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Volta às aulas: como a educação financeira pode fazer a diferença na vida do seu filho?

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Alunos da AltSchool - Bloomberg
(Timothy Archibald)

Estamos na reta final das férias escolares. Em poucos dias, a rotina das aulas volta e, para muitas famílias, será algo normal, sem nada diferente. No entanto, para outras, uma novidade irá surgir: as crianças e os jovens voltarão para as suas casas falando sobre educação financeira.

Digo isso porque, além das centenas de escolas particulares que resolveram adotar essa nova disciplina em sua grade curricular este ano, outras centenas de instituições públicas de nove estados brasileiros estão recebendo o programa de empoderamento financeiro, um projeto da MetLife e Vila Sésamo em parceria com a DSOP (empresa que criei para disseminar a educação financeira no Brasil e no mundo).

Mas o que será que isso provoca de mudança na vida deles e de todos ao seu redor? Com minha experiência de tantos anos trabalhando como educador e terapeuta financeiro, posso garantir que muita coisa acontece de bom após a inserção da educação financeira na vida das pessoas, especialmente dos mais novos, que estão mais abertos à aprendizagem.

Vejamos alguns fatores que motivam a inserção da educação financeira nas escolas:

- Um dos grandes desafios globais do século é fazer a sociedade atual repensar hábitos de consumo, substituindo-os por outros mais sustentáveis;

- As profundas mudanças nas economias mundiais têm exigido um reaprendizado de como lidar com as finanças, fenômeno que movimenta governos e instituições a adotarem medidas para habilitar as pessoas a fazerem escolhas conscientes de gastos e investimentos;

- Cerca de 2 bilhões de pessoas entrarão no sistema financeiro formal nos próximos 20 anos. Mas não se sabe se todas essas pessoas estarão capacitadas a fazer as melhores escolhas financeiras;

- Há forte evidência de que lares com baixa educação financeira não planejam a aposentaria, pagam juros mais altos e têm menos bens. E já ficou demonstrado que o nível mais baixo de educação financeira levou as pessoas a ficarem mais inadimplentes;

- No Brasil, as mudanças na pirâmide das classes sociais significam, ao mesmo tempo, maior poder de compra de parcela significativa da população, mas também alto endividamento;

- Crianças são muito observadoras e, desde cedo, começam a perceber que o dinheiro tem força. Ao mesmo tempo, crianças e jovens estão expostos às mensagens publicitárias, que estimulam o desejo de ter. Portanto, importante ensiná-las, o mais cedo possível, de forma lúdica e prazerosa, o quanto é importante ter objetivos, fazer escolhas e que nada é mágico, porém, tudo é possível, desde que o dinheiro seja usado com foco e sabedoria. Isso é papel que pode ser compartilhado entre pais e escolas;

- Escolas são cada vez mais exigidas a oferecer ensino diferenciado e serviços que beneficiem também os pais.

Ou seja, promover a educação financeira para a população ainda na escola, a partir do Ensino Infantil, por exemplo, sem dúvida nenhuma, mudará o cenário de endividamento e inadimplência da nossa sociedade, formando uma geração mais consciente e sustentável em todos os âmbitos da vida. E então, estão convencidos a buscar uma escola que ofereça educação financeira para o(a) seu(sua) filho(a)?

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

 

perfil do autor

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.

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