João Doria: a turbulenta jornada do empresário na política

Veja os principais fatos de sua trajetória

João Doria governador do Estado de São Paulo
Foto: Governo do Estado de São Paulo
Nome completo:João Agripino da Costa Doria Júnior
Data de nascimento:16 de dezembro de 1957
Local de nascimento:São Paulo, SP
Formação:Jornalismo e Publicidade pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP)
Profissão:Diretor de TV, apresentador de TV, publicitário, empresário, professor universitário, político
Partido:PSDB
Cargo de destaque:Governador de São Paulo

João Doria nasceu na cidade de São Paulo em 16 de dezembro de 1957. É filho de Maria Sylvia Vieira de Moraes Dias e de João Agripino da Costa Doria.

Sua avó paterna, Maria Geraldina de Oliveira Dória, era prima de Rui Barbosa — um dos principais nomes da luta pela Proclamação da República no Brasil e ministro da Fazenda do governo de Deodoro da Fonseca.

Casou-se com a artista plástica Bia Doria em 1993. Com ela, teve três filhos: João Doria Neto, Felipe e Carolina.

Assim como o pai e o primo-avô, trabalhou no setor de comunicação antes de entrar para a política. Formou-se em Jornalismo e Publicidade pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) no segundo semestre de 1979.

No mesmo ano, foi promovido a diretor de Comunicação da TV Tupi de São Paulo.

De 1981 a 1983, foi professor de Marketing na FAAP. Deixou a função, em 1983, depois de receber o convite do ex-prefeito de São Paulo Mário Covas para ser secretário municipal de Turismo e presidir a Paulistur.

Permaneceu na prefeitura paulistana até 1986, quando foi nomeado, pelo governo de José Sarney, presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo. Ocupou os cargos até 1988.

Em 1990, assumiu a apresentação do programa “Sucesso”, na TV Manchete. Em 1992, a atração teve seu nome alterado para “Show Business” e tomou um formato de talk show, em que Doria fazia entrevistas com personalidades do meio empresarial, político e celebridades.

O programa permaneceu na TV Manchete (que posteriormente tornou-se RedeTV!) até 2008, quando se mudou para a Band — onde permanece sendo exibido, agora sob o comando da jornalista Sonia Racy.

Entre 2010 e 2011, Doria apresentou o reality show “O Aprendiz”, na RecordTV.

Nos anos 1980, João Doria fundou a agência de publicidade DLS e foi sócio da empresa de relações públicas Voice. Em 1995, criou o Grupo Doria, que atua no ramo de marketing empresarial.

A filiação ao PSDB, partido o qual permanece vinculado, se deu em 2001 quando ainda trabalhava como apresentador de TV e empresário. A sua empreitada em eleições, no entanto, se deu em 2016, quando foi candidato à Prefeitura de São Paulo e se elegeu.

Desde então, Doria dedica-se mais à política do que a projetos empresariais ou de entretenimento. Em 2021, venceu as prévias do PSDB e se tornou o candidato do partido à Presidência da República em 2022.

A sua trajetória na política é cercada de polêmicas. Rompeu as relações com Geraldo Alckmin, que apadrinhou sua candidatura à Prefeitura de São Paulo, depois de ter sido acusado de boicotar a candidatura do tucano à Presidência da República em 2018.

Apesar de ter se aproximado do presidente Jair Bolsonaro no segundo turno do pleito de 2018, a aliança também durou pouco. Já em 2019 apareceram as primeiras rusgas com o atual presidente.

Atualmente, rivaliza com grupos ligados a Aécio Neves e Eduardo Leite dentro do PSDB.

Quem é João Doria

João Doria em entrevsita coletiva do Governador de São Paulo, João Doria, após encontro com o presidente em exercício, General Hamilton Mourão
O governador de São Paulo, João Doria, fala à imprensa, após encontro com o presidente em exercício , General Hamilton Mourão

Nascido na cidade de São Paulo, em 16 de dezembro de 1957, João Doria é filho de Maria Sylvia Vieira de Moraes Dias e de João Agripino da Costa Doria. Tem um irmão mais novo, Raul Doria.

