Destaques da Bolsa

Ação da PetroRio salta mais de 7% e Petrobras sobe 1% com petróleo; Vale cai 2,5%, Gol avança após acordo e Méliuz vira para alta

Confira os destaques da B3 na sessão desta quarta-feira (15)

SÃO PAULO – A PetroRio (PRIO3, R$ 21,09, +7,44%) subiu cerca de 7,5% nesta quinta-feira (15) com a alta do petróleo. O contrato futuro do brent para novembro teve alta de 2,53%, enquanto o WTI para outubro subiu cerca de 3% em meio aos dados de estoque da commodity nos EUA. Os estoques de petróleo tiveram baixa de 6,422 milhões de barris na semana, ante previsão de baixa de 2,5 milhões.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 26,97, +1,09%; PETR4, R$ 26,33, +1,74%) também avançaram, ainda que com um desempenho mais fraco, de cerca de 1%. Saiba mais sobre a companhia clicando aqui.

O noticiário corporativo também teve como destaque a alta da ação da Bradespar (BRAP4, R$ 63,81, +5,23%), que informou em fato relevante a aprovação de um programa de bonificação em ações, por meio da capitalização de reserva de lucros. Haverá o aumento do capital social de R$ 4,1 bilhões para R$ 5,76 bilhões, ou de R$ 1,660 bilhão.

Além disso, a Bradespar também anunciou a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para votar uma posterior redução do seu capital, marcada para o dia 15 de outubro. A proposta consiste na redução do capital social dos R$ 5,76 bilhões para R$ 500,124 milhões (redução de R$ 5,26 bilhões), sem o cancelamento de ações. Se aprovada, a redução de R$ 5,26 bilhões será concretizada com a entrega de ações ordinárias da Vale aos acionistas da Bradespar. As ações da Bradespar chegaram a subir mais de 8%, mas operam com ganhos de cerca de 5%.

Por outro lado, as ações da Vale (VALE3, R$ 91,74, -2,50%) tiveram um novo dia de queda em meio aos dados fracos da China e dados de produção de aço.

Os contratos futuros do minério de ferro na China atingiram o nível mais baixo em nove meses nesta quarta-feira, com a queda na produção de aço da maior produtora aumentando as preocupações em torno da demanda pela matéria-prima. A produção mensal de aço bruto da China caiu pelo terceiro mês consecutivo para 83,24 milhões de toneladas em agosto, mostraram dados do órgão nacional de estatísticas, tornando a produção média diária mais baixa desde março de 2020.

Os contratos futuros do minério de ferro mais negociados na Bolsa de Commodity de Dalian, para entrega em janeiro, chegaram a cair 4,3%, para 683 iuanes (US$ 106,02) por tonelada, o menor valor desde 9 de dezembro de 2020. O contrato fechou em queda de 2,9%, para 693 iuanes.

Já a Gol (GOLL4, R$ 19,78, +2,59%) anunciou a expansão de sua cooperação comercial com a American Airlines Group por meio de um acordo de codeshare exclusivo pelos próximos três anos, o qual aprofundará o relacionamento entre as duas empresas aéreas. Como parte do Acordo, a Gol receberá da American um investimento em equity de US$ 200 milhões (R$ 1,05 bilhão). Os papéis chegaram a subir mais de 5%, mas perderam um pouco de força.

Ainda em destaque, após uma alta de 48% em quatro sessões, os papéis do Méliuz (CASH3, R$ 7,73, +0,39%) chegaram a despencar cerca de 8% nesta sessão, mas depois tiveram uma reviravolta e, no final do pregão, passaram a subir.

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Cabe ressaltar que a ação da companhia teve a cobertura iniciada pelo Bank of America, com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 9. Segundo os analistas da casa, apesar da perspectiva otimista para a companhia no médio e longo prazo, ação pode estar sob pressão devido ao crescimento mais rápido e integração.

Confira mais destaques:

Grupo Soma (SOMA3, R$ 16,75, +1,09%) e Cia Hering (HGTX3, R$ 36,72, +0,91%)

O Grupo Soma informou por meio de fato relevante à CVM que a combinação de negócios com a Cia Hering, anunciada em abril, foi aprovada em assembleias das duas companhias na última terça.

