5 assuntos

Bolsas operam sem direção definida após PIB da China abaixo do previsto e minério tem nova derrocada em Dalian; os assuntos do mercado hoje

Investidores também estão atentos aos dados da atividade econômica nos EUA, enquanto aguardam por mais resultados de grandes bancos

Por  Felipe Moreira -

Bolsas asiáticas fecharam mistas, enquanto os índices futuros de Nova York e mercados europeus sobem nesta sexta-feira (15), depois que o PIB da China veio mais fraco do que o previsto. A segunda maior economia do mundo registrou um crescimento da atividade econômica de 0,4% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, abaixo do consenso Refinitiv de 1%, em meio aos impactos das restrições de mobilidade por conta da pandemia da Covid-19. Os dados levam a uma forte queda das cotações das commodities metálicas, com os contratos futuros mais negociados na Bolsa de Dalian para o minério de ferro em queda de cerca de 10%.

No entanto, as vendas no varejo chinês subiram 3,1% em junho, superando as expectativas de uma pesquisa da Reuters com analistas não esperando crescimento em comparação com um ano atrás.

Nos EUA, sai o último relatório sobre as vendas no varejo de junho, bem como os preços de importação e exportação, que vão ser divulgados sexta-feira às 9h30. O relatório de produção industrial de junho é esperado às 10h15. Já os dados preliminares de julho para o sentimento do consumidor são divulgados às 11h.

Ontem (14), investidores avaliaram os resultados do segundo trimestre do JPMorgan Chase e do Morgan Stanley, que deram início aos principais balanços dos bancos, e também pesaram a probabilidade de elevação maiores das taxas de juros do Fed e temores de recessão iminentes.

Mais resultados bancários importantes são esperados nesta sexta-feira do Wells Fargo e do Citigroup.

Por aqui, o Congresso promulgou a PEC que decreta emergência para ampliar benefícios, o que pode de alguma forma alavancar a popularidade de Jair Bolsonaro a menos de três meses das eleições. Na B3, temos vencimento de opções sobre ações.

Confira mais destaques:

1.Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com leves ganhos no último pregão da semana, depois que os principais mercados caíram na véspera após um início decepcionante dos lucros do segundo trimestre dos maiores bancos do país.

As ações do JPMorgan Chase recuaram quase 3,5% na véspera depois que o banco aumentou suas provisões para empréstimos ruins e suspendeu as recompras de ações. Enquanto isso, as ações do Morgan Stanley fecharam em baixa de 0,4% depois que o banco divulgou uma receita de banco de investimento mais fraca do que o esperado.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,32%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,35%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,39%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam mistos após o PIB da China crescer abaixo do previsto no segundo trimestre de 2022. O  desempenho trimestral é o mais fraco desde o primeiro trimestre de 2020, nas primeiras ondas da pandemia de Covid-19.

As vendas no varejo superaram as expectativas, no entanto, subindo 3,1% em junho. Uma pesquisa da Reuters com analistas não esperava crescimento em comparação com um ano atrás.

O noticiário sobre o setor imobiliário segue no radar. Ações de bancos e de imobiliárias foram bastante afetadas na quinta-feira, quando os compradores boicotaram os pagamentos de hipotecas para projetos imobiliários inacabados.

O South China Morning Post informou na quinta-feira que o boicote cresceu, com compradores de mais de 230 propriedades em 86 cidades não fazendo pagamentos de hipotecas.

  • Shanghai SE (China), -1,64%
  • Nikkei (Japão), +0,54%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -2,19%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,68%

Europa

Os mercados europeus operam em alta nesta sexta-feira, buscando recuperação na última sessão de uma semana difícil, depois que uma nova onda de aumentos nas taxas de juros globais exacerbou os temores sobre as perspectivas de crescimento econômico.

A incerteza política voltou a Roma na quinta-feira, depois que o presidente do país rejeitou a oferta do primeiro-ministro Mario Draghi de renunciar.

Draghi disse que deixará o cargo de líder italiano depois que um partido político de sua coalizão governista se recusou a participar de um voto de confiança no início do dia. O presidente italiano, Sergio Mattarella, rejeitou a renúncia de Draghi e pediu que ele se dirigisse ao Parlamento para obter uma visão clara da situação política.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +1,13%
  • DAX (Alemanha), +1,88%
  • CAC 40 (França), +0,85%
  • FTSE MIB (Itália), +1,66%

Commodities

Os preços do petróleo têm leve alta, com o brent operando abaixo dos USS 100 o barril em meio a perspectivas de um aumento menos agressivo dos juros nos EUA, embora as preocupações com uma recuperação na demanda tenham limitado os ganhos.

As cotações do minério de ferro recuam forte após PIB chinês do segundo trimestre abaixo do previsto. Além disso, as perspectivas para a demanda do principal setor imobiliário, que responde por mais de 20% do PIB chinês, estão sob nova pressão devido ao boicote generalizado aos pagamentos de hipotecas por compradores de casas, que estão protestando contra o fracasso das incorporadoras em entregar casas que foram vendidas. antecipadamente.

