Destaques da Bolsa

Ações da Eletrobras sobem até 6,5% com discussões sobre privatização; Vale volta a ter ganhos e Eneva avança 5%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (11)

SÃO PAULO – Após uma abertura bastante negativa para o Ibovespa, o índice amenizou as perdas na sessão desta terça-feira (11) e ganhou força na reta final do pregão.

O destaque de alta passou a ser das ações da Eletrobras (ELET3, R$ 39,57, +6,54%; ELET6, R$ 39,82, +4,54%), com ganhos de mais de 6% para os ativos ON e de cerca de 4,5% para os PN. A estatal avança em meio a apostas relacionadas à privatização da elétrica estatal, com a apresentação de parecer pelo relator da Medida Provisória que abre espaço para a operação esperada para breve.

O deputado Elmar Nascimento (DEM-BA), relator da medida provisória (MP) de privatização da Eletrobras na Câmara, apresentou um relatório preliminar com suas propostas para o processo de desestatização. A expectativa é que o relatório possa começar a ser analisado na próxima semana, ainda segundo a assessoria de imprensa da liderança do DEM.

Além disso, de acordo com o Valor Econômico, em aceno a bancadas regionais no Congresso, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, defendeu  que o modelo de privatização da companhia garantirá bilhões em investimento na revitalização das bacias hidrográficas vinculadas às usinas do grupo na região Nordeste, em área de influência da Chesf, e no Estado de Minas Gerais, onde está a geração hidrelétrica de Furnas. No caso da região Norte, o ministro garantiu que boa parte da geração termelétrica na Amazônia será substituída por fontes renováveis.

Na sequência, os papéis da Eneva (ENEV3, R$ 16,20, +4,85%) subiram cerca de 5% depois da fala do Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual. Ele apontou que o banco não tem planos de se desfazer de sua fatia na empresa, uma vez que acredita no potencial de valorização da companhia.

Depois de fechar em queda na véspera após atingir máxima intradiária, as ações da Vale (VALE3, R$ 118,72, +3,51%), voltam a operar com fortes ganhos, de cerca de 3%. O contrato de referência do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, subiu pela quarta sessão seguida, ao encerrar com ganhos de 1,7%, a 1.307 iuanes por tonelada.

Já os papéis da Totvs (TOTS3, R$ 31,80, -3,69%) caíram quase 4% em meio à realização de lucros após alta de quase 8% em abril e com rotação de portfólios que tem penalizado papéis de tecnologia.

A sessão desta terça começou com forte queda para as ações mais ligadas à tecnologia na B3, seguindo o desempenho das techs nos EUA, onde prevalecem receios com o risco de redução nos estímulos monetários nos Estados Unidos por causa dos potenciais efeitos da reabertura econômica global e da alta de commodities na inflação norte-americana. Porém, o movimento amenizou ao longo da sessão.

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As ações de Totvs e Locaweb (LWSA3, R$ 23,53, +0,13%) abriram com baixa de cerca de 5%; ao longo do dia, contudo, LWSA3 amenizou a baixa. Enquanto isso, os papéis das companhias ligadas ao e-commerce, como Via (VVAR3, R$ 12,12, +0,75%), Magazine Luiza (MGLU3, R$ 19,32, +0,63%) e B2W (BTOW3, R$ 59,10, -1,09%), que chegaram a cair até 4% na mínima do dia, fecharam com leves ganhos.

No mercado de commodities, as petroleiras brasileiras que fazem parte do Ibovespa registram movimentos distintos, em um dia de leve alta para o petróleo. Enquanto Petrobras (PETR3, R$ 24,55, +1,32%; PETR4, R$ 25,15, +1,82%) avançou, a PetroRio (PRIO3, R$ 18,17, -1,68%) teve baixa de quase 2%.

