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Prévia do PIB, dados dos EUA, reunião entre Xi e Biden e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Confira os 5 assuntos mais relevantes para ficar de olho nesta terça-feira (16/11/2021)

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – A sessão desta terça-feira (16), de volta do feriado para a Bolsa brasileira, é de estabilidade para os principais índices mundiais, com os investidores atentos a uma reunião virtual entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da China, além de monitorar os dados da zona do euro e a tensão política na região. Nos EUA, os investidores ficam de olho nos dados de vendas de varejo e produção industrial do país.

Cabe ressaltar que, na véspera, o índice de ADRs Brazil Titans 20 fechou perto da estabilidade na Bolsa de Nova York. Por aqui, atenção para a reta final da temporada de resultados, enquanto os investidores acompanham também os dados do IBC-Br de setembro, conhecido como “prévia do PIB”.

1. Bolsas mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros americanos operam estáveis nesta terça-feira (16).

A semana passada foi a primeira entre as seis últimas em que os principais índices americanos fecharam com desempenhos negativos. Na segunda, o Dow perdeu 0,04%, em sua quarta sessão negativa dentre as últimas cinco; o S&P fechou estável; e o Nasdaq perdeu 0,04%.

Temores sobre inflação vêm pesando sobre os mercados após o Índice de Preços ao Consumidor relativo a outubro indicar a maior alta anual em mais de 30 anos. A semana deverá ser marcada pela divulgação de resultados de grandes empresas do varejo dos Estados Unidos, como Walmart, Home Depot e Target.

Na segunda-feira, o presidente americano Joe Biden assinou a lei que estabelece o pacote de infraestrutura de US$ 1 trilhão, que inclui financiamento para transporte, banda larga e serviços.

Na segunda a B3 ficou fechada por conta do feriado da Proclamação da República. O principal índice de ADRs (ações de empresas de fora dos Estados Unidos negociadas em Nova York) do Brasil, o Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, encerrou o pregão de segunda-feira em leve baixa, em linha com o movimento visto nos índices americanos.

O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR fechou o pregão próximo da estabilidade, em leve baixa de 0,09%, aos 16.735 pontos, enquanto o EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, que replica o índice MSCI Brazil, registrou perdas de 0,10%, negociado a US$ 30,83.

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O destaque positivo do dia ficou com os papéis da Embraer (EMBR3), que tiveram alta de 3,58%, negociados a US$ 16,79. A companhia anunciou nesta segunda a venda de três novos jatos E175 para a Overland Airways, da Nigéria, no valor de US$ 299,4 milhões, com direitos de compra para outras três aeronaves do mesmo modelo.

Ásia

Na terça, as bolsas asiáticas tiveram resultados variados entre si. Investidores reagiram a uma reunião virtual entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da China, Xi Jinping, marcado por comentários positivos.

A reunião marcou a comunicação mais próxima entre os dois líderes desde que Biden assumiu o posto em janeiro, e foi seguida por declarações públicas dos líderes, que enfatizaram formas de evitarem conflitos, apesar de pontuarem pontos de tensão.

Os investidores esperavam que o encontro ajudasse a estabilizar os laços entre China e EUA ao abrir negociações sobre áreas de conflito.

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, tinha leve avanço, com destaque positivo de empresas de telecomunicação e negativo de empresas dos setores de construção e materiais.

Também há a repercussão do PIB da Zona do Euro, divulgado durante a manhã, que ficou em 2,2% no terceiro trimestre e 3,7% na comparação anual, em linha com as projeções.

As tensões estão aumentando no continente por conta da suposta escalada no envio de tropas pela Rússia à fronteira com a Ucrânia. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança militar estabelecida após a Segunda Guerra, alertou que estaria preparada para defender a soberania da Ucrânia.

