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Bolsas da Europa e da China caem com BCE e novas restrições por Covid em foco; IPCA e mais assuntos do mercado hoje

Já os índices futuros dos EUA se recuperam após queda da véspera, enquanto mercado ainda aguarda por dados de inflação por lá

Por  Equipe InfoMoney -

Os mercados asiáticos recuaram em sua maioria na manhã desta quinta-feira (9), após o governo chinês anunciar que partes de Xangai irão impor novas restrições ao Covid. Já as bolsas da Europa operam em baixa antes da decisão sobre a taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE).

Espera-se que o BCE confirme sua intenção de aumentar as taxas de juros no próximo mês. A medida ocorre depois que a inflação para os 19 membros da zona do euro atingiu outro recorde em maio.

Os investidores estarão atentos à coletiva de imprensa da presidente do BCE, Christine Lagarde, após a reunião, para avaliar a agressividade do banco.

Enquanto isso, índices futuros de Nova York registram leve altas, após Wall Street quebrar sequência de duas altas.

Na quarta-feira, os investidores continuaram procurando sinais de desaceleração do crescimento econômico antes da leitura do índice de preços ao consumidor de maio, prevista para sexta-feira. Os dados devem vir um pouco abaixo dos números de abril e podem indicar que a inflação atingiu seu pico.

Pedidos iniciais de desemprego nos EUA e os lucros da Nio, DocuSign e Rent the Runway estão previstos para esta quinta-feira.

Por aqui, sai o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) do mês de maio. As projeções do consenso Refinitiv são de alta de 0,6%na comparação mensal.

No campo corporativo, a Petrobras reiterou que o abastecimento de diesel requer “atenção especial” e defende “preços competitivos”. Destaque também para a precificação da oferta de ações da Eletrobras, após fechamento dos mercados.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta quinta-feira (9), depois que os principais indicadores encerraram a sessão de quarta-feira em queda e os rendimentos do Tesouro dos EUA subiram.

Investidores seguem à espera da última leitura da inflação dos EUA na sexta-feira. Muitos analistas acreditam que o dado será crucial para o caminho da política do Federal Reserve e se o banco central continuará aumentando as taxas em 50 pontos-base a partir de setembro.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,22%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,36%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,39%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no vermelho, apesar da divulgação de dados comerciais da China de maio melhores do que o esperado.

As exportações da China aumentaram 16,9% em maio em comparação com um ano atrás, informou a Reuters. Isso superou as expectativas de analistas em uma pesquisa da Reuters para um aumento de 8%.

As importações também ficaram acima do esperado, subindo 4,1% contra as expectativas de um aumento de 2%, segundo a Reuters.

O sentimento em torno da situação do Covid na China pode ter diminuído o otimismo dos investidores na quinta-feira, já que o governo anunciou que partes de Xangai vão impor novas restrições ao Covid.

  • Shanghai SE (China), -0,76%
  • Nikkei (Japão), +0,04%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -0,66%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,03%

Europa

Os mercados europeus operam em baixa antes da próxima reunião de política monetária e na decisão do BCE nesta quinta-feira.

O início negativo das negociações de hoje continua uma tendência geral de queda para os mercados, uma vez que os temores de inflação e crescimento continuam a deprimir o sentimento dos investidores.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,53%
  • DAX (Alemanha), -0,62%
  • CAC 40 (França), -0,14%
  • FTSE MIB (Itália), -0,49%

Commodities

Os preços do petróleo apagaram os ganhos iniciais nesta quinta-feira, depois que partes de Xangai impuseram novas medidas de bloqueio da COVID-19, superando as notícias de exportações mais fortes do que o esperado da China em maio.

  • Petróleo WTI, -0,21%, a US$ 121,85 o barril
  • Petróleo Brent, -0,10%, a US$ 123,46 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,32%, a 924,50 iuanes, o equivalente a US$ 138,56

Bitcoin

  • Bitcoin, +0,03% a US$ 30.496,55 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Depois de começar o mês de junho sabendo que a economia do país cresceu menos que o esperado no primeiro trimestre deste ano, as atenções se voltam para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) do mês de maio.

O indicador será divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE e, segundo as projeções do Bradesco, deve apresentar alta de 0,58% frente abril. “A despeito do impacto baixista da bandeira tarifária verde sobre os preços de energia elétrica, os núcleos devem continuar pressionados em todas as métricas”, aponta o banco.

O Banco Central Europeu anuncia hoje (9) sua decisão sobre os juros. O mercado não acredita que a autoridade monetária vá elevar as taxas agora, mas dar início ao ciclo de aperto monetário em julho. Essa sinalização pode ser reforçada já nesse encontro, assim como a retirada de outros estímulos.

