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Como pré-adolescentes devem lidar com mudanças em relação às finanças

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

Adolescente
(ThinkStock)

A pré-adolescência é uma fase em que as mudanças – de todos os tipos – aparecem aos montes. Meninos e meninas entre 10 e 14 anos vão testando e se transformando até acharem seu espaço. A maioria dessas alterações finaliza de forma natural, mas um aspecto específico deve ser acompanhado e ensinado, para não causar problemas sérios em médio e longo prazo: como lidar com as finanças.

Isso aspira preocupação por conta da inexperiência no trato com o dinheiro e a constante exposição às publicidades, que incentivam um consumo impulsivo. E daí surge outro problema: como ainda não possuem idade para trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro, muitos ganham mesada – e não conseguem se manter com esse valor – e outros pedem dinheiro constantemente aos pais, podendo causar um grande desequilíbrio no orçamento financeiro de toda a família.

Percebemos, assim, a importância do ensino da educação financeira, desde a fase infantil, para combater esse comportamento, que, sem acompanhamento, pode ser destrutivo. A prova disso são os altos índices de endividamento já entre os jovens que acabaram de entrar no mercado de trabalho, fazendo com que se forme uma geração de pessoas não conscientes e nada sustentáveis financeiramente.

Por isso, a educação financeira é o melhor caminho, promovendo um aprendizado eficaz sobre os hábitos corretos em relação ao uso e à administração dos recursos financeiros, inclusive alertando sobre a importância de já poupar para investir em uma previdência privada, garantindo que tenham uma aposentadoria tranquila.

A educação financeira também leva os jovens à reflexão sobre os seus sonhos, que são de extrema importância para ajudá-los a ter foco e saber se planejar. Milhares de escolas por todo o país possuem um programa de educação financeira, ensinando desde crianças do Ensino Infantil a jovens do Ensino Médio. Há diversos livros sobre o assunto voltados a essa faixa etária de pré-adolescentes e adolescentes, como o Ter dinheiro não tem segredo (Editora DSOP), de minha autoria.

Para se programar para a realização de objetivos, basta que eles tenham bem definido quais são, quanto custam e quando podem guardar por mês para essa finalidade. É importante que tenham mais de um, dividindo-os em curto, médio e longo prazos. Existem aplicativos que ajudam nesse processo de organização das finanças, que, na maioria das vezes, se tornam mais atraentes para essa faixa etária do que ficar anotando em papel ou planilha.

Na hora de guardar o dinheiro destinado à realização desses sonhos, os pais devem auxiliar, fazendo uma Poupança para eles, por exemplo. Essa ação conjunta (pais e filhos) é mais eficiente, pois um ajuda o outro. Os responsáveis também devem procurar se educar financeiramente, já que são o maior exemplo para os filhos, a partir de livros, palestras e cursos – alguns até online e gratuitos, como o oferecido pela DSOP (http://cursodeeducacaofinanceira.com.br/online-gratuito/) –, adquirindo esse conhecimento para sua própria vida e poderem, assim, auxiliá-los nesse processo.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney ou de seus controladores.

 

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perfil do autor

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor de vários livros e criador da Metodologia DSOP de Educação Financeira.

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