Em mercados

Ibovespa segue mercado externo e recua 0,56% na volta do feriado

Ata do Copom aponta queda nas projeções de inflação para 2012; no front externo, Espanha, EUA e China são destaques

SÃO PAULO – Na volta do feriado de Corpus Christi - que manteve a BM&FBovespa fechada -, o Ibovespa segue o mercado internaiconal e inicia esta sexta-feira (8) com queda de 0,56%, aos 53.850 pontos. Além dos diversos eventos que ocorreram na véspera, os investidores ainda digerem a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta manhã, bem como seguem no aguardo do discurso sobre a economia dos EUA que o presidente Barack Obama fará nesta manhã.

O dia foi bastante movimentado na véspera, contando com discurso do Ben Bernankecorte de juros na Chinarebaixamento de rating da Espanha e proposta do Federal Reserve de implementar o Basileia III nos bancos do país. As bolsas norte-americanas fecharam a quinta-feira (7) com sinais opostos, enquanto o Brazil Titans (índice de ADRs brasileiros) terminou com alta de 0,86%.

Destaques de queda
Entre as maiores quedas da carteira teórica do Ibovespa neste iníco de sessão, destaque para as ações de Brookfield (BISA3, R$ 3,36, -3,17%), Rossi Residencial (RSID3, R$ 4,82, -2,82%), Cosan (CSAN3, R$ 29,46, -2,68%), Embraer (EMBR3, R$ 13,85, -2,46%) e Light (LIGT3, R$ 24,55, -2,39%).

Já na ponta positiva, destaque para as ações da Gafisa (GFSA3), que sobem mais de 6,5% com o anúncio de que a companhia fará uma emissão de ações para adquirir a Alphaville Urbanismo. Ainda entre as altas, os papéis ordinários da Usiminas (USIM3) sobem mais de 3,5%, após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deixar a CSN (CSNA3) voltar a negociar ações da siderúrgica mineira.

Espanha pressiona mercado
No front europeu, a Espanha segue preocupando e pressionando o mercado após o corte de rating do país de “A” para “BBB”, com perspectiva negativa, pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, na última quinta-feira (8).

Na iminência de um provável pedido de auxílio financeiro ao sistema financeiro pelo governo do país, é aguardada, para este final de semana, uma teleconferência entre os ministros das Finanças da Zona do Euro para um debate sobre esta ajuda, afirmaram autoridades da União Europeia nesta sexta-feira.

EUA e China
Na sessão anterior, China e EUA também estiveram no centro das atenções, também repercutindo no mercado doméstico nesta data por conta do feriado de quinta-feira. Em relação ao cenário dos Estados Unidos, o mercado mostra-se apreensivo, após a afirmação na véspera do presidente do Fed, Ben Bernanke, de que pretendem anunciar novas medidas de estímulo econômico, mas que ainda não tem nenhum plano traçado para isso.

Ainda por lá, o Fed anunciou que deseja novas regras para o setor bancário norte-americano, efetivamente aderindo ao Basileia III. Assim, os bancos norte-americanos passam a precisar de uma reserva de capital de no mínimo 7% dos seus ativos de risco, contra os 4% atualmente.

Já em relação à China, destaque para o corte inesperado da taxa básica de juros do país em 0,25 pontos percentuais, para 6,31% ao ano. Segundo o governo chinês, o primeiro corte de juros desde a crise financeira de 2008 tem como objetivo estimular a economia do país.

Agenda
Em dia de agenda doméstica sem novidades além da ata do Copom, destaque para os indicadores econômicos norte-americanos. A balança comercial do país apontou déficit de US$ 50,1 bilhões em abril, montante superior aos US$ 49,7 bilhões estimados pelo consenso do mercado. Enquanto isso, também é esperado o Wholesales Inventories referente ao mesmo mês. 

 

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