Warren Buffett: conheça a trajetória e as lições do maior investidor de todos os tempos

Warren Buffett
(Shutterstock)
Nome completo: Warren Edward Buffett
Ocupação:Investidor, CEO da Bershire Hathaway e filantropo
Local de Nascimento: Omaha, Nebraska, Estados Unidos
Data de Nascimento: 30 de agosto de 1930
Fortuna em 2019:US$ 87,1 bilhões

 

Quem é Warren Buffett?

Um dos investidores mais importantes do mercado financeiro global, Warren Buffett também está entre os mais ricos do planeta.

Em 2019, sua fortuna foi estimada em quase US$ 90 bilhões.

O patrimônio vem de sua atuação como presidente e principal acionista da Berkshire Hathaway, empresa de investimentos fundada na década de 60 e que, atualmente, detém participações em dezenas de companhias como Apple, Coca-Cola, Visa e Kraft-Heinz.

À frente da Berkshire, Buffett tem batido consistentemente os índices S&P 500 e Dow Jones, por décadas, ao aplicar os conceitos de value investing e gestão de risco para multiplicar seu capital.

Seu retorno médio de mais de 20% ao ano nas últimas cinco décadas e suas lições de vida renderam a Warren Buffett o apelido de “Oráculo de Omaha”, em referência à cidade do meio-oeste americano onde ele vive.

O investidor também coleciona frases espirituosas. “Invista em negócios que qualquer idiota pode comandar porque, um dia, algum idiota pode fazer isso”, é uma delas.

Outra: “A diferença entre pessoas bem-sucedidas e pessoas realmente bem-sucedidas é que as realmente bem-sucedidas dizem não para quase tudo”.

Como começou e como ficou rico?

Buffett nasceu durante a Grande Depressão nos Estados Unidos. Filho de uma editora de jornais, Leila, e Howard Buffet, um corretor de ações, que, depois de perder o emprego, decidiu empreender e abrir sua própria empresa de investimentos.

Aos sete anos, ele pegou emprestado na biblioteca de sua cidade o livro 1.000 formas de ganhar US$ 1.000, de Frances Mianker. Gostou do que leu e, nos anos seguintes, devorou os livros de investimentos da biblioteca particular de seu pai.

Aos 11 anos, veio a primeira aquisição na bolsa: três ações da Cities Services, conhecida atualmente como Citgo, dona de refinarias e infraestrutura de distribuição de combustíveis –controlada desde 1986 pela estatal venezuelana PDVSA.

Empreendedor nato

Além do interesse precoce por investimentos, Buffett entendeu desde cedo que precisava ganhar dinheiro. Para complementar os 5 centavos de dólar que recebia por semana dos pais, virou entregador de jornais de porta em porta e vendedor de tudo que conseguia carregar – de chicletes a Coca-Cola.

O pequeno empreendedor fazia as entregas às seis horas da manhã, horário em que, segundo ele, não precisava dar satisfações a ninguém. Já mostrava que gostava de ser seu próprio chefe. Mostrava também que gostava de andar na linha.

Aos 13, fez a sua primeira declaração de imposto de renda e recebeu US$ 35 dólares de restituição pelo uso de sua bicicleta e relógio na entrega dos produtos.

Dois anos depois, quando a venda de jornais rendia US$ 175 por semana, Buffett usou parte do dinheiro para, junto com um amigo, comprar máquinas de pinball, distribuídas em salões de beleza em Omaha. No mesmo ano, vendeu o direito do negócio por US$ 1.200.

Assim, no final da adolescência, com o fruto de seu trabalho e seus investimentos, ele já tinha acumulado US$ 9.800 (equivalente a mais de US$ 100 mil em valores corrigidos para hoje).

Aprendendo com craque

Pressionado pelo pai, Buffett aceitou deixar temporariamente de lado seus empreendimentos e entrou na escola de negócios da Universidade da Pensilvânia.

Ansioso para concluir os estudos e voltar a investir, acelerou as matérias e, em três anos, estava formado em administração, mas pela Universidade de Nebraska, para onde transferiu seus estudos.

