Mas afinal, o que é análise técnica ou gráfica?

A análise técnica ou gráfica é cada vez mais aceita pelos investidores, não só profissionais, mas também amadores, que buscam a bolsa de valores como um mecanismo para formação de patrimônio no curto, médio ou longo prazo. Confira:

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A análise técnica ou gráfica é cada vez mais aceita pelos investidores, não só profissionais, mas também amadores, que buscam a bolsa de valores como um mecanismo para formação de patrimônio no curto, médio ou longo prazo.

Essa preferência é devida à simplicidade no uso da técnica: com apenas um gráfico, é possível identificar tendências de oferta e demanda, com base em padrões já estudados, para tomar decisões independentes sobre a compra, venda ou manutenção de um ativo.

Em síntese, a análise gráfica se baseia no comportamento dos investidores sobre um ativo em um período histórico e não no ativo em si; ela liberta o investidor, em especial o pequeno e o médio, da necessidade de anos de acúmulo de conhecimentos sofisticados sobre finanças e estruturas corporativas para operar no mercado financeiro. Esta característica torna a análise gráfica apreciada por pessoas com trajetórias profissionais distintas à financeira, como médicos, psicólogos, advogados, etc.

Nos cursos que promovo, observei que as duas maiores dificuldades de um iniciante são: o desenvolvimento da sua capacidade de analisar, interpretar os gráficos e registrá-los em suas operações; e a determinação e manutenção de metodologias operacionais ante a grande variedade de técnicas disponíveis para análise.

Estas distintas técnicas terminam por confundir o analista novato – a variedade e a complexidade dos indicadores e padrões gráficos levam o iniciante a más interpretações e a perda do foco da própria análise, ou seja, da identificação da tendência e da tomada de decisão mais apropriada sobre o investimento.

Como exemplo, temos as médias móveis, um dos indicadores técnicos mais populares. Elas são utilizadas majoritariamente em análises de mercados com tendências declaradas; porém, freqüentemente investidores inexperientes as usam na interpretação de mercados lateralizados (sem tendências).

Ibovespa Semanal

Nestas situações, costumo comparar o uso de técnicas de análise gráfica ao uso de um martelo: uma pessoa pode usá-lo para pregar pregos em uma parede ou para abrir uma lata de sardinhas. O martelo vai fazer os dois, mas o resultado dos pregos na parede será bem melhor que um monte de sardinhas esmagadas… Saber escolher a melhor técnica, aquela adequada ao perfil e aos objetivos de cada investidor, é fundamental.

Para facilitar o aprendizado das técnicas, recomendo o estudo das origens desta análise: a Teoria de Dow, da qual todas as técnicas derivam. Pela Teoria de Dow, os preços dos ativos refletem a reação do mercado em relação a todas as informações relevantes. Ou seja, o preço de um ativo, no fim das contas, desconta tudo; por consequencia, o comportamento dos investidores será refletido em padrões.

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Seu maior legado é nos auxiliar a rastrear estes padrões e tendências apresentadas nos gráficos, utilizando os preços de fechamento para confirmações, e a nos posicionar em cada momento do fluxo de oferta e demanda do mercado. É a real simplicidade, que capacita o investidor a galgar técnicas de análise mais avançadas e melhores negócios.

abs

Raphael Figueredo

Raphael Figueredo