Na sequência seu conselho de administração se reuniu e decidiu pela confirmação do cumprimento das condições suspensivas previstas no Acordo de Associação e no Protocolo e Justificação da Operação.

Também confirmou o valor da parcela em dinheiro a ser pago aos acionistas da Hering, após os ajustes previstos no acordo, no montante de R$ 9,5415843 por ação ordinária.

Esse valor equivale, portanto, a R$ 7,9153303 por ação preferencial resgatável de emissão da Cidade Maravilhosa Indústria e Comércio de Roupas a ser recebida pelos acionistas da Hering.

Gol (GOLL4, R$ 19,78, +2,59%) e American Airlines

A Gol anunciou a expansão de sua cooperação comercial com a American Airlines Group por meio de um acordo de codeshare exclusivo pelos próximos três anos, o qual aprofundará o relacionamento entre as duas empresas aéreas. Como parte do Acordo, a Gol receberá da American um investimento em equity de US$ 200 milhões (R$ 1,05 bilhão).

Essa exclusividade, permite que o Acordo exceda os termos da parceria de codeshare existente entre a Gol e a American, aumentando as oportunidades de viagens aos seus passageiros, assim como melhorando a experiência do cliente e a posição competitiva da Gol nas rotas que conectam as Américas do Sul e do Norte.

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“Em vigor desde fevereiro de 2020, o codeshare existente representa a maior malha aérea das Américas e permite que os Clientes da Companhia se conectem convenientemente a mais de 30 destinos nos Estados Unidos. Os voos da parceria atualmente operam nos hubs da Gol em São Paulo (GRU) e no Rio de Janeiro (GIG), integrando 34 opções de rotas brasileiras e internacionais, como é o caso de Montevidéu, no Uruguai”, informou a companhia.

A conclusão do acordo e o investimento em equity estão sujeitos a certas condições, incluindo assinatura e entrega da documentação definitiva e outras condições usuais de operações desse porte.

O Bradesco BBI destacou que a notícia é positiva para a Gol. “Com base nas últimas projeções para o segundo semestre, a Gol esperava reportar uma liquidez total de R $ 4,2 bilhões no quarto trimestre de 2021, que agora pode saltar para  R$ 5,2 bilhões o que, em nossa opinião, deve ser suficiente para superar a pandemia de COVID-19. Também ajustamos nosso modelo para incorporar o aumento de capital e os números de tráfego de julho e agosto de 2021, resultando em um aumento do preço alvo de R $ 26,00 para R $ 27,00”, avaliam os analistas, que ainda seguem com recomendação neutra para o papel.

Bradespar (BRAP4, R$ 63,81, +5,23%)

A Bradespar informou em fato relevante a aprovação de um programa de bonificação em ações, por meio da capitalização de reserva de lucros. Haverá o aumento do capital social de R$ 4,1 bilhões para R$ 5,76 bilhões, ou de R$ 1,660 bilhão.

A companhia, holding da Vale, aponta que a operação de bonificação tem o objetivo de aumentar a liquidez das ações por meio de uma quantidade maior de ações em circulação e de ajustar a cotação das ações, tornando-as mais atrativas e acessíveis a um maior número de investidores.

Além disso, a Bradespar também anunciou a convocação de uma assembleia geral extraordinária (AGE) para votar uma posterior redução do seu capital, marcada para o dia 15 de outubro. A proposta consiste na redução do capital social dos R$ 5,76 bilhões para R$ 500,124 milhões (redução de R$ 5,26 bilhões), sem o cancelamento de ações.

Se aprovada, a redução de R$ 5,26 bilhões será concretizada com a entrega de ações ordinárias da Vale aos acionistas da Bradespar.

Em relatório, Yuri Pereira e Thales Carmo, analistas da XP, destacam que, segundo dados da Quantum do fechamento de 14 de setembro, a Bradespar possui uma fatia de 5,73% na Vale, avaliada em R$ 27,6 bilhões.

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Com a aprovação da redução de capital, a Bradespar estima que a participação na mineradora cairá para cerca de 3,23%.

