CPI aprova pedido de quebra de sigilo bancário de empresas parceiras da Binance

Comissão também solicitou ao BC informações sobre o processo de aquisição da corretora brasileira Sim;paul pela Binance, que ainda espera aval regulatório

Lucas Gabriel Marins

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga pirâmides financeiras aprovou na quarta-feira (20) a quebra do sigilo bancário, fiscal e de dados de empresas parceiras da Binance ou que já atuaram com a corretora de criptomoedas.

Na lista estão o Capitual, banco digital que processava pagamentos para a exchange até junho de 2022; a Latam Gateway, atual provedora de pagamentos da Binance no Brasil; além da Acesso, fintech especializada em soluções de pagamento, e do Banco BS2.

No início deste mês, executivos da Capitual e da Acesso disseram em depoimento à CPI que a Binance se negou a criar contas individualizadas para o depósito de dinheiro de clientes da plataforma, conforme estabelecido pelo Banco Central. Esse teria sido o motivo de o Capitual ter rompido contrato o com a exchange.

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Além do pedido de quebra, os deputados também requereram ao Banco Central do Brasil o repasse de informações sobre o processo de aquisição da corretora brasileira Sim;Paul pela Binance. Desde o ano passado, a exchange negocia a compra da empresa, que tem licença do BC, com objetivo de se tornar uma companhia regulada no Brasil.

“Assim que tivermos o controle de uma empresa regulada cumpriremos com todas as regulações e leis vigentes”, disse o diretor-geral da Binance Brasil, Guilherme Haddad Nazar, em depoimento à CPI na semana passada. Na ocasião, ele disse que a exchange é vítima reputacional ao ser associada a pirâmides financeiras.

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Pirâmides financeiras

Além dos requerimentos referentes à Binance, os parlamentares também aprovaram a quebra do sigilo bancário e fiscal do casal Antônio Inácio da Silva Neto (Antonio Neto Ais) e Fabricia Farias Campos (Fabrícia Ais), fundadores da Braiscompany.

Por meio do negócio, que funcionava com um modelo de pirâmide financeira, o casal movimentou ilegalmente R$ 2 bilhões nos últimos anos, de acordo com a Polícia Federal (PF). Eles são acusados de crime contra o sistema financeiro e contra o mercado de capitais.

Também foram alvo de pedidos de quebra de sigilo o empresário Rodrigo Marques Santos, responsável pela Atlas Quantum, pirâmide financeira acusada de aplicar um golpe de R$ 7 bilhões, além de envolvidos em um outro suposto esquema com cripto chamado Trust Investing.

Lucas Gabriel Marins

Jornalista colaborador do InfoMoney