Além disso, uma nova crise vem escalando na fronteira entre Belarus e Polônia, Latvia e Lituânia. Milhares de imigrantes vindos de Síria, Iêmen e Iraque vêm se concentrando no lado de Belarus em meio a baixas temperaturas há semanas. O governo do país foi acusado de permitir que a crise escalasse, com o intuito de prejudicar a segurança da União Europeia e retaliar o apoio do bloco à oposição.

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Os preços do petróleo avançam, e os do minério de ferro recuam.

Veja os principais indicadores às 7h30 (horário de Brasília):

Estados Unidos

Dow Jones Futuro (EUA), -0,09%
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,17%
*Nasdaq Futuro (EUA), -0,21%

Europa

*FTSE 100 (Reino Unido), +0,01%
*Dax (Alemanha), +0,25%
*CAC 40 (França), +0,3%
*FTSE MIB (Itália), +0,03%

Ásia

*Nikkei (Japão), +0,11% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,33% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,27% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), -0,08% (fechado)

Commodities e Bitcoin

*Petróleo WTI, +0,4%, a US$ 81,2 o barril
*Petróleo Brent, +0,52%, a US$ 82,47 o barril
*Bitcoin, -10,02% a US$ 59.276,39
*Sobre o minério de ferro: **O minério negociado na bolsa de Dalian teve queda de 1,1%, a 540,5 iuanes, o equivalente a US$ 84,71

2. Agenda

Brasil

8h25: Banco Central divulga Boletim Focus, com a expectativa de analistas quanto a indicadores como inflação, PIB e câmbio
9h: Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de setembro, com dados que antecipam o PIB
15h: Balança comercial

Estados Unidos

10h30: Vendas no varejo em outubro
11h15: Produção industrial e vendas da indústria em outubro
12h: Estoques empresariais de setembro
18h30: Instituto Americano do Petróleo (API na sigla em inglês) divulga dados sobre estoques de petróleo bruto

Discursos

14h: Thomas Barkin, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed)
14h: Raphael Bostic, membro do Fomc do Fed
16h55: Patrick Harkerm, membro do Fomc do Fed
17h30: Mary Daly, membro do Fomc do Fed

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Japão

20h50: Balança comercial relativa a outubro

União Europeia

22h20: Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, faz um discurso

3. Covid no Brasil, vacinação e alta de casos na Europa

Na segunda-feira (15), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 255, queda de 2% em comparação com o patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. Em apenas um dia, foram registradas 66 mortes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 10.618, o que representa alta de 5% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 2.385 casos.

No total, chegou a 156.962.922 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 73,58% da população.

A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 125.586.396 pessoas, ou 58,87% da população. A dose de reforço foi aplicada em 12.016.907 pessoas, ou 5,63% da população.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo a partir de dados do site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, aponta que o Brasil ultrapassou os Estados Unidos no percentual de pessoas vacinadas contra a Covid.

A contabilização adotada pela plataforma difere levemente daquela do consórcio de veículos de imprensa, e apontou 59,8% dos brasileiros com o esquema vacinal completo contra a Covid no dia 14 de novembro, contra 57,6% nos Estados Unidos. Assim, o Brasil se junta a 55 outros países que ultrapassaram os Estados Unidos.

A China aplicou a vacinação completa contra a Covid-19 em 1,074 bilhão de pessoas até 12 de novembro, informou a Comissão Nacional de Saúde em boletim neste sábado. Isso representa 76,06% da população de 1,41 bilhão de pessoas do país, de acordo com cálculos da agência internacional de notícias Reuters.

Nas últimas semanas, a Europa tornou-se novamente o epicentro da pandemia, o que levou alguns países a considerarem a reimposição de restrições no período que antecede o Natal e despertou o debate sobre se as vacinas por si só são suficientes para domar o Covid-19.

A chegada do inverno no hemisfério norte preocupa as autoridades, já que o vírus se espalha mais facilmente nos meses de frio, quando as pessoas se reúnem dentro de casa.

