Destaques da Bolsa

Ações da Eletrobras caem 3% em dia de votação da MP; bancos e seguradoras viram para queda e Petrobras cai 3% com petróleo

Confira os destaques da B3 na sessão desta quinta-feira (17)

SÃO PAULO – Depois de chegar a subir mais de 0,5% pela manhã, o Ibovespa virou e fechou com queda acentuada nesta quinta-feira (17), com as exportadoras em forte queda, enquanto bancos e seguradoras viraram para o negativo.

Porém, um dos grandes destaques ficou para a Eletrobras (ELET3, R$ 43,61, -3,05%; ELET6, R$ 43,28, -3,18%), com as ações recuando após abrirem em leve alta, em dia de expectativa pela votação no Senado da Medida Provisória que abre caminhos para a privatização da empresa.

O relator Marcos Rogério (DEM-RO) tem feito várias emendas em seu documento desde a noite de ontem, mas o cenário segue sendo de resistência para a aprovação do texto por senadores. Com o plenário dividido, há uma articulação em curso, por meio de destaques, para praticamente eliminar as mudanças feitas no texto pelos deputados na Câmara.

Enquanto disso, a indicação do Federal Reserve nos EUA de antecipar o debate sobre a alta dos juros também impactou o mercado de uma forma geral, uma vez que pode levar à saída de recursos dos países emergentes.

A alta da Selic na véspera pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em 0,75 ponto percentual, a 4,25% ao ano, e a sinalização de que pode acelerar o ritmo de elevações dos juros teve impacto positivo para alguns setores da Bolsa durante a manhã. Contudo, os ativos amenizaram os ganhos ou passaram a ter baixa.

Leia também: Banco Central e Federal Reserve adotam postura mais “hawkish” do que o esperado, mas o que isso quer dizer?

As units do Banco Inter (BIDI11, R$ 69,29, +5,35%), que chegaram a subir 7,80% com a oferta de ações no radar e a notícia de que a gestora de patrimônio da instituição já atraiu R$ 30,5 bilhões, amenizaram a alta, mas ficaram no positivo. Banco do Brasil (BBAS3, R$ 34,90, -2,38%), Santander Brasil (SANB11, R$ 44,90, -1,62%), Itaú (ITUB4, R$ 32,90, -1,17%) e Bradesco (BBDC3, R$ 23,73, -0,54%; BBDC4, R$ 27,96, -0,43%), porém, passaram a cair.

As seguradoras, por sua vez, passaram a ter movimentos mistos, caso de SulAmérica (SULA11, R$ 36,19, -0,77%), IRB (IRBR3, R$ 6,17, +0,82%) e BB Seguridade (BBSE3, R$ 25,14, +0,44%).

Bancos são diretamente beneficiados por uma elevação da taxa Selic devido à diferença entre o custo de captação e os juros cobrados dos clientes, diretamente atrelado ao spread bancário. Com uma alta na taxa básica de juros, bancos tendem a aplicar uma taxa maior em empréstimos, porém o reajuste nos custos de captação é mais lento. Em outras palavras, a diferença entre o que os bancos recebem e pagam fica maior.

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Já as seguradoras são positivamente impactadas porque, além da receita operacional que vem da venda de seguros, elas têm como outra fonte relevante de receita as aplicações feitas no mercado financeiro. Como uma grande parte dessas aplicações são em renda fixa com rendimentos atrelados à Selic, uma alta na taxa básica de juros leva a maiores retornos sobre o capital investido.

Por outro lado, as construtoras registraram queda, caso de Cyrela (CYRE3, R$ 24,15, -0,82%) e MRV (MRVE3, R$ 17,04, -1,50%). Empresas de construção civil tendem a ser negativamente afetadas por juros mais altos. Isso porque a taxa de financiamento mais alta tende a pesar mais no bolso dos clientes, que passam a evitar gastar quando possível. Saiba mais clicando aqui.

Os papéis de empresas ligadas ao setor de commodities seguiram em baixa também, como CSN (CSNA3, R$ 40,30, -4,95%) e Gerdau (GGBR4, R$ 29,00, -3,78%), com queda entre 3,5% e 5%, enquanto Usiminas (USIM5, R$ 17,71, -2,32%) caiu pouco mais de 2%.

