Destaques da Bolsa

Ações de Gol e Azul caem cerca de 8% seguindo exterior; B2W e Magalu sobem, enquanto Petrobras tem baixa de 3% com petróleo e STF

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (21)

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SÃO PAULO – A sessão foi de forte queda para o Ibovespa que, contudo, ainda conseguiu ficar longe das mínimas de 2,51% registradas durante a tarde, com as ações das empresas de e-commerce voltando a serem o destaque de alta do índice após sessões de fraqueza acompanhando as companhias do setor no exterior. Nesta segunda, o Nasdaq registrou baixa de apenas 0,13%, enquanto as bolsas americanas tiveram baixa mais forte.

B2W (BTOW3, R$ 97,97, -4,01%) registrou a maior alta do índice na sessão, ainda que acumulando perdas de 12,60% no mês, enquanto Magazine Luiza (MGLU3, R$ 88,70, +1,77%) teve ganhos superiores a 1% na sessão.

A SulAmérica (SULA11, R$ 40,98, +2,86%) também fechou com ganhos; a unit teve a recomendação elevada a overweight pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 54.

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Por outro lado, o grande destaque de queda ficou para as ações das aéreas como Gol (GOLL4, R$ 18,40, -8,46%), Azul (AZUL4, R$ 26,00, -7,80%), além de companhias de viagens como CVC (CVCB3, R$ 16,52, -4,40%), acompanhando o movimento das aéreas e das companhias de viagens internacionais, que sofreram com temores de novos lockdowns no continente europeu em meio ao aumento de casos de coronavírus em lugares como França e Reino Unido. Veja mais clicando aqui.

Bancos também tiveram uma nova sessão de perdas, afetados pela aversão a risco generalizada – Bradesco (BBDC3, R$ 18,44, -1,76%;BBDC4, R$ 19,78, -1,49%), Itaú (ITUB4, R$ 22,82, -1,21%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,81, -1,69%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 27,30, -0,15%) – a exceção foi o Santander, fechando próximo à estabilidade.

As ações da CSN (CSNA3, R$ 16,16, -1,46%) abriram com ganhos que chegaram a 5% após a aprovação do IPO da CSN Mineração, mas zeraram a alta acompanhando o dia negativo também para as siderúrgicas e fecharam com perdas.

Papéis de Vale (VALE3, R$ 60,00, -2,69%) e Petrobras (PETR3, R$ 21,28, -3,01%;PETR4, R$ 20,90, -3,46%) também fecharam com perdas.

Entre as commodities, os futuros de referência do minério de ferro na China recuaram cerca de 3% nesta segunda-feira, impactados por uma demanda fraca e por restrições ambientais sobre uma importante região siderúrgica.

Já os preços do petróleo caíram nesta segunda-feira, enfraquecidos pelo possível retorno da produção na Líbia e pelos crescentes casos de coronavírus, que levantam preocupações sobre a demanda global, embora o mercado tenha ganho apoio também de uma tempestade que ameaça interromper a produção no Golfo do México dos Estados Unidos. O WTI teve queda de 3,96%, a US$ 39,31 o barril, enquanto o brent teve baixa de 3,96%, a US$ 41,44 o barril.

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Além disso, no radar de Petrobras, atenção para o julgamento no STF sobre venda de ativos. A companhia teve o terceiro voto contrário à continuidade de processos para a venda de suas refinarias durante julgamento virtual no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), com o voto do ministro Marco Aurélio Mello dado na tarde desta segunda-feira. Marco Aurélio acompanhou o relator do processo, Edson Fachin, e o colega Ricardo Lewandowski, ambos favoráveis à paralisação das privatizações. O teor do voto de Marco Aurélio não foi divulgado até o momento, constando apenas que ele acompanhou o relator. O STF decidirá até o dia 25 sobre a negociação das refinarias, após pedidos das Mesas da Câmara dos Deputados, do Senado e do Congresso para suspender as transações. Confira mais sobre o caso clicando aqui. 

No noticiário corporativo, os investidores acompanharam hoje a estreia da construtora e incorporadora Cury (CURY3, R$ 9,46, +1,18%) na bolsa de valores, que abriu em forte queda, virou para alta.

