ 26 milhões no primeiro trimestre de 2021, uma melhora de 55% em relação ao prejuízo líquido de R$ 58 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda foi negativo em R$ 10,56 milhões, ante R$ 50,58 milhões de perda no mesmo período do ano passado. A receita líquida totalizou R$ 33 milhões no período, em redução de 26% em relação aos primeiros três meses de 2020.

Helbor (HBOR3, R$ 8,82, +7,43%)

A Helbor teve lucro líquido R$ 27,3 milhões no primeiro trimestre, 402% maior frente igual período de 2020.

Hidrovias do Brasil (ativo=HBSA3], R$ 6,75, +0,15%)

A Hidrovias do Brasil registrou prejuízo líquido de R$ 183,0 milhões no primeiro trimestre de 2021,  44,4% acima na comparação anual. A receita líquida caiu 6,5%, a R$ 199,6 milhões.

CCR (CCRO3, R$ 13,38, +0,68%)

A CCR reportou no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 688,9 milhões no critério IFRS, alta de 137,8% sobre igual intervalo de 2020.

Segundo a CCR, o crescimento expressivo do indicador se deve principalmente à resolução do acordo de reequilíbrio da concessão da ViaQuatro com o governo de São Paulo no final de março, que acabou sendo reconhecido no exercício do primeiro trimestre. Excluindo esse reconhecimento, a companhia teria apresentado uma queda de 56,5% do lucro líquido, para R$ 126 milhões.

O Ebitda ajustado foi de R$ 2,50 bilhões de janeiro a março, avanço de 70,7% ante igual intervalo do ano passado. A margem Ebitda ajustada foi de 72,8% no primeiro trimestre, alta de 11,4 pontos porcentuais na mesma base de comparação.

A receita líquida (que exclui receita de construção) no primeiro trimestre foi de R$ 3,43 bilhões, alta de 44,1%, também impactada pelo reequilíbrio da ViaQuatro.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 12,03, -0,50%)

A Ecorodovias sofreu queda de 11,9% no lucro líquido do primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 88 milhões, informou a empresa de concessões de infraestrutura. A companhia afirmou que a queda no lucro ocorreu por fatores que incluem aumento da depreciação e fim de contratos de concessão dos ativos Ecovia Caminho do Mar e Ecocataratas.

O crescimento em despesas financeiras também pressionou a última linha do balanço. O Ebitda cresceu 8,8% no período, para R$ 543,3 milhões. Enquanto isso, o custo caixa ajustado subiu 4,3%, para R$ 247,2
milhões. A Ecorodovias terminou o trimestre com uma alavancagem de 3,3 vezes, ante 3,4 vezes no final do ano passado.

brMalls (BRML3, R$ 10,65, +3,10%)

A brMalls teve queda de 41,5% no lucro líquido ajustado do primeiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 76 milhões. A companhia, atingida como outros operadores de shopping centers do país por uma onda de medidas de isolamento social no início deste ano, viu a receita líquida recuar 18,5% no período, para R$ 241 milhões. O Ebitda ajustado caiu 17,2%, para R$ 171 milhões.

A companhia registrou inadimplência líquida de 14,3%, sensível alta ante o patamar de 4,9% de um ano antes. As vendas mesmas lojas despencaram 25,3%, depois de já terem recuado 13% no primeiro trimestre de 2020.

“Considerando o período mais curto (de restrições) e a evolução do programa de vacinação, a expectativa para os próximos trimestres é de recuperação no indicador (de inadimplência)”, afirmou a brMalls no balanço. A empresa afirmou que todo o seu portfólio voltou a operar em 22 de abril, embora com restrições de atividades.

Qualicorp (QUAL3, R$ 26,91, +7,21%)

A operadora de planos de saúde Qualicorp lucrou R$ 114,5 milhões no primeiro trimestre de 2021,  alta de 67,9% ante o lucro líquido de RS 68,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

A receita líquida foi de R$ 523,0 milhões, alta de 4,1% na mesma base de comparação. O Ebitda  ajustado do primeiro trimestre de 2021 a R$ 241,6 milhões, em queda de 0,2%.

