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Na última sessão (03/02) o minidólar (WDOH26) encerrou com queda de 0,47%, aos 5.266,5 pontos, retomando o fluxo vendedor. O mercado de câmbio teve um pregão de enfraquecimento do dólar, em linha com o movimento externo mais favorável às moedas de países emergentes e exportadores de commodities. A divisa norte-americana recuou frente a pares como peso chileno e peso mexicano, enquanto, no Brasil, o fluxo estrangeiro direcionado à Bolsa deu suporte adicional ao real, com o Ibovespa chegando a superar os 187 mil pontos pela manhã. A ata do Copom reforçou a sinalização de início do ciclo de cortes da Selic em março, mantendo o diferencial de juros como um dos principais vetores de atração de capital.
Ao longo da tarde, porém, o dólar reduziu perdas com a desaceleração do Ibovespa e a reação do mercado a notícias sobre possíveis indicações para a diretoria do Banco Central, o que trouxe ruído político ao câmbio. Para os traders de dólar, a sessão foi marcada por forte sensibilidade ao fluxo e às manchetes, com movimentos rápidos e inversões intradiárias, exigindo atenção redobrada à dinâmica da Bolsa e às expectativas sobre a política monetária.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, acompanhei o contrato retomando o fluxo vendedor e encerrando o pregão entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando indefinição, porém com viés levemente negativo. Para dar continuidade à baixa, será determinante a entrada de volume vendedor que provoque a perda do suporte em 5.266/5.256,5 pontos. Se esse movimento se confirmar, o mercado tende a buscar 5.241,5/5.235 pontos, com alvo mais longo em 5.228/5.219 pontos.
No cenário alternativo, uma reação compradora só ganha força com a superação da resistência em 5.276,5/5.292,5 pontos. Acima dessa faixa, o contrato pode avançar até 5.298,5/5.312, com extensão para 5.328/5.337,5 pontos. Até que um desses níveis seja rompido, o comportamento tende a seguir mais técnico e sensível ao fluxo.
No gráfico diário, o minidólar fechou no negativo, formando um spinning top, padrão que evidencia disputa entre compradores e vendedores nessa região de preço. Para retomar a alta, o ativo precisa superar 5.312/5.331,5 pontos, abrindo espaço para 5.361/5.420 pontos.
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Em sentido oposto, a quebra do suporte em 5.235/5.199 pontos reforça o viés baixista, com alvo inicial em 5.153,5/5.113 pontos. O IFR (14) está em 33,63, permanecendo em região neutra, sem sinal extremo.

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Dólar futuro (WDOH26): Gráfico de 60 minutos
Nos 60 minutos, observo que o minidólar manteve o fluxo negativo e segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o cenário de pressão no curto prazo.
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Para tentar retomar a alta, será necessária a superação da resistência em 5.278/5.301 pontos. Vencida essa faixa, o mercado pode mirar 5.312/5.328 pontos, com projeções mais longas em 5.348 e 5.375 pontos.
Caso o movimento de baixa ganhe tração, a atenção permanece no suporte em 5.266,5/5.235 pontos. A perda consistente dessa região tende a intensificar o fluxo vendedor, direcionando os preços para 5.219/5.199, com alvos mais longos em 5.167,5/5.153,5 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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