Também entre as altas, a Vulcabrás (VULC3, R$ 6,48, +6,58%) subiu forte após fechar acordo com a Alpargatas (ALPA4, R$ 36,00, +2,86%) para a compra da unidade de negócio relativa à operação da marca ‘Mizuno’ no Brasil, pela qual pagará R$ 32,5 milhões.

Fora do Ibovespa, atenção ainda para a forte alta da farmacêutica d1000 (DMVF3, R$ 11,50, +15%), que saltou 15%.  A XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da varejista farmacêutica com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação para o final de 2021. Com base no fechamento de mercado do dia 18 de setembro, a instituição vê potencial de alta de 105% para as ações. Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

Suzano (SUZB3, R$ 48,53, -3,04%)

A Suzano informou que o acionista BNDES Participações está realizando uma oferta pública de distribuição secundária de até 150.217.425 ações ordinárias de emissão da Suzano e de titularidade da BNDESPAR. A oferta será realizada simultaneamente no Brasil e no exterior (sob a forma de ADRs). A oferta deve ser precificada em 1º de outubro de 2020.

Considerando o preço no fechamento do pregão de sexta-feira, a oferta pode movimentar R$ 7,5 bilhões. O J.P. Morgan, Bank of America Merrill Lynch, Banco Bradesco BBI, Banco Itaú BBA e XP Investimentos são os coordenadores da oferta brasileira. Já J.P.Morgan Securities, BofA Securities, Banco Bradesco BBI, Itau BBA USA Securities e XP Investments US coordenam a oferta internacional.

Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 22,82, -1,21%)

O Itaú Unibanco define nas próximas semanas quem será o sucessor de Candido Bracher na presidência do maior banco da América Latina. Conforme aponta o jornal Valor Econômico, estão na disputa os quatro que formam, com Bracher, o comitê executivo: os diretores-gerais de atacado, Caio Ibrahim David, de varejo, Márcio Schettini, e os vice-presidentes André Sapoznik (tecnologia) e Milton Maluhy Filho (finanças e riscos).

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Conforme destaca o Bradesco BBI, como se trata de uma transição amplamente esperada pelo mercado, não deve significar grandes mudanças e nem surpreender. “O Itaú deve seguir em frente com seu plano de renovar o banco de dentro para fora – desafio que vemos como um dos mais difíceis na época em que vivemos”, apontam os analistas.

Vulcabrás (VULC3, R$ 6,48, +6,58%) e Alpargatas (ALPA4, R$ 36,00, +2,86%)

A Vulcabrás informou que vai pagar R$ 32,5 milhões pela marca Mizuno no Brasil, detida pela Alpargatas.

Ser (SEER3, R$ 16,01, -0,25%)

A Ser Educacional comprou o Colégio Cultural Módulo, dono da Faculdade de Juazeiro do Norte, no Ceará por R$ 24 milhões. A operação foi feita por meio da subsidiária Cenesup. A faculdade teve receita líquida de R$ 20 milhões em 2019 e Ebitda ajustado de R$ 4,3 milhões. A empresa tinha 2,1 mil alunos de graduação em dezembro de 2019.

CSN (CSNA3, R$ 16,16, -1,46%)

A CSN comunicou nesta segunda-feira que seu conselho de administração aprovou na última sexta-feira novo plano de negócios da controlada CSN Mineração (CMIN), tendo em vista projetos de expansão para exploração completa do potencial de suas reservas e recursos.

“Nesse sentido, a companhia autorizou seus diretores a tomarem as medidas necessárias para a realização de oferta pública inicial de ações de emissão da CMIN, com o objetivo de financiar parte do plano de negócios da CMIN, além de criar valor para seus acionistas”, afirmou em fato relevante.

Petrobras (PETR3, R$ 21,28, -3,01%;PETR4, R$ 20,90, -3,46%)

A Petrobras lançou dois programas para aprimorar suas atividades de refino e gás natural. Um deles é o Biorefino 2030, que prevê projetos para a produção de uma nova geração de combustíveis, como o diesel renovável e o bioquerosene de aviação.

Ainda na área de refino, a companhia pretende reduzir em 30% a captação de água em suas refinarias e em 16% a intensidade do carbono do segmento até 2025. Segundo a empresa, o novo combustível reduz em 70 % a emissão de gases de efeito estufa se comparado ao óleo diesel mineral e 15 % em relação ao biodiesel éster. Sua comercialização no Brasil como biocombustível depende ainda de regulamentação da ANP.