A Qualicorp anunciou na quinta-feira que acertou a compra de até 40% da Escale Health Seguros e Corretagem, operação que pode envolver cerca de R$ 133 milhões.

A Qualicorp também pode exercer bônus de subscrição no período de 12 meses, o que poderá ter 40% da Escale, além de uma participação indireta via Quinhentos, controladora da Escale.

Segundo o Credit Suisse, a Qualicorp começa a dar sinais de que a estratégia comercial está funcionando, com o nível de adições recorde para o trimestre e que acabaram compensando o maior churn visto depois dos reajustes de preço. O aumento médio de preços ficou em 23%, mas a maior participação dos planos de menor valor trouxeram o ticket médio pra baixo. Os analistas do banco gostaram do resultado da estratégia comercial e acreditam que a empresa tem possibilidade de entregar margens altas e maior conversão de caixa, seguindo otimistas com QUAL3. A recomendação para a ação é outperform com preço-alvo de R$ 38.

Rumo (RAIL3, R$ 20,95, +0,48%)

A operadora de ferrovias e contêineres Rumo  passou de prejuízo para lucro no primeiro trimestre, beneficiada por alta das receitas e um ganho não recorrente numa operação financeira.

Braço de logística do grupo de agronegócio Cosan, a Rumo anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de R$ 175 milhões de janeiro a março, ante prejuízo de R$ 274 milhões um ano antes.

Segundo a companhia, o desempenho refletiu o crescimento da receita com aumento dos volumes transportados e das tarifas cobradas, além de menores despesas financeiras decorrentes de marcação a mercado de derivativos, com o pagamento antecipado de notas de dívida que vencem em 2024, o que gerou um efeito positivo de R$ 203,3 milhões.

O volume transportado pela Rumo no trimestre foi de 13,9 bilhões de toneladas equivalentes, 12,8% maior do que na mesma etapa de 2020. Na chamada operação norte, o volume cresceu 16,4%, com destaque para fertilizantes (+55,2%) e industriais (+21%), enquanto o segmento agrícola avançou 15,8%.

Com isso, a receita líquida somou R$ 1,75 bilhão, avanço de 22,6% no comparativo anual, favorecida também pelo aumento de 5,9% das tarifa, em meio a reajustes de 20% do preço do combustível.

O Ebitda atingiu R$ 832 milhões, 44,2% maior em um ano. A margem Ebitda chegou a 47,7%, aumento de 7,1 pontos percentuais ano a ano.

O Credit diz que os resultados da Rumo para o primeiro trimestre estão em linha com suas estimativas. O Ebitda bateu a projeção do Credit em 3%, enquanto que a receita líquida de R$ 175 milhões superou em 47%.O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 25.

CPFL (CPFE3, R$ 28,37, +1,83%)

A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 961 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 6,3% em relação a igual período do ano passado, impulsionada por um aumento do Ebitda nos segmentos de distribuição e geração, informou a companhia nesta quinta-feira.

O Ebitda da CPFL, do grupo chinês State Grid, atingiu R$ 1,966 bilhão no período, avanço de 15,9% no ano a ano.

“A pandemia ainda não acabou, mas assim como passamos pelos desafios de 2020, começamos esse primeiro trimestre com a mesma diretriz e estratégia”, disse em nota o presidente da companhia, Gustavo Estrella. “No desempenho econômico-financeiro, mais uma vez alcançamos resultados expressivos.”

A CPFL destacou um aumento de 2,5% nas vendas de energia elétrica na área de concessão de suas distribuidoras, puxado pelas classes residencial e industrial, com uma “mudança de hábito da população no residencial e continuidade da recuperação da indústria em todos os segmentos relevantes em nossas regiões.”

Já no segmento de geração, a CPFL mencionou que os parques eólicos tiveram boa performance no período frente ao primeiro trimestre de 2021.

A empresa apurou ainda redução de 0,1% em sua dívida líquida, que totalizou ao final do trimestre 15,1 bilhões de reais, com alavancagem de 2,03 vezes na medição dívida líquida/Ebitda.

A receita operacional líquida avançou 13,8% na comparação anual, a R$ 8,3 bilhões, enquanto os investimentos somaram R$ 695 milhões no período, alta de 36,3%, acrescentou a elétrica.

