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Bolsas em alta, menores restrições na China, feriado nos EUA e mais assuntos do mercado hoje

Já por aqui, atenção para a fala de diretor do Banco Central e para agenda movimentada de Paulo Guedes, além de discussões sobre o ICMS

Por  Equipe InfoMoney -

Os mercados europeus e futuros de Nova York avançam nesta segunda-feira (30), com o enfraquecimento do dólar americano e investidores diminuindo as expectativas de um aperto monetário agressivo do Federal Reserve (Fed).

Já as bolsas asiáticas subiram acentuadamente na segunda-feira, com o Nikkei 225 do Japão somando 2,3% para liderar os ganhos antes de uma semana de importantes dados econômicos para a região.

O movimento foi impulsionado por um relaxamento dos controles de Covid no fim de semana nas principais cidades chinesas de Pequim e Xangai.

As bolsas em Nova York estarão fechadas por conta do Memorial Day, data que homenageia oficiais das forças armadas dos Estados Unidos mortos em combate, depois que o S&P 500 e o Dow Jones quebraram sequências de perdas para registrar sua semana mais forte desde novembro de 2020.

Do lado das commodities, o petróleo tem dois eventos importantes: a reunião dos líderes da União Europeia para discutir o embargo ao petróleo da Rússia e a reunião da Opep (na quinta-feira).

Em indicadores, o sentimento econômico da zona do euro e as leituras de confiança do consumidor devem ser divulgadas ainda nesta segunda-feira, juntamente com a inflação alemã para maio.

No Brasil, a agenda começa com o IGP-M de maio (8h) e a participação do diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, em live, a partir das 12h.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Futuros dos EUA operam em alta nesta segunda-feira (30), dia em que as bolsas em Nova York estarão fechadas por conta do Memorial Day, data que homenageia oficiais das forças armadas dos Estados Unidos mortos em combate.

Todas as três principais médias fecharam a semana passada em alta. O Dow fechou em alta de 6,2% na semana e fechou sua maior sequência de derrotas, oito semanas, desde 1923.

O S&P 500 fechou 6,5% mais alto e o Nasdaq teve alta de 6,8% na semana. Ambos os índices encerraram sete semanas de derrotas consecutivas. Uma parte dos ganhos da semana ocorreu na quinta e na sexta-feira, quando todas as três médias subiram à medida que os fortes ganhos do varejo e um relatório de inflação em desaceleração elevaram o sentimento.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,67%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,93%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,37%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no campo positivo antes dos principais dados econômicos desta semana.

As ações japonesas lideraram os ganhos entre os principais mercados da região, com o Nikkei 225 subindo 2,19%, para 27.369,43.

O sentimento dos investidores regionais é impulsionado por um relaxamento dos controles do Covid no fim de semana nas principais cidades chinesas de Pequim e Xangai. Há uma maior confiança na retomada das atividades em Xangai após autoridades anunciarem plano de recuperação econômica composto por 50 políticas ou medidas, incluindo retomada do trabalho presencial em todos os setores, entre outros esforços.

Vários dados econômicos são esperados no final da semana. A China deve anunciar seu Índice de Gerentes de Compras de manufatura oficial para maio na terça-feira, com investidores procurando pistas sobre o impacto econômico dos bloqueios relacionados ao Covid no continente.

  • Shanghai SE (China), +0,60%
  • Nikkei (Japão), +2,19%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +2,06%
  • Kospi (Coreia do Sul), +1,20%

Europa

Os mercados europeus operam em alta nesta segunda-feira (30), acompanhando o sentimento global à medida que o dólar enfraquece.

O índice do dólar americano, que acompanha o dólar em relação a uma cesta de seus pares, estava em baixa, com temores de mais aumentos agressivos nas taxas de juros do Fed, além dos esperados em junho e julho, diminuindo na semana passada.

Na frente de dados, a inflação espanhola saltou para 8,5% ao ano pelos padrões harmonizados da União Europeia em maio, superando as expectativas dos economistas de 8,1% em uma pesquisa do Wall Street Journal, com os preços dos combustíveis e alimentos continuando a subir.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,32%
  • DAX (Alemanha), +0,65%
  • CAC 40 (França), +0,67%
  • FTSE MIB (Itália), +0,42%

Commodities

Os preços do petróleo subiram para próximo das máximas de dois meses nesta segunda-feira, enquanto investidores esperam para ver se a União Europeia chegaria a um acordo sobre a proibição do petróleo russo antes de uma reunião sobre um sexto pacote de sanções contra Moscou por sua invasão da Ucrânia.

  • Petróleo WTI, +0,61%, a US$ 115,78 o barril
  • Petróleo Brent, +0,48%, a US$ 120,00 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,81%, a 878,00 iuanes, o equivalente a US$ 131,87

Bitcoin

  • Bitcoin, +5,51% a US$ 30.638,84 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

No Brasil, o destaque da semana é o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2022. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), em seu Monitor do PIB, prevê crescimento de 1,5% na atividade econômica do período, comparando com o quarto trimestre de 2021, puxado pelo setor de serviços.

Leia também:

PIB brasileiro no 1º trimestre, “payroll” e oferta da Eletrobras: o que acompanhar na semana

O Bradesco prevê crescimento um pouco maior, de 1,7%, na comparação com o trimestre anterior. “O resultado deverá ser impulsionado especialmente pelo avanço do consumo das famílias no período”, dizem os analistas do banco. O Itaú por sua vez aposta em um crescimento de 1,3% entre os trimestre.