Por parte de pai, descende dos Costa Doria, família tradicional da agricultura baiana. Sua avó paterna, Maria Geraldina de Oliveira Doria, é da família Barbosa de Oliveira, sendo prima de Rui Barbosa, uma das principais figuras da Primeira República (1889-1934).

Seu pai, por sua vez, fez carreira no jornalismo, sendo repórter de veículos como O Imparcial, O Estado da Bahia e Revista do Brasil. Foi um dos fundadores do jornal Folha Carioca.

Na publicidade, trabalhou na agência Standard Propaganda S.A. de 1944 a 1951. Depois de deixar a Standard, fundou a agência Doria Associados Propaganda.

Foi eleito suplente de deputado federal pelo Partido Democrata Cristão da Bahia em 1962. No ano seguinte, assumiu o cargo na Câmara.

Mas seu mandato foi curto. Em 1964, foi cassado pela Ditadura Militar com base no Ato Institucional nº 1, que suspendeu os direitos políticos de adversários do regime por 10 anos.

Naquele ano, toda a família se mudou para Paris, capital da França, e passou a viver tempos difíceis. Se antes desfrutavam de uma vida abastada e de prestígio, após dois anos vivendo fora do Brasil gastaram todo o dinheiro de que dispunham.

Ainda nos anos 1960, Maria Sylvia voltou para o Brasil com os filhos, empenhou suas jóias e abriu uma fábrica de fraldas no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Antes da ida para a França, moravam em um casarão no bairro do Pacaembu; na volta, foram viver em um pequeno apartamento.

João Doria, que estudava no tradicional Colégio Rio Branco até ir para a Paris, depois passou a frequentar escola pública. Aos 13 anos, ele foi contratado como estagiário na Standard, agência de publicidade na qual seu pai havia trabalhado.

Em um pronunciamento realizado em 8 de outubro de 2021, Doria afirmou que desempenhava funções de office boy na empresa.

O pai só retornou do exílio em 1974. Meses após sua volta, em 11 de agosto do mesmo ano, Maria Sylvia faleceu vítima de uma pneumonia. Em 1979, Doria se formou em Jornalismo e Publicidade pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

Já naquele ano foi promovido a diretor da TV Tupi de São Paulo e da agência de publicidade MGM. Ainda naquele ano, transferiu-se para a Rede Bandeirantes, onde assumiu a diretoria de Comunicação.

As empresas de João Doria

Nos anos 1980, João Doria fundou seu primeiro negócio, a DLS. Tocava a empresa em sociedade com Luiz Lara e Stalimir Vieira, cujas iniciais formaram o nome da agência de promoção de eventos e publicidade. Naquele período também foi sócio da agência de relações públicas Voice.

Em 1995, criou o Grupo Doria, com atuação no setor de eventos, marketing, comunicação e publicidade. O conglomerado é composto por seis empresas:  Doria Administração de Bens, Doria Editora, Doria Eventos, Doria Internacional, Doria Marketing & Imagem e Grupo de Líderes Empresariais (LIDE).

Criado em 2003, o LIDE reúne executivos de diversas empresas com o propósito de ampliar a atuação social do empresariado e tornar o mercado brasileiro mais competitivo.

São aceitas no grupo empresas brasileiras ou multinacionais com faturamento superior a R$ 200 milhões anuais. Atualmente, a organização conta com a representação de quase a metade do PIB nacional.

Também na década de 1990, fundou a Videomax, produtora de programas de TV. No comando da empresa, Doria desenvolveu diversas atrações televisivas, incluindo um de seus maiores sucessos na telinha: o “Show Business”, programa de entrevistas.

Doria está licenciado da administração de todas as suas empresas desde que se candidatou à Prefeitura de São Paulo em 2016. De acordo com a sua declaração de bens entregue ao TSE em 2018, o governador de São Paulo conta com um patrimônio de R$189.859.904,76.

Desse montante, R$ 76,8 milhões são cotas da empresa CFJ Administração Ltda.; R$ 48,9 milhões em crédito das quotas da CFJ Participações S/A; R$ 44,1 milhões em cotas da D. Empreendimentos; R$ 702 mil são referentes aos dividendos recebidos da  Max Marketing e Produções Ltda; e R$ 192,7 mil em cotas da Pavilion Development Ltda.