O Credit Suisse diz que os dados da CPFL Energia estão levemente abaixo das estimativas, devido a volumes mais fracos e a performance no comércio de energia pelas geradoras. O banco aponta que os dados são beneficiados por um bom controle de custos, apesar de uma taxa de perdas levemente maior.
O banco mantém avaliação outperform e preço-alvo de R$ 40,3, frente aos R$ 27,86 negociados na quinta.

O Itaú BBA avaliou os resultados da CPFL como bons, afirmando que o Ebitda recorrente superou sua estimativa levemente, e cresceu significativamente em uma comparação anual, principalmente devido à sólida performance operacional das distribuidoras de energia, e geração eólica mais forte. A ação vem tendo um resultado mais fraco devido à preocupação de investidores quanto a potencial destruição de valor, com novas fusões e aquisições, em especial após sua decisão de reduzir o pagamento de dividendos. O banco mantém recomendação outperform, e preço-alvo de R$ 37.

Energisa (ENGI11, R$ 45,25, +2,21%)

A Energisa teve lucro líquido de R$ 49,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de 106,8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O Ebitda ajustado subiu 43,5% no trimestre, enquanto a receita líquida avançou 17,8%, a R$ 496,5 milhões.

No trimestre o número de consumidores no mercado cativo aumentou 2,7%, para 824,2 mil unidades, mas a venda de energia a consumidores cativou caiu 3,4% a 861,2 gigawatts-hora (GWh). Já a venda de energia para consumidores cativos e livres cresceu 1,5% no período, para 1.182,2 Gwh.

As perdas de energia nas distribuidoras do grupo aumentaram 8,5 pontos porcentuais (p.p.) para 6,79%, ante 6,26% registrados um ano antes.

Ao final do primeiro trimestre a dívida líquida da Energisa era de R$ 619,8 milhões, crescimento de 15% em relação aos R$ 540,8 milhões registrados em 31 de dezembro de 2020. A alavancagem medida pelo indicador dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses ficou em 1,9 vez, alta de 0,1 p.p.

Ânima Educação (ANIM3, R$ 11,85, +1,11%)

A Ânima Educação encerrou o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido ajustado de R$56,3 milhões, 28,5% a mais na comparação anual. A receita líquida da organização educacional alcançou R$ 416,0 milhões representando um aumento de 22,8% em relação ao ano anterior.

A empresa, ainda, no mesmo período, apresentou um Ebitda ajustado de R$ 146,5 milhões, sendo 23,9% superior a 2020 e com a margem Ebitda ajustada de 35,2%.

Houve um aumento de base de alunos de 11,3%, com um ticket líquido médio superior em 12,1% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Além disso, a taxa de evasão da graduação no primeiro trimestre de 2021 foi de 7,0%, representando 0,5% inferior ao mesmo período do ano anterior.

Em geração de caixa operacional, a Ânima Educação apresentou crescimento de R$ 33,7 milhões, totalizando R$ 144,0 milhões, em relação ao primeiro trimestre de 2020.

A Anima divulgou bons resultados, impulsionados principalmente por fusões e aquisições, avalia o Morgan Stanley. A base de estudantes cresceu 11%, apesar de queda de 7% na base orgânica. As matrículas caíram 1% na comparação anual, e 16% organizadamente.

O Morgan Stanley diz que prefere outras empresas no setor de educação, mais expostas a fusões e aquisições. O banco diz que prefere Afya, Vitru e Yduqs em 2021, todas com avaliação overweight.
Para a Anima mantém avaliação underweight, com preço-alvo de R$ 12,23, frente aos R$ 11,72 negociados na quinta.

Ser Educacional (SEER3, R$ 14,09, +4,37%)

A Ser Educacional registrou lucro líquido de R$ 30,068 milhões no primeiro trimestre deste ano, alcançando alta de 79,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado, por sua vez, ficou em R$ 36,221 milhões, alta de 23% em um ano.

O Ebitda somou R$ 82,927 milhões, queda de 1,4% na comparação anual. No critério ajustado, o indicador atingiu R$ 67,863 milhões, redução de 12,6% ante o mesmo intervalo de 2020. A margem Ebitda passou de 27,3% para 27%, enquanto a ajustada recuou de 25,2% para 22,1%.