Além do PIB dos três primeiros meses do ano, a agenda da semana no Brasil também traz outros indicadores importantes.

Nos Estados Unidos, o dado mais aguardado sai na sexta-feira: o payroll, os dados oficiais do mercado de trabalho americano. O consenso Refinitiv prevê a criação de 320 mil vagas nos Estados Unidos (ante 428 mil em abril) e que a taxa de desemprego recue de 3,6% para 3,5%.

Já na quarta-feira sai o Livro Bege, relatório sobre as condições econômicas nos distritos do Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos.

Brasil

8h: IGP-M de maio

8h: Confiança de serviços

10h: Paulo Guedes, ministro da Economia, tem reunião com o secretário Especial de Desestatização, Desinvestimentos e Mercados, Diogo Mac Cord

11h: Guedes se reúne com secretário Especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago

11h: Bruno Serra, diretor do BC, participa de live promovida pela Kinea

15h: Campos Neto participa de reunião com dirigentes de instituições financeiras

16h: Guedes se reúne com o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle

17h: Guedes tem reunião com representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, Morgan Doyle

18h: Guedes se reúne com presidente do BNDES, Gustavo Montezano

Alemanha

9h: Inflação de maio, consenso de alta de 7,5% em relação ao mesmo período de 2021 e 0,5% na comparação mensal

China

22h30: PMI composto de maio

3. Secretários estaduais de Fazenda pressionam Senado sobre ICMS

Na tentativa de barrar o projeto PLP 18/22, que estabelece um teto de 17% para as alíquotas de ICMS sobre itens como gasolina, diesel, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo, os secretários estaduais de Fazenda marcaram uma reunião para esta segunda-feira às 17h com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles vê com preocupação as medidas adotadas pelo governo e pelo Congresso para conter a inflação, como o projeto aprovado nesta semana na Câmara que limita a alíquota do ICMS em 17% para produtos como combustíveis, energia elétrica, gás natural e serviços de telecomunicações.

Segundo o ex-ministro, essas iniciativas podem trazer problemas financeiros para Estados e municípios, que teriam de recorrer à União em uma situação de crise. Para Meirelles, o combate à inflação deveria ser feito, na verdade, com uma política fiscal responsável, respeitando a regra do teto de gastos, o que traria confiança na economia e poderia levar a uma desvalorização do dólar e a uma queda das expectativas de inflação.

Bloqueio do Orçamento

O bloqueio no Orçamento deve ficar próximo de R$ 14 bilhões para incluir a previsão de reajuste linear de 5% para todo o funcionalismo. O detalhamento sobre quais programas e ministérios vão ser mais atingidos ainda não foi fechado, e deve ser divulgado até segunda-feira, 30, mas a reportagem apurou que Educação, Saúde e Ciência e Tecnologia devem ser os mais afetados.

O bloqueio é necessário para o governo cumprir o teto de gastos, a regra que atrela o crescimento das despesas à inflação.

4. Covid

No último domingo (29), o Brasil registrou 61 mortes e 7.966 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 117, elevação de 1% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 23.147, o que representa alta de 26% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 165.771.688 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,16% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 178.339.267 pessoas, o que representa 83,01% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 91.640.768 pessoas, ou 42,66% da população.

5. Radar Corporativo

Vibra (VBBR3), Enauta (ENAT3), Melnick Even (MELK3), Syn Prop e Tech (SYNE3) e Aliança da Bahia (PEAB3) pagam proventos nesta segunda-feira (30).

Suzano (SUZB3)

A Suzano informou que venceu o leilão de energia nova A-4 no mercado regulado, realizado na última sexta-feira (27), para o fornecimento de 50 megawatts médio (MWm) pelo valor de R$ 315 megawatts/hora, reajustado anualmente pela inflação oficial do país a partir de junho.

O valor total do contrato sem considerar reajuste representa, aproximadamente, R$ 2,8 bilhões.

O volume de energia vendido citado acima refere-se a uma parcela da geração estimada de energia excedente de 180 MWm da nova planta de celulose em construção no município de Ribas do Rio Pardo, no estado do Mato Grosso do Sul (Projeto Cerrado), com início das operações previsto para o segundo semestre de 2024.

Light (LIGT3)

A Light (LIGT3) adquiriu energia no leilão de Energia Nova A-4. Foram contratados 77,8 MW médios, ao preço médio de R$ 258,16/MWh, com início de fornecimento em janeiro de 2026 e vigência de até 20 anos. Foram comercializados apenas energias oriundas de empreendimentos de fontes renováveis de energia, como hidrelétricas, eólicas, solares e térmicas que utilizam biomassa como combustível.

Enjoei (ENJU3)

A Enjoei (ENJU3) informou na última sexta-feira (27) que desistiu formalmente da aquisição da Gringa.

Getnet (GETT11)

A Getnet (GETT11) contratou a consultoria KPMG para prestar assessoramento no âmbito da oferta pública de cancelamento de registro no Brasil e da oferta pública de deslistagem nos Estados Unidos.

A companhia lembra que a efetivação da oferta no Brasil estará sujeita a algumas condições, incluindo seu registro pela CVM no prazo estabelecido pelas regras aplicáveis e a autorização para a realização do leilão no pregão da B3.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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