Carreira na TV

A estreia à frente das câmeras se deu em 1990, quando assumiu a apresentação de “Sucesso”, na TV Manchete. Depois, em 1992, o programa teve seu nome alterado para “Show Business”.

Transmitido em horário nobre, o talk show trazia personalidades do mundo empresarial, da política e do entretenimento.

De acordo com a descrição da atração na página de João Doria no LinkedIn, foram realizadas mais de 5 mil entrevistas entre 1992 e 2016. À frente dos dois programas, conversou com figuras como Malcolm Forbes, filho do fundador da Forbes, o jurista Ives Gandra Martins e o cartunista Maurício de Souza.

Em 2007, o programa de entrevistas foi transferido para a TV Bandeirantes e, em 2016, Doria deixou a atração para concorrer à Prefeitura de São Paulo.

Luiz Marins apresentou o programa temporariamente e, no final do mesmo ano, Sonia Racy assumiu o comando do show que segue no ar até hoje.

Entre 2010 e 2011, Doria apresentou o reality show “O Aprendiz”, que era transmitido pela RecordTV. Foi convidado para estrelar a atração depois que Roberto Justus, que comandava o programa, foi para o SBT.

A Record procurava outro empresário conhecido do público e que tivesse familiaridade com entretenimento.

Em 2015, lançou o programa de entrevistas “Face a Face”, que era veiculado na Band News — canal por assinatura. Ficou só um ano à frente da atração, por conta de sua candidatura ao Executivo municipal de São Paulo.

Foi substituído por Adriane Galisteu, que ficou na apresentação até meados de 2017, quando o programa foi retirado da grade da emissora.

Trajetória Política

A experiência com o setor público se deu antes da filiação de Doria ao PSDB. Sua primeira passagem em órgãos de Estado aconteceu em 1983, quando assumiu os cargos de secretário municipal de Turismo de São Paulo e presidente da Paulistur, durante a gestão de Mário Covas — cujo neto, Bruno Covas, seria seu vice-prefeito 33 anos adiante.

No mandato de José Sarney na Presidência, entre 1986 e 1988, Doria foi presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo.

Em 1991, o Tribunal de Contas da União (TCU) questionou os gastos realizados com dinheiro angariado da Comunidade Econômica Europeia e com passagens aéreas durante a sua gestão na Embratur.

Em 1999, a Justiça Federal concluiu que as contas eram idôneas e Doria foi inocentado no processo.

Também durante seu mandato na estatal, ele protagonizou uma polêmica ao sugerir que a caatinga, bioma encontrado no sertão nordestino, teria potencial turístico. À época teria dito que era interessante explorar não só as riquezas do país, mas também suas mazelas.

Segundo reportagem do jornal O Globo de 31 de junho de 1987, Doria teria se posicionado contrário à medidas de irrigação na região sob pena de alterar o cenário local.

Ele disse que havia se expressado mal e que tinha por interesse divulgar os diferentes tipos de vegetação existentes no país e que a caatinga seria um grande atrativo dos estados do Nordeste.

No ano de 1984, Doria participou das manifestações das “Diretas já”, que pediam eleições de voto direto para os cargos de presidente da República, governador e prefeito.

De acordo com sua apresentação no LinkedIn, ele teria integrado o movimento após sua participação ter sido solicitada pelo então governador de São Paulo André Franco Montoro (PSDB).

Em 2007, junto a outros empresários, liderou o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros (o “Cansei”). O movimento foi organizado após o acidente do voo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos.

Os manifestantes pediam melhores condições para o setor aéreo e traziam pautas relacionadas à violência e corrupção.

Prefeito de São Paulo

O ingresso para o PSDB se deu em 2001, quando ainda apresentava o “Show Business”. No entanto, a entrada para a política eleitoral ficou para 2016, quando foi candidato a prefeito de São Paulo e se elegeu.

Naquela eleição, vendeu-se como um candidato de fora do meio político. Seu principal mote foi “João trabalhador”, que tentava distanciá-lo do estereótipo de empresário e aproximá-lo do eleitor paulistano.

A estratégia foi bem sucedida: ele foi eleito no primeiro turno com 53,29% dos votos válidos. Foi o primeiro candidato a conseguir tal feito desde 1994.