O contrato futuro do petróleo WTI com vencimento em junho fechou em alta de 0,55%, a US$ 65,28 o barril; já o Brent para julho subiu 0,34%, a US$ 68,55 o barril, com os investidores divididos quanto aos temores sobre uma prolongada paralisação do maior sistema de oleodutos dos Estados Unidos e o impacto da crise do coronavírus na Índia.

No radar das companhias, a PetroRio informou que a perfuração realizada no reservatório do Eoceno no Campo de Polvo apresentou resultado “bastante satisfatório”, com produção inicial em torno de 2.500 barris de óleo por dia.

Já a Petrobras assinou contrato para a venda da totalidade de sua participação de 50% no campo terrestre de Rabo Branco, na Bacia de Sergipe-Alagoas, em Sergipe, para a Petrom, por US$ 1,5 milhão.

Entre os destaques de resultados, Petz (PETZ3, R$ 23,35, -5,16%) viu suas ações caírem forte, até 6%, apesar de analistas reforçarem otimismo com a companhia (veja mais clicando aqui), enquanto a Marisa (AMAR3, R$ 6,18, +3,69%) subiu mais de 3% após o balanço.

A RD (RADL3, R$ 26,83, -2,04%) teve queda de cerca de 2%, entre os maiores recuos, antes da divulgação do balanço após o fechamento do mercado.

Confira os destaques:

Itaúsa (ITSA4, R$ 10,45, 0,00%)

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O lucro da Itaúsa mais do que dobrou no primeiro trimestre, com a holding sendo beneficiada pelo desempenho do seu principal ativo, o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,98, -0,21%).

A companhia, que também detém participações na Alpargatas (ALPA4), na Duratex (DTEX3), na Copagaz e na NTS, anunciou na segunda-feira que seu lucro recorrente de janeiro a março somou R$ 2,4 bilhões, 123% a mais do que no mesmo período de 2020. Em termos líquidos, o lucro de R$ 2,2 bilhões foi 118% maior do que um ano antes.

Na semana passada, o Itaú Unibanco havia reportado lucro recorrente de R$ 6,4 bilhões para o primeiro trimestre, acima das estimativas de analistas e 63,6% maior em um ano, devido sobretudo à queda da 59% das provisões para inadimplência.

O Itaú representou 89% do resultado da Itaúsa no trimestre. Essa proporção tende a cair mais adiante, já que a Itaúsa tem comprado participações de empresas não financeiras.

No mês passado, comprou 8,5% da empresa de saneamento Aegea por R$ 1,3 bilhão. Dias depois, a Aegea pagou R$ 15,4 bilhões e venceu a disputa pelos lotes 1 e 4 da companhia fluminense Cedae, em leilão na B3.

E em conjunto com a canadense Brookfield, comprou da Petrobras uma fatia extra de 10% na empresa de gasodutos Nova Transportadora do Sudeste (NTS) por R$ 1,8 bilhão.

Klabin (KLBN11, R$ 28,30, +1,00%)

A Klabin registrou lucro líquido de R$ 421 milhões no primeiro trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 3,143 bilhões nos primeiros três meses de 2020.

Já a receita líquida no trimestre somou R$ 3,467 bilhões, aumento de 34% na comparação anual. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado teve alta de 24% no período, a R$ 1,274 bilhão.

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O endividamento líquido da Klabin fechou o trimestre a R$ 21,744 bilhões, alta de 7%. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida por Ebitda, foi de 4,0 vezes no quarto trimestre de 2020 para 4,2 vezes ao final do primeiro trimestre de 2021. Saiba mais sobre o resultado clicando aqui. 

Na avaliação da XP, a Klabin reportou números operacionais abaixo do esperado no primeiro trimestre. O Ebitda recorrente de R$ 1,254 bilhão ficou 9% abaixo do consenso e 11% abaixo da estimativa dos analistas, sendo que os principais destaques positivos foram os volumes de papel em 536 mil toneladas e preços realizados de celulose mais altos (alta de 21% na base sequencial). No entanto, os custos de celulose ficaram 4% acima das estimativas da XP e os preços de aparas cresceram 150% na comparação anual. Os analistas mantêm recomendação de compra para as ações KLBN11, com preço-alvo de R$ 32 por ação.