Brasil

9h: IPCA de maio, com projeção do consenso Refinitiv de alta de 0,6% frente abril e de 11,84% na base anual

9h: Pesquisa eleitoral – Exame/Ideia

9h: Paulo Guedes, ministro da Economia, participa do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento

15h: Guedes acompanha o presidente da República, Jair Bolsonaro, no evento da ABRAS

17h: Precificação da oferta de ações da Eletrobras

19h: Guedes participa Jubileu de Platina e Aniversário de Sua Majestade Rainha Elizabeth II

EUA

9h30: Pedidos de seguro-desemprego semanal, com projeção Refinitiv de 210 mil pedidos

Zona do Euro

8h45: BCE decide sobre taxa básica de juros

China

22h30: Índice de preços ao produtor rural

22h30: Índice de preços ao consumidor

3. PEC dos Combustíveis

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis anunciada pelo governo prevê um auxílio financeiro da União a Estados de R$ 29,6 bilhões até 31 de dezembro de 2022, de acordo com o senador Fernando Bezerra (MDB-PE). O Palácio do Planalto propôs compensar a perda de receitas dos entes estaduais que zerarem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre diesel e gás de cozinha.

Ao comentar a proposta, em entrevista coletiva, Bezerra ressaltou que a PEC é autorizativa, ou seja, a zeragem do tributo pelos Estados será facultativa.

Em contrapartida, o governo prometeu zerar impostos federais sobre gasolina e etanol – Bezerra já incluiu em seu parecer do projeto que cria o teto de ICMS a zeragem de PIS/Cofins e PIS/Cofins-Importação sobre gasolina e álcool.

Senado aprova MP sobre venda direta de etanol

O Senado aprovou na quarta-feira a Medida Provisória (MP) 1.100/2022, que ajusta a cobrança de tributos sobre o etanol para permitir a venda direta do produtor ou do importador para o setor varejista. O texto segue para promulgação.

A MP promove ajustes na cobrança da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (contribuição para o PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidentes na cadeia de produção e de comercialização de etanol.

Aneel estima redução de até 12% na conta de energia com aprovação do teto do ICMS

A Aneel calcula que a conta de luz pode cair entre 10% e 12%, caso seja aprovado no Congresso o projeto de lei que limita a alíquota do ICMS a 17%. A estimativa foi divulgada hoje pela diretora-geral substituta da agência, Camila Bomfim, durante evento que reuniu representantes do setor no Rio, informa a Folha. A Aneel trabalha com um reajuste médio de 18% nas tarifas em 2022. A projeção, porém, não considera medidas em curto para aliviar a pressão sobre a conta de luz, como a devolução de créditos do ICMS sobre PIS/Cofins e a privatização da Eletrobras.

Demanda por voos domésticos tem queda de 9,9%

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que a procura por voos domésticos, medida em passageiros-quilômetro transportados (RPK), teve queda de 9,9% em abril, em relação ao mesmo mês de 2019, com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

4. Covid

Na última quarta, o Brasil registrou 301 mortes e 51.265 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 122, elevação de 13% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 36.629, o que representa alta de 112% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 166.593.188 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,55% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 178.674.128 pessoas, o que representa 83,17% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 95.072.044 pessoas, ou 44,25% da população.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras (PETR3, PETR4) afirmou ontem que o abastecimento nacional de diesel “requer atenção especial” diante das perspectivas de maior aperto no mercado internacional e que “países vizinhos” já vêm sofrendo com o desalinhamento de preços.

Azul (AZUL4)

A operadora aérea Azul (AZUL4) informou que o tráfego de passageiros consolidado (RPKs) aumentou 74,0% em relação a maio de 2021.

A companhia também reportou um aumento de 70,5% da capacidade (ASKs), resultando em uma taxa de ocupação de 77,3%, um aumento de 1,5 pontos percentuais comparado com o mesmo período em 2021.

PetroRio (PRIO3)

A produção total de maio foi a 34.044 barris de óleo equivalente por dia (boepd), 2,19% acima dos 33.298 boepd de abril, mas ainda abaixo de qualquer um dos meses do 1T22.

Na venda, a alta foi de 1,75% em maio, chegando a 898.568 barris, contra os 882.808 barris de abril.

Aliansce Sonae (ALSO3) e brMalls (BRML3])

Acionistas da brMalls (BRML3) e da Aliansce Sonae (ALSO3) aprovaram a combinação de negócios entre as companhias em assembleia extraordinária realizada ontem.

A consumação da operação está sujeita à verificação das condições suspensivas previstas no protocolo e justificação da incorporação das ações de emissão da brMalls, incluindo a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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