Seu primeiro ano à frente da prefeitura de São Paulo ficou marcado por duas medidas polêmicas: a de apagar grafites dos muros da cidade e a de distribuir farinata (uma espécie de “ração humana”) para moradores de rua.

Em ambas as situações, Doria retrocedeu após ser alvo de críticas. No final de sua gestão, o ex-prefeito de São Paulo também foi criticado por não cumprir a promessa de ficar quatro anos no cargo. Permaneceu no comando da capital paulista até as eleições de 2018, quando foi eleito governador do Estado.

Seu principal programa na prefeitura paulistana foi o Cidade Linda, que tinha por objetivo melhorar os serviços de zeladoria no município, como a limpeza das ruas e manutenção do asfalto. Doria participou de uma das operações de limpeza da cidade.

O cuidado com a manutenção da capital paulista foi um assunto central de sua candidatura em 2016, já que foi uma das críticas mais incisivas feitas por Doria contra o seu antecessor, Fernando Haddad (PT).

Durante as eleições de 2018, Doria foi alvo de críticas internas no PSDB porque não demonstrou apoio explícito à Geraldo Alckmin, então candidato tucano à Presidência,  durante o primeiro turno da eleição.

Sua campanha ficou mal falada no partido por não apresentar a figura de Alckmin e esconder o nome da sigla.

A situação se agravou quando, no segundo turno, o então candidato ao governo de São Paulo lançou o slogan “BolsoDoria”. O episódio levou não só à perda de apoio no partido, mas também ao rompimento de sua relação com Alckmin, que havia apadrinhado sua campanha à Prefeitura de São Paulo em 2016.

Eleito com 51,75% dos votos válidos contra 48,25% de Márcio França (PSB), Doria iniciou sua gestão como governador enfrentando outro estremecimento com um então aliado.

Já em 2019, houve o primeiro desgaste entre Doria e Bolsonaro. Em julho daquele ano, Bolsonaro disse que “poderia explicar como o pai do presidente da OAB [Felipe Santa Cruz] desapareceu” durante a ditadura militar.

Na ocasião, Doria se pronunciou publicamente contra a declaração. A rixa foi se aprofundando à medida em que o tucano se posicionava de forma a indicar o seu interesse em disputar o Palácio do Planalto em 2022.

O auge da desavença se deu em 2020, durante a pandemia. Doria, ao contrário de Bolsonaro, instituiu uma política de isolamento social no estado de São Paulo.

Além disso, foi uma das principais figuras na campanha pró-vacinação contra a covid-19 e teve atuação importante para garantir o acesso da população aos imunizantes.

Nesse período, Jair Bolsonaro disse que o governador paulista era “um tanto quanto autoritário”, “nanico projeto de ditador” e, de forma irônica, “um santo de calça apertada”.

Em 2021, Doria venceu as prévias do PSDB para a definição do candidato do partido à Presidência da República em 2022. O episódio também foi cercado de polêmicas com troca de acusações entre as duas principais candidaturas, de Doria e de Eduardo Leite (então governador do Rio Grande do Sul).

Caciques como Tasso Jereissati (PSDB-CE), Aécio Neves (PSDB-MG) e Geraldo Alckmin (até então no PSDB de SP) apoiaram Leite.

O primeiro desgaste sentido por Doria nesse processo foi no momento da decisão de como seria a contabilização dos votos nas prévias. O governador de São Paulo defendia que cada voto contabilizasse um ponto. Ou seja, queria que os votos dos filiados sem cargo eletivo e daqueles com mandatos políticos tivessem o mesmo peso.

Foi derrotado nessa batalha: o modelo adotado dividia o partido em três grupos, nos quais os votos de políticos tradicionais, governadores, deputados federais e senadores valiam mais do que dos deputados estaduais, prefeitos, vereadores e filiados sem cargo.

Doria acusou a campanha de Eduardo Leite de tentar adiar a votação das prévias em benefício próprio. O burburinho ganhou mais força depois que o aplicativo de votação do PSDB foi hackeado. Leite, por sua vez, acusou Doria de ter comprado votos para garantir a vitória no pleito.

