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ITUB4 perto das máximas: o que esperar do balanço do Itaú?

Divulgação dos números pode redefinir o ritmo do rali no curto prazo

Rodrigo Paz

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Hoje será publicado o balanço do Itaú Unibanco, referente ao quarto trimestre, após o fechamento do mercado. ITUB4 chega ao dia do resultado negociando próximo das máximas históricas, com estrutura técnica amplamente construtiva e forte presença de fluxo comprador, o que tende a aumentar a volatilidade e a intensidade da reação do papel após a divulgação dos números.

Do lado fundamental, as expectativas seguem elevadas. O Bradesco BBI projeta lucro líquido de R$ 12,2 bilhões, em linha com o consenso, com aceleração da carteira de crédito frente ao trimestre anterior e fechamento do ano na extremidade inferior do guidance, com crescimento de 4,5%. A estimativa aponta avanço de 1,4% da receita bruta, sustentado por receitas de tarifas em tendência positiva, apesar de pressão sobre a margem financeira líquida. As despesas operacionais devem crescer levemente, resultando em expansão de cerca de 3% no lucro antes dos impostos, com qualidade de ativos ainda estável.

O Goldman Sachs também mantém visão construtiva e espera novo trimestre de crescimento dos lucros (+1% t/t e +10% a/a), impulsionado principalmente por receitas de tarifas sazonalmente mais fortes. O banco projeta ROE de 23,7%, acima dos 23,3% do 3T25 e 22,1% do 4T24, mantendo o Itaú como o banco de maior rentabilidade entre seus pares.

Nesse contexto, o balanço divulgado hoje ganha peso adicional: além de confirmar — ou não — o cenário operacional, tende a ser decisivo para definir se ITUB4 terá força para renovar máximas ou entrará em um movimento de acomodação após um rali já bastante esticado.

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Para entender até onde o preço das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

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Análise técnica Itaú Unibanco (ITUB4)

No curto prazo, sigo observando o ITUB4 em tendência de alta, mesmo após o recuo técnico observado após a renovação da máxima histórica em R$ 47,03. O papel segue negociando acima das médias móveis, ainda com certo afastamento, o que confirma a dominância do fluxo comprador. Na última sessão, a ação fechou em alta de 0,57%, aos R$ 46,14, mantendo o viés positivo.

Tecnicamente, enquanto o preço se mantiver acima da região das médias, a leitura permanece construtiva. A superação consistente de R$ 47,03 tende a destravar um novo impulso de alta no curto prazo, com projeções em R$ 48,50, R$ 49,45, R$ 50,40, R$ 51,55 e R$ 53,40. O IFR (14) em 78,33, em zona de sobrecompra, indica que movimentos de acomodação ou correções pontuais podem ocorrer, sem, necessariamente, caracterizar reversão de tendência.

Por outro lado, um fluxo corretivo mais intenso passa a ganhar força caso o ativo perca a faixa de suporte em R$ 45,43 / R$ 44,67. Abaixo desses níveis, o papel pode buscar R$ 41,76 e R$ 40,23, com suportes mais longos em R$ 39,06 e R$ 37,59. Assim, o curto prazo segue positivo, mas exige cautela adicional diante do IFR elevado e da proximidade das máximas históricas.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No médio prazo, a leitura técnica do Itaú Unibanco permanece altista. O papel vem registrando sucessivas renovações de máximas, com destaque para o topo recente em R$ 47,03, e iniciou a semana em alta, podendo marcar a terceira semana consecutiva de valorização caso confirme o fechamento positivo. O desempenho em 2026, com alta acumulada de 17,70%, reforça o predomínio do fluxo comprador.

Pelo gráfico semanal, observo que ITUB4 segue negociando acima das médias móveis, que permanecem inclinadas para cima. No entanto, o afastamento relevante das médias caracteriza um movimento mais esticado. O IFR (14) em 84,37, também em região de sobrecompra, aumenta a probabilidade de correções técnicas ou períodos de consolidação, movimentos naturais dentro de tendências fortes e que, até aqui, não descaracterizam o viés principal.

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Para que o movimento de alta tenha continuidade no médio prazo, será importante a superação consistente da máxima em R$ 47,03, o que pode destravar novos alvos em R$ 48,65, R$ 50,95, R$ 52,00, R$ 54,20 e R$ 56,25.

Em um cenário alternativo, de correção mais estruturada, a perda da faixa de R$ 45,43 / R$ 43,27 pode abrir espaço para testes em R$ 40,47, R$ 39,03 e R$ 36,26. Ainda assim, enquanto o papel se mantiver acima das médias e dos suportes-chave, o cenário de médio prazo segue construtivo, com a tendência principal preservada.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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