“Operacionalmente, os volumes de papel e preços de celulose ​foram os destaques positivos do período. Os volumes de papel foram maiores devido à forte demanda em todos os setores da companhia. Em celulose, o melhor mix (fluff) entre clientes e regiões, aliado à alta nos preços de celulose de fibra curta, melhoraram o preço realizado. Embora a alavancagem continue sendo uma preocupação, parece decente, dados os projetos de expansão em andamento: dívida Líquida e o Ebitda em dólar ficou estável em 4,0 vezes”, avaliam os analistas da XP.

O Itaú BBA também tem a recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 38.

Os analistas do BBA apontam que o resultado foi neutro para a ação. A Klabin apresentou resultados satisfatórios no primeiro trimestre de 2021, com Ebitda 1% abaixo da estimativa do banco, aumento de 13% no trimestre e de 22% no comparativo anual. Os resultados foram afetados pela parada programada para manutenção de Monte Alegre e efeitos remanescentes da manutenção da Puma no quarto trimestre de 2020.

A melhora no comparativo anual foi impulsionada principalmente pela divisão de celulose, que se beneficiou de maiores embarques e do real mais fraco. Os embarques na divisão de papel provavelmente irão melhorar nos próximos trimestres, com menos paradas para manutenção e demanda saudável, e esperamos uma melhora significativa na realização dos preços da celulose. O início da operação do Puma II está programado para julho de 2021.

Os analistas do BBA destacam os fortes resultados apesar das paradas para manutenção, sendo que a realização do preço da celulose melhorará no resultado do segundo trimestre.

BTG Pactual (BPAC11, R$ 110,27, -1,83%)

O BTG Pactual divulgou lucro líquido ajustado de R$ 1,197 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 51,7% em relação ao ano anterior, com expansão da maior parte de suas unidades de negócios e entrada de recursos recorde para seus fundos.

As receitas totais do banco cresceram 84% com relação ao ano anterior, para R$ 2,796 bilhões, ajudadas por um trimestre movimentado para transações de banco de investimento, por uma maior captação dos fundos de investimento e intensa atividade de negociação de ativos.

A captação líquida dos fundos atingiu o recorde de R$ 76 bilhões no primeiro trimestre, disse o BTG.

Entre outros itens, pagamento de bônus cerca de cinco vezes maiores do que um ano atrás elevaram as despesas em 41% ante o mesmo período do ano anterior, para R$ 1,199 bilhão.

O retorno sobre o patrimônio líquido do BTG apurou uma queda de 2,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, para 16,8%.

Lojas Marisa (AMAR3, R$ 6,18, +3,69%)

A Lojas Marisa teve queda do prejuízo líquido de 50% na comparação anual, passando de R$ 107 milhões para R$ 53,4 milhões no primeiro trimestre de 2021.

A receita líquida teve baixa de 27,3%, para R$ 415 milhões.

O Bradesco BBI destacou que o resultado não é aquele desejado pelo mercado ou pela gestão, mas avalia que é extraordinário dadas as circunstâncias. O banco espera que os próximos trimestres se tornem um indicador mais claro sobre a recuperação de curto prazo sobre a pandemia. O banco tem uma visão positiva sobre a empresa, e mantém uma recomendação outperform, com preço-alvo de R$ 11, potencial de alta de 85% frente o fechamento de segunda-feira.

Direcional (DIRR3, R$ 13,25, -2,79%)

O lucro líquido da Direcional cresceu 170%, para R$ 27 milhões, enquanto a receita líquida teve alta de 42%, para R$ 414 milhões.

O Bradesco BBI destaca que a Direcional registrou fortes resultados financeiros, impulsionados pela sua melhor performance operacional da história, para o primeiro trimestre. O banco destaca alta de 270% nos lançamentos e de 77% no primeiro trimestre, com resultado financeiro sólido. A margem bruta ficou em 35,7%.