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Vibra (BRDT3, R$ 25,30, -0,08%)

A Vibra, antiga BR Distribuidora, prestou esclarecimento sobre questionamento da CVM em relação às estimativas divulgadas em comunicado ao mercado de 1 de setembro de 2021, no âmbito do Investor Day.

As expectativas apresentadas baseiam-se em estudo de consultoria independente, refletindo um dos possíveis cenários diante das mudanças macroeconômicas e discussões envolvendo temas referentes à transição energética, informou a empresa.

Leia também: Por que é preciso se preparar agora para investir em 2022?

A companhia reforça que não divulga projeções ou guidance de qualquer forma. Assim, quaisquer referências numéricas no referido material não possuem tal finalidade.

Com isso, a empresa incluirá em seu Formulário de Referência os dados citados e os excluirá como sendo projeções.

Plano & Plano (PLPL3, R$ 3,89, +0,26%)

A Plano & Plano  comunicou que realizará programa de recompra de ações com objetivo de adquirir até 6 milhões de ações ordinárias, ou de 9,33% dos papéis da companhia em livre circulação. O prazo se encerra em 13 de março de 2023.

Frigoríficos

A Arábia Saudita suspendeu importações de carne bovina oriundas de cinco frigoríficos do Brasil, que registrou dois casos atípicos de “vaca louca” no início deste mês, informou o Ministério da Agricultura na terça-feira.

Segundo a pasta, as cinco plantas estão em Minas Gerais, Estado em que um dos casos de vaca louca foi identificado. A segunda ocorrência da doença foi registrada em Mato Grosso.

Viveo (VVEO3, R$ 23,85, -0,58%)

O Bradesco BBI iniciou a cobertura para as ações da Viveo com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 34,80, o que corresponde a um potencial de valorização de 43% em relação ao fechamento da véspera.

A Viveo é uma distribuidora de produtos médicos. A companhia foi fundada em 1996 pela família Mafra, que hoje controla o negócio juntamente com a família Bueno, fundadora do grupo Amil.

Entre os pontos para o investimento estão o potencial de crescimento significativo, dado um mercado endereçável de R$ 94 bilhões (10 vezes  o tamanho da empresa), o ecossistema exclusivo da Viveo e bom potencial com fusões e aquisições.

Moura Dubeu (MDNE3, R$ 7,88, +0,90%)

A Moura Dubeux Engenharia informou o lançamento de 5 empreendimentos, que, juntos, totalizam um Valor Geral de Vendas (VGV) bruto de R$ 423 milhões e líquido de R$ 336 milhões no trimestre.

Com estes projetos, a Moura Dubeux acumula 14 empreendimentos lançados no ano, totalizando R$ 1,1 bilhão em VGV Bruto e R$ 928 milhões em VGV Líquido.

Ultrapar (UGPA3, R$ 14,28, -1,59%)

O Bradesco BBI avalia que o mercado perdeu as referências sobre o que pode ser uma margem sustentável para a Ipiranga, braço da Ultrapar. O banco diz que, após a empresa divulgar uma margem de R$ 53 por metro cúbico no segundo trimestre em 2021, frente ao patamar anterior, na casa de R$ 90, os investidores não sabem o que esperar para os próximos trimestres.

A partir de uma ligação com a proprietária do Ipiranga, a Ultrapar, sobre os resultados no segundo trimestre, o banco avalia que o Ipiranga parece estar lidando com problemas adicionais de logística e trading em comparação com as concorrentes Raízen e Vibra.

O banco diz que, se nos próximos trimestres as margens ficarem acima de R$ 70 por metro cúbico, as ações devem voltar a se valorizar. Até então, o banco mantém recomendação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) dada a incerteza em relação a margens sustentáveis. O preço-alvo para a Ultrapar fica em R$ 21.

Afya (NASDAQ: AFYA)

O Credit Suisse atualizou o seu modelo de demonstração de fluxo de caixa (DCF na sigla em inglês) para a Afya, sem alterar o preço-alvo, de US$ 26, frente a US$ 22,38 negociados na terça pelos papéis AFYA na Nasdaq, ou sua avaliação, que manteve como neutra. O banco reduziu sua previsão de rendimentos por ação (EPS em inglês) para 2021 de R$ 5,56 para R$ 3. O banco diz que o novo modelo incorpora a perspectiva de valorização com a diversificação sobre o negócio digital em saúde, além do bem estabelecido negócio de educação médica, diz o Credit.

