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A B3 (B3SA3) reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no 4º trimestre, alta de 21,9% na comparação anual, com receita líquida de R$ 2,65 bilhões, avanço de 10,5%, superando as estimativas do mercado, embora o lucro tenha ficado levemente abaixo do consenso.
No gráfico, o ativo segue entre os mais fortes da Bolsa brasileira, negociando na região de R$ 17,95, próximo da máxima histórica em R$ 18,72, e sustentado pelas médias móveis, que mantêm a sequência de topos e fundos ascendentes, com IFR (14) em 66,28 ainda sem indicar sobrecompra no curto prazo.
No semanal, a tendência de alta é ainda mais evidente, com valorização de 32,31% em 2026 após nove semanas consecutivas de ganhos, cotada a R$ 17,97. O IFR (14) em 74,04 e o afastamento das médias mostram um movimento mais esticado e elevam a probabilidade de consolidação ou correções pontuais, enquanto o rompimento da máxima histórica permanece como o principal gatilho para a continuidade do ciclo altista.
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Para entender até onde as ações da B3 (B3SA3) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica B3 (B3SA3)
No curto prazo, observo que a estrutura permanece positiva enquanto o ativo se mantiver acima das médias de 9 e 21 períodos, que hoje representam a principal zona de defesa dos compradores. Para a retomada do movimento de alta, será necessário superar a resistência em R$ 18,22 e, principalmente, romper a máxima histórica em R$ 18,72, movimento que pode destravar alvos em R$ 19,40, R$ 19,90, R$ 20,40 e R$ 21,20.
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Por outro lado, o cenário corretivo passa a ganhar probabilidade com a perda da região de suporte em R$ 17,80 e R$ 17,08, faixa que coincide com as médias. Abaixo desses níveis, o papel pode ampliar as realizações em direção a R$ 15,65 e R$ 14,44. Enquanto respeitar essa zona, eventuais recuos seguem sendo interpretados como ajustes dentro de uma tendência ainda altista no curto prazo.

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Análise de médio prazo
No médio prazo, a tendência de alta permanece bem definida, sustentada pela negociação acima das médias móveis de 9 e 21 períodos e pela sequência consistente de topos e fundos ascendentes. A superação de R$ 18,72 colocaria o ativo em região de descoberta de preços, com projeções em R$ 20,00, R$ 20,60, R$ 21,15, R$ 21,85 e um alvo mais longo em R$ 23,00.
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Apesar do cenário construtivo, o movimento já se mostra esticado, com o IFR (14) em 74,04 em sobrecompra e afastamento relevante das médias, o que aumenta a probabilidade de períodos de acomodação.
Para que o fluxo vendedor ganhe força, será necessária a perda dos suportes em R$ 17,66 e R$ 16,44, região-chave de defesa da tendência. Abaixo desse patamar, o ativo pode buscar R$ 15,14, R$ 14,44, R$ 12,77 e R$ 11,88. Enquanto permanecer acima dessa faixa, a leitura técnica segue positiva, com o viés altista preservado no médio prazo.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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