A receita líquida do trimestre foi de R$ 306,724 milhões, praticamente estável (-0,06%) ante o mesmo período do ano anterior.

O grupo aponta que teve crescimento de 32,8% na captação de alunos, adicionando 77 mil estudantes. A base estudantil cresceu 17,8% na comparação anual, totalizando 218,1 mil.

Metal Leve (LEVE3, R$ 26,87, +14,54%)

A Mahle Metal Leve registrou lucro atribuível aos sócios controladores da empresa de R$ 126,2 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 487% na comparação anual.

Já a receita líquida foi de R$ 835 milhões, alta de 45,5% frente igual período de 2020, com a alta impulsionada pelo desempenho positivo das vendas no mercado de “aftermarket” (peças para reposição), que teve alta de 62,1%; e de equipamentos originais, tanto no mercado doméstico, com avanço de 40,5%, e de exportação, que obteve alta de 35,7%. O Ebitda subiu 117,7%, para R$ 199,2 milhões.

Os analistas do Bradesco BBI apontam que os principais destaques: 1) fortes vendas de aftermarket na Argentina; 2) as receitas de exportação beneficiadas por um real mais fraco; e 3) margem Ebitda de 23,9% no primeiro trimestre de 2021 impulsionada por exportações e rígido controle de custos.

Os analistas apontam que a Mahle Argentina foi responsável por 48% do crescimento da receita, com receita de R$ 142 milhões (alta de 61% na base anual). Considerando que a produção de veículos no trimestre no Brasil e na Argentina combinados atingiu 687.705 unidades (alta de 5% na base anual), as vendas de aftermarket na Argentina parecem explicar a receita melhor do que o esperado. Porém, a expectativa é de que as receitas na Argentina desacelerem nos próximos trimestres.

“Apesar dos resultados melhores do que o esperado, mantemos nossa visão cautelosa à medida que a eletrificação de veículos se acelera globalmente. Embora os veículos elétricos possam levar anos para ganhar relevância no mercado interno brasileiro, para a Mahle Metal Leve, as exportações para a Europa e América do Norte para as fabricantes de equipamentos representaram 30% da receita líquida no trimestre. Portanto, a tendência global de eletrificação de veículos pode comprometer o futuro crescimento e lucratividade da linha de frente”, avaliam.

Eles mantêm recomendação underperform (desempenho abaixo da média do mercado), mas elevando o preço-alvo de R$ 17 para R$ 20, o que representa uma queda de 15% em relação ao fechamento de quinta.

Alliar (AALR3, R$ 10,04, +13,70%)

A Alliar registrou um lucro líquido de R$ 12,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante prejuízo de R$ 20 milhões em igual período de 2020. A receita líquida (ex-construção) totalizou R$ 284,7 milhões, alta de 20,8% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado passou de R$ 36,3 milhões para R$ 71,8 milhões, alta de 97,7%, enquanto a margem Ebitda ajustada subiu 9,8 pontos percentuais, a 25,2%.

Triunfo (TPIS3, R$ 3,81, -16,45%)

A Triunfo Participações e Investimentos (TPI) teve prejuízo atribuído aos controladores de R$ 49 milhões, uma alta de 228% na comparação anual. Enquanto isso, a receita da companhia teve queda de 4% no trimestre frente 2020, para R$ 243,9 milhões.  O Ebitda ajustado foi de R$ 91,9 milhões, queda de 21,6%.

Arezzo (ARZZ3, R$ 84,24, +3,77%)

A Arezzo &Co, que tem as marcas Arezzo, Schutz e Reserva, viu seu lucro líquido contábil subir 15%, para R$ 29,8 milhões. Já sem considerar efeitos não recorrentes, como os R$ 30 milhões em créditos fiscais, a empresa teve alta de 310,7% na comparação do lucro líquido.

A receita líquida subiu 33,2%, a R$ 499,9 milhões. O Ebitda teve alta de 79,9% na comparação anual, para R$ 64,74 milhões.

