Fechamento

Ibovespa fecha em alta de 2,2%, acima dos 109 mil pontos puxado por Petrobras, Vale e bancos; dólar cai a R$ 5,37

Mercado se embrenha cada vez mais em território pré-pandemia graças a rali das blue chips

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Foto: reprodução

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (24) atingindo os 109 mil pontos e se aproximando mais um pouco do nível do dia 21 de fevereiro, quando o benchmark encerrou o pregão cotado em 113.681 pontos.

Hoje, o desempenho forte da Bolsa foi puxado novamente pelas ações de blue chips como Petrobras (PETR3; PETR4), que disparou junto com o petróleo, Vale (VALE3) e bancos. Para mais informações sobre ações, clique aqui.

O Ibovespa subiu 2,24%, aos 109.786 pontos com volume financeiro negociado de R$ 36,86 bilhões.

Enquanto isso, o dólar comercial caiu 1,06% a R$ 5,3743 na compra e a R$ 5,3753 na venda. O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava queda de 1,23%, a R$ 5,374 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 termina a sessão estável em 3,40%, DI para janeiro de 2023 teve queda de um ponto-base a 5,19%, DI para janeiro de 2025 caiu três pontos-base a 7,01% e o DI para janeiro de 2027 recuou seis pontos-base a 7,74%.

No radar macro, o que impulsionou o apetite por risco foi o rali das vacinas, que se somou à autorização do governo Trump para o início da transição para o presidente eleito Joe Biden. O atual presidente, Donald Trump, sustenta sem provas que a eleição foi fraudada e nas últimas semanas hesitava em autorizar a transição.

Vale lembrar que ontem os investidores ficaram animados com as notícias de que Biden teria escolhido a ex-presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, como secretária do Tesouro da sua administração. A interpretação é de que a escolha sinalizaria um plano mais agressivo de reanimar a economia, visto que Yellen teve uma postura dovish (favorável a estímulos monetários) na sua gestão do Fed.

No noticiário do coronavírus, a vacina Sputnik V da Rússia apresentou mais de 95% de eficácia, segundo a fabricante, e é uma das mais baratas até agora, com preço estimado em menos de R$ 55 por dose. As vacinas da Oxford/AztraZeneca, da Pfizer/BioNTech e da Moderna também tiveram resultados acima de 90%, o que reforça a expectativa de que a imunização global comece em breve.

O petróleo foi um dos ativos que mais repercutiu esse otimismo com as vacinas. O barril do Brent – usado como referência pela Petrobras – registrou ganhos de 3,97% a US$ 47,89, no maior nível desde o início de março, quando a Arábia Saudita iniciou uma guerra de preços com a Rússia. Já o barril do WTI teve alta de 4,23% a US$ 44,88.

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Por aqui, o ministro da Economia Paulo Guedes descartou, durante evento na segunda-feira, prorrogar o auxílio emergencial para além do final de dezembro. Em meados de novembro, ele afirmara que a medida poderia ser tomada, caso o Brasil passasse por um aumento dos casos de Covid.

Hoje, o Tesouro Nacional ofereceu um lote menor de NTN-B, vendendo 1,1 milhão. A boa demanda em mais um leilão repercutiu bem entre os investidores. O Tesouro afirmou que uma emissão externa ocorrerá ainda em 2020 caso haja uma janela de oportunidade no mercado internacional, o que, para analistas, é algo já claro.

Sobre o fiscal, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 153,94 bilhões em outubro, o melhor resultado para o mês desde 2014. Com a retomada da atividade e o pagamento de tributos adiados pela Receita Federal durante os momentos mais dramáticos da crise do coronavírus, o número corresponde a um aumento descontada a inflação de 9,56% ante outubro de 2019.

Entre os indicadores, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – Base 15 (IPCA-15) subiu 0,81% em novembro na comparação mensal, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse foi o maior índice para o mês desde 2015 (0,85%).

A expectativa dos economistas, segundo consenso Bloomberg, era de que a inflação medida pelo IPCA-15 apontasse alta de 0,72% em novembro na comparação mensal, após avanço de 0,94% na medição anterior.

Fim do auxílio emergencial em pauta

A eleição da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados tem como um dos focos de disputa visões diferentes sobre o auxílio emergencial, noticia o jornal Valor. O Centrão, do candidato a presidente da Casa, Artur Lira (PP-AL), defende que o auxílio emergencial não se encerre no final de dezembro, como planejado, e seja prorrogado até fevereiro.

A medida esbarra no fim do chamado Orçamento de Guerra, instituído durante o estado de calamidade pública determinado pelo Congresso como reação à pandemia de Covid. Isso permite ao governo gastar acima do teto de gastos aprovado durante o mandato de Michel Temer.

Segundo o Valor, a prorrogação do auxílio é defendida por Lira como forma de agradar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Há sinais de que sua popularidade tenha sido impulsionada pela medida, que tirou milhões de brasileiros da pobreza.

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Para levar a proposta a cabo, Lira esbarraria no atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seu adversário. Maia já se disse contrário à prorrogação do auxílio.

