Destaques da Bolsa

Ações da Petrobras fecham em queda apesar de reajuste de combustíveis e alta do petróleo; Ambev sobe 3%, bancos caem

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira (5)

petróleo e gás
(Shutterstock)

SÃO PAULO – A sessão foi de queda para o Ibovespa em sessão sem os Estados Unidos, com boa parte das blue chips guiando as baixas, com os investidores também monitorando o noticiário político.

No pregão desta segunda-feira (5), as ações da Petrobras (PETR3, R$ 29,74, -0,97%;PETR4, R$ 28,85, -1,13%) tiveram perdas, ainda que a companhia tenha anunciado reajuste de combustíveis e sem que houvesse um acordo para elevação de produção de petróleo pelos principais produtores mundiais, o que impulsionou os preços da commodity.

A Petrobras informou nesta segunda uma alta nas refinarias de R$ 0,16 por litro de gasolina, a ser comercializado por R$ 2,69 (alta de cerca de 6%), e de R$ 0,10 por litro de diesel, a ser vendido a R$ 2,81 (alta de cerca de 4%). O novo preço valerá a partir de terça-feira (6). Este é o primeiro aumento no valor fixado pela estatal desde que o novo presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, assumiu o cargo.

Enquanto isso, os contratos futuros do petróleo fecharam em alta após terminar sem acordo a reunião da da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, chamada de Opep+. Com isso, ficam mantidas as cotas de produção de cada membro, ante expectativa inicial de aumento de 500 mil barris por dia e proposta na semana passada de 400 mil barris por dia. Nenhuma data para um novo encontro foi acordada. Desta forma, tanto o brent quanto o WTI aceleraram ganhos, com o brent ultrapassando os US$ 76 o barril, com o contrato para setembro fechando em alta de 1,30%, a US$ 77,16 o barril. Por outro lado, a PetroRio (PRIO3, R$ 21,50, +1,13%) viu suas ações fecharem em alta de cerca de 1%.

Bancos também fecharam em queda, em meio à expectativa pelas discussões sobre a reforma tributária no Congresso esta semana. Ações de Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC3, R$ 21,27, -1,36%;BBDC4, R$ 25,01, -2,08%), Banco do Brasil (BBAS3, R$ 31,94,  -0,62%) e Santander Brasil (SANB11, R$ 40,60 -0,66%) tiveram perdas. Os papéis do setor bancário foram bem impactados na última semana em meio à proposta do governo de taxar dividendos em 20% e acabar com os juros sobre o capital próprio.

Por outro lado, as ações da Ambev (ABEV3, R$ 17,99, +3,21%) tiveram recuperação nesta data e subiram cerca de 3%, após também terem sido bastante impactadas na última semana pela proposta de reforma tributária.

A Braskem (BRKM5, R$ 61,06, +1,77%) foi a segunda maior alta do Ibovespa, com ganhos de quase 2%. Para essa semana, estão previstas as entregas das propostas dos interessados na companhia.

Os ativos da Vale (VALE3, R$ 113,17, -0,36%), por sua vez, tiveram leve queda, ainda que a sessão fosse de alta para o minério. Os contratos futuros da commodity na China subiram mais de 5% nesta segunda-feira, impulsionados pela crescente demanda, à medida que usinas na região siderúrgica de Tangshan retomam produção após o centenário do Partido Comunista Chinês.

Os contratos futuros mais negociados do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, chegaram a subir 5,6%, para 1.226 iuanes (US$ 189,80) por tonelada, maior nível desde 11 de junho. Eles fecharam em alta de 5,5%, a 1.225 iuanes. Outros ingredientes siderúrgicos também apuraram ganhos. Os futuros do carvão coque em Dalian subiram 3,1%, para 1.971 iuanes a tonelada, enquanto os contratos do coque DCJcv1 avançaram 3,5%, a 2.682 iuanes por tonelada.

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Fora do índice, os papéis da Grendene (GRND3, R$ 10,76, +1,51%), que abriram o pregão com forte alta, de até 4,3%, amenizaram os ganhos e fecharam em alta de cerca de 1,5%. A Grendene anunciou que negocia uma joint venture com a 3G Radar para distribuir e comercializar seus produtos “em determinados mercados internacionais”. Veja mais clicando aqui. 