O banco classifica os resultados como muito fortes e que reforçam sua visão construtiva sobre a empresa, que é sua top pick (ação favorita) entre construtoras residenciais. O BBI mantém recomendação outperform e preço-alvo de R$ 20, alta de 47% frente o fechamento de segunda-feira.

O Credit Suisse classificou os resultados divulgados pela Direcional como fortes, impulsionados por fortes resultados operacionais. O banco pondera que a pressão de custos deve prejudicar as margens no futuro, mas que a empresa parece estar no caminho certo para ter um de seus melhores anos em termos de operações e resultados financeiros.

O banco reafirmou a recomendação outperform para a empresa e espera que a Direcional tenha uma geração de caixa saudável nos próximos trimestres. O Credit mantém preço-alvo em R$ 20.

Mitre (MTRE3, R$ 11,03, -6,13%)

O prejuízo da Mitre teve alta de 82,2% na base anual no 1º trimestre, para R$ 11,7 milhões; a receita líquida subiu 77,2%, para R$ 85 milhões. A margem bruta teve alta de 28,9%, de janeiro a março do ano passado, para 32,2% no primeiro trimestre.

O Bradesco BBI avalia que a piora da situação da pandemia na cidade de São Paulo reduziu o ritmo de lançamentos imobiliários pela Mitre, mas espera que a empresa reduza a diferença em relação a seus planos de negócios no curto prazo, já que 73% dos projetos já lançados foram vendidos. O banco mantém recomendação neutra para a Mitre, com preço-alvo de R$ 19.

O Credit Suisse aponta que a Mitre reportou resultados levemente fracos depois de ter suas operações prejudicadas pelas medidas de distanciamento no primeiro trimestre. O banco aponta que a empresa tem o equivalente a R$ 520 milhões em projetos prontos para serem lançados no curto prazo, e que os volumes devem acelerar no segundo semestre. A empresa ainda precisa lançar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,9 bilhão para atingir seu guidance (documento com previsões e planos divulgados pelas empresas) para 2021.

A receita líquida de R$ 87 milhões subiu 77% na comparação anual, e ficou em linha com a previsão do Credit. O banco mantém preço-alvo de R$ 17.

Aura Mineral (AURA33, R$ 65,48, +1,13%)

A Aura Minerals reverteu prejuízo de R$ 78,6 milhões no primeiro trimestre do ano passado (US$ 18 milhões) e registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 76,4 milhões (US$ 14 milhões) nos primeiros três meses de 2021.

A Aura Minerals atingiu uma produção de 67 mil onças de ouro equivalente (GEO) no primeiro trimestre de 2021 (queda de 3% na base trimestral e de 66% na base anual), como consequência de (1) teores mais elevados na mina de San Andres (Honduras), (2) teores ainda altos na mina Ernesto e início da produção em Nosde, no complexo EPP (Brasil) e (3) o aumento da capacidade em Aranzazu (México), que está em linha com o guidance da companhia de alcançar uma expansão de 30% (81 a 93 mil GEO esperado em 2021).

A XP ressalta que fortes níveis de produção e os melhores preços realizados de cobre levaram a um aumento na receita líquida para US$ 116 milhões (alta de 15% no trimestre e alta de 139% na comparação anual).

O Ebitda foi de US$ 52 milhões (em linha com a estimativa da XP e alta de 4% na base trimestral).

A XP espera dividendos saudáveis para 2021: “vemos a Aura sendo negociada a 3,1 vezes a relação entre o valor da empresa e o Ebitda (EV/Ebitda) esperado para 2021 e 1,9 vez o esperado para 2024 (atingindo uma produção de 347 mil onças de ouro equivalente, na visão da XP), abaixo de seus pares (que negociam entre 4 vezes e 5 vezes), e assumindo um preço médio de US$1.830/oz para o ouro em 2021.

