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Taxas de títulos públicos caem após Fed e com apostas no corte da Selic

Mercados repercutem corte de juros americanos pelo Federal Reserve e apostas em novo corte da Selic já em março

SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, reverteram o movimento de alta apresentado pela manhã e apresentam queda na tarde desta terça-feira (3).

Isso porque o Federal Reserve (o banco central americano) anunciou hoje o corte de juros em 0,50 ponto percentual, para a faixa de 1% a 1,25% – o primeiro corte emergencial de juros desde a grande crise financeira, de 2008. O anúncio foi em linha com o comunicado divulgado após a teleconferência do G-7, com medidas para conter os efeitos do coronavírus na economia mundial.

Com a decisão do Fed, economistas e analistas do mercado começam a revisar seus cenários-base, embutindo novos cortes da taxa básica de juros, ainda que a previsão oficial do mercado siga apontando para uma Selic estável em 4,25% ao ano em dezembro.

O InfoMoney conversou com gestores para entender como eles estão vendo o cenário para os juros neste ambiente. Confira a matéria completa aqui.

Com o mercado estimando um desempenho mais fraco para a economia global neste ano, a gestora de investimentos britânica Schroders reduziu sua previsão para o crescimento do PIB em 2020 nos mercados emergentes, de 4,5% para 4,1%, e nos países dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), de 5,5% para 5,0%.

No mundo, a projeção da asset para o crescimento da economia foi cortada de 2,6% para 2,3%. “Um resultado desse faria do ano de 2020 o mais fraco desde 2009, no ápice da crise financeira global”, escreveu a gestora, em relatório.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2026 pagava 2,48% ao ano, ante 2,51% a.a. na abertura do dia. O investidor podia aplicar uma quantia mínima de R$ 56,45 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação) ou adquirir o título integralmente por R$ 2.822,91.

Os papéis com vencimentos em 2035 e 2045, por sua vez, ofereciam um prêmio anual de 3,28%, ante 3,31% ao ano anteriormente.

Entre os títulos prefixados, o com prazo em 2023 oferecia uma taxa de 4,86% ao ano, ante 5,05% a.a. mais cedo, enquanto o retorno do Tesouro Prefixado 2026 cedia de 6,20% para 6,08% ao ano.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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