Os ativos da Vale (VALE3, R$ 105,90, -2,08%), que fecharam em queda, chegaram a cair 3% durante a tarde, apesar da alta do minério de cerca de 1% na China. O país apontou nesta quinta-feira que irá emitir novas regras para a gestão de índices de preços de importantes commodities e serviços, em anúncio que ocorre em momento em que o governo intensifica o escrutínio dos mercados locais do setor.

Cabe destacar ainda que empresas exportadoras, como Marfrig (MRFG3, R$ 18,66, -2,66%), Minerva (BEEF3, R$ 9,61, -2,04%), Suzano (SUZB3, R$ 56,36, -2,96%) e Klabin (KLBN11, R$ 25,25, -0,55%), também são impactadas negativamente pela alta de juros, por conta do cenário para o câmbio.

Com a expectativa de alta mais acelerada da Selic, a projeção é de queda do dólar. Isso porque os juros mais altos por aqui atraem investidores estrangeiros em busca de rentabilidade, o que leva à maior entrada de dólares na nossa economia e, como resultado, o real se aprecia. Já quando o dólar sobe, os ativos das exportadoras costumam ter impacto positivo, já que suas receitas estão atreladas à moeda americana.

Os ativos da Petrobras (PETR3, R$ 28,66, -3,08%; PETR4, R$ 28,13, -3,47%) caíram mais de 3%. A sessão foi de baixa para o petróleo, em um movimento de correção. Na véspera, os preços do petróleo avançaram pelo quinto dia seguido, com o brent fechando a US$ 75 o barril, com as refinarias dos Estados Unidos reduzindo mais estoques de petróleo para aumentar as atividades e atender a demanda em recuperação.

Confira os destaques:

Eletrobras (ELET3, R$ 43,61, -3,05%; ELET6, R$ 43,28, -3,18%)

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Está prevista para esta quinta-feira a votação da Medida Provisória que abre caminho para a privatização da Eletrobras no Senado.

Em mais uma tentativa de obter votos para aprovar a Medida Provisória que permite a privatização da Eletrobras o relator, senador Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou nova versão do parecer que será submetido à votação na sessão plenária do Senado nesta quinta e acatou novas emendas em seu parecer.

Entre as principais mudanças, o senador retirou a condição prévia de contratação de termelétricas para dar andamento à capitalização. O ajuste de redação permite que os leilões sejam feitos depois da privatização, prevista para ser concluída no início de 2022.

O relator incluiu ainda Estados da Região Sudeste entre aqueles que receberão termelétricas, além das previstas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A nova divisão dos 6 mil MW prevê 1 mil MW para o Nordeste, 2 mil MW para o Norte, 2 mil MW para o Centro-Oeste e 1 mil MW para o Sudeste – 500 MW para Minas Gerais e 500 MW para serem divididos entre Rio, São Paulo e Espírito Santo.

O parecer propõe também uma nova divisão dos recursos que serão destinados para a revitalização de bacias do Norte, com 15% para o Rio Madeira e 15% para o Rio Tocantins.

Em relatório mais cedo, baseado no parecer divulgado na noite de ontem por Marcos Rogério, o Credit Suisse ressaltou que o impacto das mudanças é limitado para o Valor Presente Líquido (VPL) da privatização, mas são muitas alterações, com muito pouco tempo para aprová-las.

Carolina Carneiro e Rafael Nagano, analistas do Credit, apontam que a nova versão do projeto de lei inclui uma série de novos requisitos para a privatização que parecem acomodar muitos interesses diferentes, o que potencialmente aumentaria a probabilidade de aprovação.

Como o projeto de lei tem que ser aprovado no Senado e na Câmara (por causa das mudanças) antes de 22 de junho, ou seja, em um tempo limitado, os analistas do Credit esperam uma volatilidade significativa para as ações da ELET.

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Atualmente, os analistas possuem recomendação neutra para ELET6, com preço-alvo de R$ 45, o que representa uma alta de 0,67% frente o fechamento de quarta-feira (16). No cenário mais positivo, os analistas veem o papel chegando a R$ 65, ou uma alta de 45% ante a cotação da véspera (veja mais clicando aqui).