“Acreditamos que a empresa esteja bem posicionada para aproveitar os benefícios de seu plano de expansão e destravar valor quando declarar novos recursos e reservas”, apontam os analistas, que mantêm recomendação de compra para Aura, com preço-alvo de R$ 95 por BDR.

Log-In (LOGN3, R$ 20,05, -1,43%)

A Log-In teve queda de 81,4% do prejuízo líquido no primeiro trimestre de 2021 frente igual período do ano anterior, indo de R$ 114,6 milhões para R$ 21,3 milhões.

O Ebitda ajustado teve alta de 32,5% nos três primeiros meses de 2021 na base anual, para R$ 70,5 milhões.

Já a receita operacional líquida subiu 9,4%, indo de R$ 271,3 milhões para R$ 296,7 milhões.

Blau Farmacêutica (BLAU3, R$ 42,50, +0,47%)

O lucro da Blau Farmacêutica mais que dobrou na comparação anual, indo de R$ 31 milhões para R$ 86,1 milhões.

Petz (PETZ3, R$ 23,35, -5,16%)

O lucro líquido da Petz teve baixa de 40,7% na comparação anual, para R$ 11,48 milhões, e uma margem de 2,1%, com a queda relativa sobretudo pelos efeitos não recorrentes de exclusão dos créditos tributários, obtidos no primeiro trimestre de 2020, para fins de comparação.

A receita bruta subiu 52,8% na comparação anual, a R$ 537,5 milhões, sendo 33,9% desse crescimento proveniente das Vendas em Mesmas Lojas (Same Store Sales), ou seja, de lojas já abertas em trimestres anteriores. O restante veio do crescimento das vendas digitais (235,5% ano contra ano), alcançando R$ 155,5 milhões no trimestre, equivalente a 28,9% da receita bruta, além da abertura de mais 5 lojas, totalizando 138 na rede.

A margem bruta apresentou melhora de 0,5 ponto percentual, chegando a 40% da receita bruta total, com maior participação de produtos de marca própria “PETZ” no mix de vendas, além de antecipação de compras e reposição de estoque, contornando o reajuste mais forte de preços da indústria.

O Ebitda foi de R$ 40 milhões no primeiro trimestre, um crescimento de 36,3%, com margem de 7,5% em relação à receita bruta, uma piora de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2020.

A Levante Ideias de Investimentos aponta que o resultado veio bom e acima do esperado em termos de receita bruta e crescimento das vendas brutas, com forte crescimento de 2 dígitos, mas com Ebitda abaixo do esperado, explicado pelo aumento das despesas com vendas com o crescimento da participação das vendas através do canal digital e da menor circulação de pessoas devido à pandemia.

A queda no Ebitda vem de uma maior participação das vendas digitais na base de comparação anual (de 13,2%  para 28,9% da receita bruta), com aumento forte de despesas de vendas (crescimento da participação de 22,9% para 24,7% das receitas totais), além de menor efeito de diluição de despesas fixas pela menor frequência de clientes nas lojas e nos centros de estética/veterinária da rede.

Apesar da queda da rentabilidade poder gerar um impacto negativo no preço das ações da companhia no curto prazo, sobretudo pelo fato da forte alta acumulada de 29% desde o início do ano poder desencadear um movimento de realização de lucros nas ações, a expectativa é de que a baixa não persista.

“Acreditamos que essa queda na rentabilidade seja temporária, sobretudo pelos efeitos da pandemia que limitou a circulação de pessoas no primeiro trimestre de 2021, gerando uma menor alavancagem operacional por meio de suas lojas físicas”, avalia a Levante.

“Seguimos com visão positiva para a companhia no longo prazo, com um modelo de expansão de baixa necessidade de capital e alto retorno, além de iniciativas no campo de novos negócios (Petz Solution), que se torna um complemento na estratégia de crescimento da companhia, mapeando e integrando potenciais empresas com tecnologia e inovações complementares à plataforma Petz”, aponta a Levante.

