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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como um “um dia histórico para o multilateralismo” a aprovação, pelo Conselho Europeu, do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, nesta sexta-feira (9).
Sem citar o presidente americano Donald Trump, que marcou 2025 com sua política tarifária, Lula classificou a conquista como um contraponto ao protecionismo.
“Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos.”
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Negociado desde 1999 e destravado politicamente no fim de 2024, o tratado cria as bases para a maior área de livre-comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas. Para o Brasil, o acordo vai além da abertura de mercado e passa a ser um instrumento de diversificação comercial, atração de investimentos e integração a cadeias globais de maior valor agregado.
O tratado de livre-comércio será assinado no dia 17 de janeiro, no Paraguai.
“O texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados”, continua o presidente. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos.”