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IBC-Br é mais um dado decepcionante e eleva chance de PIB negativo no 1º trimestre, diz economista

Antes do IBC-Br, o banco aguardava leve alta de 0,2% para o PIB do primeiro trimestre na margem, mas o número vai passar por revisão depois de mais uma decepção no âmbito da atividade

Brasil
(Shutterstock)

São Paulo - A queda do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em fevereiro é mais um dado decepcionante de atividade e aumentou bem a chance do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre ser negativo em relação ao último quarto de 2018, avalia o economista do Santander Brasil Vagner Alves.

O IBC-Br caiu 0,73% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, resultado pior que a mediana de expectativas da pesquisa do Projeções Broadcast, que era de recuo de 0,25%, a partir do intervalo de -1,00% a 0,30%.

Em janeiro, o indicador de atividade do Banco Central já havia sido negativo, com queda de 0,31%, revisada hoje de redução de 0,41% anteriormente.

Antes do IBC-Br, o banco aguardava leve alta de 0,2% para o PIB do primeiro trimestre na margem, mas o número vai passar por revisão depois de mais uma decepção no âmbito da atividade. "Só com uma conta rápida aumentou bastante a chance desse número ficar perto de zero ou negativo, mas não muda a projeção de alta de 2,3% para o ano."

Segundo Alves, o impacto de uma queda no PIB dependeria de como a atividade estiver se comportando na margem quando o dado for divulgado.

"O resultado do PIB tem uma certa defasagem. Se o PIB do primeiro trimestre for negativo, mas a atividade estiver melhorando na ponta, o impacto disso seria passageiro. Não seria o fim do mundo. Mas se os dados mais recentes continuarem fracos, pode acontecer mais uma onda de revisões para baixo no PIB do ano."

Na avaliação do Santander Brasil, a atividade deve se acelerar nos próximos trimestre à medida que a incerteza em relação à aprovação da reforma da Previdência for diminuindo, questão que está limitando o ritmo de recuperação, segundo o banco.

Essa percepção está embasada na melhora do crédito, do endividamento das famílias e na redução do desemprego.

Selic

Em relação à taxa Selic, o banco espera que o Banco Central a mantenha estável em 6,5% até o fim de 2020, uma vez que a atividade está fraca e que os núcleos de inflação seguem confortáveis.

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