Ano novo, vida nova! Vida nova??

Ainda não chegou a Páscoa, mas parece que algumas marcas estão se antecipando e RENASCENDO para o novo mercado automotivo. É o caso da Volkswagen
Por  Raphael Galante
info_outline

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores

Apita o árbitro: “Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”!

Findada a primeira quinzena de janeiro (01 a 17 – 12 dias úteis), já podemos – assim como os flamenguistas -, sentir o “cheirinho” do que vem por aí!

Esta primeira quinzena serve para mostrar o que podemos esperar para este ano. O que temos até agora?

Bom… neste comecinho, já foram vendidos mais de 93,7 mil carros, o que representa um crescimento de 21,9% sobre o mesmo período do ano passado, quando tivemos 76,9 mil carros vendidos.

Uauuuu…

Mas, voltando à nossa visão rodriguiana de escrever (a vida como ela é), temos que fazer alguns “senões”.

O primeiro é que tivemos uma quantidade de veículos que não foram emplacadas nos últimos dias do ano passado, devido ao “ponto facultativo” que alguns DETRANS se deram. A grosso modo, estamos falando de um volume de 10 a 12 mil carros. O que diminuiria a diferença positiva de 16 mil carros para uns 5 mil.

Não devemos tomar esse começo de ano (1º quadrimestre) como uma verdade para o ano: o começo do ano passado foi muito ruim! Então, a base comparativa é fraca.  Além disso, lembremos que, só de feriados; ponte de feriados; jogos da copa, teremos quase 30 dias de folga – o que é um absurdo.

E, para complementar,  nem temos ideia de quem vai “tomar conta do Brasil” nos próximo 4 anos.

O mercado este ano será positivo. Não positivo como esta primeira quinzena com crescimento de 22%, mas algo na casa de 5% a 6% – o que já será excelente!!

Mas, qual é o “cheirinho” que estamos sentido??

O que estamos percebendo – mesmo com os ajustes – é uma demanda maior por carros importados. Ou melhor, por MARCAS importadas de Luxo.

Em resumo: o pessoal que habita o “mundo de caras” voltou às compras!

As marcas que mais estão se destacando são: Volvo (+68%); Audi (+58%); BMW (+38%) e Land Rover (+24%).

E nós temos que ser justos: afinal de contas, “Pau que bate em Chico, também bate em Francisco”. O grande destaque do começo deste mês é a Volkswagen! que, depois de muitos anos sofrendo no purgatório, decidiram fazer o que fazem de melhor: voltaram a trabalhar como alemães!

A VW está com crescimento de 39% nas vendas, e está ganhando quase 2 pontos percentuais de Market Share, com 15,4% (contra 13,5% no mesmo período do ano passado).

E o crescimento está sendo alicerçado no novo veículo, o Polo. Se a considerarmos apenas os veículos com motorização acima do 1.0 (pois o vulgo “Onix 1.0 de locadora” é imbatível), a marca já emplacou quase 2,7 mil carros contra 2,3 mil do segundo colocado, que é o Onix. Basicamente de todos os Hatches pequenos desta categoria, quase 20% é de Polo. Seu eu somar: Fox, Gol e Polo, a VW vende 40% de todos os carros deste segmento!

E isso sem levar em consideração que a versão automática do Polo ainda não chegou.

Soma-se que a VW terá já mês que vem o seu novo sedan, o Virtus, o que manterá o ritmo forte da marca até o final do ano.

Acho que a estadia no purgatório, fez bem para o pessoal da VW. Eles só precisavam fazer o básico, ser o que eles são: trabalhar como alemães!

 

 

E ai? O que achou? Dúvidas? Me manda um e-mail aqui!

Ou me segue no Facebook aqui

 

=)

Raphael Galante Raphael Galante é economista, trabalha no setor automotivo há mais de 20 anos e atua como consultor na Oikonomia Consultoria Automotiva.

Compartilhe

Mais de O mundo sobre muitas rodas

O mundo sobre muitas rodas

Os vários “Brasis” dentro do Brasil

Quando falamos do mercado automotivo brasileiro, independentemente do setor, sempre temos que ter em mente que existem vários “brasis” dentro do Brasil. Num país continental como o nosso, não temos aquela verdade absoluta. E, neste singelo post, vamos tentar mostrar algumas das principais diferenças