Intelbras (INTB3, R$ 25,00, +0,60%)

A Intelbras reverteu prejuízo registrado nos primeiros três meses de 2020 e teve lucro de R$ 89,7 milhões no trimestre.

O Itaú BBA classificou os resultados divulgados pela Intelbras como positivos, mas em linha com as estimativas. O banco destacou a expansão de 56% no faturamento bruto, com preços mais altos devido à taxa de câmbio mais forte, assim como uma aceleração de 22% nos volumes vendidos, na comparação anual.

A divisão de energia foi destaque nos resultados, com destaque para a energia fotovoltaica. Mas a divisão de comunicação teve alta de custos, devido a falta de suprimentos em especial chips. O banco espera que o desequilíbrio entre oferta e demanda seja sanado até o segundo semestre. O Itaú mantém recomendação outperform e preço-alvo em R$ 28,10.

Bemobi (BMOB3, R$ 20,86, +2,46%)

A XP iniciou a cobertura para as ações da Bemobi (BMOB3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 30 por ação.

“Nossa tese de investimento baseia-se em (i) seu modelo de negócio B2B2C exclusivo para distribuição de soluções digitais que vão desde jogos e aplicativos, microfinanças até comunicação; (ii) negócios escaláveis com forte perfil de crescimento; (iii) oportunidades adicionais de crescimento através de Fusões e Aquisições (M&A) e (iv) valuation atrativo com opcionalidades adicionais que podem levar para uma forte reavaliação de múltiplos”, apontam os analistas.

PetroRio (PRIO3, R$ 18,17, -1,68%)

A petroleira brasileira PetroRio informou que a perfuração realizada no reservatório do Eoceno no Campo de Polvo apresentou resultado “bastante satisfatório”, com produção inicial em torno de 2.500
barris de óleo por dia, ainda em período de avaliação, segundo fato relevante nesta segunda-feira.

“O volume recuperável estimado deste poço, em cerca de 4 milhões de barris, deverá ser reclassificado de ‘Proved Undeveloped Reserves’ para ‘Proved Developed Producing Reserves'”, disse a companhia.

O BBI vê a perfuração bem-sucedida como um passo positivo na estratégia de crescimento da empresa, que inclui investimentos orgânicos e fusões e aquisições. O poço já estava previsto para produzir cerca de 2.500 barris por dia pela empresa. Portanto, os resultados da perfuração já deveriam estar parcialmente precificados. Porém, o novo poço ainda não estava no modelo de avaliação do banco; a expectativa é de que ele adicione US$ 85 milhões (R$ 0,50 por ação) ao valuation do banco para PRIO3.

Petrobras (PETR3, R$ 24,55, +1,32%; PETR4, R$ 25,15, +1,82%)

A Petrobras assinou contrato para a venda da totalidade de sua participação de 50% no campo terrestre de Rabo Branco, na Bacia de Sergipe-Alagoas, em Sergipe, para a Petrom, por US$ 1,5 milhão, informou a companhia nesta segunda-feira em comunicado ao mercado.

A petroleira estatal havia assinado anteriormente um acordo para a venda do ativo à Energizzi Energias do Brasil. No entanto, a Petrom, que detém os demais 50% é a operadora do campo, exerceu seu direito de preferência, conforme está previsto em contrato, e deterá então 100% de Rabo Branco.

A operação está alinhada à atual estratégia da companhia, que prevê o desinvestimento de ativos para reduzir sua dívida e focar investimentos em campos de alta rentabilidade, em águas profundas e ultraprofundas.

Rabo Branco faz parte da concessão BT-SEAL-13, ao sul do campo de Carmópolis, e sua produção média, em 2020, foi de 131 barris de petróleo por dia.

O valor da operação foi integralmente depositado, na data de hoje, em conta-garantia em benefício da Petrobras. O fechamento da transação, no entanto, ainda está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação pelo órgão antitruste Cade e pela reguladora ANP.