“Mesmo diante de um cenário desafiador no país, a Arezzo foi capaz de entregar um crescimento expressivo de Ebitda, principalmente devido à assertividade das coleções e maturidade das vendas digitais — capazes de viabilizar a geração de receita mesmo com fechamento das lojas físicas durante grande parte do trimestre”, destacou a companhia em seu release de resultados.

Sabesp (SBSP3, R$ 42,25, +2,50%)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) registrou lucro líquido de R$ 496,9 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 657,9 milhões observado um ano antes.

O Ebitda ajustado somou R$ 1,636 bilhão, o que representou uma alta de 10,3% na comparação anual. O Ebitda ajustado corresponde ao lucro antes das outras receitas ou despesas operacionais, líquidas, do resultado financeiro, do imposto de renda e contribuição social; e das despesas de depreciação e amortização.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 354,4 milhões, uma melhora de 82,1% em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 1,980 bilhão de um ano antes.

A receita operacional líquida da Sabesp somou R$ 4,677 bilhões entre janeiro e março, um incremento de 15,7% na comparação anual.

Em relação aos indicadores operacionais, houve um aumento de 1,5% nas ligações de água, para 10,133 milhões; aumento de 2,3% em ligações de esgoto, para 8,566 milhões, e um ligeiro aumento de 0,4% no volume de água produzido no trimestre, para 728 milhões de metros cúbicos. O Índice de Perdas Micromedido (IPM) observou uma redução de 28,9% no primeiro trimestre de 2020 para 26,8% no primeiro trimestre de 2021.

O Credit Suisse afirmou que a Sabesp teve bom desempenho no lucro, mas preços relativamente mais fracos. Assim, os resultados operacionais ficaram mais fracos do que suas expectativas, principalmente pela despesa de custos não gerenciáveis, assim como inadimplência mais alta. O banco acredita que a privatização, especialmente o leilão da Cedae, combinado com governança melhor continuam a ser os principais impulsionadores da empresa. O banco diz que o preço da ação está descontado relativamente ao seu valor real, e que eles devem se beneficiar da revisão da tarifa.

Randon (RAPT4, R$ 14,37, +2,72%)

A Randon lucrou R$ 134 milhões, alta de 4.000% no primeiro trimestre de 2021 na comparação anual. O Ebitda teve alta de 226,5%, a R$ 349,27 milhões.

A receita líquida totalizou R$ 1,91 bilhão no período, 63,8% acima do registrado nos primeiros três meses de 2020. A margem Ebitda foi para 18,3%, alta de 9 pontos percentuais frente igual período do ano anterior.

Sanepar (SAPR11, R$ 20,75, +3,23%)

O lucro líquido da Sanepar teve queda de 3,7% no primeiro trimestre de 2021 na base de comparação anual, a R$ 246,5 milhões, na comparação anual. A receita líquida da estatal paranaense de saneamento caiu 1,6%, a R$ 1,23 bilhão.

O Ebitda teve leve variação positiva de 0,3%, a R$ 522,7 milhões; a queda na receita foi parcialmente compensada pela queda nos custos e despesas.

O número de economias (unidades consumidoras) subiu 2,7%, no caso de distribuição de água, e 3,7%, em coleta de esgoto, frente igual período de 2020. Contudo, os volumes faturados de água e esgoto caíram 5,2% e 5,1%, respectivamente, impactados pela crise hídrica que atinge o Paraná e pela necessidade de adoção de medidas como o rodízio de abastecimento na Região Metropolitana de Curitiba.

O Credit Suisse apontou que os dados foram melhores do que o estimado devido a tarifas acima do esperado, apesar de volumes menores, como consequência de medidas tomadas para lidar com a crise hídrica, além de custos com provisões. O banco aponta que o maior gatilho para a empresa se relaciona à hidrologia no estado do Paraná, já que um cenário mais seco poderia piorar o suprimento da empresa. O banco mantém avaliação underperform e preço-alvo de R$ 27,10.

Grupo SBF (SBFG3, R$ 27,86, +5,93%)

O Grupo SBF, dono da rede Centauro, teve prejuízo de R$ 36,2 milhões no primeiro trimestre, ante lucro de R$ 8,1 milhões em igual período do ano passado.

