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A TV Globo realiza nesta quinta-feira (1º) o último debate entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno das eleições de 2026. O encontro está marcado para começar às 21h30, logo após o Jornal Nacional, e ocupará pela primeira vez a faixa tradicionalmente reservada à novela das 21h.
A votação do primeiro turno será no domingo (4), o que transforma o debate em uma das últimas grandes vitrines nacionais das campanhas antes da abertura das urnas.
Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) estão entre os participantes confirmados. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado, mas sua participação ainda era tratada como incerta nos dias que antecedem o encontro.
Flávio decidiu manter a presença mesmo diante da possibilidade de Lula não comparecer. O cenário gerou divisão entre aliados do senador. Uma ala avalia que, sem o presidente no palco, ele poderá concentrar os ataques dos demais candidatos; outra vê o debate como oportunidade para ampliar exposição e reforçar o discurso de voto útil.

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Zema ganhou direito de participar
A Globo havia definido originalmente sua lista de convidados com base no critério de representação partidária no Congresso. Zema havia ficado fora desse grupo.
O Novo recorreu ao TSE e argumentou que possui atualmente o número mínimo de deputados federais necessário para assegurar a presença de seus candidatos nos debates. Nunes Marques acolheu o pedido e determinou a inclusão do partido.
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A decisão vale não apenas para Zema na corrida presidencial, mas também para candidatos do Novo nas disputas estaduais.
O próprio TSE havia publicado em julho uma tabela de representatividade partidária destinada, entre outros objetivos, a definir a participação de candidatos nos debates das eleições de 2026.
Como será o formato
O debate terá quatro blocos. Dois serão dedicados a temas sorteados, enquanto os outros dois permitirão perguntas com assuntos de livre escolha.
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A emissora preparou uma lista de temas que será usada durante o encontro. Os candidatos poderão circular pelo estúdio com microfones de lapela, em um formato menos preso ao púlpito tradicional.
A expectativa é que o voto útil e a disputa pelo eleitorado de direita estejam entre os principais eixos do confronto caso Lula não participe.
Flávio aparece como o adversário mais próximo do presidente nas pesquisas nacionais e chega ao debate sob pressão de Caiado e de outros nomes que tentam evitar uma concentração antecipada do eleitorado em torno do candidato do PL.
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Última exposição antes das urnas
O debate também acontece depois de uma semana marcada pela controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida e pela intensificação dos apelos por voto útil.
Flávio confirmou presença depois de passar os últimos dias rebatendo publicações que o associavam a uma suposta proposta para retirar da santa o título de padroeira do Brasil. Não há proposta apresentada pelo senador nesse sentido, e o episódio acabou provocando uma disputa judicial entre TSE e STF.
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Lula, por sua vez, chega aos últimos dias de campanha numericamente à frente nas pesquisas nacionais mais recentes, embora levantamentos também mostrem um segundo turno apertado contra Flávio. Na Quaest divulgada nesta semana, por exemplo, o presidente tinha 39% no primeiro turno, contra 34% do senador.
Com apenas três dias entre o debate e a votação, o encontro será a última oportunidade para os participantes se confrontarem diretamente em rede nacional antes de o eleitor ir às urnas.