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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam aos últimos dias antes da eleição presidencial tecnicamente empatados, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (30).
No primeiro turno, Lula aparece com 39,4% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 38,4%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro do levantamento, de 2,2 pontos para mais ou para menos.
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Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 6,7%. Renan Santos (Missão) tem 4,5%, Ronaldo Caiado (PSD), 4,4%, e Romeu Zema (Novo), 3,5%. Os demais candidatos aparecem abaixo de 1%.
O equilíbrio se repete em uma eventual segunda etapa. Lula registra 48,5%, contra 48% de Flávio. Brancos e nulos somam 2,1%, enquanto 1,5% não soube responder.
A pesquisa foi realizada entre 25 e 28 de setembro, período marcado por uma série de movimentos políticos e econômicos na reta final da campanha.
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Pesquisa pega pacote de medidas do governo
A coleta começou no mesmo dia em que Lula anunciou duas iniciativas com forte apelo econômico e social, como a terceira etapa do Desenrola Brasil e a proibição das chamadas bets.
O Desenrola 3.0 permite que a União adquira carteiras de dívidas antigas para repassar aos devedores os descontos obtidos. Segundo o governo, o programa pode alcançar até 15 milhões de pessoas e prevê desconto mínimo de 90% nas dívidas elegíveis.
No mesmo pacote, Lula editou uma medida provisória que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país, incluindo apostas esportivas e jogos online.
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As medidas se somaram ao reajuste de 15,04% do Bolsa Família, anunciado dias antes. O valor mínimo do benefício passou de R$ 600 para R$ 691, com início previsto para a folha de outubro.
Como a pesquisa foi coletada durante e logo depois desses anúncios, não é possível atribuir eventuais movimentos eleitorais diretamente às medidas. O levantamento apenas registra a opinião dos entrevistados naquele intervalo.
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Nossa Senhora entra no centro da campanha
A mesma janela de coleta coincidiu com a escalada de uma disputa envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
Uma informação falsa de que Flávio Bolsonaro pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil ganhou força nas redes sociais nos últimos dias. Não há registro de declaração do candidato defendendo essa medida. A origem da controvérsia foi associada a um projeto apresentado em 2007 e arquivado no ano seguinte.
A campanha de Flávio acionou a Justiça Eleitoral contra a circulação das publicações. O caso provocou decisões divergentes de ministros e acabou ampliando o embate político e jurídico em torno do tema.
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A repercussão também entrou diretamente nos discursos dos candidatos. Lula passou a afirmar em atos de campanha que Nossa Senhora Aparecida continuará como padroeira do país enquanto ele for presidente, enquanto Flávio tentou rebater a informação falsa e explicar declarações anteriores sobre religião.
Rejeição também está próxima
O Meio/Ideia mostra ainda que os dois principais candidatos enfrentam níveis elevados e semelhantes de rejeição. Lula é rejeitado por 43,7% dos entrevistados, enquanto 41,4% afirmam que não votariam em Flávio. A diferença entre os dois também está dentro da margem de erro.
A avaliação do governo reforça o cenário dividido. Segundo o levantamento, 49% aprovam a gestão Lula e outros 49% desaprovam.
Na avaliação detalhada, 29% classificam o governo como péssimo e 12% como ruim. Outros 21% consideram a administração regular, enquanto 21,3% dizem que ela é boa e 14%, ótima.
O resultado mostra um eleitorado praticamente dividido tanto na avaliação presidencial quanto na escolha entre Lula e Flávio.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores brasileiros entre 25 e 28 de setembro, por telefone. A margem de erro informada pelo instituto é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08706/2026.
