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Bolsas da Europa e futuros dos EUA caem, Hang Seng salta 7%; investidores repercutem Copom e Fomc e mais assuntos do mercado hoje

Sessão é de alta para os preços do minério de ferro e do petróleo; Europa olha para dados de inflação enquanto que, no Brasil, atenção para o IBC-Br

Por  Equipe InfoMoney -

Os mercados asiáticos fecharam em alta nesta quinta-feira (17), com o índice Hang Seng de Hong Kong liderando os ganhos entre os principais mercados da região, subindo 7,04%, fechando em 21.501 pontos e apagando pesadas perdas do início da semana. Futuros dos EUA têm queda, enquanto bolsas da Europa passaram a operar em baixa, à medida que investidores digerem o primeiro aumento de juros do Federal Reserve (Fed) desde 2018 e sinalizações de mais seis altas este ano.

O Fed também elevou significativamente suas projeções para aumentos de taxas e inflação em 2022. Logo após a decisão, na tarde da véspera, os índices americanos diminuíram os ganhos, mas voltaram a ter alta e fecharam com valorização, também repercutindo a coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, após a decisão, com os investidores tomando essas mudanças agressivas como prova de que o banco central estava levando a sério o aumento dos preços

Também no radar, está a guerra na Ucrânia. Na quarta-feira, notícias de progresso nas negociações de cessar-fogo ajudaram na valorização das ações. Hoje, o Kremlin dizsse que negociações com Ucrânia continuam, ainda sem acordo. 

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Enquanto isso, os mercados da China se recuperaram ontem depois que uma reportagem da mídia estatal chinesa sinalizou apoio às ações chinesas, em movimento que continuou nesta sessão. O relatório disse que os reguladores de ambos os países estão trabalhando em um plano de cooperação em ações chinesas listadas nos EUA.

Ele também disse que as autoridades trabalharão para a estabilidade no setor imobiliário em dificuldades. O Ministério das Finanças da China também anunciou que não há planos para expandir um teste de imposto predial este ano.

Em relação às commodities, os preços do petróleo avançam nesta quinta-feira depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) disse que os mercados podem perder três milhões de barris por dia (bpd) de petróleo e produtos refinados russos a partir de abril, bem acima da queda esperada de um milhão de bpd.

Na agenda econômica, os investidores receberão vários novos dados econômicos dos EUA na manhã de hoje, incluindo os números iniciais de pedidos de auxílio-desemprego da semana passada. Construção de casas novas, os dados de fabricação do Fed da Filadélfia e a produção industrial também estão programados para serem divulgados antes da abertura. No Reino Unido, às 9h, sai a decisão de taxa juros.

No Brasil, destaque para o IBC-Br de janeiro, que alguns costumam chamar de “prévia do PIB”, do Banco Central, que sai às 9h (horário de Brasília), um dia após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O BC subiu a Selic em 1,0 ponto percentual nesta quarta-feira, a 11,75% ao ano, colocando em prática o plano de reduzir a intensidade do ciclo de aperto monetário adotado para conter a inflação, e indicou ajuste da mesma magnitude na próxima reunião apesar de destacar a incerteza sobre o atual cenário.

Atenção ainda para os anúncios do governo. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia marcou para as 9h30 (horário de Brasília) a divulgação de novos parâmetros macroeconômicos, seguida de coletiva. De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a previsão oficial para o crescimento econômico deste ano deve cair para cerca de 1,5%, ante 2,1%.

Por sua vez, o presidente Jair Bolsonaro reunirá sua equipe a poucas semanas do fim do prazo para que ministros deixem os cargos para concorrer nas eleições, buscando definir substituições e um calendário de programas a serem lançados que possam ajudar a impulsionar sua candidatura à reeleição.

Uma dessas medidas já será anunciada nesta quinta-feira, às 16h30: um grande pacote que pretende injetar R$ 165 bilhões na economia, vindo do Ministério do Trabalho sob a forma do Programa de Renda e Oportunidade (PRO).

Do lado corporativo, a B3 divulga seus resultados do quarto trimestre de 2021, após o fechamento dos mercados. O consenso aponta para lucro líquido recorrente de R$ 1,27 bilhão.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam com perdas, intensificadas nesta manhã de quinta-feira (17), com os investidores digerindo as decisões de política monetária e após fortes ganhos na véspera. 

O Federal Reserve dos EUA aprovou na quarta-feira um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa, o primeiro aumento desde dezembro de 2018.

