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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou à Polícia Civil do Distrito Federal que manteve uma arma registrada em seu nome durante o período em que cumpre prisão domiciliar humanitária porque considerava necessário preservar a segurança da residência onde vive.
Em depoimento prestado nesta terça-feira (23), ele declarou que havia “três mulheres em casa” e que não poderia permanecer desarmado. As informações são do g1.
A oitiva faz parte do inquérito aberto após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 mm registrada em nome de Bolsonaro. O armamento foi encontrado na semana passada durante uma blitz em Brasília, dentro de um veículo conduzido por um militar responsável por sua segurança.
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Segundo relatos obtidos pelo portal, Bolsonaro confirmou aos investigadores que a arma era sua e que permanecia guardada em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Versão da defesa
Segundo a defesa, Bolsonaro identificou um problema de funcionamento na pistola e pediu auxílio a um integrante de sua equipe de segurança, que possui conhecimento técnico sobre armamentos.
Os advogados sustentam que o ex-presidente não determinou que a arma fosse retirada de sua residência para reparo. O pedido, segundo a versão apresentada, era apenas para que o militar verificasse o funcionamento do equipamento.
A defesa também argumenta que as condições impostas pelo STF para a prisão domiciliar não incluíam a entrega de armas registradas em nome do ex-presidente.
Caso será analisado pela PGR
O episódio passou a ter reflexos no Supremo. Nesta quarta-feira (24), Alexandre de Moraes encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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O ministro pediu que o órgão avalie se a posse da arma pode ter impacto sobre a manutenção da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro.
Na decisão, Moraes citou dispositivo da Lei de Execução Penal que considera falta grave a posse indevida de instrumento capaz de ofender a integridade física de terceiros.
Como ocorreu a apreensão
A pistola foi encontrada durante uma fiscalização de trânsito realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal. O armamento estava em um veículo utilizado por um militar que integra a equipe responsável pela segurança do ex-presidente.
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Segundo informações do governo federal, o agente atualmente está vinculado à Casa Civil, órgão encarregado da proteção de ex-chefes do Executivo.
A arma acabou apreendida porque não estava acompanhada da documentação exigida no momento da abordagem. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do transporte do armamento, investigação que passou a ser acompanhada pelo STF.