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Quais são os tipos de fundos de investimento?

Os brasileiros têm quase R$ 5 trilhões em fundos. Saiba mais sobre essa modalidade de aplicação

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(Shutterstock)

Os brasileiros têm quase R$ 5 trilhões aplicados em fundos de investimento, segundo a Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Fundos são uma modalidade de investimento coletiva: todos os cotistas de um fundo aplicam nos mesmos ativos, que podem ser ações, títulos públicos, papéis de renda fixa emitidos por empresas e moedas, entre outros. Seus ganhos ou perdas são calculados de forma proporcional, de acordo com o quanto investiram.

Quem decide onde aplicar o patrimônio do fundo é o gestor, que recebe por isso. Os cotistas pagam taxa de administração e, em alguns casos, taxa de performance ao investir no fundo, e parte desses recursos é usada para remunerar o gestor.

Existem fundos de vários tipos. Eles são classificados de acordo com o tipo de estratégia predominante na sua carteira. Segundo a nomenclatura mais recente definida pela Anbima, os principais grupos de fundos são:

Fundos de renda fixa

São carteiras que buscam retorno por meio de investimentos em títulos de renda fixa, públicos e privados, como CDBs, debêntures, papéis do Tesouro Direto, Letras de Crédito Agrícola (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs).

É comum que esses fundos adotem como referência de rentabilidade a taxa do CDI, que é a taxa de juros de referência do mercado financeiro.

Fundos de ações

São os fundos que investem ao menos 67% do patrimônio em ações, cotas de outros fundos de ações e demais ativos relacionados ao mercado acionário, como BDRs. Em geral, esses papéis são negociados no pregão da bolsa de valores brasileira, a B3. Também podem, no entanto, ser ativos listados no exterior.

Esses fundos costumam adotar como referência de rentabilidade um índice de ações. O mais comum, embora não seja o único, é o Ibovespa, principal indicador do mercado acionário brasileiro.

Fundos multimercados

Investem em diferentes tipos de ativos, como ações, títulos de renda fixa e moedas, aqui e no exterior – tudo ao mesmo tempo.
Nesse grupo estão desde fundos com a carteira muito diversificada até outros que investem em poucos papéis. Isso porque a composição dos multimercados é, no geral, bastante flexível – desde que cada um siga sua própria política de investimento.

Fundos cambiais

Aplicam ao menos 80% dos recursos em ativos relacionados a moedas estrangeiras, como dólar, euro ou iene.

Além do tipo de aplicação, outros elementos – como o estilo de gestão ou a estratégia de investimento – também são considerados para classificar os fundos.

Um fundo de renda fixa, por exemplo, pode ser chamado de “indexado” se seu objetivo for apenas seguir a variação do desempenho de um indicador, como o CDI. Já um fundo de ações que tenha como meta superar o seu índice de referência – o Ibovespa, digamos – é chamado de “ativo”. Um fundo multimercado que aplique mais de 40% do patrimônio fora do Brasil, por sua vez, é classificado como fundo de “investimento no exterior”.

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- Como medir risco e retorno dos fundos de investimento?

Do ponto de vista da estratégia de investimento, fundos de renda fixa podem ser “soberanos” (caso apliquem somente em títulos públicos federais brasileiros) e “grau de investimento” (se ao menos 80% da carteira estiver alocada em papéis com baixo risco de crédito), entre outros.

Fundos de ações podem ser “setoriais” (quando investem em ações de empresas pertencentes a um mesmo setor da economia) e “dividendos” (caso priorizem papéis de empresas com histórico de distribuição polpuda de proventos), por exemplo.

Os multimercados, por sua vez, podem ser chamados de “macro” (se sua estratégia de investimento for baseada em cenários macroeconômicos), “capital protegido” (se sua estratégia procura proteger o patrimônio investido de perdas) e outros.

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