O próximo passo da sua vida acadêmica, no entanto, foi uma frustração: Buffett foi rejeitado pela prestigiosa Universidade de Harvard, o que classificou como “a melhor coisa que aconteceu comigo”.

Como uma segunda opção, Buffett escreveu para um de seus autores favoritos, o economista David Dodd, da Universidade de Columbia, dizendo que gostaria de ser seu aluno, e foi aprovado para fazer seu mestrado lá.

Em Columbia, ele também conheceu Benjamin Graham, chamado de pai do value investing. A influência do professor fez com que o jovem mestrando consolidasse seu estilo que ficaria marcado nas décadas seguintes: de analisar a fundo os fundamentos de empresas e adquirir companhias por preços baixos (conceito que deixou um pouco mais relativo recentemente, ao afirmar que vale a pena investir em boas empresas, ainda que não estejam especialmente baratas).

“Era como ter aulas de beisebol com um craque”, relembra em entrevista para um documentário sobre sua vida, Como Ser Warren Buffet. O bilionário também atribuiu às aulas com o economista suas famosas frases:

Oratória: o curso que mudou sua vida

Ao concluir seus estudos, Buffett trabalhou como vendedor de investimentos por três anos e como analista de seguros na empresa de seu mentor, Graham, por outros dois. Depois disso, decidiu voltar para Omaha e fazer um curso de oratória que, efetivamente, mudaria a sua vida.

Prova disso é que, em sua sala de presidente na Berkshire, Buffett não exibe seu diploma de bacharel ou o de mestre por Columbia. Na parede, está o certificado da escola Dale Carnegie, onde aprendeu a falar em público.

Em 1956, ele fundou a Buffett Partnership Ltda., criada com familiares e sócios com US$ 105.100, com um investimento de apenas US$ 100 do próprio Buffett. Sua estratégia de negócios também era diferente da dos concorrentes: ele não cobrava taxa de administração, mas havia uma taxa de performance alta, de 25%, por tudo que ultrapassasse um ganho acumulado de 6%.

Seis anos depois de sua fundação, em 1962, a firma valia US$ 7 milhões, e o rendimento da carteira havia superado o do índice Dow Jones com folga.

O retorno líquido médio anual foi de 24,5% por mais de uma década, ante 7,4% do benchmark do mercado norte-americano.

Durante seu trabalho gerindo a Buffett Partnership, conheceu Charles Munger, com quem formaria uma das duplas mais conhecidas no mercado financeiro global pelas décadas seguintes.

Método Warren Buffett de investir

O tempo e os juros compostos são o grande amigo do investidor paciente. Em suas palestras, o bilionário costuma relembrar de uma frase atribuída a Albert Einstein de que os “juros compostos são a força mais poderosa do universo”.

Para ilustrar o conceito aos leigos, Buffett gosta de contar a história de um matemático que, ao ser recompensado por seu rei, pediu que ele colocasse um grão de milho na primeira casa, dois na segunda e fosse dobrando sucessivamente até a 64ª casa.

Se o Rei aceitasse, teria que dispor de 18 quinquilhões de grãos.

Para dar oportunidade de os juros compostos fazerem a sua mágica, Buffett usa a estratégia buy and hold. Ele aproveita os períodos de baixa nos mercados para comprar papeis das empresas em que acredita e procura mexer muito pouco nos seu portfólio.

Um sinal claro do impacto dos juros compostos: da sua fortuna de US$ 87 bilhões, 99% foi acumulada após os 50 anos.

A importância do conhecimento

Em suas aulas com Graham, Buffett aprendeu a buscar empresas que estão sendo negociadas abaixo de seu valor, por isso, faz análises cuidadosas do balanço, gestão, mercado e resultados da companhia.

Tudo para ter confiança de que está fazendo um bom investimento, afinal, o objetivo é ficar com os papeis na carteira por décadas.

Dedicado à leitura, Buffett passa a maior parte do expediente no escritório lendo – de jornais e revistas a relatórios e balanços de empresas. Reconhecendo que não entende o funcionamento de diversos setores, costuma manter seus investimentos em ambientes que domina.

