Pré-mercado

Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos; dólar e juros futuros abrem em baixa

Em Nova York, índices futuros ensaiam recuperação, com temporada de balanços a todo vapor

Por  Mitchel Diniz

O Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos nos primeiros negócios desta quarta-feira (20), com desvantagem em relação ao pré-mercado nos Estados Unidos. Apesar de ser véspera de feriado, o dia já começou carregado de informações, com prévias operacionais, balanços e uma agenda política extensa. Tanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, quanto o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participam de reuniões do G20 e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Aqui no Brasil, a temporada de balanços corporativos começou oficialmente com os resultados da Usiminas (USIM5) no primeiro trimestre. A siderúrgica registrou um crescimento de 5% no lucro líquido em relação ao mesmo trimestre de 2020, mas uma redução de 49% comparado ao quarto trimestre de 2021.

O mercado também deve repercutir prévias operacionais divulgadas entre ontem e hoje, com destaque para a queda de 6% na produção de minério de ferro da Vale. No varejo, Carrefour (CRFB3), Assaí (ASAI3) e GPA (PCAR3) registraram aumento de vendas.

Às 9h07 (horário de Brasília), o Ibovespa futuro operava em ligeira alta de 0,01%, aos 116.985 pontos.

O dólar comercial abriu em queda e é negociado a R$ 4,656 na compra e R$ 4,657 na venda, em baixa de 0,24%.

Os juros futuros apontam para que nos primeiros negócios do dia, com exceção do vencimento mais curto:  DIF23, +0,02 pp, a 13,04; DIF25, -0,04 pp, a 11,99%; DIF27, -0,04 pp, a 11,74%; DIF29, -0,03 pp, a 11,86%.

No segmento de commodities, o petróleo brent é negociado na casa dos US$ 108 em alta de mais de 1%. Os preços do minério de ferro na Bolsa de Dalian voltam a recuar hoje, depois que a China anunciou que deve reduzir a produção de aço no intuito de cortar emissões de gases do efeito estufa. Hoje, as autoridades chinesas frustraram expectativas de investidores e não cortaram as taxas de empréstimos. O mercado aguarda por medidas de estímulo, já que a China vive a pior onda de Covid-19 desde o início da pandemia.

A temporada de balanços corporativos nos Estados Unidos segue a todo vapor e os índices seguem repercutindo os números divulgados até agora. Nas primeiras negociações após os resultados da Netflix, os índices futuros operam com ganhos moderados. O balanço da empresa de streaming foi considerado fraco, com a primeira queda no número de assinantes em uma década. As ações da empresa na Nasdaq caem mais de 27% antes da abertura do mercado.

O Dow Jones futuro subia 0,28%, enquanto os futuros de S&P 500 e Nasdaq avançavam 0,26%. Os investidores devem acompanhar novos discursos de dirigentes do Federal Reserve a procura de sinais sobre o futuro do aperto monetário dos EUA depois que James Bullard, um dos Fed Boys, indicou que a autoridade monetária poderia elevar os juros em 0,75 ponto percentual na próxima reunião.

As Bolsas na Europa ensaiam recuperação, também com o noticiário corporativo no radar. Segundo analistas, os investidores acompanham resultados e projeções das empresas listadas em Bolsa, avaliando se as companhias estão sendo capazes de navegar com ventos contrários, incluindo a escalada da inflação global. Mas o potencial de ganhos tende a ser limitado, já que o avanço dos preços tende a desacelerar crescimento.

Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial na França, que acontece no fim de semana, os candidatos Emmanuel Macron (atual presidente) e Marine le Pen debatem hoje à noite na TV francesa.

Os investidores seguem monitorando a guerra na Ucrânia, depois que Kreminna, cidade ao leste do país, foi capturada pelas forças russas.

O índice pan-europeu Stoxx 600, que acompanha o desempenho de empresas de 17 países do continente, subia 0,88%.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Ainda sem sinais de retomada para a alta. Porém, os últimos três candles tiveram bastante pavio inferior, indicando que também não tem muita força para a queda. Como está em região de forte suporte (e com o pavio inferior de ontem), espero que, nos próximos dias, consiga traçar fundo e dar sinais de alta.”

Dólar

“Segue em tendência de baixa e em consolidação entre 4.620 e 4.800. Ontem foi mais um dia de indecisão que não indicou retomada da tendência e nem força na compra!”

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