  • Petróleo WTI, +0,31%, a US$ 96,09 o barril
  • Petróleo Brent, +0,79%, a US$ 99,88 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 10,04%, a 645,00 iuanes, o equivalente a US$ 95,43

Bitcoin

  • Bitcoin, +5,43% a US$ 20.855,60 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

A semana termina com os números de produção industrial e vendas no varejo dos EUA, referentes a junho. Para o desempenho da indústria, o consenso Refinitiv aponta para uma ligeira alta de 0,1% em relação a maio. Para o varejo, a média das projeções é de crescimento de 0,8% nas vendas, após uma retração no mês anterior.

A agenda doméstica está esvaziada nesta sexta-feira.

Brasil

13h: Paulo Guedes, ministro da Economia, tem reunião com a Coalizão da Indústria

13h: Vencimento de opções sobre ações

EUA

9h30: Vendas no varejo

9h30: Preços de bens

9h30: Índice de manufatura Empire State

9h45: Discurso de Raphael Bostic, do Fed

10h: Discurso de James Bullard, do Fed

10h15: Produção industrial

11: Confiança do consumidor Michigan

14: Contagem de sondas Baker Hughes

3. PEC dos Auxílios

O Congresso promulgou, na quinta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta estado de emergência no País para permitir ao Palácio do Planalto conceder e ampliar benefícios sociais às vésperas da eleição. O texto, que já havia passado no Senado, foi aprovado ontem na Câmara após ter a tramitação acelerada por meio de manobras regimentais.

O governo tem pressa para pagar as benesses, que são vistas pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição como uma forma de alavancar sua popularidade. Hoje, o chefe do Executivo aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto, atrás do ex-presidente Lula (PT).

Bolsonaro elogia Congresso e volta a falar em deflação

Ao participar da solenidade de promulgação da PEC dos Auxílios, Bolsonaro elogiou o Congresso por ser “parceiro” do governo e voltou a dizer que a redução do ICMS incidente sobre os combustíveis pode resultar em deflação. “Teto do ICMS vai levar a inflação bem menor no próximo ano. Ouso dizer que podemos ter deflação. É o Brasil voltando à normalidade do período pré-pandemia”, declarou o presidente no Senado Federal.

Protagonista de tensões com o STF, Bolsonaro afirmou na solenidade que “tem muito a agradecer” ao Parlamento pela PEC dos Auxílios e pelo apoio oferecido para criação de programas como o BEm e o Auxílio Emergencial.

Congresso derruba veto à compensação de Estados por perdas com ICMS

O Congresso derrubou, ontem (14), o veto do presidente Bolsonaro ao trecho da lei do ICMS que prevê compensação aos Estados por possível perda na arrecadação. A lei estabelece um teto de 18% para a cobrança do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

4. Covid

Na última quinta-feira (14), o Brasil registrou 292 mortes e 65.080 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 246, elevação de 16% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 54.238, o que representa baixa de 6% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 168.189.450 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 78,29% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 179.379.709 pessoas, o que representa 83,50% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 98.013.859 pessoas, ou 45,62% da população.

Os estados de SP, RJ, MA, TO e AP não separam os números de terceira e quarta dose. Por esse motivo, os percentuais de reforço podem estar inflados.

5. Radar Corporativo

Camil (CAML3)

A Camil (CAML3) reportou lucro líquido de R$ 96,8 milhões no 1T22, queda de 10,5% na base anual.

Ebitda ficou em R$ 244,6 milhões, alta de 33,0% na comparação com o 1T21, com margem de 10,2%, alta de 2,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Méliuz (CASH3)

A Méliuz (CASH3) informou que o valor bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) somou R$ 1,418 bilhão no 2TRI, alta de 24% na comparação anual, segundo prévia operacional.

Minerva (BEEF3)

A Minerva (BEEF3) fechou um acordo de fornecimento mutuamente exclusivo no Reino Unido com a Hilton Food Solutions, divisão de trading de proteínas do Hilton Food Group.

Segundo a companhia, o acordo vai permitir que a Minerva amplie o fornecimento de carne bovina nos segmentos de food service, indústria de alimentos processados e no varejo britânico, além de entender melhor a dinâmica desse mercado e o perfil dos clientes locais.

Direcional (DIRR3)

A Direcional anunciou que fará o pagamento os juros sobre capital próprio no dia 25 de julho.

O pagamento dos dividendos foi aprovado no último dia 11 de julho, no valor total de R$ 69,964 milhões, correspondentes a R$ 0,47 por ação. Terá direito ao JCP a base acionária em 14 de julho de 2022.

Randon (RAPT4)

A Randon iniciou pagamento de JCP em 25 de agosto. O valor a ser pago é de R$ 70,738 milhões, o que corresponde ao bruto de R$ 0,21370 por ação ordinária e preferencial. Terá direito ao recebimento dos JCP a base acionária de 20 de julho de 2022, e as ações serão negociadas “ex-direito” a partir de 21 de julho de 2022.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

Oportunidade de compra? Estrategista da XP revela 6 ações baratas para comprar hoje. Assista aqui.

Compartilhe