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Mercados

Ibovespa hoje sobe, renovando máximas, com ganhos de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

Bolsa acompanha valorização do exterior, em sessão com baixa liquidez

Por  Equipe InfoMoney -

O Ibovespa opera com ganhos acima de 0,5% nesta terça-feira (26), indo aos 133,4 mil pontos, renovando sua máxima histórica, que havia sido de 133.126 pontos, na sexta-feira (22).

A última semana de 2023, porém, começa com clima morno nos mercados internacionais, com noticiário escasso e liquidez reduzida.

A calmaria é favorecida pelo “Boxing Day”, feriado que mantém vários mercados fechados, sobretudo os países anglófonos (de língua inglesa).

Lá fora, persiste o monitoramento da política monetária dos EUA, enquanto no Brasil o investidor espera novas medidas que tragam impacto positivo para o cenário fiscal.

Em Wall Street, as Bolsas operam com ganhos nesta tarde, apesar do volume mais fraco. Dow Jones avança 0,47%; S&P500 sobe 0,44%; e Nasdaq ganha 0,50%.

Além disso, ajuda nos ganhos da Bolsa, o fluxo de capital externo, que está positivo em R$ 42,093 bilhões no ano, até a última quinta-feira.

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Com sucessivos recordes de pontuação nos últimos pregões, a tendência, segundo analistas, é de que o índice continue em alta, em busca de novos objetivos gráficos.

Para isso, sopram favoravelmente ao mercado de ações os ventos do afrouxamento monetário no Brasil e nos Estados Unidos.

Levantamento do CME apontou nesta manhã 88% de chances de o Federal Reserve iniciar os cortes de suas taxas básicas já em março.

Entre os indicadores locais, um dos poucos destaques foi o Boletim Focus, do Banco Central, divulgado excepcionalmente hoje.

O documento mostrou redução nas expectativas para a inflação deste ano e do próximo, além de redução da projeção da Selic, a 9%, para 2024.

Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) puxam ganhos da Bolsa

Entre as ações, destaque para os ganhos de (PETR4) e Vale (VALE3), que sobem, respectivamente, 1,47% e 1,09%.

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“Mercado hoje sustentado pelas commodities”, disse Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença, destacando também o volume mais fraco na sessão.

O barril de petróleo do tipo Brent saltou 2,53%, fechando cotado a US$ 81,07. Já o minério de ferro subiu 1,3% em Dalian, na China, e 1,2% em Cingapura.

Nas mais negociadas, Hapvida (HAPV3), que subiu na abertura, virou à tarde, caindo quase 1%. Na sexta, o conselho da UnitedHealth Group (UHG) decidiu vender a Amil, por cerca de R$ 11 bilhões.

Em relatório, a XP destaca que a operação pode trazer “mais racionalidade aos preços praticados no mercado”, já que a Amil vinha adotando agressivas estratégias comerciais.

Enquanto isso, as ações da Suzano (SUZB3) subiam 0,16%. após anunciar a aquisição de ativos florestais no Mato Grosso do Sul, por R$ 1,83 bilhão.

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Fora do índice, Enauta (ENAT3) disparava 9,7%, após aquisição de participação nos campos do Parque das Conchas, por US$ 150 milhões.

Ainda no cenário de fusões e aquisições, a Allos (ALOS3) sobe 0,4%, após anunciar vendas de fatias em seis shoppings, por R$ 442,8 milhões.

Moedas e juros

No exterior, o dólar operava em leve baixa ante uma cesta de moedas fortes neste início de tarde e também cedia ante a maior parte das demais divisas.

O rendimento do Treasury de dez anos — principal referência dos ativos ao redor do mundo – oscilava perto dos 3,90%, muito próximo do fechamento da sessão anterior.

Por aqui, o dólar comercial recua 0,75%, cotado a R$ 4,82, beneficiado pela alta do preço das commodities. Os juros futuros (DIs) cedem.

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Os contratos com vencimentos em 2025 cedem 0,030 pp, a 10,025%; em 2027 recuam 0,030 pp, a 9,685%; em 2029, -0,040 pp, a 10,040%; e em 2031, -0,040 pp, a 10,250%.

No mercado cambial, a percepção mais geral entre os agentes do mercado é de que o dólar ainda tem espaço para continuar a ceder ante o real na virada de 2023 para 2024.

“Tem um fluxo comercial enorme chegando no Brasil, mais de R$ 20 bilhões no curto prazo, ainda que o BC nem esteja fazendo os leilões de linha tradicionais de final do ano”, afirmou Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, em relatório.

Medidas econômicas

Investidores monitoram também, nesta semana, possíveis novas medidas econômicas, que podem ser anunciadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Haddad disse na sexta-feira que o governo apresentaria medidas nesta semana buscando atingir o objetivo de eliminar o déficit primário no próximo ano.

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Ele indicou que uma delas será uma alternativa à derrubada pelo Congresso do veto à renovação da desoneração da folha de 17 setores da economia, com as demais voltadas à compensação por perda de receita.

Nesta manhã, Haddad afirmou a jornalistas que as medidas serão anunciadas “assim que elas estiverem prontas”. “Se ficar pronto hoje, anuncia hoje”, acrescentou ele.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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