Central de FIIs

Ifix fecha sessão com queda de 0,38%; FII BRCR11 é destaque de alta

O fundo BC Fund (BRCR11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 2,46%

Por  Wellington Carvalho -

 

O IFIX – índice que reúne os fundos imobiliários mais negociados na B3 – fechou a sessão desta segunda-feira (1) com queda de 0,38%, aos 2.803 pontos. O fundo BC Fund (BRCR11) liderou a lista das maiores altas do pregão, com elevação de 2,46%. Confira os demais destaques de hoje ao longo do Central de FIIs.

A B3 divulgou hoje a primeira prévia da carteira teórica do Ifix, que vai vigorar entre setembro e dezembro de 2022.

A primeira prévia do novo Ifix eleva de 106 para 107 o número de FIIs que compõem a carteira teórica. Entre as novidades, está a entrada do REC Logística (RELG11) e do Vinci Imóveis Urbanos ([ativo=VIUR]).

Nesta primeira versão do futuro Ifix, deixaria o indicador o FII Campus Faria Lima (FCFL11), que passou a integrar o índice em maio de 2022.

Ainda de acordo com a primeira prévia do novo Ifix, o fundo com maior peso no índice, o Kinea Índices Preços (KNIP11), reduziu a participação na carteira teórica, de 6,63% para 6,47%. Na sequência, aparecem Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), CSHG Logística (HGLG11), Iridium Recebíveis (IRDM11) e Kinea Renda Imobiliária(KNRI11).

A B3 divulga regularmente três prévias das novas composições dos índices: a primeira prévia, no primeiro pregão do último mês de vigência da carteira em vigor; a segunda prévia, no pregão seguinte ao dia 15 do último mês de vigência da carteira em vigor; e a terceira prévia, no penúltimo pregão de vigência da carteira em vigor.

Maiores altas desta segunda-feira (01)

TickerNomeSetorVariação (%)
BRCR11BC FUNDHíbrido2,46
PVBI11VBI Prime PropertiesLajes Corporativas2,4
RVBI11VBI ReitsTítulos e Val. Mob.1,88
KNRI11Kinea Renda ImobiliáriaHíbrido1,75
RBRF11RBR AlphaTítulos e Val. Mob.1,71

Maiores baixas desta segunda-feira (01):

TickerNomeSetorVariação (%)
URPR11Urca Prime RendaOutros-4,28
BCRI11FII BEES CRITítulos e Val. Mob.-3,96
KNSC11KINEA SCTítulos e Val. Mob.-3,82
VINO11Vinci OfficesLajes Corporativas-3,28
OUJP11Ourinvest JPPTítulos e Val. Mob.-3,25

Fonte: B3

Venda de imóveis do FII HGPO11 emperra; Hedge Logística anuncia locação de módulos de galpão em São Paulo

Hedge Logística (HLOG11) anuncia locação de módulos de galpão no interior de São Paulo

O FII Hedge Logística assinou contrato para a locação de parte do módulo A6 e da unidade A7 do Galpão A, áreas que fazem parte do condomínio Citlog Viracopos, na cidade de Itupeva, em São Paulo.

De acordo com comunicado do fundo ao mercado, os módulos locados totalizam uma área de 8,7 mil metros quadrados e representam 3,48% da área locável total do fundo.

O novo contrato terá início em até 45 dias, quando serão entregues as obras de adequação – de responsabilidade do fundo. No local, serão construídos vestiários e uma rampa rebocável para doca.

O Hedge Logística concedeu ao novo inquilino quatro meses de carência – período sem recebimento do aluguel – para que o locatário possa realizar as demais adaptações necessárias no imóvel.

Em um primeiro momento, o fundo não projeta impacto na distribuição de dividendos para os cotistas.

Venda de imóveis do FII HGPO11 emperra sem interessados dispostos a pagar o mínimo pedido pelo portfólio

Sem propostas que atendessem os interesses dos cotistas, a tentativa do FII CSHG Prime Offices (HGPO11) de vender o portfólio do fundo e, na sequência, liquidar a carteira não avançou.

Em fato relevante divulgado nesta sexta-feira (29), os gestores do fundo anunciaram a conclusão do processo competitivo de venda dos edifícios Metropolitan e Platinum, ambos em São Paulo (SP).

