Bolsa

Ibovespa ameniza ganhos pressionado por bancos; dólar futuro sobe a R$ 5,26

Mercado registra dia de ganhos diante da esperança de que medicamento da Gilead combata a pandemia

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SÃO PAULO – O Ibovespa opera zera ganhos nesta sexta-feira (17) na contramão das bolsas do mundo inteiro com os investidores zerando posições antes do feriado de Tiradentes. Lá fora, o otimismo se dá por conta dos resultados promissores da droga Remdesivir no combate ao coronavírus.

Um grupo de 125 pacientes recebeu a medicação e, em menos de uma semana, quase todos receberam alta, com apenas duas mortes. Desenvolvedora do medicamento, a biofarmacêutica Gilead viu suas ações dispararem 16% no after-market das bolsas de Nova York. Contudo, é importante lembrar que a própria Gilead disse em comunicado à Reuters que “a totalidade dos dados precisa ser analisada para tirar conclusões”.

Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem diretrizes para a reabertura da maior economia do mundo, após semanas de quarentena para tentar conter o avanço do coronavírus. De acordo com Trump, o processo será gradual e ocorrerá em três fases. Veja mais clicando aqui.

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Com essas notícias, foi deixado de lado o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da China no primeiro trimestre. O país teve uma retração de 6,8% na sua atividade econômica, dado pior que o esperado pelo mercado, pois o consenso Bloomberg apontava para uma contração de 6%. Foi o primeiro resultado negativo no PIB chinês em 28 anos.

Às 15h48 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,45%, aos 78.175 pontos. Já o dólar futuro para maio tem alta de 0,31% a R$ 5,2555. O dólar comercial tem leve variação negativa de 0,01% a R$ 5,2543 na compra e a R$ 5,2558 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 avança cinco pontos-base a 3,69%, o DI para janeiro de 2023 tem alta também de quatro pontos-base a 4,63% e o DI para janeiro de 2025 registra ganhos de um ponto-base a 6,10%.

Política

O presidente Jair Bolsonaro acusou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) de conspirar para tirá-lo do poder. “Parece que a intenção é me tirar do governo. Quero crer que esteja equivocado”, afirmou o mandatário. Maia respondeu que Bolsonaro tenta desviar a atenção da demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que ontem foi demitido pelo presidente. “Ele não vai ter de mim ataques”, disse Maia. Confira mais clicando aqui. 

Bolsonaro nomeou o oncologista carioca Nelson Teich, de 62 anos, para comandar a Saúde. Em uma live no Facebook com Teich, o mandatário voltou a criticar governadores e prefeitos pelas medidas de isolamento social para atrasar a difusão do coronavírus. O discurso de Bolsonaro foi acompanhado por panelaços em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Pandemia

A cidade de São Paulo já tem três hospitais com UTI lotadas na Zona Leste. Com a lotação das UTI na maioria dos hospitais na Região Metropolitana de São Paulo, o governo estadual estuda transferir pacientes atingidos pelo coronavírus para o interior, onde a pressão por atendimento ainda não é tão forte, informa o jornal O Estado de S. Paulo. No Ceará, os leitos de UTI específicos para pacientes do Covid-19 já estão todos lotados.

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A lotação ocorreu cinco dias antes do previsto e a estimativa é a de que 250 pessoas morram por dia da doença a partir de 5 de maio, caso o governo estadual não consiga ampliar a infraestrutura, informa a Folha de S. Paulo. Segundo matéria do jornal O Globo, há risco de colapso nas redes públicas de Saúde nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Amazonas e no Distrito Federal. O governo federal pode negociar com hospitais privados reforço nos leitos. Na noite de ontem, o Brasil tinha 30.425 casos confirmados do coronavírus e 1.924 mortes.

Noticiário corporativo 

A construtora e incorporadora imobiliária Helbor publicou prévia do primeiro trimestre de 2020 e informou que obteve vendas de R$ 242,5 milhões no período, uma expansão de 10,1% sobre igual período do dação ano passado. A Helbor não realizou nenhum lançamento no trimestre e 72% das suas vendas foram de unidades prontas.

Em outra notícia, a indústria têxtil Döhler de Joinville (SC) informou que pretende aumentar seu capital social em R$ 45 milhões, com a emissão de 15,1 milhões de novas ações, entre ordinárias e preferenciais. A empresa catarinense também pretende iniciar a negociação dos seus papéis na B3 a partir de 5 de maio.

A agenda destaca relatório de produção da Vale, após o fechamento, e entrevista da Petrobras sobre ações de resiliência adotadas diante dos impactos da pandemia e do choque dos preços de petróleo.

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