Se, por um lado, essa consistência trouxe retornos espetaculares, ao não arriscar em novos mercados, ele perdeu algumas oportunidades, como investir na gigante do varejo online Amazon. Um erro, segundo ele mesmo, corrigido com o primeiro aporte em 2019.

Proteção do negócio

Ao longo das décadas, o megainvestidor acumulou participações em gigantes com marcas conhecidas como Coca-Cola, Kraft-Heinz, Visa e Apple, que, em sua visão, têm vantagens competitivas sobre os competidores.

Ao comparar o negócio dessas empresas com um castelo, Buffett vê a reputação delas como um fosso que impede a concorrência de tomar seu lugar.

Se um usuário aceita pagar a mais por um iPhone do que por um Android semelhante só para estar associado à marca Apple, por exemplo, isso significa que esta companhia construiu um sistema de proteção ao redor do seu “castelo”. Isso é suficiente para atrair sua atenção.

Conhecido pelas grandes aquisições, como a parceria com o 3G Capital de Jorge Paulo Lehmann para controlar a Kraft-Heinz, Buffett, no começo da sua carreira, não tinha fôlego para mexer com o mercado.

Em seus primeiros anos, buscava qualquer empresa que estivesse barata. Uma dessas pechinchas foi uma centenária companhia têxtil em dificuldades econômicas, cujo nome seria conhecido por todos os investidores: Berkshire Hathaway.

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Berkshire Hathaway

Berkshire Hathaway

A companhia que hoje é símbolo de investimento nas melhores empresas do mundo tem sua origem no setor têxtil quase 100 anos antes do nascimento de Warren Buffett.

Sua conversão em uma holding de US$ 500 bilhões foi fruto de uma rara decisão emocional do Oráculo de Omaha após se sentir traído.

A história começou em 1962, quando Buffett viu uma oportunidade de investimento e fez suas primeiras compras de papéis da Berkshire. Ele usava uma técnica chamada de Guimbas de Charuto, que buscava identificar empresas que estavam em dificuldades, mas ainda podiam dar um ‘último trago’ – o que renderia lucro.

No caso da combalida Berkshire, a esperança era a recompra de ações.

Buffett notou um padrão da gestão da companhia que optava por fazer recompras de papéis toda vez que fechava uma unidade fabril. Em dificuldades, a Berkshire sofria com a desaceleração da economia pós-guerra e o próprio Buffett não via sinais de melhoria na situação financeira.

Traição e a emoção

Em negociação verbal com o presidente da Berkshire em 1964, Buffett acertou se desfazer de seus papéis ao preço de US$ 11,50 por ação. No entanto, a companhia fez uma oferta firme a US$ 11,375. Isso enfureceu Buffett, que recebeu a notícia dias após a morte de seu pai.

Irritado, ele recusou a oferta e – contrariando seu padrão – passou a comprar mais ações até, no ano seguinte, assumir o controle da empresa e demitir a diretoria.

A estratégia, segundo o próprio Buffett, foi um erro colossal, pois a ação de tomada da companhia interrompeu o acúmulo juros compostos de seu capital.

Conversão em Holding

O ano de 1969 foi movimentado para o investidor: a Buffett Partnership foi encerrada ao mesmo tempo em que o investidor tomou o controle da Berkshire e, como CEO, começou a diversificar os negócios a empresa entrando no setor de seguros – que ele conhecia muito bem.

A dinâmica de fluxo de caixa das seguradoras foi utilizada com maestria para impulsionar os negócios. Basicamente, as empresas possuem recursos em caixa entre a cobrança do segurado e o pagamento dos prêmios, e o megainvestidor utilizava o dinheiro para comprar outros negócios.

As operações têxteis da Berkshire ainda durariam até 1985, quando foram encerradas definitivamente.

Nas décadas seguintes, grandes aquisições entraram no radar da bilionária Berkshire Hathaway. No portfólio da companhia, entraram bancos e financeiras como Wells Fargo, Goldman Sachs; JP Morgan Chase, Bank of America, Visa, Mastercard e Moody’s; fortalezas de consumo como Coca-Cola, Kraft-Heinz e Mondelez; além de outros nomes globais como Johnson & Johnson, Delta Airlines, American Airlines e General Motors.