Movida (MOVI3, R$ 18,46, -0,59%)

A Movida fará a distribuição no dia 30 de setembro de R$ 510 milhões em dividendos, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira (15).

Conforme a empresa de locação de automóveis, a distribuição de lucros refere-se a R$ 300 milhões a título de dividendos intercalares, com base no resultado do segundo trimestre, e R$ 210 milhões por conta de proventos intermediários, com base em lucros de exercícios anteriores.

Ainda segundo a Movida, o montante distribuído a título de dividendos intercalares será imputado aos dividendos mínimos obrigatórios do exercício social de 2021.

Elétricas

O Morgan Stanley diz que vem monitorando o nível de reservatórios no Brasil, e que a crise hídrica piorou nos últimos três meses. O banco diz que continua a acreditar que não haverá racionamento (a estimativa é de que a probabilidade de que isso ocorra gire em torno de entre 2% e 20%) mas afirma que a perspectiva de consequências negativas vem aumentando. A perspectiva é melhor para 2022 por conta da previsão de capacidade adicional de geração e transmissão.

O banco ressalta que os reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) está em cerca de 26% de sua capacidade nacional, e que deve encerrar a próxima semana, de 21 de setembro, em 23%, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), frente a 24% em 2001, 29% em 2014 e 23% em 2017.

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, que correspondem a 70% do total de água estocada no sistema, a situação é pior, de 19%, e deve encerrar o mês em 15%. Na última crise hídrica, em 2001, encerrou em 21%.

O banco diz que o último mês da estação seca, novembro, é um período crítico para estudar os níveis dos reservatórios, já que normalmente eles ficam em seus níveis mais baixos no ano. Segundo a PSR, a expectativa é de que os níveis nas regiões Sudeste e Centro-Oeste fiquem entre 11% e 16% em novembro de 2021, caso as energia natural afluente (ENA) fique em 58% da média histórica, em um cenário pessimista, e em 70% da média em um cenário otimista. Para o Sistema Integrado Nacional (SIN), a mesma hidrologia deve levar a reservatórios em entre 18% e 22% em novembro de 2021, diz o banco.

Em um encontro com o Morgan Stanley, a consultoria PSR atualizou os cenários que haviam sido discutidos no mês anterior, avaliando que o risco de racionamento está em entre 2% e 20%. A PSR estima em entre 28% e 41% o risco de blecautes.

O banco também ressalta que neste mês o governo criou a bandeira de escassez hídrica, que fica em R$ 14,2 por 100 kilowatts-hora, frente à bandeira mais cara até então, a vermelha, em R$ 9,49. Apesar disso, as bandeiras tarifárias devem registrar déficit de R$ 5 bilhões em 2021, segundo a Megawhat Consultoria. Ainda segundo o Morgan Stanley, em 2022 o banco pode utilizar de outros métodos para cobrir a falta de recursos no setor, como a alocação de R$ 5 bilhões da privatização da Eletrobras, destinação de recursos em créditos fiscais, custo financeiro mais baixo de Itaipu, entre outros. Sem essas medidas, as tarifas poderiam aumentar 16% em 2022 em média, segundo a Aneel.

O banco diz avaliar que, por conta dos níveis baixos de reservatórios e alto risco de blecautes nos próximos meses, o sentimento de investidores deve se manter negativo no setor até o fim do ano. Apesar disso, diz esperar que o sistema se fortaleça no ano que vem, por conta de capacidade incremental de transmissão e geração de energia. Assim, diz que os melhores canais para atuar no setor são Engie, Equatorial, CPFL e CTEEP, todos com avaliação overweight (perspectiva de valorização acima da média). As geradoras de energia Cesp e AES devem ser as mais negativamente afetadas, com avaliação underweight (abaixo da média). O banco diz avaliar que a valoração da Cesp é atrativa o suficiente para compensar pelo risco, mas não antevê catalisadores para sua valorização no curto prazo.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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