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C&A (CEAB3): após balanço, o que muda para o papel no gráfico?

Reação desde o fundo anima, mas reversão depende de rompimento técnico.

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A C&A (CEAB3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 269,8 milhões no 4º trimestre de 2025, alta de 7,9% na comparação anual, enquanto no consolidado do ano o resultado somou R$ 470,7 milhões, avanço de 57,5%. O Ebitda de R$ 560 milhões recuou 5,5% em relação ao mesmo período de 2024, mas veio acima das estimativas do mercado, indicando um trimestre de leitura mista, com melhora da rentabilidade no ano e desempenho operacional melhor que o esperado.

No gráfico, o papel mantém a recuperação desde o fundo em R$ 9,44, mas perdeu força nas últimas sessões e fechou a R$ 12,65 (-1,79%), negociando entre as médias de 9 e 21 períodos, com o IFR (14) em 52,76 apontando equilíbrio no curto prazo. No semanal, a estrutura ainda reflete a tendência de baixa iniciada na máxima de R$ 20,58, com variação de -0,86% em 2026 e IFR (14) em 45,63, mantendo o ativo em consolidação e dependente de um gatilho para confirmar uma reversão mais consistente.

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Para entender até onde as ações da C&A (CEAB3) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica C&A (CEAB3)

No curto prazo, a negociação entre as médias de 9 e 21 períodos evidencia perda de momentum comprador após a reação inicial a partir de R$ 9,44. O papel trabalha em consolidação, aguardando um rompimento para definir o próximo movimento direcional. O IFR (14) em 52,76 confirma esse cenário de equilíbrio técnico.

Para retomada mais consistente da recuperação, será fundamental o rompimento das resistências em R$ 13,33 e R$ 14,22. Acima dessa faixa, o ativo pode buscar a média de 200 períodos em R$ 15,34, com projeções em R$ 16,82, R$ 18,19 e R$ 18,46, retomando uma estrutura mais clara de topos e fundos ascendentes no curto prazo.

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Por outro lado, a perda dos suportes em R$ 12,22 e R$ 11,65 tende a enfraquecer o cenário de recuperação e abrir espaço para novo teste em R$ 10,24 e no fundo em R$ 9,44. Abaixo desse patamar, o fluxo vendedor ganharia força novamente, interrompendo a tentativa de recuperação observada nas últimas semanas.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira nossas análises:

Análise de médio prazo

No gráfico semanal, a estrutura principal ainda é de baixa desde a máxima histórica em R$ 20,58, embora a reação a partir de R$ 9,44 indique tentativa de formação de base. A negociação entre as médias de 9 e 21 períodos caracteriza uma zona de decisão relevante para o médio prazo, com o mercado aguardando um gatilho direcional mais claro.

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Para que a recuperação evolua para um movimento estruturalmente mais consistente, será necessário o rompimento da faixa de R$ 13,33 e R$ 14,22, região que coincide com as médias e que, se superada com volume, pode abrir caminho para R$ 18,19 e, posteriormente, novamente para R$ 20,58, com projeções mais longas em R$ 22,90 e R$ 24,90.

O ponto crítico permanece sendo o suporte em R$ 9,44. A perda dessa região reativaria a tendência de baixa, abrindo espaço para movimentos em direção a R$ 8,62, R$ 7,05, R$ 6,31 e R$ 4,36. Enquanto esse fundo for preservado, o ativo segue em consolidação com viés de recuperação, mas ainda dependente da superação das médias para confirmar uma mudança estrutural no médio prazo.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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Rodrigo Paz
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