Azul (AZUL4, R$ 40,73, +3,17%)

O tráfego de passageiros em voos da Azul em abril recuou 9,1% em relação a março, segundo dados informados pela companhia aérea nesta segunda-feira, mostrando os efeitos sobre o setor da segunda onda de contaminação pela Covid-19 no Brasil.

Na comparação com abril de 2020, quando uma primeira fase das medidas de isolamento social suspenderam quase por completo a aviação comercial no país, a demanda por assentos da companhia cresceu 523,7%.

Já a oferta de voos pela Azul no mês passado foi 16,5% menor do que em março, embora tenha crescido 455,8% no comparativo anual. Assim, a taxa de ocupação das aeronaves cresceu 6,3 pontos percentuais na base sequencial e alta de 8,5 pontos em relação a um ano antes.

A recuperação no comparativo ano a ano deveu-se quase totalmente à melhora do voos domésticos, dado que nas operações internacionais o movimento de abril equivalia a apenas cerca de 15% do registrado em abril de 2019.

O tráfego doméstico do mês passado correspondeu a cerca de três quartos da atividade observada em abril de 2019, último mês correspondente antes da pandemia.

“Em abril, seguimos gerenciando ativamente a capacidade de acordo com a demanda, que foi impactada pela segunda onda da pandemia Covid-19 e pelas medidas de quarentena implementadas em todo o país”, afirmou em nota o presidente-executivo da Azul, John Rodgerson.

Na semana passada, a rival Gol (GOLL4) havia anunciado que a demanda por seus voos em abril foi 36% menor do que em março.

Eletrobras (ELET3, R$ 39,57, +6,54%; ELET6, R$ 39,82, +4,54%)

A estatal Eletrobras e subsidiárias da companhia encerraram 2020 com déficit total de R$ 6,8 bilhões nos planos de pensão de funcionários, o que pode em algum momento exigir programas de ajuste com potencial de impactar a empresa. A informação consta de relatório entregue pela elétrica federal à reguladora norte-americana SEC e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) referente ao exercício 2020.

BrasilAgro (AGRO3, R$ 33,33, -1,97%) e SLC (SLCE3, R$ 56,49, +5,23%)

O Credit Suisse reiterou sua recomendação outperform para a BrasilAgro e para a SLC. O banco elevou o preço-alvo da BrasilAgro de R$ 22 para R$ 50, e o da SLC de R$ 27,5 para R$ 70.

Sobre a Brasil Agro, o banco acredita que a alta de preços das terras, impulsionado pela elevação dos preços da soja, pode abrir caminho para um aumento no valor patrimonial líquido, já que a maior parte do patrimônio da empresa está ligada ao valor de suas fazendas. Isso deve levar a altas nos preços das ações.

PagSeguro (NYSE: PAGS), Stone (NASDAQ: STNE), Mercado Pago (MELI34, R$ 60,59, +0,43%), Nubank

O Morgan Stanley realizou um encontro com investidores sobre a indústria brasileira de fintechs. O banco diz que, apesar da forte concorrência, investidores otimistas acreditam que o mercado de fintechs brasileiras segue como um dos mais atraentes globalmente, mesmo com a concorrência. Eles dizem acreditar que o mercado de empréstimos, em especial, oferece perspectiva de crescimento por muitos anos, mesmo com potencial redução nos spreads (diferença entre o valor da tomada de empréstimo pela instituição financeira e no valor que esta cobra para emprestar) de crédito.

Na visão dos investidores, há espaço para muitos players, como PagSeguro, Stone, Nubank e MercadoPago, entre outros.

Investidores mais pessimistas, no entanto, destacam desafios como a concorrência com atores do setor de e-commerce, spreads de empréstimo mais baixos e medidas regulatórias que visam a reduzir esses spreads, como a implementação do PIX. Eles acreditam que, nesse contexto, o mercado será capaz de acomodar apenas entre 1 e 3 vencedores.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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