Não foi desta vez

Venda de imóveis do FII HGPO11 emperra sem interessados dispostos a pagar o mínimo pedido pelo portfólio

O fundo recebeu oito propostas pelos imóveis, mas nenhuma cumpriu as condições aprovadas pelos cotistas

Por  Wellington Carvalho -

Sem propostas que atendessem os interesses dos cotistas, a tentativa do FII CSHG Prime Offices (HGPO11) de vender o portfólio do fundo e, na sequência, liquidar a carteira não avançou.

Em fato relevante divulgado nesta sexta-feira (29), os gestores do fundo anunciaram a conclusão do processo competitivo de venda dos edifícios Metropolitan e Platinum, ambos em São Paulo (SP).

A alienação dos imóveis foi aprovada em assembleia geral extraordinária (AGE) e condicionada ao preço mínimo de R$ 491 milhões, valor equivalente a R$ 39 mil por metro quadrado, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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Dos 100 potenciais interessados procurados pela administradora do CSHG Prime Offices, 21 assinaram contrato de confidencialidade para receber mais informações sobre os imóveis. Do grupo, oito formalizam ofertas.

Segundo comunicado do fundo ao mercado, apenas uma das propostas recebidas chegou ao valor mínimo pedido. No entanto, aponta o documento, o pagamento proposto envolveria a entrega de cotas de um outro fundo imobiliário. A condição não agradou os gestores, que descartaram a oferta.

Outra proposta chegou ao valor de R$ 450 milhões à vista ou R$ 470 milhões à prazo, valores abaixo do mínimo – R$ 491 milhões – estipulado pela AGE que aprovou a venda do portfólio do fundo. A oferta também foi rejeitada e o processo competitivo de venda dos edifícios Metropolitan e Platinum foi encerrado.

“Como não existiram propostas acima do preço mínimo, informamos que o processo de venda dos imóveis está encerrado, sendo que não haverá a convocação de uma nova assembleia geral de cotistas pela administradora”, pontua o fato relevante do CSHG Prime Offices.

Os dois imóveis do fundo estão localizados próximos da região da Faria Lima, em São Paulo (SP), região considerada nobre para o segmento de lajes corporativas. Juntos, os edifícios somam uma área bruta locável (ABL) de 12,6 mil metros quadrados. A vacância dos espaços está em 4,99%.

De acordo com o último relatório gerencial, divulgado no início de julho, o patrimônio líquido da carteira é de R$ 470,3 milhões. O fundo iniciou operação em outubro de 2010 e tem hoje uma base de cotistas de 9.525.

No dia 12 de agosto, o CSHG Prime Offices deposita R$ 1,50 por cota, montante que representa um retorno mensal com dividendos de 0,58%. Em 12 meses, o percentual está em 6,80%.

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