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Vale fecha acordo para projeto de energia solar e fim de parceria entre Azul e Latam; Cemig e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (25)

(Divulgação)

SÃO PAULO – O destaque do noticiário corporativo desta terça-feira (25) fica com o anúncio, no fim da noite da véspera, do fim da parceria de compartilhamento de voos entre a Latam e a Azul.

Já a mineradora Vale fechou acordo para que um complexo de geração solar da companhia em Minas Gerais seja equipado com rastreadores que permitirão que seus painéis fotovoltaicos sigam o movimento do sol durante o dia, elevando a produtividade.

Ainda em destaque, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou, em seu Twitter, que defendeu a prorrogação, por mais um ano, da decisão que proíbe a Companhia Energética de Minas Gerais, a Cemig  de reajustar em 10,56% o valor da conta de luz cobrada dos consumidores mineiros. Confira os destaques:

Latam e Azul (AZUL4)

A Latam Brasil anunciou, na noite de segunda-feira, o fim da parceria de compartilhamento de voos com a Azul. Em nota, a Latam disse que as duas companhias “têm agora melhores condições para venderem seus próprios voos”. A parceria, que permitia que as empresas vendessem passagens para voos da concorrente e ganhassem uma comissão por isso, será encerrada em 22 de agosto.

O acordo havia sido anunciado em 16 de junho de 2020 em meio à piora do mercado gerado pela pandemia do coronavírus e a Latam diz que o resultado ficou “aquém das expectativas”.

Já a Azul afirmou que o encerramento do acordo de ‘codeshare’ é uma “uma reação (da Latam) ao processo de consolidação” (do mercado).

Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a Azul não queria o fim da parceria e vinha tentando ampliá-la. A companhia havia iniciado conversas para tentar comprar a operação da concorrente no Brasil, de acordo com fontes do mercado.

Em nota, a Azul afirmou que “acredita que um movimento de consolidação é uma tendência do setor no pós-pandemia” e que “está em uma posição forte para conduzir um processo nesse sentido”. A empresa informou ainda ter contratado consultores para avaliar as “oportunidades de consolidação da indústria”.

Uma eventual compra da Latam Brasil pela Azul poderia enfrentar resistência no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pois a empresa resultante concentraria 60% do mercado.

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Segundo a Guide, o impacto é marginalmente negativo. “Apesar de ter sido uma decisão unilateral tomada pela Latam, a Azul teve performance melhor que seus pares no setor, que enfrenta uma grave crise por conta da intensa diminuição do número de voos, e, portanto, o fim da parceria não deve ser muito significativo para a aérea”, avalia o analista Luis Sales.

Vale (VALE3)

A mineradora Vale fechou acordo para que um complexo de geração solar da companhia em Minas Gerais seja equipado com rastreadores que permitirão que seus painéis fotovoltaicos sigam o movimento do sol durante o dia, elevando a produtividade.

O negócio foi selado junto à Nextracker, fornecedora norte-americana, que deverá produzir de 50% a 60% dos componentes dos produtos no Brasil e importar o restante, disse à Reuters um representante da fabricante.

A aposta da Vale no projeto solar “Sol do Cerrado” foi divulgada no início de dezembro passado, quando a companhia estimou investimentos de cerca de 500 milhões de dólares para implementação do empreendimento, com operação prevista para o último trimestre de 2022.

Já no radar de commodities, os futuros do minério de ferro na China tiveram leve variação negativa nesta terça-feira, enquanto o aço também caiu, em meio a negociações voláteis após um alerta da China contra a acumulação de estoques e a especulação nesses mercados que deixou investidores em alerta.

Após afirmar que não iria tolerar manipulações e especulações em mercados de commodities, buscando esfriar um forte rali nos preços, a China, maior consumidora de metais, prometeu fortalecer controles de preços de materiais chave nos próximos cinco anos, incluindo minério de ferro.