Na segunda-feira, o ministro da Economia Paulo Guedes afirmou, no entanto, que o pagamento do auxílio emergencial deve ser encerrado no fim do ano, em palestra. “Do ponto de vista do governo não existe a prorrogação”, afirmou, ao ser questionado sobre a possibilidade de estender o benefício pelos primeiros meses de 2021.

Questionado sobre quais seriam as medidas adotadas pelo governo em uma segunda onda de Covid no Brasil, afirmou: “estamos preparados para enfrentar evidências empíricas (…) Estamos preparados para agir, mas não adianta criar fatos que não existem”.

Em evento realizado no dia 12 de novembro pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Guedes havia feito, no entanto, uma afirmação em sentido contrário. Ele disse que o governo poderia buscar prorrogar o Estado de calamidade que permite que gaste acima do teto, para continuar pagando o auxílio emergencial após o final do ano, no que foi mal recebido pelo mercado.

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Naquela ocasião, afirmou: “Prorrogação do auxílio emergencial, se houver segunda onda, não é possibilidade, é certeza. Se houver segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar (o auxílio emergencial)”.

O governo defende a criação de um programa em substituição ao Bolsa Família, que é discutido com o nome provisório de Renda Cidadã, mas ainda não encontrou uma fórmula para viabilizá-lo. Também neste caso, a criação do benefício esbarra no teto de gastos.

Guedes avaliou também nesta segunda que o Brasil não está em situação dramática de rolagem de dívida e que a inclinação da curva de juros é natural diante dos questionamentos sobre o futuro das contas públicas.

“Este governo atual está relativamente equacionado”, disse Guedes. “Não espero ter nenhum problema de rolagem neste governo”, acrescentou ele, após dizer que “não achamos que estamos em situação dramática”.

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Ele reconheceu que no primeiro quadrimestre de 2021 haverá o vencimento de cerca de R$ 600 bilhões em títulos da dívida, mas afirmou que R$ 300 bilhões para fazer frente ao compromisso “já estão automaticamente provisionados” –em referência a 200 bilhões de reais de transferências de resultados do Banco Central para o Tesouro e “100 bilhões e pouco” vindos com a desalavancagem de bancos públicos.

Segundo o Valor, em caso de segunda onda, a equipe econômica pretende prorrogar o auxílio emergencial, mas a ideia é que isso ocorra com nova redução de valor, hoje em R$ 300. A fonte ouvida pelo jornal citou R$ 200 ou R$ 250, com um universo menor de famílias, mas a decisão só seria tomada próximo ao fechamento do ano e isso só será resolvido se ficar clara a necessidade da medida

Disputa pela prefeitura de São Paulo

Pesquisa Datafolha realizada entre os dias 17 e 18 de novembro em São Paulo indica que, a uma semana do segundo turno, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, chegou a 45% das intenções de voto, reduzindo a distância frente o primeiro colocado, o atual prefeito Bruno Covas (PSDB).

Na pesquisa anterior, Boulos tinha 42% das intenções de voto. Assim, Covas teve queda de 58% para 55% das intenções de voto.

O Instituto Datafolha ouviu 1.260 pessoas, e a contagem por votos válidos exclui brancos e nulos, assim como ocorre com a contabilização dos resultados pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

Em live do jornal Valor, Covas foi questionado sobre as medidas contra Covid durante o período eleitoral. Ele confirmou que há aumento de internações por covid-19 no estado, mas disse que a capital paulista tem um quadro de estabilidade.

Por isso, afirmou que não vê “necessidade de retroceder” na flexibilização das medidas de isolamento. Ele também defendeu a decisão de fechar hospitais de campanha que, em sua visão, já teriam cumprido sua função.

“Fomos trocando leitos provisórios por leitos permanentes. Fomos fechando com a tranquilidade de que, se houvesse necessidade, teríamos espaço na rede permanente”, disse.

Radar corporativo

A Petrobras informou na segunda-feira que sua subsidiária integral Petrobras Global Finance enviou notificações de resgate antecipado aos investidores de cinco títulos globais com vencimento em 2021 e 2022.

O valor equivale a US$ 2 bilhões, excluindo juros capitalizados e não pagos, e será financiado com recursos próprios da empresa.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
BRML37.395510.02
USIM56.6326512.54
MULT36.3839523.33
IGTA36.3065736.41
CSNA35.6206122.55

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
PRIO3-2.816645.2
TOTS3-2.2752726.2
VIVT4-2.263445.34
RADL3-1.9756825.8
IRBR3-1.952587.03

As ações do Carrefour Brasil caíram 5,35%, após seis altas seguidas e novos protestos e ataques a lojas da rede desde a sexta-feira, depois que João Alberto Silveira Freitas foi espancado até a morte por seguranças de unidade do grupo em Porto Alegre.

O Grupo Cortel, que opera cemitérios, crematórios e funerárias, pediu nesta segunda-feira aval para realizar uma oferta inicial de ações (IPO).

A companhia atua nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Amazonas e conta com 10 cemitérios em seu portfólio, também atuando em diversos outros “produtos e serviços atrelados ao luto”, segundo o prospecto preliminar da operação.

A Embraer está negociando com potenciais parceiros para desenvolver uma nova aeronave turboélice, disse o chefe da unidade de aviação comercial da empresa à Reuters.

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