JBS (JBSS3, R$ 28,18, -1,88%)

O governo de Santa Catarina acelerou a liberação de licenças ambientais para garantir um investimento de R$ 442 milhões pela JBS para modernização e ampliação de uma unidade de sua controlada Seara Alimentos e de uma planta de biodiesel, afirmou a secretaria estadual de Agricultura em nota nesta quarta-feira.

A unidade da Seara está localizada na cidade de Itaiópolis, e a de biodiesel, em Mafra. Segundo o comunicado, o secretário de Estado da Agricultura, Altair Silva, esteve nos municípios para entrega da licença ambiental prévia aos diretores e executivos da empresa.

A licença ambiental prévia, emitida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), é a primeira de três autorizações ambientais obrigatórias e declara a viabilidade locacional do empreendimento.

Vale (VALE3, R$ 105,90, -2,08%)

A Vale, por sua vez, prestou informações com relação ao termo de interdição lavrado pela Superintendência Regional do Trabalho (SRT), destacando que continuam suspensos o acesso de trabalhadores e a circulação de veículos na zona da inundação da barragem Xingu, incluindo da Mina Alegria. Por enquanto, acrescenta a mineradora em comunicado ao mercado, “é permitido apenas, mediante rigoroso protocolo de segurança, o ingresso de pessoas que trabalham nas atividades de estabilização da estrutura e nas ações estruturantes para implementação do trem não tripulado”.

Após a interdição, a mineradora informa ainda que deu início a testes para implantação de trem não tripulado, com carga reduzida.

Durante a fase de testes do trem não tripulado, há menor circulação de composições no ramal, com velocidade reduzida, com retorno gradual da carga transportada. Após a integral implementação, o trem não tripulado percorrerá um trecho de 16 km por meio de sistema de controle integrado capaz de realizar operações de aceleração e frenagem dinâmica de forma automática.

No radar das commodities, os preços das matérias-primas siderúrgicas na China avançaram nesta quinta-feira, apoiados por dados que indicaram uma produção mensal recorde de aço e após o país ter afirmado que vê espaço para um maior crescimento na demanda. A maior fabricante de aço do mundo produziu 99,45 milhões de toneladas do produto bruto em maio, de acordo com dados do departamento local de estatísticas.

Em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, um porta-voz do órgão estatal de planejamento disse que, com o desenvolvimento da economia chinesa, a demanda por aço ainda tem espaço para crescer durante o 14º Plano Quinquenal do país.

Os contratos futuros mais negociados do minério de ferro, para entrega em setembro, fecharam em alta de 1,0%, a 1.224 iuanes (US$ 190,31) por tonelada.

Stone (STNE:Nasdaq) e Linx (LINX3, R$ 37,75, +0,51%)

O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na quarta a compra da provedora de software Linx pela empresa de meios de pagamentos Stone, sem restrições, entendendo que o negócio não representa riscos ao mercado.

Os analistas do Bradesco BBI veem a aprovação como positiva, ainda que amplamente esperada pelo mercado. Agora, com a combinação aprovada, eles acreditam que a atenção do mercado deve se voltar para as sinergias que devem vir nos próximos trimestres.

Setor de shoppings

Na quarta, Credit Suisse realizou um evento com Helcio Povoa, CEO do grupo AD Shopping (AD Group), um dos maiores administradores de shoppings em bolsas de valores não listados no Brasil, com 40 ativos sob sua administração, e participação minoritária em 11 shoppings. De acordo com o banco, Povoa tem uma visão otimista sobre a recuperação do setor, e afirmou acreditar que o fluxo de vendas e o de consumidores devem alcançar os níveis de 2019 ao final de 2021, quando a maior parte da população já estiver vacinada.

Além disso, os aluguéis devem alcançar os níveis anteriores a pandemia no primeiro semestre de 2022, e ultrapassá-los no segundo semestre do mesmo ano, com potencial crescimento de um dígito no ano, em comparação com 2019. O Credit diz que mantém uma visão positiva para o setor, principalmente para portfólios de maior qualidade, que devem ter um período de transição menor da crise devido a maior poder de barganha para reduzir descontos para as empresas, assim que as vendas se recomporem. O banco avalia que vendas e aluguéis devem se recuperar rapidamente, assim que a vacinação avançar no Brasil.