Na semana passada, a Europa foi responsável por mais da metade da média de infecções em todo o mundo e cerca da metade das últimas mortes, de acordo com uma contagem da Reuters. São os níveis mais altos desde abril do ano passado, quando o vírus estava em seu pico inicial na Itália.

Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel pediu às pessoas não vacinadas que reconsiderem sua decisão em mensagem por vídeo no sábado. A taxa de incidência de sete dias do coronavírus no país subiu para o nível mais alto desde que a pandemia começou.

“Temos semanas difíceis à frente, e vocês podem ver que estou muito preocupada”, disse Merkel em seu podcast semanal por vídeo. “Eu peço urgentemente a todos que ainda não foram vacinados: por favor, reconsiderem.”

Na Áustria, o governo decidiu impor um lockdown às pessoas não vacinadas contra o coronavírus a partir de segunda-feira.

4. COP26, Amazônia, precatórios, Ciência e Tecnologia, Bolsonaro e PL

A COP26, conferência climática da ONU na Escócia, terminou no sábado com um acordo global que busca pelo menos manter viva a esperança de limitar o aquecimento global em 1,5 grau Celsius e, portanto, manter uma chance realista de salvar o mundo das catastróficas mudanças climáticas.

Alok Sharma, presidente da conferência, bateu o martelo para sinalizar que não houve objeções decisivas das quase 200 delegações nacionais presentes em Glasgow, que vão desde superpotência alimentadas a carvão e gás a produtores de petróleo e ilhas do Pacífico que estão sendo engolidas pela elevação do nível do mar.

Um acordo revisado foi aprovado depois de uma mudança de última hora no texto em relação ao carvão, que provocou reclamações de países vulneráveis que desejavam um comunicado mais definitivo sobre subsídios a combustíveis fósseis.
Após uma mudança de última hora na linguagem em torno do carvão, com a Índia sugerindo substituir a palavra “eliminar” por “reduzir”, Sharma sinalizou que um acordo foi aprovado.

O acordo é o resultado de duas semanas de negociações tortuosas em Glasgow, que foram estendidas por um dia para equilibrar as demandas de nações vulneráveis ao clima, grandes potências industriais e países em que o consumo ou exportação de combustíveis fósseis é vital para o desenvolvimento econômico.

O objetivo geral da conferência sediada pelo Reino Unido era modesto demais na opinião de ativistas do clima e países vulneráveis – manter a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Um rascunho de acordo que circulou no começo de sábado na prática reconheceu que os compromissos feitos até agora para cortar as emissões de gases do efeito estufa que estão aquecendo o planeta não estão nem perto do suficiente, e pediu que as nações façam promessas mais duras em relação ao clima ano que vem, em vez de a cada cinco anos, como atualmente são obrigadas a fazer.

Cientistas dizem que um aquecimento acima de 1,5 grau Celsius geraria um crescimento extremo do nível do mar e catástrofes como secas, tempestades e incêndios muito piores do que as que o mundo está sofrendo neste momento.
Mas, até agora, as promessas dos países para cortar emissões de gases do efeito estufa – principalmente dióxido de carbono da queima de carvão, óleo e gás – limitariam o crescimento da temperatura global média a 2,4 graus Celsius.

Em viagem a Dubai na segunda-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a política ambiental brasileira.

“Queremos que os senhores conheçam o Brasil de fato, e uma viagem pela Amazônia é algo fantástico. Até para que senhores vejam que nossa floresta amazônica, por ser uma floresta úmida, não pega fogo”, disse Bolsonaro na abertura do seminário “Invest in Brazil”, citando uma informação equivocada e que é desmentida pelo crescente aumento de queimadas na região.

Os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o mês de agosto deste ano quando as queimadas costumam atingir seu ponto máximo teve mais de 28 mil focos de incêndio, o terceiro pior número desde 2010. Antes, os piores índices foram em 2019 e 2020, primeiro e segundo ano do governo Bolsonaro.

O presidente convidou, ainda, os empresários a investirem no Brasil, especialmente na área de produção agrícola, e incentivou a exploração mineral na Amazônia, ao dizer que a região tem “praticamente toda tabela periódica” debaixo de suas terras.