A receita teve alta de 60,8% na comparação anual, para R$ 812,8 milhões; o número foi beneficiado pelo desempenho da Fisia, distribuidora de produtos Nike no Brasil. O Ebitda teve queda de 14,9%, a R$ 37 milhões.

Unipar (UNIP6, R$ 79,66, -1,18%)

A Unipar Carbocloro teve lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 277,5 milhões no primeiro trimestre, ante prejuízo de R$ 92,2 milhões registrado no mesmo período de 2020. O Ebitda foi a R$ 564,7 milhões, alta de 536,1%.

A receita líquida da companhia subiu 64,2%, a  R$ 1,3 bilhão. De acordo com a empresa, o resultado se deve à alta dos preços internacionais de PVC, avanço da demanda de cloro, derivados e do PVC, aliado à maior utilização de capacidade das plantas, além da apreciação do dólar frente ao real.

Ferbasa (FESA4, R$ 39,50, -7,12%)

A Ferbasa lucrou R$ 59 milhões no primeiro trimestre de 2021, enquanto a receita líquida foi de R$ 517,3 milhões. Já a receita líquida foi de R$ 346,2 milhões.

Wiz (WIZS3, R$ 10,90, -2,24%)

A Wiz Soluções, gestora de canais de distribuição de seguros e produtos financeiros, obteve lucro líquido ajustado de R$ 77,7 milhões no primeiro trimestre de 2021. O montante foi 38,2% maior do que o alcançado no mesmo período do ano passado. De acordo com a companhia, esse número foi resultado da estratégia de abertura e consolidação de novas unidades de negócio, diversificação da atuação e construção de parcerias com relevantes instituições financeiras e do setor automotivo.

“A estratégia de usar a experiência bem-sucedida de bancassurance para diversificar as linhas de receita da Companhia continua”, afirma Heverton Peixoto, CEO da Wiz Soluções. “As parcerias recém-anunciadas estão em estágios variados de maturidade, com algumas já contribuindo para o resultado positivo, como a com a BMG Corretora, que adicionou R$ 36,1 milhões à receita bruta apresentada no trimestre”.

Grupo Mateus (GMAT3, R$ 7,84, +2,89%)

A rede varejista Grupo Mateus reportou um lucro líquido de R$ 157 milhões no primeiro trimestre deste ano, em um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda foi de R$ 220 milhões, em avanço de 41,6% e a receita líquida somou R$ 3,362 bilhões, o que representa uma expansão de 39,6% sobre os primeiros três meses de 2020.

O Bradesco BBI aponta que os resultados do Grupo Mateus foram fortes, com expansão de novas lojas adicionando 30 pontos percentuais à alta das vendas totais. As novas lojas estão maturando rapidamente, chegando mesmo a superar os resultados de lojas maduras. Isso reforça a leitura de que a área de atuação do Mateus tem falta de lojas modernas, como as oferecidas pela empresa, na avaliação do BBI.

O banco destaca otimismo com a empresa, e prevê cerca de 20% de taxa anual de crescimento composto em vendas e na receita líquida entre 2020 e 2023. O banco mantém recomendação outperform, e preço-alvo de R$ 11.

Light (LIGT3, R$ 16,70, +0,18%)

No setor de distribuição de energia elétrica, a Light registrou prejuízo líquido de R$ 40,83 milhões, nos primeiros três meses deste ano depois de ter lucrado R$ 166,7 milhões no primeiro trimestre de 2020. O Ebitda da empresa foi de R$ 419,8 milhões, em uma retração de 9,9% na base anual. A receita líquida bateu R$ 3,51 bilhões, crescendo 21,2% na comparação anual.

Na avaliação do Itaú BBA, a Light reportou Ebitda recorrente muito fraco em seu negócio de distribuição, principalmente devido a ala nas perdas de energia. O banco diz que já esperava um resultado ruim, mas que ele foi ainda pior. O Itaú BBA diz que a gestão enfrenta o enorme desafio de reduzir as perdas com energia e convencer o regulador a melhorar seus parâmetros regulatórios na próxima revisão tarifária, em março de 2022. O Itaú mantém avaliação market perform (expectativa de valorização dentro da média do mercado), com preço-alvo de R$ 21.