A Tegma (TGMA3, R$ 26,42, +1,65%) também fechou em alta, mas bem longe das máximas de 8,20% registradas no intraday. Os ativos TGMA3 saltaram quase 13% na sexta com a proposta de combinação de negócios feita pela JSL (JSLG3, R$ 12,47, -1,11%). Confira mais destaques:

Vale (VALE3, R$ 113,17, -0,36%)

No radar das empresas, a Vale informou na sexta-feira (2) que está comissionando as atividades no carregador de navios 6 (CN6), no Terminal Marítimo Ponta da Madeira, em São Luís (MA), após cinco meses de parada para manutenção.

Segundo a mineradora, a manutenção do CN6, que resultou na substituição de mais de 60% de seus componentes, não impactou o cronograma mensal de embarque de minério de ferro do terminal. Em 14 de janeiro de 2021, ocorreu um incêndio no CN6 localizado no berço Sul do Píer IV, incidente que foi seguido das atividades de manutenção.

A companhia ainda destacou que iniciará a realização de atividades com equipamentos não tripulados (sem pessoas) para a remoção de rejeitos das barragens B3/B4, da Mina de Mar Azul, em Nova Lima (MG), e Sul Superior, da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG).

A Vale informou que as ações foram analisadas e aprovadas pelo auditor técnico do Ministério Público, além de todo corpo de consultores externos contratados pela empresa para elaboração dos projetos, e representam o avanço do Programa de Descaracterização da empresa e o comprometimento com uma abordagem integralmente voltada à segurança das suas estruturas e das pessoas.

“É importante informar que as descaracterizações dessas barragens, atualmente em nível 3 do Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM), são processos complexos. Ciente de que qualquer intervenção pode representar incrementos de riscos, a empresa já realizou diversas ações preventivas, entre as quais a retirada de todos os moradores das respectivas Zonas de Autossalvamento (ZAS) e a construção de Estruturas de Contenção a Jusante nos dois territórios”, destacou.

Na Sul Superior, a remoção terá início com a coleta de amostras, que tem o objetivo de ampliar o conhecimento sobre as características do material disposto no reservatório, para aprimoramento da segurança e das técnicas que serão usadas durante o processo de descaracterização, além de subsidiar estudos para definir os níveis de controle de vibração.

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Também serão abertos canais para melhorar o escoamento de água da estrutura, evitando o acúmulo no reservatório, principalmente durante o período chuvoso. Na barragem B3/B4, a remoção dos rejeitos será feita concomitantemente com a conclusão da retirada parcial de uma pilha de estéril no local, de onde já foram retirados 350 mil metros cúbicos de material desde novembro de 2020.

“Ressalta-se que todas as atividades realizadas e programadas nas duas barragens serão integralmente executadas com equipamentos não tripulados, operados de forma remota e segura a partir de uma central de controle fora das estruturas. Todas as ações foram comunicadas à auditoria técnica do Ministério Público de Minas Gerais e aos órgãos competentes.

Diante da complexidade e dos riscos do processo de descaracterização dessas estruturas, a Vale informa possuir um rigoroso controle de todas as ações implementadas com o objetivo de garantir a segurança dos trabalhadores e das pessoas que vivem em comunidades próximas.

Além disso, a Vale também está estudando medidas adicionais para minimizar eventuais impactos residuais aos corpos hídricos a jusante das contenções. As estruturas de contenção construídas a jusante das duas barragens estão concluídas e têm capacidade para conter os rejeitos em um cenário em que haja essa necessidade.”, informou.

A estrutura para a barragem Sul Superior possui 36 metros de altura e 330 metros de comprimento, enquanto a estrutura para a barragem B3/B4 tem 33 metros de altura e 221 metros de comprimento.

As obras seguiram as mais rigorosas normas nacionais, as melhores práticas de engenharia e referências técnicas de entidades internacionais utilizadas para construções similares. Empresas especialistas, independentes da projetista e da construtora, analisaram e certificaram que as estruturas são estáveis e, portanto, conferem segurança às comunidades localizadas abaixo delas. A auditora técnica do Ministério Público de Minas Gerais também ratificou a estabilidade das contenções. Ainda como parte do controle de riscos, as barragens seguem sendo monitoradas de forma permanente pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG).