Aliansce Sonae Sierra (ALSO3, R$ 31,03, -0,39%)

O Itaú BBA realizou a segunda edição de sua conferência virtual sobre shoppings, com o CFO e vice-presidente executivo da israelense Gazit Globe, Adi Jemini; o CFO e chefe de investimentos da Aliansce Sonae Sierra, Luis Mota Duarte; e Claudio Chamorro, CFO do Parque Arauco. O banco diz que as empresas comunicaram uma mensagem positiva sobre retomada das vendas, à medida que as vendas voltaram rapidamente aos níveis anteriore à pandemia, à medida que a maior parte de seus ativos voltaram a níveis pré-Covid com o início da vacinação.

Em Israel, os ativos da Gazit Globe se recuperaram rapidamente, com crescimento na comparação entre 2021 e 2019 em regiões em estágio avançado de vacinação. As empresas notaram uma alta dos valores médios desembolsados pelos clientes, o que pode ser parcialmente atribuído a um patamar maior de economias durante o lockdown. A perspectiva para fusões e aquisições permanece incerta, pois as empresas já observam uma rápida recuperação na valoração de ativos, apesar de desafios na dinâmica de curto prazo.

Vivara (VIVA3, R$ 33,05, +2,58%)

A XP reiterou recomendação de compra para a ação da Vivara e elevou o preço alvo de R$ 33 para R$ 40,0 por ação, ou potencial de alta de 24% frente o fechamento de quarta-feira.

A alta do target ocorre uma vez que (i) os resultados devem permanecer sólidos, apesar do forte aumento de custo de matéria prima em 2020 e tendo a retomada da economia como um fator positivo; (ii) os analistas veem a companhia como o melhor player para consolidar o setor dado seu track record (histórico) de execução consistente e força de marca; e (iii) a expansão da Life deve contribuir para crescimento e rentabilidade dado seu maior mercado endereçável e margens.

B3 (B3SA3, R$ 17,17, +1,54%)

Na linha de outras casas de análise, como Bradesco BBI, Morgan Stanley e Safra, os analistas do Itaú BBA comentaram as possíveis ameaças sobre maior concorrência da B3.

Eles apontam que a concorrência poderia afetar o crescimento da empresa, principalmente no de ações, mas destacando que a reação do mercado em meio às quedas recentes da ação B3SA3 foi exagerada. Os analistas possuem preço-justo de R$ 22 para os ativos (ou potencial de alta de 30% frente o fechamento de quarta) e reiteraram recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado).

Plano&Plano (PLPL3, R$ 6,50, -0,31%)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura para as ações da Plano&Plano com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 10 para 2022, o que representa um potencial de valorização de 53% em relação ao fechamento de quarta-feira. Os analistas ressaltam que a companhia apresenta uma operação sólida voltada ao segmento de baixa renda com um valuation atrativo.

O banco avalia que a execução da empresa está caminhando de acordo com os objetivos delineados durante a oferta pública inicial de ações, com forte execução e apoio da Cyrela como acionista. Mas o banco diz que faltam gatilhos de curto prazo para valorizar a ação, o que também pode depender do desempenho de concorrentes com mais liquidez, como Direcional (DIRR3) e Tenda (TEND3).

Apesar de queda na valoração do segmento de baixa renda em 2021, o Bradesco BBI avalia gostar do segmento devido à situação estável em demanda e crédito, e vê a performance abaixo da média da Plano & Plano como não justificada.

PagSeguro (NYSE: PAGS)

O Morgan Stanley realizou uma reunião com CEO, CFO e IRO do PagSeguro, como parte de sua conferência sobre finanças e pagamentos. Segundo o banco, as previsões da gestão sobre tendências de alta do valor total de pagamentos, desempenho e criação de crédito ficam abaixo de sua visão positiva para o PagSeguro. O Morgan Stanley afirma que continua otimista quanto à oportunidade de ofertas de serviços bancários, com a oferta de novos serviços e o aumento da participação da empresa, que devem abrir caminho para seu crescimento.