Pandemia de covid-19

O governador de São Paulo, João Doria, em coletiva de imprensa (Foto: Divulgação)

Como governador, João Doria teve papel de destaque na compra e produção de vacinas contra a covid-19.

São Paulo foi o primeiro estado brasileiro a firmar um contrato de cooperação com uma farmacêutica, a SinoVac, para a aquisição tanto de imunizantes prontos, quanto da sua fórmula de produção.

De 2021 até 27 de março de 2022, São Paulo vacinou 99,6% da população maior de 5 anos com pelo menos a primeira dose. No total, foram 104,2 milhões de doses administradas, sendo 41,8 milhões da primeira dose, 38,2 milhões da segunda, 1,2 milhão da vacina de dose única e 22,8 milhões da dose de reforço.

No entanto, nem tudo foram flores para o governador de São Paulo. Durante sua gestão na pandemia, sofreu com a crítica de simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro por causa da adoção de medidas de isolamento social no estado.

Alguns protestos foram organizados por manifestantes contrários às ações de contenção da pandemia. Em 7 de março de 2021, um grupo de pessoas fez um ato em frente à casa de Doria, no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo.

Nem as vacinas ficaram de fora dos ataques dos apoiadores de Bolsonaro. Houve quem dissesse que Doria era um “fantoche” do governo chinês, uma vez que ele comprou um imunizante produzido por uma empresa da China.

Alegavam que a vacina continha um chip, que seria instalado no corpo das pessoas para que o Partido Comunista da China pudesse colher informações sobre a população. Todas essas afirmações são falsas.

Apesar da gestão incisiva em relação ao controle da covid-19, Doria foi flagrado duas vezes em situações contraditórias durante a pandemia. Em 24 de dezembro de 2020, foi visto em Miami (EUA).

Já em 7 de junho de 2021, foi filmado tomando sol em um hotel em Copacabana, no Rio de Janeiro.  Em ambas as ocasiões, a quarentena ainda estava em vigor em São Paulo. Doria retratou-se publicamente nas duas ocasiões.

Família

Casado com a artista plástica Bia Doria desde 1993, a sua vida conjugal tornou-se o centro de duas polêmicas ao longo de sua carreira política. Em 2018, um vídeo em que Doria supostamente aparecia nu em um quarto de hotel com cinco mulheres foi divulgado nas redes sociais.

À época, sua esposa disse ter certeza de que as imagens eram uma montagem. Em fevereiro de 2020, o colunista Lauro Jardim publicou que o casal teria iniciado o processo de separação, o que foi negado pela esposa um mês depois em entrevista à Veja.

À Veja, Bia afirmou que eles tinham apenas se desentendido porque Doria estava trabalhando muito e não dava atenção à família. Por causa da discussão, ela teria pedido que o marido permanecesse no Palácio Bandeirantes, residência oficial do governo paulista, e não fosse para a casa da família.

Recentemente, em janeiro de 2022, a perícia realizada pela Polícia Federal concluiu que a gravação era verdadeira e que as imagens não foram manipuladas. À época do vazamento das imagens, Doria afirmou que se tratava de uma fake news, cuja divulgação tinha o objetivo de queimá-lo com os eleitores.

Bia Doria também foi protagonista de dois episódios controversos. O primeiro se deu antes de o marido assumir a prefeitura de São Paulo. À época, ela concedeu uma entrevista à Folha de São Paulo em que afirmava que “se sentia do povo”, mas confessou não conhecer o Minhocão (principal viaduto que liga a zona oeste ao centro da cidade).

As declarações foram consideradas elitistas. Depois da publicação, a primeira-dama se absteve de falar com a imprensa por um período para evitar novos constrangimentos.

Anos depois, em julho de 2020, a primeira-dama gravou um vídeo com Val Marchiori, socialite paulistana, em que ela recomendava os espectadores a não doar alimentos a moradores de rua.

Dizia que o gesto de caridade era um “atrativo” para a população de rua, que gostava de morar nas ruas.

Depois da repercussão negativa, Bia publicou em seu perfil no Facebook uma nota em que pedia desculpas pela maneira como se expressou no vídeo. “Eu tenho a consciência tranquila, porque sei o que faço todos os dias pelos mais carentes”, escreveu.

OUTROS PERFIS