O governo tenta aprovar um projeto que autoriza a exploração mineral em terras indígenas, hoje proibida.

“Brasil está de portas abertas para negócios em outras áreas, mas em especial voltada para agricultura”, afirmou Bolsonaro. “Temos tudo que mundo precisa, estamos de portas abertas e queremos cada vez mais ampliar as relações comerciais, e os senhores são os parceiros preferidos por nós.”

O presidente deixa Dubai nesta terça-feira e segue em viagem para o Bahrein e depois para o Catar. A previsão de chegada de volta ao Brasil é na sexta-feira.

Precatórios

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na segunda-feira que a folga no teto de gastos a ser criada pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios poderá ser usada, também, para reajuste dos servidores federais.

“Dá para atender a população mais carente, dá para atender a questão orçamentária e pensamos até, dado o espaço que está sobrando, em atender até em parte os servidores”, disse Bolsonaro durante entrevista em Dubai, onde está em viagem.

Até o momento, entre as várias intenções do governo para aproveitar a folga no Orçamento aberta pela PEC, o reajuste de servidores –mal visto pela equipe econômica dado o efeito cascata que causa– não tinha sido aventada.

O salário dos servidores federais está congelado desde 2019 e concursos públicos estão suspensos, visando conter as despesas públicas este ano.

O presidente defendeu a aprovação por parte do Senado da proposta já aprovada pela Câmara com a justificativa de que, se o governo não puder parcelar os precatórios que vencem em 2022 –cerca de R$ 90 bilhões–, o governo ficará sem Orçamento.

A sobra no teto de gastos a ser criada pelo PEC, nos cálculos do governo, é de cerca de R$ 89 bilhões. Isso porque, além de adiar o pagamento das dívidas judiciais, o texto ainda alterou a data de referência da inflação usada para calcular o teto, passando de junho para dezembro.

De acordo com o relator da PEC no Senado, o líder do governo na Casa, Fernando Bezerra (MDB-PE), depois do pagamento do Auxílio Brasil de R$ 400 e de ajustes financeiros necessários com a mudança do teto, sobrariam R$ 11 bilhões.

Deputados e senadores miram na sobra fiscal para acrescentar mais recursos às chamadas emendas de relator, distribuídas livremente pelo Congresso e pelo governo a parlamentares que votam nos projetos de interesse do Planalto.

No entanto, o próprio governo renovou a proposta de desoneração da folha de pagamento de 17 setores, que acabava em dezembro –e antes que o Congresso aprovasse uma lei com a extensão– com a intenção de usar também essas sobras para recompor os recursos que ganharia com a reoneração. Segundo as contas da equipe econômica, seriam necessários cerca de R$ 5 bilhões.

Orçamento de Ciência e Tecnologia

Reportagem com chamada de capa nesta terça no jornal O Estado de S. Paulo afirma que o governo federal enviará ao Congresso, nesta semana, um projeto que propõe devolver R$ 273 milhões ao Orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), de modo a financiar bolsas de pesquisa e outras atividades da pasta.

O dinheiro faz parte de uma verba de R$ 600 milhões que se destinava inicialmente à Ciência, mas que o Executivo e o Congresso decidiram no começo de outubro remanejar para outras áreas.

Bolsonaro e PL

O presidente Jair Bolsonaro deu um prazo de duas a três semanas para decidir se assina de fato a filiação ao PL ou desiste. E deixou claro que a liberação de filiados em alguns Estados para que façam seus acordos locais não o agrada.

“Eu tenho um limite. Eu espero em duas três semanas no máximo casar ou desfazer o noivado, mas espero casar e ser feliz”, disse Bolsonaro em entrevista nesta segunda-feira em Dubai.

O presidente afirmou ainda que, no caso de ser candidato à reeleição, precisa ter candidatos em quase todos os Estados e não quer o seu futuro partido “flertando com a esquerda”.