Via (VVAR3, R$ 15,48, -0,77%)

A Via, antiga Via Varejo, comunicou ter concluído a formalização de todas as etapas legais e regulatórias para proceder ao fechamento da aquisição de 100% das quotas de emissão da Celer.

A Celer é uma fintech que nasceu como uma plataforma proprietária de soluções de pagamentos e hoje oferece um pacote completo de Bank-as-a Service (BaaS), permitindo que outras fintechs disponibilizem a seus clientes uma conta digital completa integrada a serviços de pagamentos, compreendendo alternativas de cash-in e cash-out, emissão e processamento de cartões, gestão de cobrança e transferências, incluindo ao tradicional portfólio o PIX.

Grendene (GRND3, R$ 10,76, +1,51%)

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A Grendene, calçadista dona de marcas como Melissa e Ipanema, anunciou nesta segunda-feira (5) que negocia uma joint venture com a 3G Radar para distribuir e comercializar seus produtos “em determinados mercados internacionais”.

A gestora 3G Radar é parceira da 3G Capital, que tem entre os sócios os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Em comunicado enviado ao mercado, a companhia informou que assinou, em caráter de exclusividade no dia 4 de julho, um memorando de entendimentos não vinculante com a 3G Radar Gestora de Recursos Ltda.

De acordo com o documento, a 3G Radar deterá 50,1% do capital social da joint venture e a Grendene, 49,9%.

As duas empresas se comprometem a investir inicialmente US$ 100 milhões nos 24 meses seguintes à assinatura do acordo, na proporção de suas respectivas proporções.

BMG (BMGB4, R$ 4,66, -1,27%)

O Banco BMG anunciou na sexta-feira (2) a compra de participação na Araújo Fontes Consultoria e Negócios Imobiliários e na AF Invest Administração de Recursos, para oferta de produtos e serviços no segmento de atacado e atuar com gestão de recursos.

A compra se dará por meio da aquisição de 50% de uma nova empresa a ser criada. Segundo fato relevante, o valor do negócio é da ordem de R$ 150 milhões.

Tegma (TGMA3, R$ 26,42, +1,65%)

Ainda entre os destaques, a Tegma informou que contratou assessor jurídico e que vai escolher um banco para auxiliar a empresa a avaliar a proposta de aquisição apresentada pela JSL. Na última sexta-feira (2), as ações da companhia encerraram o pregão com salto de 12,9%; já os papéis da JSL avançaram quase 6%.

Grupo Soma (SOMA3, R$ 16,20, +0,68%) e Cia. Hering (HGTX3, R$ 35,18, +0,92%)

A Cia Hering informou aditamento a acordo de associação com Grupo Soma. Na última semana, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a operação de incorporação da Cia. Hering pelo Grupo Soma, dono das marcas Animale e Farm. A decisão está publicada no DOU (Diário Oficial da União) de hoje. Com o fechamento do negócio, a Cia. Hering passa a ser subsidiária integral da Soma.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 21,38, -1,20%)

O Magazine Luiza informou que obteve as aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil para a transferência do controle societário da Hub Prepaid Participações e suas subsidiárias para a Magalu Pagamentos, subsidiária integral do Magalu, e que a aquisição foi concluída de forma definitiva nesta data.

“Com a Hub Fintech, o Magalu incorpora uma instituição de pagamentos regulada pelo Banco Central e integrada ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX). Além de ser uma das maiores plataformas de Banking as a Service (BaaS) e líder no processamento de cartões pré-pago do país, a Hub Fintech também oferece serviços como cartão de benefícios (alimentação, refeição), adquirência e soluções corporativas para gestão de despesas. Adicionalmente, com a recente aquisição da processadora de cartões de crédito Bit55, a Hub passa a deter um portfólio completo de soluções financeiras, com tecnologia própria e escalável”, destacou.

