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O mini-índice (WING26) encerrou a última sessão (03/02) em alta de 1,44%, aos 186.465 pontos, reforçando o fluxo comprador no curto prazo. O mercado acionário brasileiro voltou a operar em forte ritmo, impulsionado pela ata do Copom, que reforçou a sinalização de cortes de juros à frente, e pelo desempenho expressivo de Vale (VALE), que puxou o índice a novas máximas históricas ao longo da sessão. Apesar do pano de fundo externo mais instável — com forte saída de posições em ações de tecnologia nos EUA e bolsas globais pressionadas —, o fluxo doméstico seguiu construtivo, permitindo que o Ibovespa renovasse recordes mesmo diante de dados industriais mais fracos no Brasil.
Para os traders do mini-índice, o dia foi marcado por aceleração direcional e seletividade no fluxo. O peso de Vale e o desempenho positivo dos grandes bancos sustentaram o movimento, enquanto a volatilidade externa limitou um avanço ainda mais amplo. Com a agenda trazendo novos PMIs e dados do mercado de trabalho nos EUA, o cenário segue favorável, mas exige atenção redobrada à leitura intradiária e à possibilidade de ajustes após a forte sequência de altas.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No intraday, observo que o WING26 manteve o movimento positivo da sessão anterior, negociando acima das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça a leitura de curto prazo favorável aos compradores. Para que o contrato dê sequência ao fluxo de alta, será necessária a entrada de fluxo comprador suficiente para superar a região de resistência em 186.835/187.415 pontos. Confirmado esse rompimento, o mercado tende a mirar a faixa de 187.985/188.315 pontos, com alvos mais longos em 188.780/189.385 pontos.
Por outro lado, a retomada de um movimento corretivo passa, necessariamente, pela perda da faixa de suporte em 186.035/185.585 pontos. Caso esse nível seja rompido, o fôlego vendedor pode se intensificar, levando o mini-índice a buscar 185.570/185.075 pontos, com extensão do movimento até 184.490/184.060 pontos em um cenário de maior pressão.
No gráfico diário, o mini-índice também fechou em alta e segue acima das médias móveis, confirmando a tendência principal de alta. No entanto, o forte afastamento dessas médias aumenta a probabilidade de correções de curtíssimo prazo, sem, necessariamente, descaracterizar o viés altista.
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Para dar continuidade ao movimento de alta, o contrato precisará romper a região de resistência em 188.315/188.780 pontos, o que pode destravar objetivos iniciais em 189.385/190.775 pontos.
Em sentido oposto, a retomada de um fluxo de baixa mais consistente exigiria a perda da faixa de 184.490/184.060 pontos, abrindo espaço para testes mais profundos em 180.820/179.118 pontos. Vale destacar que o IFR (14) diário está em 75,11, configurando região de sobrecompra e reforçando a necessidade de cautela no curto prazo.

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WING26: Gráfico de 60 minutos
Pelo gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão no positivo e permanece acima das médias de 9 e 21 períodos, mantendo o fluxo comprador ativo. A atenção agora se volta para o comportamento do preço nessas regiões técnicas, que devem orientar a direção do pregão.
Para dar sequência ao movimento de alta, será fundamental superar a região de resistência em 186.835/188.315 pontos. Um rompimento consistente dessa faixa tende a abrir espaço para avanços em 188.780/189.385 pontos, com projeções mais longas em 190.175/190.775 pontos.
Em contrapartida, para que o ativo retome o fluxo de baixa, será necessária a perda da região de suporte em 185.570/184.490 pontos. Abaixo desse nível, o mini-índice passa a ter potencial para buscar 182.285/181.065 pontos, com alvos mais longos em 180.520/179.115 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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