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Após a disparada não só da véspera, quanto do acumulado de 5,35% da semana, o Ibovespa retomou uma tendência de alta, podendo mirar um primeiro ponto de resistência na faixa dos 107,6 mil aos 108 mil pontos, conforme analistas técnicos.
No pregão desta terça-feira (11), o Ibovespa saltou 4,29%, indo aos 106,2 mil pontos, repercutindo dados de inflação, medidos pelo IPCA, abaixo do estimado por analistas. Assim, se elevou a expectativa de corte de juros mais cedo. Outro fator que anima o mercado é apresentação final do arcabouço fiscal.
Trade hoje: Análise técnica do Ibovespa
Para Pam Semezzato, analista técnica da Clear, depois de uma queda forte nesse ano, o Ibovespa conseguiu mostrar reação compradora no suporte da lateralização e ontem (11) confirmou um pivô de alta e rompimento da LTB (linha de tendência de baixa) de curtíssimo prazo.
Ao analisar o gráfico diário [veja abaixo], ela destaca que, se o Ibovespa confirmar esse movimento de alta, “pode-se esperar por um teste no topo da lateralização larga.”
Gráfico diário do Ibovespa últimos seis meses

Olhando para o longo prazo, ela ressalta que a tendência segue de alta para o Ibovespa, com suporte bem relevante na região de 70.000 pontos, que é região de fundo de 2020.
“E no médio prazo o Ibovespa não consegue ter força para romper a resistência de 120.000 e nem o suporte de 97.000 pontos, indicando assim uma lateralização larga”, acrescentou.
Gráfico semanal do Ibovespa, de 2019 a 2023: índice em lateralização larga

Segundo Pam, as próximas resistências do Ibovespa se encontram nos 107.600, 114.200 e 120.000, enquanto os suportes nas regiões de 97.000, 89.000 e 70.000 pontos.
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Ibovespa: reversão de tendência
Segundo relatório de análise técnica da XP, o Ibovespa fechou acima dos 102.200 pontos na véspera, confirmando a reversão de tendência de curto prazo para alta, com uma barra bem expressiva e grande volume.
“Acima dos 106.500 tem projeções nas resistências em 108.000, 110.500 ou 114.835, em teste de topo”, escreveu o analista da XP, Gilberto Coelho.
Para baixo, segundo ele, o Ibovespa deixou suportes em 104.085 e 101.850 pontos.
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Forte recuperação
O analista técnico do PagBank, Rodrigo Paz, destaca que, no curto prazo, é possível notar forte recuperação do ativo, que negocia acima das médias curtas.
Conforme ele, as médias curtas encontram-se inclinadas para cima, com destaque para o rompimento da linha de tendência de baixa, e rompimento de pivô de alta, que mostra reversão da tendência no curto prazo.
“Isso mostra potencial para continuidade, e para isso será necessário romper região da média de 200 períodos nos 108.000. O seu rompimento poderá impulsionar maior fôlego comprador para buscar região dos 110.000, com alvo mais longo nos 110.800“, apontou.
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Entretanto, ele reforça que vale atenção à faixa de suporte nos 104.150, “pois caso rompa poderá ocasionar maiores quedas, objetivando a faixa dos 99.900, com alvo mais longo nos 97.000″.
Gráfico Ibovespa curto prazo

Ibovespa médio prazo
Conforme Paz, olhando o médio prazo, pelo gráfico semanal, pode-se observar uma forte recuperação do Ibovespa nesta semana, após sequência de baixas recentes.
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“O índice rompeu a faixa dos 104.150 pontos, e agora pode seguir movimento altista. Para isso, será necessário superar a faixa dos 107.800 (média de 200 períodos), mirando os 110.000 pontos, com alvo mais longo nos 114.800 pontos”, disse.
Para ele, porém, a tendência de médio prazo ainda é de baixa e, caso perca a faixa dos 104.150, pode retornar a faixa dos 100.000, com alvo mais longo nos 95.200 pontos.

Pivô de alta
Para Matheus Lima, da Top Gain, a força compradora da última sessão levou à criação de candles [veja no gráfico abaixo] de tendência de alta.
Isso, explica, “não permite que o preço volte para perto do fundo [anterior], ocasionando o rompimento e formando um segundo fundo, desta vez, um fundo maior que o fundo passado.”
Gráfico Ibovespa fevereiro a abril/2023

Ainda conforme Lima, segundo gráfico logo abaixo, não havia apenas uma linha de tendência de baixa do Ibovespa, mas sim duas, “o que abre espaço para um retorno aos 109.600, para testar esta segunda tendência de baixa”.
“O que ajudaria a ponta compradora, seria uma rápida volta à região da linha pontilhada, com apenas sombras permanecendo após fechamento diário”, destaca.

Olhando próximas barreiras
Conforme relatório do Itaú BBA, assinado por Fábio Perina, Lucas Piza e Igor Caixeta, o Ibovespa conseguiu mostrar força e superou os 104.100 pontos, saindo da tendência de baixa de curto prazo.
“O mercado olha agora para a próxima barreira em 106.800 pontos, que é o divisor de águas para uma nova tendência de alta. Se o índice conseguir superar este nível, poderemos ver o mercado voltar a negociar em patamares como 110.500 e 114.900 pontos”, escreveram os analistas.
Do lado da baixa, o índice deixou suportes em 104.100 e 99.700 pontos, acrescentaram.

Por fim, os analistas do BBA destacam que o índice mostrou força e saiu da tendência de baixa, por enquanto, e que o próximo desafio é superar os 106.800 pontos.
“Uma coisa é parar de cair, a outra é ter forças para subir. O mercado precisará mostrar mais forças para engatar uma tendência de alta”, destacaram.
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