O movimento mais recente foi a aquisição de ações do setor de tecnologia, do qual Buffett sempre manteve distância, por não conhecer profundamente. Curiosamente, o maior investimento da Berkshire hoje reside nos US$ 60 bilhões que detém na Apple. A carteira também tem a gigante Amazon e a brasileira Stone.

Com valor de mercado superior a US$ 500 bilhões, a Berkshire Hathaway é atualmente a quinta maior empresa listada no índice S&P 500, atrás apenas das empresas de tecnologia Microsoft, Apple, Amazon e Facebook.

Gigante, porém simples

Apesar de seu tamanho, a sua sede pouco se parece com as companhias que aparecem à sua frente ou até depois dela no S&P 500.

Instalada em Omaha, Nebraska, a Berkshire fica a poucos minutos da residência de Buffett. Nas paredes da companhia, ele pendurou quadros com capas de jornais que mostram grandes crises no mercado de ações.

Uma “arte educativa”, segundo ele, para que todos se relembrem do que pode acontecer novamente.
A estrutura da sede da companhia é enxuta, um reflexo de quem é Warren Buffet, segundo seu amigo e vice-presidente da Berkshire, Charles Munger.

Internamente, não há a divisão de departamentos como Recursos Humanos, Relações com Investidores ou o Relações Públicas. A Berkshire também não se reúne com analistas.

Seu compromisso, de acordo com Buffett, é com os acionistas e, para esses, a empresa prepara todo ano uma grande festa.

Conferência anual: celebração com acionistas

O que já foi uma convencional assembleia anual com acionistas virou, para a Berkshire, uma celebração de seus negócios.

Cada acionista da empresa recebe quatro convites, sem as restrições normalmente vistas em grandes encontros. Do lado de fora da conferência, nas ruas de Omaha, acontecem eventos simultâneos, de competições esportivas e encontros promovidos pelas subsidiárias e investidas da Berkshire.

A conferência, realizada em maio, atrai a atenção de milhares de participantes, que se deslocam de todo o mundo para cidade. O auge do evento de três dias é o encontro com Buffett e Munger num estádio.
Os dois gênios, amigos e sócios falam sobre os mais diferentes temas incluindo investimentos, política e dicas de vida.

Para quem não pode ir ao evento, Buffett escreve um dos documentos mais aguardados e lidos pelo mercado financeiro: sua carta anual aos acionistas.

Nela, detalha sua visão do mercado e dos negócios da Berkshire, reafirma seus princípios e fornece indicações de como a companhia seguirá atuando.

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Acertos e Erros

Apesar de ser um dos principais e mais venerados investidores do mundo, Warren Buffett sempre nutriu o sonho de ser professor.

Em suas frequentes interações como palestrante e em sua carta anual, ele costuma relembrar seus erros e comemorar seus acertos ao longo das décadas.

Na carta aos acionistas de 2015, ao comemorar os 50 anos da Berkshire, o Oráculo fez uma longa reflexão e apontou os principais erros cometidos pela empresa.

O maior deles foi a própria tomada da Berkshire na década de 1960, uma atitude emotiva, pouco racional, que realizou por se sentir traído pela diretoria que comandava a empresa à época.

“Foi uma decisão absurdamente estúpida”, avaliou Buffett, em um prejuízo calculado de US$ 200 bilhões nos anos seguintes por ter interrompido o acúmulo de juros compostos.

Escândalo em Wall Street

Outro grande erro de Buffett foi a decisão de adquirir parte do banco de investimentos Salomon Brothers, movimento que surpreendeu pessoas próximas ao Oráculo.

Ele sempre rejeitou o envolvimento com negócios do tipo em Wall Street e o futuro provou que a entrada no negócio não foi uma boa ideia: um trader do banco foi flagrado pelo governo dos EUA falsificando compras de títulos do Tesouro para adquirir mais ativos do que o permitido.

O escândalo arranhou a reputação da Berkshire – e nunca foi esquecido pelo magnata. Até hoje, em suas palestras, ele costuma relembrar que são necessários 20 anos para construir uma reputação, mas cinco minutos para arrasá-la. E foi a reputação de Buffett que salvou o negócio.