Já o BioQAv ou bioquerosene de aviação será utilizado no mundo para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Essa é uma resolução da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e o Brasil deverá utilizá-lo obrigatoriamente a partir de 2027.

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A Petrobras também prevê investimentos para o aumento da produção de diesel S-10, de baixo teor de enxofre, em detrimento do diesel S-500. Para isso, serão realizadas modernizações em unidades da Reduc, em Duque de Caxias-RJ, e da Revap, em São José dos Campos-SP. Também será construída uma nova unidade de hidrotratamento de diesel na Replan. Outra iniciativa em estudo é a integração da Reduc com o Gaslub Itaboraí, que permitirá a produção de lubrificantes de alta qualidade, de nível tecnológico mais avançado.

d1000 (DMVF3, R$ 11,50, +15%)

A XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da varejista farmacêutica d1000 com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,5/ação para o final de 2021. Com base no fechamento de mercado do dia 18 de setembro, a instituição vê potencial de alta de 105% para as ações. Segundo a XP, a recomendação se deve às melhorias operacionais da empresa, principalmente das bandeiras Drogasmil e Rosário, que estavam em dificuldades.

Além disso, a XP destacou que a aceleração do processo de abertura de lojas da d1000 deve gerar um crescimento médio de receita de 17% ao ano entre 2019 e 2023. Finalmente, a XP explicou que a relação risco-retorno da empresa está assimétrica, depois da queda de 41% desde o IPO.

As ações estão sendo negociadas a um múltiplo Preço/Lucro (P/L) de 14,8x em 2021, um desconto de 40% em relação à média de cobertura de varejo da XP. “Em nosso preço-alvo, as ações seriam negociadas a um EV/EBITDA de 15,3x em 2021e e P/L de 30,4x”, destacam os analistas. Como riscos ao negócio, a XP citou dificuldades na execução, alta concorrência no formato popular e liquidez ainda baixa das ações.

EDP Energias do Brasil (ENBR3, R$ 18,19, +0,61%)

A EDP Energias do Brasil aprovou o pagamento de dividendos no valor total bruto de
R$ 353,5 milhões. Deste montante, R$ 236 milhões são referentes a juros sobre capital próprio, equivalente a R$0,390207737 para cada ação ordinária, e serão pagos sem ajuste aos acionistas titulares na data-base de 30 de dezembro de 2019.

Os outros R$ 117,5 milhões são referentes a dividendos, equivalente a R$0,194262378 para cada ação ordinária, e serão pagos a acionistas da data-base de 31 de março de 2020.

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,81, -1,69%)

O Banco do Brasil pretende estar entre os três maiores bancos no mercado de capitais do Brasil. Segundo o Estado de S.Paulo, o objetivo é estar, em até quatro anos, entre os três maiores bancos a estruturar operações de captações para empresas por meio de oferta de ações e instrumentos de dívida nos mercados locais e externo, em financiamento de projetos e em fusões e aquisições. O plano ocorre junto com a parceria com o UBS, que deve ser iniciada nesta semana.

Latam

A Latam informou na sexta-feira que recebeu aprovação do Tribunal do Distrito Sul de Nova York para a proposta de financiamento modificada, dentro do processo de recuperação judicial. A decisão ocorre depois de disputas com minoritários e uma derrota na Justiça dos Estados Unidos. De acordo com O Estado de S.Paulo, a decisão permite que o grupo tenha acesso aos US$ 2,45 bilhões necessários para enfrentar os impactos da pandemia.

CCR (CCRO3, R$ 13,35, -3,54%)

A CCR teve uma alta de 3,3% no tráfego das rodovias na semana de 11 a 17 de setembro, impulsionada pelo segmento comercial, que subiu 15,5%. Já os carros de passeio tiveram tráfego 11,3% inferior. No acumulado do ano, o tráfego consolidado caiu 5,1%.

Excluindo a ViaSul, o tráfego semanal caiu 1,8%. Já no acumulado do ano, o consolidado sem ViaSul recuou 10,2%.

Simpar (SIMH3, R$ 28,42, -3,33%)

A compra da Moreno Holding pela JSL, agora Simpar na Bolsa, foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A compra foi anunciada em agosto, por R$ 310 milhões.

(Com Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

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