Autoridades do banco central dos EUA também sinalizaram um caminho agressivo à frente, com aumentos nas taxas nas seis reuniões restantes deste ano.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -0,48%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -0,57%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -0,71%

Ásia

As ações asiáticas fecharam em terreno positivo, com destaque para os mercados chineses que continuaram ampliando os ganhos de uma recuperação, enquanto o Federal Reserve dos EUA anunciou seu primeiro aumento de juros em mais de três anos.

  • Shanghai SE (China), +1,40%
  • Nikkei (Japão), +3,46% 
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +7,04% 
  • Kospi (Coreia do Sul), +1,33%

Europa

Os mercados europeus operam em baixa à medida que os investidores digerem o primeiro aumento de juros do Federal Reserve dos EUA em anos. Atenção ainda para os dados de inflação da Zona do Euro de fevereiro, que subiu 5,9% na base de comparação anual, ante projeção Refinitiv de alta de 5,8%. 

  • FTSE 100 (Reino Unido), -0,21%
  • DAX (Alemanha), -0,79%
  • CAC 40 (França), -0,39%
  • FTSE MIB (Itália), -0,90%

Commodities

As cotações do petróleo subiram no mercado internacional depois que a Agência Internacional de Energia (AIE) disse que os mercados podem perder três milhões de barris por dia (bpd) de petróleo e produtos refinados russos a partir de abril.

A perda de oferta seria muito maior do que uma queda esperada de um milhão de bpd por dia na demanda desencadeada pelos preços mais altos dos combustíveis, disse a AIE. O minério de ferro segue em alta após a recuperação da véspera em meio a esperanças renovadas de estímulos adicionais para ajudar a China a compensar o impacto do ressurgimento do COVID-19.

Além disso, os novos casos sintomáticos locais da China continental caíram pelo segundo dia consecutivo, aumentando o sentimento positivo após as declarações de quarta-feira do vice-primeiro-ministro chinês Liu He, indicando planos de tomar medidas para impulsionar a economia doméstica.

  • Petróleo WTI, +3,73%, a US$ 98,59 o barril
  • Petróleo Brent, +3,61%, a US$ 101,56 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 4,65%, a 810,00 iuanes, o equivalente a US$ 127,67

Bitcoin

  • Bitcoin, +1,13% a US$ 40.813,92 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Após a elevação de juros nos EUA e no Brasil é a vez do Banco Central da Inglaterra divulgar sua decisão sobre os rumos da política monetária no país. A instituição divulga sua decisão sobre o juros às 9h (horário de Brasília).

Nos EUA, estão previstos vários novos dados econômicos para a manhã desta quinta-feira hoje, incluindo os números iniciais de pedidos de auxílio-desemprego da semana passada, com expectativa de 220 mil solicitações. Construção de casas novas, os dados de fabricação do Fed da Filadélfia e a produção industrial também estão programados para serem divulgados antes da abertura. No Reino Unido, às 9h, sai a decisão de taxa juros.

Aqui no Brasil, destaque para o IBC-Br, que alguns costumam chamar de “prévia do PIB”, do Banco Central, às 9h. O consenso aponta para um recuo de 0,25%, segundo analistas ouvidos pela Reuters.

Brasil

9h: IBC-Br, com expectativa de queda de 0,25%, segundo consenso da Reuters

Reino Unido

9h: Decisão sobre taxa de juros

EUA

9h30: Pedidos de seguro-desemprego semanal, o consenso Refinitiv é de 220 mil solicitações

9:30: Construção de casas novas mensal

9:30: Índice de atividade industrial do Fed de Filadélfia mensal

10h15: Produção industrial de fevereiro, com consenso Refinitiv apontando para alta de 0,5%

3. Combustíveis seguem no radar

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse ontem que o projeto de lei que cria um fundo de equalização dos combustíveis está “completamente fora do radar”, mas que o Congresso discute com a Casa Civil, Ministério de Minas e Energia e o Ministério da Economia a criação de um subsídio direcionado à gasolina para alguns setores, como taxistas.

Segundo Lira, a discussão agora é sobre um subsídio setorizado e não a desoneração ampla da gasolina. No caso do diesel e do querosene para aviação, os impostos federais já foram desonerados por outro projeto, sancionado na sexta. 

Também cresce no governo a pressão contra o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, que tem sido alvo de críticas públicas do presidente Jair Bolsonaro, além de ter seu desempenho na crise dos combustíveis questionado por colegas da caserna que fazem parte do governo. A avaliação de integrantes da ala militar do governo é que faltou a Silva e Luna, até o momento, “sensibilidade social” para lidar com o problema. 