“O que acontece: têm alguns Estados que para mim são vitais, como São Paulo. Ele (Valdemar da Costa Neto, presidente do PL) tem um compromisso em São Paulo com um candidato que vai apoiar o atual governador (João Doria, do PSDB), se ele tiver espaço lá no partido dele. O que preciso, se vier a ser candidato, é ter candidato em quase todos os Estados, em especial São Paulo, que tem mais de 30 milhões de eleitores”, disse a jornalistas.

O PL tem um acordo para apoiar o atual vice-governador, Rodrigo Garcia (PSDB), na eleição para substituir Doria no governo estadual. No entanto, Bolsonaro se recusa a aceitar o acordo de apoio a um de seus maiores inimigos políticos, e quer emplacar o atual ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, como candidato do PL.

A última pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo mostra o ex-governador Geraldo Alckmin –que deve deixar o PSDB– em primeiro lugar, seguido pelo petista Fernando Haddad e Márcio França, do PSB, empatados tecnicamente. Tarcísio aparece em quinto lugar, com 4% das intenções de voto.

Há cerca de uma semana, Bolsonaro afirmou que estava “99% acertado com PL”. O 1%, no entanto, incluía a situação em São Paulo e o controle de alguns diretórios do partido.

A decisão de Valdemar de confirmar a parlamentares que estariam liberados para fazer acordos regionais mais proveitosos a eles também incomodou o presidente. Vários desses acordos incluiriam alianças com o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, primeiro colocado em todas as pesquisas para 2022.

Este final de semana, o PL divulgou uma nota informando sobre o adiamento e afirmando que a decisão foi tomada de “comum acordo” depois de uma “intensa troca de mensagens” entre Valdemar e Bolsonaro.

5. Radar corporativo

Ânima (ANIM3)

A Ânima (ANIM3) reportou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 13,1 milhões no terceiro trimestre de 2021 (3T21). O resultado representa um crescimento de 763% em relação ao mesmo período de 2020.

Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 58,6 milhões, alta de 195,8% na base de comparação anual.

A base de alunos da companhia cresceu 168,5% no trimestre, totalizando 310,5 mil alunos.

Vibra Energia (VBBR3)

A Vibra Energia (ex-BR Distribuidora) (VBBR3) reportou lucro líquido de R$ 598 milhões no terceiro trimestre de 2021, aumento de 78,5% na comparação com os R$ 335 milhões reportados no mesmo período de 2020. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (15), após o fechamento do pregão nos Estados Unidos. Hoje, não houve negociações na B3 por conta do feriado da Proclamação da República.

De acordo com a companhia, o resultado foi influenciado pelo maior lucro bruto no período em decorrência dos maiores volumes vendidos e maiores margens de comercialização.

Cosan (CSAN3)

A Cosan (CSAN3) reportou um lucro líquido ajustado de R$ 531 milhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 6,5% em comparação aos R$ 498,5 milhões de um ano atrás.

De acordo com a empresa, é reflexo principalmente da “melhor performance operacional da Raízen, impulsionada pelo segmento de Renováveis, e da Compass, evidenciando a retomada da atividade econômica”.

Copel (CPLE6)

A Copel (CPLE6) reportou alta de 161,5% no lucro líquido consolidado do terceiro trimestre de 2021, com R$ 1,747 bilhão, contra os R$ 668 milhões do mesmo período de 2020.

Como nas demais geradoras de energia, o efeito positivo do reconhecimento da compensação referente à repactuação do risco hidrológico foi determinante para o resultado.

Comgás ([ativo=CGAS5)

A Comgás (CGAS5) apresentou alta de 127,9% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2021 sobre o mesmo período do ano passado, ficando em R$ 655,904 milhões.

CVC ([ativo=CVCB3])

A CVC (CVCB3) divulgou balanço do terceiro trimestre de 2021, com prejuízo de R$ 83,811 milhões, uma queda de 61,1% em comparação aos R$ 215,559 milhões negativos do mesmo período de 2020.