O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, encerrou em baixa de 0,1%, a 1.058 iuanes (US$ 165,18) por tonelada.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza ficou com a primeira posição em um ranking global sobre retorno para os acionistas. A pesquisa analisou o TSR (retorno total para o acionista, na sigla em inglês) de aproximadamente 2.400 empresas e classificou as dez que mais criaram valor em 33 setores da economia. O Magazine Luiza ocupou a primeira posição no ranking global, com TSR de 256%.

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As demais brasileiras que estão no ranking geral por indústria e que configuram as top 10 do País são: Magazine Luiza (1º), Usiminas (USIM5;43º), Localiza Rent a Car (RENT3;44º); CSN (CSNA3;58º), Vale (VALE3;71º), WEG (WEGE3;85º), Sanepar (SAPR11;101º), B3 (B3SA3;104º), Gerdau (GGBR4;143º) e B2W (BTOW3;163º).

O Value Creators Ranking é uma pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group (BCG) com as empresas que mais criam valor no mundo, medidas com base no retorno total para o acionista durante os últimos cinco anos. Saiba mais clicando aqui. 

O estudo tem como foco principal as large caps, empresas com capitalização de no mínimo US$ 68 bilhões, que foram analisadas com maior nível de detalhamento. Por isso, o BCG disponibiliza o ranking completo apenas desta categoria, composta por 200 empresas. Na classificação das large caps, as duas empresas brasileiras que se destacam são Vale, em 9º lugar, e Petrobras, em 24º, sendo esta a única da indústria de petróleo no top 50 empresas large caps.

Ambipar (AMBP3)

A Ambipar  anunciou, em comunicado na noite de segunda, a assinatura de um contrato de prestação de serviço do Centro de Tecnologia de Transporte (TTC) com a ENSCO, empresa americana de tecnologia, e a Administração Ferroviária Federal (FRA), também dos Estados Unidos. A Ambipar destacou que a TTC é o maior centro de treinamento de emergência com produtos perigosos do mundo.

A Ambipar será a responsável pela capacitação técnica e operacional de profissionais de emergência. Ela também fornecerá serviços de atendimento emergencial nas instalações do complexo que pertence ao Governo Federal dos Estados Unidos, localizado em Pueblo, no Colorado.

O valor do contrato da ENSCO é de US$ 571 milhões. Para a Ambipar, o faturamento é de cerca de US$ 10 milhões por ano, podendo ser ampliado ao longo dos anos.

MMX (MMXM3)

A MMX Mineração e Metálicos, a MMX, informa em fato relevante divulgado nesta segunda ter tomado conhecimento de decisão da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, suspendendo em caráter liminar a decisão da 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte que havia decretado a falência da MMX Sudeste.

A decisão, segundo a companhia, considerou que a decisão de transformar a recuperação judicial em falência não poderia ter sido anunciada sem a prévia manifestação da MMX Sudeste sobre as alegações apresentadas pelo administrador judicial relacionadas ao descumprimento do plano de recuperação judicial.

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Segundo a companhia, a decisão do desembargador relator está sujeita a recurso. Além disso, a MMX ressalta que o agravo de instrumento ainda será julgado de forma colegiada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, após resposta do administrador judicial e parecer da Procuradoria de Justiça.

Contudo, vale destacar que a própria MMX Mineração segue com a falência decretada. Saiba mais e o que deve acontecer com os investimentos dos acionistas da empresa clicando aqui. 

Cemig (CMIG4)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou, em seu Twitter, que defendeu a prorrogação, por mais um ano, da decisão que proíbe a Companhia Energética de Minas Gerais, a Cemig  de reajustar em 10,56% o valor da conta de luz cobrada dos consumidores mineiros.

Segundo ele, a argumentação foi feita em reunião nesta segunda-feira (24) com diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Desde o ano passado, venho trabalhando para que os R$ 6 bilhões de créditos extraordinários que a Cemig possui com o governo federal sejam devolvidos aos consumidores em forma de desconto na tarifa. Em 2020, conseguimos barrar o reajuste, medida que deve se repetir em 2021”, afirmou Pacheco.

Vamos (VAMO3)

Após revisar para cima suas previsões para a Vamos, o Itaú BBA reitera sua avaliação outperform para a empresa, e elevou de R$ 40 para R$ 61,5 seu preço-alvo para 2021, frente aos R$ 48,5 de fechamento na segunda.