Reforma tributária é adiada novamente

A Comissão de Constituição de Justiça do Senado (CCJ) adiou ontem novamente a votação da proposta de emenda constitucional que tem o objetivo de reformar o sistema tributário brasileiro, a PEC 110. No entanto, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), acredita na aprovação da PEC pelo colegiado na semana que vem. 

Entre outras medidas, a reforma simplifica os tributos que incidem sobre consumo e produção, criando um modelo dual do Imposto de Valor Agregado (IVA). O IVA Subnacional será composto pelo Imposto de Bens e Serviços (IBS), resultado da fusão do ICMS (imposto estadual) e do ISS (imposto municipal), para os Estados e municípios. Em paralelo, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) unifica tributos federais – IPI, Cofins e Cofins-importação, PIS e Cide-combustíveis) – e formará o IVA Federal.

Mourão formaliza filiação ao Republicanos e declara apoio à reeleição de Bolsonaro

O vice-presidente Hamilton Mourão assinou ontem sua ficha de filiação ao Republicanos para concorrer ao Senado pelo Rio Grande do Sul nas próximas eleições. Em cerimônia na sede do partido, em Brasília, Mourão declarou apoio a Bolsonaro em seu projeto de reeleição e indicou que está perto de compor aliança com Onyx Lorenzoni, que disputará o governo gaúcho pelo PL, mesmo partido de Bolsonaro. 

4. Covid

Na última quarta-feira (16), o Brasil registrou 354 mortes e 44.155 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 345, redução de 24% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 40.335, o que representa queda de 13% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 158.347.721 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 73,71% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 174.725.376 pessoas, o que representa 81,33% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 70.884.361 pessoas, ou 33% da população.

5. Radar Corporativo

B3 (B3SA3), Lojas Renner (LREN3), Grupo Soma (SOMA3), brMalls (BRML3), CPFL Energia (CPFE3), Cyrela (CYRE3) e Cury (CURY3) divulgam seus balanços, após fechamento dos mercados. Confira mais destaques: 

Aliansce Sonae (ALSO3) e brMalls (BRML3)

A Aliansce Sonae (ALSO3) comunicou que formalizou e encaminhou, nesta quarta-feira (16), nova proposta de combinação de negócios ao Conselho de Administração da brMalls (BRML3).

Segundo comunicado, a nova proposta tem validade até 14 de abril deste ano.

IRB (IRBR3)

O IRB (IRBR3) informou que recebeu solicitação para inclusão de candidatos para concorrer a membros do Conselho Fiscal na próxima Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária. As indicações vieram de Geração Futuro L Par Fundo de Investimento em Ações e Luiz Barsi.

Conforme o documento, foram indicados Paulo Fontoura Valle, como membro efetivo, e Janete Duarte Mol, como respectiva suplente, conforme indicação da União Federal, na qualidade de detentora de uma ação preferencial de classe especial (Golden Share).

Adicionalmente, foram indicados ao conselho Louise Barso, como membro efetivo, e Daniel Alves Ferreira, como sua suplente; além de Valmir Pedro Rosso, como terceiro membro suplente e Paulo Roberto Bellentani Brandão, como suplente.

Eneva (ENEV3)

A Eneva (ENEV3) informou que os acionistas da Focus Energia (POWE3) receberão R$ 8,1738 para cada ação ordinária da empresa.

Receberão os respectivos montantes os acionistas da Focus que eram titulares de ações da Focus no encerramento do pregão de 11 de março de 2022 e que passaram a integrar a base acionária da Eneva a partir de 14 de março de 2022.

Na semana passada, as companhias anunciaram que finalizaram todas as etapas para a combinação dos negócios, que prevê a incorporação societária da Focus por uma subsidiária da Eneva.

Braskem (BRKM5)

A Braskem (BRKM5) registrou um lucro líquido de R$ 530 milhões no balanço do 4º trimestre do ano passado, representando uma queda de 37% no resultado na comparação anual, que foi de R$ 846 milhões.

A receita líquida somou R$ 28,212 bilhões, desempenho 51% superior na comparação anual.

MRV&Co (MRVE3

A MRV&Co (MRVE3) registrou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 300 milhões no quarto trimestre de 2021 (4T21), cifra 53,1% superior ao registrado em igual etapa de 2020.

(com Reuters)

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