Ele assumiu a presidência do conselho do Salomon Brothers em meio à crise e reconheceu os erros em público. Em depoimento no Congresso, repetiu sua defesa à ética e se desculpou pelos equívocos do banco.

Depois, fez um pedido pessoal ao secretário do Tesouro dos EUA, Nick Brady, para que desse uma segunda chance e suspendesse parte das proibições para salvar o banco que empregava milhares de americanos. Brady cedeu, mas apenas porque confiava em Buffett.

Contra a manada

No mercado, Buffett é visto como um ‘contrarian’: aquele que muitas vezes age no sentido oposto ao mercado. “Seja cauteloso quando os outros são gananciosos, e seja ganancioso quando os outros estão cautelosos”, afirmou.

Um dos seus mais reconhecidos movimentos contrários foi durante a recente crise de 2008.

Enquanto diversas gestoras quebraram e realizaram perdas vendendo ações a preços baixos, Buffett agiu com frieza e usou a liquidez da Berkshire para fazer investimentos em empresas e empréstimos a bancos com problemas.

Suas aquisições incluíram compras de US$ 5 bilhões no Goldman Sachs e no Bank of America. Esses investimentos durante a crise geraram mais de US$ 10 bilhões em lucro nos cinco anos seguintes entre pagamentos e dividendos.

Estilo de vida e filantropia

Além de ser um contrarian no mercado financeiro, sua vida pessoal é a oposta àquela esperada de um megabilionário. Warren Buffett se descreve como um homem de hábitos simples.

Vive em Omaha, na mesma casa que comprou por US$ 31.500 em 1958 quando deixou Washington para retornar a sua cidade natal.

No caminho para o trabalho, costuma passar no drive-thru do McDonald’s para comprar seu café da manhã. O pedido depende do seu sentimento em relação ao mercado no dia: se a bolsa de valores estiver em baixa, ele escolhe economizar 25 centavos de dólar e pede uma opção mais barata.

Buffett também se tornou o maior filantropo da história. Depois da morte da sua ex-esposa e ativista, Susan Buffett, fez um movimento histórico ao decidir doar toda sua participação na Berkshire à Bill & Melissa Gates Foundation, do bilionário e amigo Bill Gates.

Outro percentual menor foi repassado para iniciativas lideradas pelos seus três filhos e a organização de Susan.

Desde o anúncio em 2006, Buffett já doou US$ 34 bilhões e segue fazendo transferências anuais para caridade.

Warren Buffett e Bill Gates

A amizade entre Warren Buffett e Bill Gates

A parceria entre Buffett e Bill Gates ocorreu quase por um acaso.

Em um almoço organizado pela mãe de Bill Gates em 1991, os dois se conheceram. Antes do evento, a única coisa que tinham em comum era a falta de interesse em ir ao encontro.

No caminho, Buffett questionou quanto tempo precisaria ficar para parecer educado, enquanto o fundador da Microsoft reclamava com a esposa que tinha pouco assunto, pois não se interessava pelo mundo de compra e venda de ações.

Para surpresa dos dois, viraram grandes amigos. Gates lembra ter ficado impressionado com as perguntas e o raciocínio do Oráculo.

A amizade, que ao longo dos anos foi fortalecida por longas ligações e jogos de bridge, acabou rendendo benefício para milhões de pessoas com o interesse mútuo pela filantropia.

Além da multibilionária doação de Buffett para a fundação gerida por Bill e sua esposa Melinda, eles incentivam que outros super-ricos façam o mesmo.

O movimento é conhecido como The Giving Pledge e já ganhou promessas de doação de US$ 500 bilhões.

Entre os participantes estão Mark Zuckerberg, Elon Musk, Michael Bloomberg, MacKenzie Bezos e Larry Ellison.

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Para saber mais

Livros
O Jeito de Warren Buffett de Investir (Robert G. Hagstrom)
Os ensaios de Warren Buffett (Warren Buffett e Lawrence A. Conningham)
Bola de Neve: Warren Buffett e o negócio da vida (Alice Schroeder)
Filme
Como Ser Warren Buffett (HBO)