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Carteiras recomendadas

As ações mais recomendadas pelos analistas para comprar em fevereiro

Levantamento com 12 casas de análise mostra preferência pelas ações da Petrobras; JBS e B3 são novidade

diversificação

SÃO PAULO – Após queda de 1,6% do Ibovespa no mês de abertura de 2020, analistas começam fevereiro ainda tentando medir os impactos do coronavírus sobre a economia global e também com o foco em Brasil, com uma agenda marcada pela retomada das atividades do Congresso, pela expectativa de novo corte na Selic pelo Banco Central e de olho em novos dados da economia.

Levantamento feito pelo InfoMoney com 12 casas de análise mostra que, além das blue chips Petrobras e Vale, as principais apostas para fevereiro recaem sobre as ações da Lojas Renner, da JBS e da B3, essas últimas novidades na carteira. Com isso, deixaram o portfólio os papéis de Banco do Brasil, IRB, Magazine Luiza e Pão de Açúcar.

Confira a seguir as cinco ações mais recomendadas para fevereiro:

Empresa Ticker Número de recomendações*
Petrobras PETR4; PETR3 10
JBS JBSS3 9
Vale VALE3 8
B3 B3SA3 5
Lojas Renner LREN3 5

*Indicações compiladas das carteiras de ações de Ágora, Ativa, BB Investimentos, BTG Pactual, Elite, Genial, Guide, Necton, Rico, Santander Corretora, Socopa e XP.

Petrobras (PETR4; PETR3)

Com dez recomendações, Petrobras é a companhia preferida dos analistas para investir em fevereiro, pelo quarto mês consecutivo.

Segundo o BTG Pactual, apesar de uma “decepcionante” curva de produção de curto prazo anunciada no plano estratégico da companhia, a curva de capex (investimentos em bens de capital) da petroleira para o período de 2020 a 2024 foi uma surpresa positiva.

Isso porque os dados sugerem que os investimentos necessários no campo de Búzios serão menores; a companhia ainda prepara o terreno para o pagamento de dividendos mais altos até 2021.

“Continuamos apostando na valorização das ações, à medida que os investidores ganham confiança no potencial de redução de riscos da Petrobras, sustentado por uma gestão que vem entregando acima do esperado em todas as frentes”, dizem os analistas do BTG Pactual.

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A Necton, por sua vez, cita a venda de até 734 milhões de ações ordinárias pelo BNDES, movimentando em torno de R$ 23 bilhões, o que pressionou os papéis da estatal nos últimos dois meses. Passada a oferta em fevereiro, as ações devem voltar a apresentar desempenho positivo, assinala a corretora.

JBS (JBSS3)

Novidade nas carteiras da Guide, Socopa e Ágora, a JBS foi a segunda ação mais recomendada pelos analistas para fevereiro, com nove menções.

Entre as justificativas, a Guide afirma que a companhia deve continuar como a principal do setor a se beneficiar dos efeitos da gripe suína africana na Ásia, com posição de destaque tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Apesar de os analistas já verem uma parte desse movimento no preço do ativo, eles ainda enxergam espaço para altas mais moderadas dos papéis.

A equipe destaca ainda que a venda da participação do BNDES na companhia pode provocar uma pressão negativa sobre as cotações no curto prazo, gerando oportunidade de compra.

Já a Ágora aponta que as esperadas margens mais fortes para a operação americana da JBS este ano ainda não estão incorporadas nos preços das ações. Segundo a corretora, a retirada da restrição de compra pela China para frangos dos Estados Unidos e a renúncia de tarifas retaliatórias para a carne suína do país refletem maiores margens para a operação da companhia na América do Norte em 2020.

Vale (VALE3)

A blue chip é novidade na carteira do BTG Pactual, que diz ver uma relação entre risco e retorno assimétrica para o papel. Os analistas destacam que a empresa passou por reformas em termos de governança, segurança e risco operacional desde Brumadinho, e que isso tem contribuído para a tese da empresa.

Além disso, afirmam que muitos dos fatores negativos nas projeções sobre o preço das ações, oriundas do período pós-tragédia, estão desaparecendo lentamente, como medo de aumento de provisões, crescimento de royalties e taxa de participação especial, possíveis explosões de barragens e instabilidade operacional.

“Vemos a Vale negociando a 4,2 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização de 2020, e acreditamos ser um dos nomes mais baratos em todo o Ibovespa”, escreve o BTG, em relatório.

B3 (B3SA3)

A expectativa de que os números operacionais da Bolsa brasileira continuem com um volume forte neste ano, por conta dos juros mais baixos, sustentam a recomendação de compra de B3 pela Guide, que vê entre 20 e 30 operações (entre IPOs e follow on) até o fim do ano.

Os analistas destacam ainda a diversificação da receita da B3, com fluxo resiliente, bem como a busca constante por novas oportunidades de crescimento inorgânico na América Latina.

Já o BTG Pactual assinala, em relatório, que as novas regras propostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no mercado de valores mobiliários provocaram uma venda de ações da B3, abrindo oportunidade para compra.

Segundo o time de análise, a notícia de uma possível elevação da competição terá impacto limitado nos resultados da B3 nos próximos dois anos, dado que as barreiras de entrada permanecem grandes.

“O mercado financeiro brasileiro passou por um longo período de exclusão. E esse ciclo está apenas se revertendo agora, o que libera uma forte dinâmica de lucros e permite que os investidores sonhem alto com o B3”, diz o BTG.

Lojas Renner (LREN3)

Otimistas com o cenário para o varejo brasileiro em 2020, os analistas da Necton optaram por incluir os papéis de Renner no portfólio deste mês. Entre as justificativas, a equipe cita a posição de liderança da companhia, com quase 5% de participação no mercado, bem como uma sólida posição financeira, com retorno atrativo e resiliência operacional.

A equipe de análise da corretora destaca ainda o foco da empresa em áreas promissoras, como o setor de e-commerce, a abertura de lojas e a automação de um novo centro de distribuição em São Paulo.

Na avaliação da Ágora, Renner é a empresa mais consistente do varejo, devido ao seu forte histórico de execução. “Acreditamos que essa será uma característica particularmente valiosa, uma vez que o esperado maior ingresso de fluxo de recursos de investidores no mercado de ações brasileiro busca nomes de menor risco”, escrevem os analistas.

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