Criptomoeda

Bitcoin tem forte alta após negociar abaixo de US$ 32 mil no domingo, mas segue abaixo dos US$ 40 mil

Última semana foi atribulada para mercado de criptomoedas, principalmente em meio aos sinais de maior regulação da China

A semana começa com uma recuperação no mercado de criptomoedas após uma forte queda dos principais ativos na última semana, com bilhões de dólares sendo eliminados do valor de mercado do Bitcoin e do Ethereum.

O Bitcoin opera acima de US$ 37 mil nesta segunda-feira (24), após ir para menos de US$ 32 mil no domingo. Às 9h (horário de Brasília), a alta era de 6,19% na comparação com a cotação de 24 horas atrás, operando a US$ 37.689,54 no horário.

Enquanto isso, o Ethereum, a segunda criptomoeda mais popular do mundo, passou de menos de US$ 1.800 no domingo para mais de US$ 2.300 na segunda-feira. No mesmo horário, estava sendo negociado a US$ 2.355,34, alta de 10,63% em relação ao valor registrado 24 horas atrás.

O Dogecoin também mostrou sinais de recuperação, com seu valor subindo de 24 centavos de dólar no domingo para 33 centavos de dólar na segunda-feira.

A última semana foi conturbada para as criptomoedas sendo que, na sexta-feira (21), o Bitcoin caiu forte após o Conselho de Estado da China emitir uma nota sobre uma discussão para reprimir a mineração e negociação da criptomoeda no país.

Em uma declaração do vice-premiê chinês Liu He e do Conselho de Estado, as autoridades disseram que uma regulamentação mais rígida é necessária para proteger o sistema financeiro. Essa foi a primeira vez que um alto órgão do governo discutiu o assunto.

O comunicado, divulgado na noite de sexta-feira no horário da China, disse que é necessário “reprimir a mineração e a negociação de bitcoins e prevenir a transmissão de riscos individuais ao campo social”.

A notícia foi divulgada um dia depois que as autoridades americanas prometeram ser duras com aqueles que usam Bitcoin para realizar “atividades ilegais, incluindo a evasão de impostos”. O Departamento do Tesouro disse que vai exigir relatórios sobre as negociações de criptoativos acima de US$ 10 mil, assim como acontece com dinheiro.

Já a China demonstra ter uma preocupação com diversas outras questões. “É necessário manter o bom funcionamento dos mercados de ações, dívida e câmbio, reprimir severamente as atividades ilegais de títulos e punir severamente as atividades financeiras ilegais”, diz o comunicado.

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A liquidação recente é uma grande reversão para a moeda, que estava ganhando força entre os principais bancos de Wall Street e empresas de capital aberto. O bitcoin também foi atingido nas últimas sessões por uma série de manchetes negativas de grandes influenciadores e reguladores.

O CEO da Tesla, Elon Musk, que ajudou a alimentar o sentimento otimista quando sua empresa anunciou em fevereiro que comprou US$ 1,5 bilhão em bitcoin, acabou abalando o mercado no início deste mês, quando anunciou que a montadora havia suspendido as compras de veículos usando a criptomoeda por causa de preocupações ambientais.

Musk posteriormente enviou mensagens confusas sobre sua posição sobre o bitcoin, sugerindo em um tuíte que a Tesla pode ter vendido suas participações, apenas para esclarecer mais tarde que não o tinha feito.

“A classe de ativos continua a ser altamente volátil, com o potencial de movimentos de preços significativos resultantes de um único tuíte ou comentário público”, disse Stephanie Price, analista da CIBC, em nota na quinta-feira divulgada pela CNBC.

Um relatório do JP Morgan ainda apontou que grandes investidores institucionais estavam se desfazendo do Bitcoin em favor do ouro, levantando questões sobre o apoio institucional à criptomoeda.

Enquanto isso, Cathie Wood, CEO da Ark Invest, segue otimista com o Bitcoin e avalia que pode superar os US$ 500 mil. Saiba mais sobre os diferentes posicionamentos sobre os criptoativos clicando aqui.

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