Ambev (ABEV3, R$ 17,99, +3,21%)

O Bradesco BBI comentou os dados sobre consumo de bebidas alcóolicas no Brasil, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A cerveja responde por 90% do consumo de álcool, e a Ambev, por 60% do consumo de cerveja no país. Por isso, o Bradesco avalia que os dados sobre produção de bebidas alcoólicas do IBGE são uma proxy (uma variável que pode ser usada no lugar de outra variável) sobre as vendas de cerveja no Brasil.

Com base nos dados do IBGE, o banco estima que os volumes subiram 23% no segundo trimestre no país. Isso sugere que sua estimativa de crescimento de 8% nos volumes da Ambev para o período pode ser conservadora, já que indicaria que a empresa teria perdido 4 pontos percentuais de participação do mercado, a 58%, uma queda que parece excessiva, na avaliação do Bradesco. Presumindo que a Ambev manteve sua participação de mercado, os dados do IBGE indicam um crescimento de 15% na produção da Ambev no segundo trimestre de 2021.

O Bradesco BBI mantém avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a Ambev, com preço-alvo de R$ 15,50, frente à cotação de R$ 17,43 de sexta.

B3 (B3SA3, R$ 16,11, -1,89%)

O Bradesco BBI comentou o fluxo líquido de investimentos estrangeiros no primeiro trimestre de 2021 na B3, que atingiu R$ 48 bilhões, o maior nível já registrado, superando o recorde anterior, de R$ 20,3 bilhões em 2014. O banco diz avaliar que, mesmo com a alta da taxa de juros, continua a acreditar que os volumes estão perto de atingir entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões em volume médio diário negociado (ADTV na sigla em inglês), e que as ações continuarão a ser um investimento atrativo, em relação a outros instrumentos de renda fixa.

Cemig (CMIG4, R$ 12,09, -0,17%)

Reynaldo Passanezi, presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), anunciou que a empresa pretende investir R$ 22,5 bilhões em geração, transmissão, distribuição, geração distribuída e comercialização de gás até 2025 – o maior plano de investimento da história da companhia.

Até 2027, serão 200 novas subestações em todas as regiões do Estado de Minas Gerais, sendo que 80 novas subestações já em estão em processo de implantação, e 23 delas estarão em operação ainda neste ano.

As novas subestações vão se juntar aos 413 equipamentos que a companhia já possui, totalizando 613 instalações deste tipo. O plano prevê ainda o atendimento a todos os municípios com dupla alimentação em média tensão, a implantação de um milhão de medidores inteligentes e a construção de 3,1 mil quilômetros de linhas de transmissão em alta tensão.

Além disso, a Cemig se prepara para dar início ao programa Minas Trifásico, com o objetivo de converter redes monofásicas em trifásicas no interior do Estado. Até 2027, está prevista a conversão de 21 mil quilômetros de redes monofásicas para trifásicas e a construção de 5 mil quilômetros de interligações de circuitos em Minas Gerais.

Linx 

Em comunicado enviado ao mercado nesta segunda-feira, a Linx informou que o banco Morgan Stanley reduziu sua participação na empresa a 0,003% do total, o equivalente a 478 ações ordinárias, em operações realizadas na Bolsa.

Segundo o formulário de referência mais recente da Linx, o Morgan Stanley tinha participação de 7,09% na empresa especializada em tecnologia para o varejo.

Burger King (BKBR3, R$ 11,79, -0,42%)

Entre os destaques do dia, Marc Lemann, filho do bilionário e empresário sócio da 3G Capital Jorge Paulo Lemann, comprou US$ 1 milhão em ações da Restaurant Brands International, na Bolsa americana NYSE. A companhia é dona das redes de restaurantes Burger King, Popeyes e Tim Horton.

De acordo com o site da revista americana Barron’s, Lemann comprou 15 mil ações da companhia – a maior compra por um corporate insider em muitos anos – em 18 de junho, dia em que foi eleito membro do conselho da companhia.

O preço médio por ação foi de US$ 67,15 e a compra foi feita por meio de uma companhia da qual ele é o único beneficiário, segundo documento entregue à Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM americana). Leia mais aqui.

(com Reuters, Bloomberg e Estadão Conteúdo)

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