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O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta sexta-feira (2) que o partido estuda pedir o adiamento das eleições por uma semana, dois dias antes do primeiro turno.
A declaração foi feita durante um protesto em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), convocado após o cancelamento do debate presidencial da TV Globo na noite de quinta-feira (1º).
Integrantes do Avante participaram do ato vestidos de preto e fizeram um minuto de silêncio. O grupo classificou os episódios que antecederam o cancelamento como um problema para o funcionamento da democracia.
Cury já havia criticado o episódio na noite anterior e afirmado que a sucessão de decisões judiciais criava “insegurança jurídica”. Em entrevista após o cancelamento, também criticou o protagonismo do STF.

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Decisões alteraram regras horas antes do programa
O debate da Globo seria o último antes da votação de domingo (4), mas acabou cancelado depois de decisões do TSE e do STF alterarem sua configuração poucas horas antes do horário previsto.
A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, proibiu a emissora de manter no estúdio um púlpito vazio identificado com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia decidido não participar do encontro. A decisão também impediu os demais candidatos de formularem perguntas ao presidente ausente.
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Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou que Renan Santos (Missão) participasse do debate. O partido não cumpria o requisito legal de ter ao menos cinco representantes no Congresso, mas Gilmar considerou que sua exclusão seria incompatível com a igualdade de chances diante da participação de candidatos menos bem posicionados nas pesquisas.
Após as decisões, o senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de comparecer.
A Globo decidiu então cancelar o encontro e afirmou que as mudanças de última hora provocaram “insegurança jurídica” e interferiram na liberdade da emissora para organizar o debate.
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O cancelamento da Globo deixou a eleição de 2026 sem um debate direto entre os dois candidatos que lideram as pesquisas, Lula e Flávio. É a primeira vez em 20 anos que uma campanha presidencial chega ao fim do primeiro turno sem que os dois principais nomes dos levantamentos tenham se enfrentado em um debate televisionado.