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De títulos públicos a ações: como montar uma carteira de investimentos em 2024

Multimercados também entram nas preferências, como forma de diversificar as estratégias, mesmo após um ano difícil; veja as principais apostas

Bruna Furlani

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O momento de reflexão trazido pela virada do ano significa, para o investidor, uma oportunidade também de rever a carteira. Após ano de destaque para a renda fixa, a avaliação de especialistas é que a classe deve manter parte do brilho em 2024, mas também haverá espaço para voltar a alocar em fundos de investimento – inclusive nos multimercados, que sofreram com resgates e retornos abaixo do CDI em 2023.

Segundo profissionais ouvidos pelo InfoMoney, o investidor deve buscar diversificação entre ações, FIIs, e renda fixa, além de alocações no exterior. Confira a seguir as principais recomendações para este ano e como distribuir os diferentes tipos de investimentos.

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Navegue pelos diferentes tipos de investimento:

Renda fixa

Na renda fixa, XP e Santander estão com uma visão mais positiva para títulos com retorno atrelado à inflação pela proteção contra eventuais escaladas de preços. Rodrigo Sgavioli, chefe de alocação da XP, destaca que a curva ainda oferece boas taxas de carrego ou para marcação, com retornos próximo de IPCA acrescido de 5,5%.

Para perfis mais conservadores, a XP recomenda uma alocação entre 3% e 7%. Já perfis moderados devem variar entre 17% e 18%, enquanto agressivos devem alocar 14% da carteira.

Marcel Reis, analista da Guide também vê potencial nos papéis de inflação, especialmente os de vencimento em cinco anos, que apresentam maior retorno e prêmio. Mas a corretora também defende pós-fixados (atrelados ao CDI ou à Selic) com fatia de 55% a 65% aos mais conservadores, e 7,50% a 18,5% aos mais arrojados. Entre os prefixados, a preferência é por prazos de três anos, e alocação de 3% a 7,5% do portfólio.

Fundos multimercados e FIIs

Mesmo após um período difícil, multimercados não perderam a função primária dentro das carteiras e devem ser mantidos, avalia Samuel Ferrarezi, estrategista de investimentos da casa. “Multimercados veem como uma cesta de diversificação”, destaca. Fundos de fundos que alocam em vários multimercados macro são os preferidos dentro da casa.

Já na XP, Sgavioli afirma que o segredo para alocar neste ano estará em diversificar a carteira, com posições em multimercados macro, long e short, quantitativos e globais. Segundo o especialista, atualmente, a sugestão é que fundos macro respondam por cerca de 50% da carteira de multimercados.

Fundos imobiliários são outra opção para quem deseja adicionar risco à carteira. No Santander, a preferência é por FIIs de ‘papel’, como VBI CRI (CVBI11), CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11), Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11) e RBR Rendimentos High Grade (RBRR11]). Fundos de logística, como o BTG Pactual Logística (BTLG11) e Vinci Logística (VILG11), também têm vez.

Crédito privado e FI-Infra

Com o menor custo da dívida para empresas diante da queda dos juros e volta de fluxo para ativos um pouco mais arriscados, fundos de crédito privado podem se beneficiar. “O investidor não vai direto para ações. Vai enchendo todos os ‘baldinhos’, começando pelo crédito privado, fundo imobiliário e só depois para ações”, afirma Ulisses Nehmi, CEO da Sparta. “Estamos no começo desse ciclo”.

Outra classe no radar é a de fundos de infraestrutura (FI-Infras), que alocam em debêntures de infraestrutura. Carteiras diversificadas, com ativos que rendem acima das NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) de mesmo prazo, são os atrativos, diz a Guide, em relatório. Sparta Infra (JURO11), Kinea Infra (KDIF11) e Bocaina Infra (BODB11) estão entre as preferências da corretora.

Ações

Ações também devem se beneficiar da queda dos juros, que podem recuar para 9% até o fim do ano, segundo pesquisa do Focus. Para analistas, o Ibovespa pode alcançar até 160 mil pontos em 2024 – cenário que, para a XP, favorece a volta de fluxo de captação e valorização das cotas de fundos de ações, que deixam a decisão de qual papel escolher na mão de gestores.

Já para quem preferir alocar diretamente nos papéis, as ações mais recomendadas por seis bancos e corretoras são: Sabesp (SBSP3), seguida por Copel (CPLE6), Localiza (RENT3) e Vale (VALE3); e Equatorial (EQTL3), Itaú Unibanco (ITUB4), Mercado Livre (MELI34) e Prio (PRIO3) aparecem no último pelotão. Mas, se o foco for em dividendos, a lista muda.

Investimento no exterior

O dólar recuou frente ao real em 2023, mas quem investiu lá fora não deixou de embolsar ganhos. Pelo contrário: poucas vezes na história houve tanta valorização conjunta de ações e títulos públicos americanos. Para 2024, os ganhos podem reduzir, mas dolarizar investimentos segue uma opção importante de diversificação do portfólio, na visão de analistas.

A renda fixa ainda deve entregar retorno alto. Isso porque a expectativa de queda dos juros americanos deve levar a uma valorização dos papéis. Já na Bolsa, a cautela é o lema: após o rali das big techs, será preciso escolher com cuidado os papéis que ainda têm potencial de entregar retornos; entre elas, estão NRG Energy (NRG), Wix (WIX), Progressive (PGR), Twilio (TWLO) e Dell (DELL) – veja estas e mais 10 ações que se destacam.

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