Arco (ARCO:Nasdaq)

O Credit Suisse classificou os resultados da Arco para o primeiro trimestre como sólidos. O faturamento ficou acima do consenso do mercado e da expectativa do banco. A receita ficou em R$ 332 milhões, alta de 27% na comparação com o mesmo período de 2020. O Ebitda ajustado atingiu R$ 118 milhões, alta de 18% na comparação anual, indicando margem de 35,7%. A Arco também reiterou sua guidance para a margem Ebitda em 2021, para entre 35,5% e 37,5%.

O banco avalia que problemas de curto prazo podem persistir devido à nova onda de Covid, mas acredita que eles são temporários, e que o faturamento em 2022 deve indicar forte recuperação. A tendência recente de vendas dos papéis parece injustificada para o banco, que não acredita que a empresa tenha baixo crescimento nos próximos anos. O banco reitera sua avaliação outperform para os papéis e preço-alvo de US$ 55, frente aos US$ 23,36 negociados na segunda.

Já o Bradesco BBI afirma que o reconhecimento de receitas da Arco deve vir abaixo da guidance inicial, devido à extensão dos termos de pagamento para escolas durante a pandemia de Covid. O banco avalia, no entanto, que o patamar de 29% de reconhecimento do valor em dinheiro real para a receita em 2021 é forte.

Na avaliação do BBI, as margens estão mais baixas na comparação anual, em 36%, devido a gastos maiores com equipes de vendas.

Assim, o banco ajustou suas estimativas, e cortou o preço-alvo para 2021 de US$ 52 para US$ 40, frente aos US$ 23,36 negociados na segunda. Mas manteve avaliação outperform e visão positiva para a empresa no longo prazo.

Dimed (PNVL3)

Em Assembleia realizada na segunda, os acionistas do grupo Dimed, controlador da Panvel,  aprovaram a conversão de ações preferenciais em ações ordinárias e autorizaram a migração da companhia para o Novo Mercado, segmento especial de governança corporativa da B3.

A votação aprovou a proposta dos acionistas controladores converterem as suas ações preferenciais pela taxa de 1 ação PN para 0,8 ação ON. Os demais acionistas converterão suas ações preferenciais pela taxa mais favorável de 1 ação PN para 1 ação ON. Os presentes também aprovaram a reforma do Estatuto Social para adaptá-lo às exigências do Novo Mercado, cuja migração deve ser concluída no terceiro trimestre de 2021.

O Bradesco BBI comentou a notícia, projetando que os processos legais para a transição para o Novo Mercado sejam completados até o terceiro trimestre de 2021. O banco reitera sua recomendação outperform e preço-alvo de R$ 36.

Marfrig (MRFG3), BRF (BRFS3) e Minerva (BEEF3)

Ainda em destaque, a produtora de carne bovina Marfrig Global Foods tentou adquirir o controle da rival Minerva antes de anunciar, na noite de sexta-feira, a aquisição de uma fatia na processadora de carnes suína e de frango BRF, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento do assunto na segunda-feira. A fonte, que pediu para não ser identificada, afirmou que as negociações foram interrompidas na semana passada, após a Marfrig assumir a participação na BRF, por preocupações com possíveis problemas com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Berkshire (BERK34), J.P. Morgan (JPMC34), Pfizer (PFIZ34), Microsoft (MSFT34) e Nike (NIKE34)

O Itaú BBA iniciou a Carteira BDR, composta por cinco empresas estrangeiras com papéis negociados no mercado brasileiro por meio de BDRs (recibos atrelados às ações no exterior). Segundo o Itaú, a carteira considera os ativos que negociam na média dos últimos 30 dias mais de um milhão de reais. De acordo com o banco, o fato de a carteira ser atualizada mensalmente não impede alterações caso surjam oportunidades ao longo do mês.

Inicialmente, a carteira é composta por: Berkshire, J.P. Morgan, Pfizer, Microsoft e Nike.

(com Reuters e Agência Estado)

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