O volume total de pagamento cresceu em ritmo forte em junho, dando continuidade à tendência de alta de abril, quando cresceu 108% e maio, quando cresceu 91% na comparação anual. O Morgan Stanley diz que a gestão vê espaço para ultrapassar a guidance (diretriz) para crescimento do valor total de pagamentos para mais de 40% em 2021, mas decidiu manter a atual, por avaliar que ainda há visibilidade limitada sobre o ritmo de recuperação no Brasil.

O banco mantém avaliação overweight (exposição acima da média do mercado) para o PagSeguro, e preço-alvo de US$ 80, frente aos US$ 52,31 de fechamento na quarta na Bolsa de Nova York.

Notre Dame (]ativo=GNDI3], R$ 86,50, +1,79%) e  Hapvida (HAPV3, R$ 15,62, +2,09%)

O Credit Suisse publicou uma nota sobre o perfil dos planos de saúde no país, a partir de microdados da ANS (Agência Nacional de Saúde) sobre os preços dos planos de saúde.

O banco afirma que há uma “limpeza” no mix de produtos, com uma redução de beneficiários nos planos mais baratos entre 2018 e 2020. A estratégia de clientes tradicionais buscarem planos mais baratos está se mostrando, mas o Credit diz que a estratégia não é relevante para as seguradoras de saúde. Tanto Notre Dame quanto Hapvida evoluíram na oferta de planos mais caros, e também é usado em produtos premium, para controle de utilização. De acordo com o Credit, dados sobre reembolsos e elegibilidade para obter quartos privados são boas “proxies” (indicadores alternativos) para preços de planos.

Locaweb (LWSA3, R$ 27,35, +4,79%)

O Itaú BBA participou do dia dos fundadores da Locaweb, com a participação do CEO e do CFO da empresa. O banco diz que fusões e aquisições são parte da estratégia da empresa de criar um negócio que atenda simultaneamente a várias necessidades dos clientes. Mas as empresas adquiridas mantêm autonomia, por enquanto. O Itaú avalia que isso torna mais desafiador o processo de integração, mas dá as empresas autonomia para acelerar as vendas.

O Itaú mantém avaliação outperform para a Locaweb e preço-alvo para 2021 em R$ 33,10.

Os analistas da XP destacaram que a Locaweb forneceu uma atualização sobre os processos de integrações em curso e oportunidades futuras. “Mesmo que nenhuma grande notícia e números sobre a estratégia da empresa tenham sido compartilhados, vemos este encontro com bons olhos, com a empresa sendo vocal em seus desafios e perspectivas de integrações, o que deve reduzir as preocupações de curto prazo dos investidores. Portanto, reiteramos nossa recomendação de Compra e um preço-alvo de R$ 32 por ação para o final de 2021”, ressaltam.

Santander Brasil (SANB11, R$ 44,90, -1,62%)

O Credit Suisse realizou na quarta uma reunião com o CTO do Santander Brasil, Marino Aguiar. Na avaliação do banco, a transformação digital do Santander nos últimos anos tem sido subestimada pelo mercado, e tem sido um fator para o “crescimento com qualidade” do Santander.

Segundo Aguiar, até o final do ano 72% das operações do Santander deverão estar operando na nuvem, o que pode reduzir preços e agilizar operações. O Santander está trabalhando para deixar de utilizar papel em 2022, o que, na avaliação do Credit, deve conferir agilidade, além de benefícios ambientais.

Aguiar afirmou que o uso de big data e a manipulação melhor de informações dos clientes tem permitido atualizar mais de 50 vezes os modelos de risco de crédito no decorrer do ano, em comparação com duas vezes do ano anterior. Na avaliação do Credit, isso pode explicar por que o Santander tem sido o primeiro a se posicionar em ciclos positivo de crédito, encontrando oportunidades de crescimento em mercados mais difíceis, sem prejudicar a qualidade do crédito.

O Credit mantém avaliação outperform sobre o banco, que, em sua avaliação, continua a ser um beneficiário-chave da reabertura da economia brasileira e continuidade de um ciclo positivo de crédito, com preço-alvo em R$ 53 para as units.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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