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Tesouro Direto: Taxas de títulos indexados à inflação recuam nesta quarta-feira

Mercado tem alívio após decisão de política monetária; agora, investidores monitoram o discurso de Jerome Powell

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SÃO PAULO – As taxas dos títulos públicos indexados à inflação e negociados no Tesouro Direto, programa que possibilita a compra e venda de papéis por investidores pessoas físicas por meio da internet, recuam na tarde desta quarta-feira (29).

Nos Estados Unidos, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) decidiu manter a taxa de juros no país na faixa entre 1,50% e 1,75% ao ano – o que já era esperado pelo mercado. Os integrantes do comitê reafirmaram sua visão anterior de que a inflação está baixa e a economia está se expandindo a uma “taxa moderada”. A decisão foi unânime. Agora, investidores monitoram o discurso de Jerome Powell, o presidente do banco central americano.

Também no cenário externo, as atenções do mercado seguiram voltadas para as repercussões do surto de infecções por coronavírus iniciado na China, onde o governo informou que o número de pessoas infectadas ultrapassou seis mil, das quais 132 morreram.

No Brasil, o Banco Central divulgou pela manhã o estoque de crédito de 2019, que acelerou 6,5%, a R$ 3,5 trilhões, puxado pelo crédito livre. O dado veio levemente abaixo da previsão mais recente do BC, que previa um aumento de 6,9% no saldo geral de financiamentos. Apesar disso, o resultado ficou acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,31% em 2019.

Ainda hoje, acontece a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), formado pelo Ministério da Economia e pelo Banco Central do Brasil.

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No Tesouro Direto, o título indexado à inflação com vencimento em 2024 oferecia um prêmio anual de 2,28%, ante 2,30% ao ano na abertura do dia. O investidor podia adquirir o título integralmente por R$ 2.980,44 ou aplicar uma quantia mínima de R$ 59,60 (recebendo uma rentabilidade proporcional à aplicação).

Os papéis com prazos em 2035 e 2045, por sua vez, pagavam a inflação mais uma taxa de 3,36% ao ano, ante 3,37% a.a. anteriormente.

Entre os títulos prefixados, as taxas subiam. No Tesouro Prefixado 2022, o retorno avançava de 4,89% para 4,91% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado com juros semestrais 2029 pagava 6,62% ao ano, ante 6,58% a.a. pela manhã.

Confira, a seguir, os preços e as taxas dos títulos disponíveis no Tesouro Direto:

Fonte: Tesouro Direto

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Baixo risco, liquidez e acessibilidade

O Tesouro Direto é considerado a opção de investimento com o menor risco no Brasil e com ampla acessibilidade, dado o investimento mínimo a partir de R$ 30. Outra vantagem do programa diz respeito à liquidez, com a possibilidade de recompra diária dos títulos públicos pelo Tesouro.

O investidor pode aplicar em títulos públicos diretamente pelo site do Tesouro, se cadastrando primeiro no portal e abrindo uma conta em uma corretora, como a Rico Investimentos, por exemplo, para intermediar as transações. Atualmente, a maior parte das instituições financeiras habilitadas a operar no programa não cobra taxa de administração.

O único custo obrigatório que recai sobre o investimento em títulos públicos pelo Tesouro Direto corresponde à taxa de custódia, de 0,25% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada semestralmente no início dos meses de janeiro e de julho.

Entenda tudo sobre Tesouro Direto neste guia completo:

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