Enjoei (ENJU3)

A Enjoei (ENJU3) informou seu balanço do terceiro trimestre de 2021, com prejuízo de R$ 23,256 milhões, uma alta de 185% em relação ao prejuízo reportado no mesmo trimestre do ano passado, que havia sido de R$ 8,147 milhões.

O impacto veio das despesas gerais e administrativas, com alta de 106%, reflexo do aumento de salários e encargos (+117%), por conta de dissídios e aumento de headcount, além da maior linha de depreciação e amortização (+68%) e alta nos serviços de tecnologia, que é o coração do negócio (+295%).

Heringer (FHER3)

A Heringer (FHER3) apresentou lucro líquido de R$ 101,317 milhões no terceiro trimestre de 2021, uma alta de 1.330% em relação aos R$ 7,085 milhões do mesmo período de 2020, ainda que com o impacto negativo da variação cambial líquida do trimestre.

Saraiva (SLED4)

A Saraiva (SLED4) registrou um prejuízo líquido de R$ 17,13 milhões no terceiro trimestre de 2021. Um ano antes a companhia havia registrado um prejuízo de R$ 27,01 milhões.

Intercement

A Intercement teve lucro líquido de R$ 73 milhões no terceiro trimestre de 2021, redução de 31% na comparação com igual período de 2020.

Simpar (SIMH3)

A Simpar (SIMH3), holding controladora da JSL, Movida, Vamos, CS Brasil, Original Concessionárias e BBC, anunciou ontem (12) a aquisição, por meio da sua controlada Original Holding S.A, de 100% da UAB Motors, que possui lojas de veículos de marcas como Honda, Toyota, Land Rover, BMW etc.

Em comunicado ao mercado, a companhia informou que a compra ampliará de forma relevante a atuação no setor de concessionárias, especialmente na comercialização de veículos leves, novos e seminovos. A transação ainda precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e das montadoras. A UAB Motors foi avaliada em R$ 510 milhões.

Embraer (EMBR3)

A Embraer (EMBR3) anunciou nesta segunda-feira a venda de três novos jatos E175 para a Overland Airways, da Nigéria, com direitos de compra para outras três aeronaves do mesmo modelo. As aeronaves, de 88 lugares, com configuração de cabine classe premium, começarão a ser entregues a partir de 2023. O valor do contrato é de US$ 299,4 milhões, a preço de lista com todas os direitos de compra sendo exercidos. O anúncio do negócio foi feito durante o Dubai Air Show.

CPFL (CPFE3)

A CPFL (CPFE3) apresentou à CVM na última sexta-feira (12) o pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações (OPA) ordinárias e preferenciais de emissão da CEEE-T por alienação de controle.

O pedido da OPA ainda está sujeito ao registro e autorização da CVM e da B3.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil (BBAS3) informou que foi selecionado para compor o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI), da Bolsa de Valores de Nova York, nas carteiras World e Emerging Markets.

O banco disse que participa da categoria Emerging Markets, ininterruptamente, desde a sua criação em 2013.

Suzano (SUZB3)

A Suzano anunciou que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou para uso comercial novo eucalipto geneticamente modificado tolerante a herbicida, desenvolvido pela FuturaGene.

O novo eucalipto confere a característica de tolerância ao herbicida glifosato, amplamente utilizado no setor florestal há mais de 30 anos durante as etapas iniciais de plantio.

Segundo comunicado, a tecnologia permitirá um uso mais eficiente do produto nos plantios, reduzindo os custos de insumos e a pegada de carbono, além de melhores condições para os trabalhadores do campo.

São Carlos (SCAR3)

A São Carlos (SCAR3) adquiriu o centro de conveniência São Paulo – Panamby por R$ 27,5 milhões.

O negócio foi realizado pela Best Center, subsidiária da companhia, líder no segmento de centros de conveniência no Brasil.

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