A alienação dos imóveis foi aprovada em assembleia geral extraordinária (AGE) e condicionada ao preço mínimo de R$ 491 milhões, valor equivalente a R$ 39 mil por metro quadrado, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Como não existiram propostas acima do preço mínimo, informamos que o processo de venda dos imóveis está encerrado, sendo que não haverá a convocação de uma nova assembleia geral de cotistas pela administradora”, pontua o fato relevante do CSHG Prime Offices.

Os dois imóveis do fundo estão localizados próximos da região da Faria Lima, em São Paulo (SP), região considerada nobre para o segmento de lajes corporativas. Juntos, os edifícios somam uma área bruta locável (ABL) de 12,6 mil metros quadrados. A vacância dos espaços está em 4,99%.

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Giro Imobiliário: novas projeções do mercado para inflação e juros; maiores altas e baixas dos FIIs em julho

Expectativa para inflação e PIB melhoram para 2022, mas pioram para 2023

O mercado continua a revisar as projeções para a inflação e o desempenho da economia brasileira de 2022 e de 2023 (IPCA menor e PIB maior neste ano, mas o contrário no ano que vem), mostram dados do Relatório Focus, levantamento semanal do Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.

A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de 2022 caiu de 7,30% na semana passada para 7,15% agora, mas o de 2023 subiu de 5,30% para 5,33%. É a 17ª semana seguida de alta para a expectativa de inflação do próximo ano.

Já a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano subiu de 1,93% para 1,97%, mas o do próximo caiu de 0,49% para 0,40%, mostram os dados divulgados nesta segunda-feira (1º).

O movimento duplo é efeito das medidas aprovadas no Congresso Nacional, com apoio do governo federal, para baixar os preços dos combustíveis e da conta de luz a poucos meses da eleição e também estimular a economia.

Apesar dos efeitos benéficos no curto prazo, as medidas tendem a piorar a inflação no médio e longo prazos. Além disso, a economia deve começar a desacelerar neste segundo semestre, como efeito da alta de juros iniciada pelo BC em março do ano passado para controlar a inflação.

O mercado elevou a projeção para a Selic de 2023, de 10,75% para 11,00%, mas manteve a deste ano em 13,75% (o que indica que o BC deve demorar mais para começar a reduzir a taxa básica de juros). Já a estimativa para o câmbio não se alterou (US$ 1 = R$ 5,20 no fim deste ano e do próximo).

As 5 maiores altas e baixas dos FIIs em julho; CARE11 lidera ganhos no mês, enquanto RBRP11 as perdas

O Ifix – índice dos fundos imobiliários mais negociados na B3 – subiu 0,66% em julho e recuperou parte das perdas acumuladas em junho, quando o indicador caiu 0,88%. O destaque do mês ficou, mais uma vez, para o Brazilian Graveyard And Death Care (CARE11), que subiu 8,77%. Na outra ponta da lista está o RBR Properties (RBRP11), que caiu 10,81% no período.

Os dados são da Economatica, plataforma de informações financeiras, e tomam como base a valorização das cotas e a distribuição de dividendos dos FIIs que fazem parte da carteira teórica do Ifix.

Dos 106 FIIs que compõem o índice, 67 terminaram o mês no campo positivo. Os fundos de shopping lideraram a lista de maiores ganhos no período, com elevação média de 2,62%. O segmento de lajes corporativas apresentou o pior desempenho de julho, com queda de 0,56%.

Individualmente, o FII Brazilian Graveyard And Death Care (CARE11) foi o destaque do mês entre os fundos imobiliários que compõem o Ifix. Com ganhos de 8,77%, a carteira liderou a lista das maiores altas.

Confira as maiores altas dos fundos imobiliários em julho de 2022:

TickerFundoSegmentoVariação em julho (%)
CARE11Brazilian Graveyard and Death CareOutros8,77
FIIB11Industrial do BrasilHíbrido7,90
HGBS11Hedge Brasil ShoppingShoppings7,48
RBFF11Rio Bravo IfixTítulos e Val. Mob.7,47
KISU11KILIMATítulos e Val. Mob.6,72

OBS.: A rentabilidade leva em consideração o reinvestimento dos dividendos.

Fonte: Economatica (29/07/2022)

Na outra ponta da lista encabeçada pelo Brazilian Graveyard está o RBR Properties (RBRP11), que fechou julho com o pior desempenho entre os fundos imobiliários do Ifix. No mês, a carteira acumulou perdas de 10,81%.

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