13º dos aposentados: caminhos para a melhor utilização

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber a partir do dia 27 deste mês a primeira parcela do 13º salário, que corresponde a 50% do valor. Com esse dinheiro extra em mãos, muitos beneficiários podem se perguntar qual o melhor destino: quitar dívidas, consumir ou investir?

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a receber a partir do dia 27 deste mês a primeira parcela do 13º salário, que corresponde a 50% do valor. Cerca de 30 milhões de beneficiados terão direito ao abono salarial e a estimativa do Governo Federal  é que a antecipação da chamada gratificação natalina injete R$ 20,6 bilhões na economia do País.  

Com esse dinheiro extra em mãos, muitos beneficiários podem se perguntar qual o melhor destino: quitar dívidas, consumir ou investir? Preparei algumas orientações para quem será contemplado com o adiantamento.

Evite deixar esse recurso extra na conta corrente, já que ele poderá ser facilmente gasto em pouco tempo. Procure canalizar esse dinheiro para um propósito específico. Recomendo também que não seja utilizado para quitar dívidas, mas sim que seja poupado para a realização dos sonhos, afinal, não podemos depender de valores extras para pagar as contas e sim utilizar o orçamento que já possuímos.

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É importante lembrar que, antes de tomar qualquer decisão, é preciso conhecer a situação financeira em que se encontra. Para tanto um diagnóstico financeiro é primordial. Anote todos os gastos ao longo de um mês, separando-os em categorias (alimentação, combustível, vestuário, etc.). Assim é possível ver exatamente onde existem excessos e com o que está gastando cada centavo do dinheiro, podendo assim diminuí-los ou até cortá-los, se for o caso. Após essa primeira análise será possível descobrir se está endividado, equilibrado ou investidor podendo decidir com mais cautela o que fará com o adiantamento do 13º salário.

Caso esteja endividado, é preciso saber exatamente o que se deve e para quem, dando prioridade às dívidas que possuem os maiores juros, como cheque especial e cartão de crédito, por exemplo. Pense se essa dívida é recorrente para poder sanar o problema na causa, já que esse valor extra não virá todos os meses. Portanto antes de sair usando o 13º para pagar, converse com o credor e tente renegociar, para conseguir descontos e/ou melhores condições de pagamento. 

Outra alternativa é fazer uma reserva financeira, isso porque gastos extras de fim de ano como compras de Natal, além dos custos de IPVA, IPTU ou mensalidades de escolas em janeiro, podem trazer um grande desequilíbrio financeiro para quem não se planejou. Essa reserva estratégica também poderá ser utilizada para emergências como a quebra do carro ou de algum eletrodoméstico, por exemplo.

Já para quem pretende investir, a orientação é pulverizar os valores em diversas modalidades, deixando uma parte na poupança, outra no Tesouro Direto ou até mesmo investindo em uma previdência privada, por exemplo. Aplicando esse recurso é possível ter um rendimento até a data que esse benefício seria efetivamente pago.

O mais importante é criar o hábito de poupar para ter uma vida financeira mais saudável, tomando as rédeas dos próprios recursos e sabendo como irá utilizá-los em todos os momentos.

 

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.