Mills (MILS3, R$ 8,30, -2,81%)

A Mills teve lucro de R$ 7,3 milhões no primeiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 1 milhão registrado um ano antes. A receita da companhia teve alta de 22,5%, a R$ 154,3 milhões.

O Ebitda teve alta de 32%, para R$ 56,1 milhões.

Bemobi (BMOB3, R$ 19,35, +2,71%)

A Bemobi, de assinatura de aplicativos para celular, lucrou R$ 13,9 milhões no primeiro trimestre, 12% acima frente aos R$ 12,4 milhões alcançados no primeiro trimestre de 2020.

A receita da companhia cresceu 8%, a R$ 62,4 milhões, enquanto o Ebitda ajustado subiu 12%, para R$ 23,9 milhões.

Westwing (WEST3, R$ 8,26, +4,03%)

A Westwing, varejista on-line de decoração, teve alta de mais de seis vezes do prejuízo no primeiro trimestre passando de R$ 2,5 milhões no primeiro trimestre de 2020 para R$ 16,6 milhões nos primeiros três meses deste ano, sendo explicado sobretudo pelo aumento dos custos e das despesas operacionais.

A receita subiu 83%, a R$ 60,5 milhões, com o volume bruto de vendas registrando alta de 91%.

Springs Global (SGPS3, R$ 11,37, -2,49%)

A Springs Global, controladora da Coteminas e das redes MMartan, Artex e Casa Moyses, registrou prejuízo líquido de R$ 28,7 milhões no primeiro trimestre de 2021, 86,1% menor frente o prejuízo líquido de RS 202,7 milhões em igual período de 2020.

Mater Dei (MATD3, R$ 16,56, +5,14%)

A Mater Dei, rede de hospitais de Minas Gerais, teve lucro de R$ 26,4 milhões no primeiro trimestre, alta de 72% ante igual período de 2020. A receita subiu  33%, para R$ 226,7 milhões.

Technos (TECN3, R$ 2,43, -2,41%)

A Technos teve prejuízo de R$ 4 milhões no primeiro trimestre, queda de 77%. Já a receita subiu 3,6%, alcançando R$ 43,4 milhões, com aumento dos preços dos produtos. Já em termos de volume, houve queda de 20% nas vendas, enquanto os custos caíram 10,3%, a R$ 22,1 milhões.

ABC Brasil (ABCB4, R$ 16,03, +1,14%)

O Banco ABC Brasil teve lucro recorrente de R$ 122,4 milhões no primeiro trimestre, 51,1% acima do registrado em igual período de 2020. A margem financeira bruta foi a R$ 315,9 milhões.

As despesas de PDD foram a  R$ 54,6 milhões, queda de 10,8% na base anual.

Dasa (DASA3, R$ 58,90, 0,00%)

A Dasa teve lucro líquido ajustado de R$ 224,9 milhões no primeiro trimestre de 2021, ante prejuízo líquido de RS 89,9 milhões registrado em igual período de 2020.

Eletromídia (ELMD3, R$ 18,78, -2,19%)

A Eletromídia teve prejuízo líquido atribuível de R$ 22,3 milhões, alta de 1.604,3% na comparação anual. Já a receita líquida caiu 45%, para R$ 58 milhões.

Track&Field (TFCO4, R$ 13,60, -0,58%)

A Track&Field teve lucro líquido de R$ 7,22 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo prejuízo líquido de RS 556 mil em igual período de 2020.

WEG (WEGE3, R$ 32,10, +0,94%)

A WEG fechou contrato para fornecer motores elétricos à plataforma do tipo FPSO a ser usada para produzir petróleo e gás no campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos.

O acordo envolve 40 motores elétricos de media tensão, com potências chegando até 13.400 kilowatts (kW), e mais 100 equipamentos de baixa tensão e cinco inversores de frequência.

Méliuz (CASH3, R$ 35,99, +11,46%)

A Méliuz anunciou a compra do Melhor Plano Internet por R$ 10,3 milhões. O Melhor Plano atua como um marketplace, oferecendo aos consumidores finais ferramentas de comparação de preços e serviços ofertados por terceiros, de modo a auxiliá-los na tomada de decisões para a contratação de serviços financeiros e de telecomunicações.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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