Tesouro Direto: taxas de prefixados despencam 20 pontos-base após Super Quarta

Rentabilidade dos títulos de inflação também tem forte queda após projeções "dovish" do Fed

Leonardo Guimarães

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As taxas dos títulos do Tesouro Direto têm forte queda no início da sessão desta quinta-feira (14). O movimento acontece após a avaliação de que o banco central norte-americano adotou um tom favorável ao afrouxamento monetário na véspera.

Ontem, o Federal Reserve (banco central dos EUA, Fed) anunciou a decisão de manter os juros no intervalo entre 5,25% e 5,5% ao ano. A manutenção não foi surpresa, mas investidores ficaram animados com a maioria dos membros do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) prevendo três cortes de 0,25 ponto percentual em 2024.

No Brasil, o Banco Central manteve o ritmo de cortes em 0,5 ponto percentual e cortou, ontem, a Selic para 11,75% ao ano. Foi o quarto corte seguido da taxa básica de juros brasileira, em um movimento amplamente esperado pelo mercado financeiro.

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Hoje, mais decisões de juros agitam o mercado global. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter suas taxas de juros. A principal taxa, de refinanciamento, permaneceu em 4,50%, enquanto a taxa sobre depósitos ficou em 4%. A decisão também já era esperada por analistas.

Na Inglaterra, a decisão também foi de manutenção dos juros básicos, que estão em 5,25%. Segundo ata da reunião, seis dos nove dirigentes de política monetária formaram maioria para a estabilidade, enquanto outros três defenderam alta de 0,25 ponto percentual na taxa.

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Ainda no exterior, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou que o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu de 221 mil para 202 mil na semana encerrada em 9 de dezembro. O resultado ficou abaixo da projeção de analistas: o consenso Refinitiv apontava para 220 mil solicitações.

No Tesouro Direto, a taxa do Tesouro Prefixado 2026 despencava 20 pontos-base na primeira atualização do dia, às 9h20, passando de 9,90% ontem para 9,70% hoje. O juro anual do Tesouro Prefixado 2029 caía de 10,51% para 10,30%, enquanto a taxa do prefixado para 2033 recuava de 10,85% para 10,65%.

Nos títulos de inflação, o movimento de queda também era intenso. O Tesouro IPCA+ 2029 entregava rentabilidade real de 5,25% ante 5,43% ontem. Já o Tesouro IPCA+ 2040 pagava 5,50% além da inflação contra taxa de 5,65% ontem. A maior rentabilidade real – 5,54% – era oferecida pelo papel com vencimento em 2045, que ontem pagava 5,70%.

Confira os preços e as taxas dos títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto na manhã desta quinta-feira (14):